Doença de Chagas: Manual para Experimentação Animal
9.5 Coelho
Figura 24 - Testículo: orquite crônica moderada mostrando
abundantes ninhos de amastigotas corados em castanho através do
método imunohistoquímico peroxidase anti peroxidase - HE x 200
9.5 Coelho
Luis Eduardo Ramírez; Eliane Lages-Silva; Edmundo Chapadeiro
O coelho vem sendo utilizado para o estudo da infecção chagásica desde a descoberta da doença (Chagas, 1909; Agosin & Badinez, 1949). Entretanto, Teixeira et al. (1975) foram, praticamente, os primeiros a realizar um estudo sistematizado da infecção neste animal, tratando de avaliá-lo como modelo experimental. Segundo estes autores, o curso natural da infecção chagásica experimental no coelho parece estar associado à baixa mortalidade na fase aguda e elevada na fase crônica. Histopatologicamente, na fase crônica observaram no coração e intestinos lesões similares às encontradas em humanos, não tendo sido detectado parasitismo tissular em nenhum dos animais inoculados. Além disso, durante esta fase, observaram diferentes graus de neurólise e perda de células ganglionares. Por outro lado, Figueiredo et al. (1979), inoculando coelhos jovens com tripomastigotas da cepa Ernestina, provenientes de cultivos de células de coração ou de células Vero, observaram parasitemia pelo xenodiagnóstico, anticorpos IgM específicos, até o terceiro mês, e IgG pelo resto da vida do animal; foram também observados transtornos eletrocardiográficos na fase aguda manifestados por alterações da repolarização ventricular e bloqueio incompleto do ramo direito do feixe de Hiss e, na fase crônica, bloqueio completo do ramo direito, hemibloqueio anterior esquerdo e intervalo PR longo. Macroscopicamente, foram observados aumento do coração com átrios e ventrículos dilatados, sinais de insuficiência cardíaca, tromboembolismo e megacólon. Esses mesmos animais mostraram, no intestino, infiltrados linfocitários com destruição das células da musculatura própria e células ganglionares parassimpáticas, com conseqüentes seqüelas fibrosas e despopulação neuronal (Rezende Filho et al., 1979).
Santos-Buch & Teixeira (1974) demonstraram que linfócitos provenientes de coelhos infectados com T. cruzi, ou imunizados com frações subcelulares do mesmo parasita, destruíam células singênicas de coelhos infectados ou não infectados, demonstrando a existência de determinantes antigênicos comuns entre o parasita e as fibras musculares cardíacas. Segundo os mesmos autores, isto configuraria um mecanismo de auto-imunidade ou fundamento da patogênese da lesão cardíaca. Por outro lado, Andrade & Andrade (1979) observaram que o coelho oferece elevada resistência à indução da infecção experimental pelo T. cruzi quando infectado com diferentes inóculos e cepas (Y, Colombiana e 12SF); durante a fase aguda, a maioria dos animais apresentou parasitemia muito baixa ou negativa, não ocorrendo mortalidade nesta fase. Do ponto de vista histopatológico apenas alguns animais sacrificados mostraram pequenos focos esparsos de infiltração mononuclear no miocárdio na ausência de ninhos de amastigotas. Em animais que morreram entre o quarto e o 24º meses após inoculação, não foram observados parasitas nem lesões difusas no coração, mas somente pequenos e escassos focos de células mononucleares e fibrose intersticial. Contudo, Chiari et al. (1980) inoculando coelhos com diferentes doses, vias e cepas (Y, CL e MR), não recuperaram o parasita através de hemoculturas (LIT) realizadas entre os quinze e sessenta dias após inoculação. Além disso, nenhum dos animais, nas fases aguda e crônica, apresentou lesões histopatológicas significativas e as alterações encontradas foram muito discretas, as quais, de acordo com os autores, não foram induzidas pelos parasitas. Os autores concluem que esses animais são pouco susceptíveis à infecção pelo T. cruzi e, por conseguinte, não seriam um bom modelo experimental para o estudo da doença de Chagas.
A validade do coelho como modelo para o estudo da fase crônica da infecção foi reafirmada por Teixeira et al. (1983), os quais demonstraram que este animal apresentava, com grande freqüência, aumento da área cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, fenômenos tromboembólicos, manifestações eletrocardiográficas e megacólon.
Ramírez & Brener (1987), em pesquisa sistematizada realizada através de estudos parasitológicos, imunológicos, clínicos e histopatológicos em coelhos infectados por diferentes cepas (Y, CL e Ernane), inóculos (2-4.10 3 7 e 10), vias (intraperitoneal e conjuntival) e procedência de tripomastigotas (fezes de barbeiros, sangue de camundongos e cultura de células Vero), constataram alguns achados interessantes: na fase aguda da infecção, 95,6% dos animais inoculados apresentaram parasitemia patente; os demais foram positivos através do xenodiagnóstico ou da pesquisa de anticorpos pela imunofluorescência indireta. Algumas das características desta fase, período prepatente e curvas de parasitemia, foram fortemente influenciadas pela cepa e origem do parasita, inóculo e via de inoculação.
A sorologia realizada pelos métodos da imunofluorescência indireta (IFI), hemaglutinação indireta (HAI) e lise mediada pelo complemento (LMC) mostrou a presença de anticorpos específicos desde os primeiros dias da infecção, variando de acordo com a via de inoculação e natureza do inóculo. Os títulos de IgM foram detectados na maioria dos coelhos até a 19ª semana, enquanto a IgG foi observada, ao longo de toda a infecção, com títulos elevados. Os anticorpos hemaglutinantes foram coincidentes com o aparecimento da IgG e atingiram também elevados títulos durante a fase crônica. Estas observações confirmam as de outros pesquisadores em coelhos (Katzin et al., 1977; Figueiredo et al., 1979; Teixeira et al., 1983), assim como em humanos (Vattuone et al., 1973; Cerisola, 1977; Hanson, 1977). Os anticorpos líticos foram detectados em todos os animais infectados, aparecendo entre a segunda e a oitava semanas pós-inoculação, com elevadas percentagens de lise no transcurso da infecção, independente da cepa utilizada, demonstrando a implantação de um processo ativo de infecção pelo T. cruzi (Ramírez, 1984).
O estudo eletrocardiográfico na fase aguda mostrou que 62,5% dos coelhos infectados apresentavam mutabilidade do traçado, sendo as alterações mais freqüentes a bradicardia e o longo intervalo entre as ondas P e R. A mortalidade não foi observada durante a fase aguda, confirmando os achados de outros autores (Andrade & Andrade 1979; Chiari et al., 1980).
Nos animais sacrificados durante a fase aguda, a autópsia não revelou alterações macroscópicas significativas. Microscopicamente, o coração de alguns animais apresentou miocardite aguda de intensidade e extensão variáveis, caracterizada por focos de infiltrados endomisiais de células mononucleares aderidas ao sarcolema das fibrocélulas e, ocasionalmente, polimorfonucleares neutrófilos e eosinófilos. O exsudato estava associado à degeneração e à destruição de miocélulas, observando-se discreta fibrose intersticial em poucos animais. Ninhos de amastigotas nas células musculares cardíacas foram encontrados em 35% dos coelhos. No trato digestivo observaram-se infiltrados focais discretos na muscular própria (miosite) e nos plexos entéricos (ganglionite); na musculatura estriada foram encontrados, ocasionalmente, focos de infiltrados mononucleares, na ausência de parasitas (Moreira-Silva et al., 1996).
Na fase crônica, a partir do terceiro mês até o 22º mês, a parasitemia foi detectada em 38% dos animais através do xenodiagnóstico, em 14,8% através da hemocultura (LIT), como demonstraram também as pesquisas de Teixeira et al. (1983) e Figueiredo (1984).
Durante a mesma fase, 71,7% dos coelhos apresentaram alterações eletrocardiográficas, sendo as mais freqüentes: bradicardia sinusal, bloqueio átrio-ventricular de primeiro grau, fibrilação auricular, extra-sístoles ventriculares e distúrbios de condução intraventricular. Nos coelhos controles não foram observadas alterações que chamassem a atenção. Entretanto, cumpre observar que a falta de estudos básicos do traçado eletrocardiográfico no coelho, as dificuldades de obtenção do mesmo e a falta de estudos anátomo-clínicos, envolvendo inclusive o sistema de condução, dificultaram a exata interpretação desses achados.
À necropsia, poucos animais apresentaram sinais de insuficiência cardíaca congestiva, como presença de hidroperitôneo, fígado em noz moscada e hidropericárdio. A morte súbita foi rara, não tendo sido possível estabelecer uma correlação desta com os achados clínicos.
Do ponto de vista histopatológico, a fase crônica foi subdividida em crônica recente (três a seis meses) e crônica tardia (depois de seis meses), a fim de detectar possíveis lesões evolutivas entre as fases aguda e crônica e, desta maneira, estabelecer a morfogênese do processo patológico. Na fase crônica recente, a miocardite foi pouco freqüente, porém a fibrose (discreta) mostrou-se mais comum que na fase crônica, levando-nos a supor que no coelho esta fibrose inicial representaria um fenômeno reparativo que se segue à destruição miocárdica que ocorre na fase aguda (Moreira-Silva et al., 1996).
Segundo nossas observações, o coelho não reproduziu o megacólon encontrado por outros autores, nem as graves lesões microscópicas observadas no trato digestivo humano (Teixeira et al., 1975; Rezende Filho et al., 1979; Figueiredo, 1984). As lesões na musculatura esquelética, especialmente a miosite, foram discretas.
As Figuras 25 a 56 mostram aspectos histopatológicos encontrados no modelo coelho, fases aguda e crônica.
Figura 25 - Miocárdio (C92 -fase aguda - 25 dias de infecção pela
cepa Ernane): miocardite focal moderada. Focos de infiltrado
leucocitário no endomísio (setas) - HE x 107,5
Figura 26 - Miocárdio (C92 - fase aguda - 25 dias de infecção pela
cepa Ernane): miocardite focal moderada. Pormenor da figura
anterior, mostrando infiltrado mononuclear (provavelmente consti-
tuído por pequenos linfócitos) no endomísio. Os linfócitos acham-se
aderidos ao sarcolema das fibrocélulas - HE x 430
Figura 27 - Miocárdio (C85 - fase aguda - quarenta dias de infecção
pela cepa Ernane): miocardite focal moderada. Foco de infiltrado
inflamatório (seta) - HE x 107,5
Figura 28 - Miocárdio (C85 - fase aguda - quarenta dias de infecção
pela cepa Ernane): miocardite focal moderada. Pormenor da figura
anterior mostrando o infiltrado leucocitário constituído por
mononucleares (grandes e pequenos), granulócitos, neutrófilos e eosinófilos, associados a fenômenos degenerativos e necróticos de
fibrocélulas - HE x 430
Figura 29 - Miocárdio (C75 - fase aguda - 23 dias de infecção pela
cepa Ernane): miocardite multifocal confluente (zonal). Múltiplos
focos confluentes (setas) de infiltrado leucocitário endomisial - HE x
107,5
Figura 30 - Miocárdio (C75 - fase aguda - 23 dias de infecção pela
cepa Ernane): miocardite multifocal confluente (zonal). Pormenor da
figura anterior mostrando infiltrado mononuclear endomisial, associado à destruição de fibrocélulas cardíacas - HE x 213
Figura 31 - Miocárdio (C76 - fase aguda - 23 dias de infecção pela
cepa Ernane): miocardite focal moderada com fibrose inicial
levíssima. Focos de fibrose inicial endomisial e perimisial (setas) -
Tricrômico de Gomori x 107,5
Figura 32 - Miocárdio (C76 - fase aguda - 23 dias de infecção pela
cepa Ernane): miocardite focal moderada com fibrose inicial
levíssima, endomisial e perimisial. Pormenor da figura anterior
mostrando um foco de miocardite caracterizado por infiltrado
mononuclear, destruição de miócitos e proliferação de células
fusiformes compatíveis com fibroblastos, com discreta deposição de
colágeno (corado levemente em azul) - Tricrômico de Gomori x 430
Figura 33a - Miocárdio (C7 - fase aguda - 22 dias de infecção pela
cepa CL): ninho de amastigotas do Trypanosoma cruzi,
aparentemente íntegro sem reação inflamatória - H&E x 1.075 [
checar com autor se não é 107,5]
Figura 33b - Miocárdio (C2 - fase aguda - 23 dias de infecção pela
cepa Y): ninho de amastigotas de Trypanosoma cruzi,
aparentemente roto, com reação inflamatória em torno - H&E x
1.075 [idem]
Figura 34 - Miocárdio (C91 - fase aguda - 25dias de infecção pela
cepa Ernane): ninho de amastigotas do Trypanosoma cruzi,
aparentemente roto, com reação inflamatória em torno
(mononucleares apontados por setas) - PAP x 1.075 [idem]
Figura 35 - Epicárdio (C91 - fase aguda - 25 dias de infecção pela
cepa Ernane): epicardite focal. Infiltrado mononuclear, neutrofílico e
eosinofílico no tecido adiposo epicárdico - HE x215
Figura 36 - Endocárdio e miocárdio (C92 - fase aguda - 25 dias de
infecção pela cepa Ernane): endocardite focal. Infiltrado
mononuclear focal, discreto no endocárdio. No miocarárdio também
se observam focos de infiltrado mononuclear - HE x 215
Figura 37 - Miocárdio (C84 - fase crônica recente - três meses de
infecção pela cepa Y): miocardite focal leve, endomisial e perimisial.
Foco de infiltrado leucocitário no miocárdio (seta) - HE x 107,5
Figura 38 - Miocárdio (C84 - fase crônica recente - três meses de
infecção pela cepa Y): miocardite focal leve, endomisial e perimisial. Pormenor da figura anterior, mostrando exsudato de mononucleares
(grandes e pequenos) e granulócitos neutrófilos, associado a
fenômenos degenerativos e necrose de fibrocélulas - HE x 430
Figura 39 - Miocárdio (C64 - fase crônica recente - quatro meses de
infecção pela cepa Ernane): miocardite multifocal confluente(zonal)
predominantemente endomisial. Focos confluentes de infiltrados
leucocitários endomisiais (setas) - HE x 43.
Figura 40 - Miocárdio (C64 - fase crônica recente - quatro meses de
infecção pela cepa Ernane): miocardite multifocal confluente (zonal)
predominantemente endomisial. Pormenor da figura anterior
mostrando focos de infiltrado mononuclear, endomisiais, com
alterações degenerativas e necrose de fibrocélulas - HE x 107,5
Figura 41 - Miocárdio (C52 - fase crônica recente - quatro
fibrosante. Múltiplos focos confluentes de infiltrado leucocitário
associados à destruição de fibrocélulas e fibrose inicial, em leve tom
azul(setas), de distribuição endomisial e perimisial - Tricrômico de
Gomori x 43
Figura 42 - Miocárdio (C52 - fase crônica recente - quatro meses de
infecção pela cepa Y): miocardite multifocal confluente (zonal),
fibrosante. Pormenor da figura anterior mostrando áreas confluentes
de destruição de fibrocélulas, substituídas pela fibrose. A
hipercelularidade e a discreta deposição de colágeno, indicada pela
leve tonalidade azul, caracteriza a fibrose como inicial - Tricrômico
de Gomori x 107,5
Figura 43 - Miocárdio (C52 - fase crônica recente - quatro meses de
infecção pela cepa Y): miocardite multifocal confluente (zonal),
fibrosante. Pormenor da figura anterior mostrando a proliferação de
células fusiformes, compatíveis com fibroblastos, com discreta
deposição de colágeno (coloração azulada), em substituição às
fibrocélulas destruídas -Tricrômico de Gomori x 430
Figura 44 - Túnica muscular de parede gástrica (C81 - fase crônica
recente - três meses de infecção pela cepa Y): miosite focal.
Infiltrado inflamatório mononuclear e neutrofílico na túnica muscular
do estômago - HE x 430
Figura 45 - Miocárdio (C9 - fase crônica tardia - dezesseis meses
de infecção pela cepa CL): miocardite focal leve. Focos de infiltrado
leucocitário (setas). Em B, pormenor de um dos focos mostrando o
infiltrado constituído por mononucleares, pequenos e grandes, no
endomísio - H&E x107,5 (Figura 45 A), H&E x 430 (Figura 45 B)
Figura 46 - Miocárdio (C47 - fase crônica tardia - seis meses de
infecção pela cepa Y): miocardite multifocal confluente (zonal),
fibrosante. Foco de miocardite mostrando infiltrado mononuclear,
acentuada miocitólise e proliferação de células fusiformes
compatíveis com fibroblastos - H&E x 215
Figura 47 - Miocárdio (C47 - fase crônica tardia - seis meses de
infecção pela cepa Y): miocardite multifocal confluente (zonal), fibrosante. Múltiplos focos confluentes de infiltrado leucocitário
miocárdico, com destruição de fibrocélulas e fibrose inicial (setas) -
Tricrômico de Gomori x 43
Figura 48 - Miocárdio (C47 - fase crônica tardia - seis meses de
infecção pela cepa Y): miocardite multifocal confluente (zonal),
fibrosante. Pormenor da figura anterior mostrando áreas perimisiais
e endomisiais de destruição de miócitos e proliferação de células
fusiformes, compatíveis com fibroblatos, com discreta deposição de
colágeno (fibrose inicial) -Tricrômico de Gomori x 215
Figura 49 - Miocárdio (C25 - fase crônica tardia - treze meses de
infecção pela cepa Y): miocardite focal moderada, fibrosante. São
vistos três focos de fibrose miocárdica (setas), predominantemente
endomisial, com discreto infiltrado mononuclear. A fibrose
caracteriza-se por intensa deposição de colágeno, corado em azul
(fibrose avançada) - Tricrômico de Gomori x 215
Figura 50 - Miocárdio (C47 - fase crônica tardia - seis meses de
infecção pela cepa Y): miocardite multifocal confluente (zonal),
fibrosante, perimisial e endomisial. Pormenor de uma área de
fibrose miocárdica perimisial e endomisial, caracterizada por
acentuada deposição de colágeno, corado em azul (fibrose
avançada) - Tricrômico de Gomori x 215
Figura 51 - Miocárdio (C4 - fase crônica tardia - doze meses de
infecção pela cepa Y): miocardite multifocal confluente (zonal),
fibrosante, perimisial e endomisial. Múltiplos focos confluentes de
destruição de fibrocélulas e substituição por fibrose avançada -
Tricrômico de Gomori x 107,5
Figura 52 - Epicárdio (C9 - fase crônica tardia - dezesseis meses de
infecção pela cepa CL): epicardite focal. Infiltrado mononuclear no
tecido adiposo epicárdico, com presença de células epitelióides e de
células gigantes do tipo Langhans - HE x 215
Figura 53 - Miocárdio da ponta do ventrículo direito, em área de
ruptura (C57 - fase crônica tardia - doze meses de infecção pela
cepa Y): hemorragia e intensa miocardite, com exsudato
mononuclear e neutrofílico, formando microabscessos (setas) - HE x
215
Figura 54 - Parede do ceco (C44 - fase crônica tardia - dezoito
meses de infecção pela cepa Y): fibrose difusa demonstrada pela
coloração azul, da túnica muscular externa - Tricrômico de Gomori x
107,5
Figura 55 - Tecido muscular esquelético (C16 - fase crônica tardia -
22 meses de infecção pela cepa CL): miosite focal. Foco de
infiltrado mononuclear perimisial e proliferação de células fusiformes
compatíveis com fibroblastos - HE x 430