Despedidas: 1895-1899

António Nobre · Capítulo 38 de 55

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Despedidas: 1895-1899

Capítulo 7

—Dá-me um beijinho, que eu peço?

—Isso sim!—Furto-lh'o então!

—Não que eu metto-o n'um processo

Pelo crime de ladrão!

 

7

 

O teu somno—ai que ventura

Tantos sonhos, que sei eu?

O meu é uma noite escura

Com uma estrella no ceu!

 

8

 

Coração, bates saudades

Saudades tão tristes são,

Lembra-me o sino ás Trindades,

O sino faz: Dlão! dlão! dlão!

 

9

 

Ai! na hora da partida,

Parte-se o coração!

Ai! como é triste a Vida!

Uns ficam... outros vão...