Doença de Chagas: Manual para Experimentação Animal
Capítulo 16 - Preparo de células para avaliação de parâmetros inflamatórios e imunológicos
Capítulo 16 - Preparo de células para
avaliação de parâmetros inflamatórios
e imunológicos
Tania C. Araújo-Jorge; Vinicius Cotta-de-Almeida; Bianca P. Olivieri; Andrea Henriques-Pons
No Capítulo 15 descrevemos procedimentos para análise de marcadores humorais de inflamação e de resposta imune. No presente capítulo vamos nos concentrar nos procedimentos para análise de células obtidas de tecidos linfóides.
O sistema imune está distribuído em órgãos linfóides centrais e periféricos e também em vias de fluxo celular entre esses órgãos e outros tecidos-alvo, isto é, o sangue e a linfa. O estudo das células presentes em quaisquer desses compartimentos do sistema imunológico pode traduzir um estado patológico deste sistema. Como as células efetoras são essencialmente circulantes e migratórias, os órgãos linfóides funcionam como verdadeiros "sacos" de células, que podem ser fragmentados e homogeneizados de modo a colocar as células em suspensão apenas com dissociação mecânica, sem tratamentos enzimáticos do tecido.
Diversas alterações são observadas no sistema imunológico no curso da infecção pelo Trypanosoma cruzi: ativação policlonal de células T e B, imunossupressão da resposta proliferativa, citotoxicidade exacerbada, apoptose de linfócitos, atividade auto-reativa, depleção de linfócitos tímicos, entre outras. Por isso a análise de células do sistema imunológico tem sido objeto de intensos e abrangentes estudos visando aprofundar as investigações da atividade imunitária na infecção pelo T. cruzi. 16.1 Obtenção de células de sangue, peritôneo,
baço e linfonodos
O preparo de suspensões celulares com alta viabilidade é essencial para ensaios baseados em atividade celular: proliferação e diferenciação de funções efetoras, análises fenotípicas por citometria de fluxo, ou ensaios de interação entre células do sistema imune (por exemplo, apresentação antigênica) ou entre elas e células-alvo (por exemplo, citotoxicidade). Para qualquer destas abordagens, tendo em vista traduzir um estado operante no momento em que se extrai o órgão ou o fluido do animal em estudo, é muito importante que a morte dos animais e a extração e processamento dos órgãos seja feita de forma rápida e cuidadosa para maior preservação das amostras. Alguns cuidados especiais:
• usar materiais cirúrgicos adequados, principalmente no que
tange à retirada de linfonodos muito pequenos, ou timo
atrofiado;
• evitar presença de sangue (hemólise, uso de gradiente de
Ficoll);
• usar homogeneizadores de tecidos de forma apropriada;
• usar soluções salinas adequadas: (1) salina fosfatada
tamponada (PBS) com soro bovino fetal 2 a 5% ou (2) solução
salina balanceada: BSS ou Hanks, com soro bovino fetal 2 a
5%.
Material
• câmara de anestesia com clorofórmio ou éter (vidro com
tampa larga, e algodão no fundo)
• álcool a 70%
• placa de cortiça (para a fixação do animal)
• placa de Petri com solução salina para as lavagens
• pipetas Pasteur para troca da salina de lavagem
• recipientes de descarte de líquidos e de carcaças com as
devidas soluções desinfetantes
• tesoura de ponta afiada
• pinças anatômica, dente de rato e de relojoeiro
• sistema de homogeneização: (a) êmbolos de seringa para
maceramento, (b) tela (peneira) de arame ou náilon, (c) lâminas
de bordas esmerilhadas, ou (d) homogeneizador de tecido
• cuba de gelo para os tubos
• tubos de 15 ml para centrífuga, previamente rotulados com o
material a receber
• solução salina tamponada sem soro, em banho de gelo (PBS
ou BSS)
• solução salina com 2 a 5% de soro fetal bovino (PBS-SFB ou
BSS-SFB) em banho de gelo
• câmara de Neubauer para contagem de células
• solução de azul Tripan 0,2 a 0,4% para avaliação de
viabilidade celular
• tubos de microcentrífuga para diluições
• micropipetas de 200 e 20 ml
• seringas de 1, 5 e 10 ml com as respectivas agulhas
• ponteiras de micropipetas
• contador
• heparina
Procedimento
• anestesiar o animal;
• fazer punção cardíaca para coleta de sangue em seringa
heparinizada para obtenção de células mononucleares
sangüíneas e plasma (manter no gelo até o processamento);
• abrir a pele do abdômen sem ruptura do peritônio;
• injetar 4 a 6 ml de solução salina ou meio de cultura sem soro
(seringa de 10 ml) na cavidade peritoneal para lavagem e coleta
das células (manter no gelo até o processamento);
• abrir a parte ventral do animal para exposição e retirada dos
linfonodos subcutâneos (inguinais, braquiais, axilares, etc.), do
peritônio para exposição dos órgãos de interesse (baço e
linfonodos mesentéricos), e do tórax para retirada do timo e
linfonodos dessa região, caso haja interesse;
• coletar os órgãos e depositá-los em placas de Petri com salina
gelada (a pesagem do baço é essencial);
• lavar em salina gelada;
• homogeneizar para ruptura das cápsulas e liberação das
células linfóides;
• coletar as células com pipetas Pasteur e transferir para tubos
cônicos de 15 ml. No caso de células do baço, lisar as
hemáceas;
• lavar 2-3 x em salina (volume oito a dez vezes maior do que o
da suspensão) com centrifugações sucessivas
• ressuspender em solução adequada (meio de cultura ou BSS),
contagem de rendimento e viabilidade celular (diluição 1:1 com
azul tripan 0,4%).
O rendimento de células esperado para camundongos normais, variando na dependência da linhagem de camundongos utilizada, é o seguinte: células peritoneais = 1 a 3 x 10 6 6 , timo = 100 a 300 x 10,
linfonodos mesentéricos = 50 a 100 x 106 6 , baço = 50 a 150 x 10. A
determinação da celularidade é essencial para uma determinação posterior de números absolutos de subpopulações fenotípicas (B, T, CD4, CD8).
Obs 1: o procedimentos para timo e linfonodos são os descritos
acima. O baço, pela alta quantidade de eritrócitos, deve ser
submetido à hemólise com soluções hemolíticas adequadas à
base de: (1) NH Cl, devendo por isto passar por extensa 4
lavagem, devido à toxicidade deste componente para as outras
células na suspensão, (2) choque hipotônico por 10 segundos,
ou (3) separação celular por gradiente de Ficoll.
Obs 2: O sangue deve ser obtido em anticoagulante (heparina,
EDTA, etc.) por punção cardíaca, retroorbital ou femural,
seguida de separação de células mononucleares por gradiente
de densidade.
Obs 3: Após a remoção dos órgãos todo o procedimento deve
ser realizado em banho de gelo.
Obs 4: As células do peritôneo devem ser obtidas injetando-se
meio de cultura gelado na cavidade peritoneal; após
massageamento do peritônio cheio de líquido proceder à
retirada com seringa ou pipetas tipo Pasteur. Depois da
lavagem da suspensão celular com nova solução de meio
adequado, as células ficam em condições de trabalho para
imunofenotipagem ou para ensaios funcionais.
16.2 Preparo e caracterização de esfregaços
celulares por citocentrifugação
A centrífuga de células (Cytospin) permite o preparo de esfregaços das suspensões celulares para uma análise morfológica ou imunocitoquímica. Ela é desenhada para preparar uma monocamada de células numa área definida, para posterior processamento. É útil para o estudo de suspensões cuja densidade, com número insuficiente para análise por citometria, ou para gerar amostras para análise microscópica de suspensões utilizadas em outras metodologias. Compõe-se de um suporte para lâmina com um funil plástico que concentra as células ali depositadas num cilindro que drena para uma única área da lâmina. Entre a lâmina e o suporte é colocado um molde espesso de papel de filtro perfurado exatamente no local de encontro com o cilindro que depositará as células na área pré-determinada. O número ideal de células a ser dispersadas no campo circular que forma a base do cilindro é de quinhentas células.
Material
• citocentrífuga e seus acessórios
• lâminas com borda esmerilhada, previamente identificadas a
lápis; podem ser ou não previamente revestidas com gelatina,
poli-L-lisina ou aminosilane
• suspensão de células a 1 x 106/ml (células de 10 a 12 µm de
diâmetro); pode ser numa densidade maior ou menor, a
depender do tamanho das células
• para amostras de sangue, lisar as hemáceas, ou separar os
leucócitos em gradiente de Ficoll. Para o preparo do esfregaço,
que possa ser utilizado em citoquímica, a contagem de
hemáceas deve ser menor que 5000/µl (<5 x 106/ml)
• solução de albumina 30%
• fixador: etanol 70%+polietileno glicol 2% (fixador de
Saccomano) ou paraformaldeído 4%
• micropipetas e ponteiras
• cubas de descarte para desinfecção de ponteiras, lâminas e
filtros, e para desinfeção e lavagem dos suportes e presilhas
Procedimento
• limpar as lâminas com álcool e identificá-las;
• preparar os conjuntos de suporte/filtro/lâmina/prendedor;
• aplicar 25 µl de albumina 30% no fundo da câmara de amostra
(apenas se não for ser feito processamento de
imunofluorescência; a albumina interfere com o brilho);
• aplicar 25 µl da suspensão no cone do suporte (não no funil),
sem deixar a pipeta tocar no papel de filtro;
• fechar corretamente o suporte e colocar na centrífuga;
• centrifugar por 3-4 min a 1.000 rpm (a velocidade e o tempo
devem ser testados antes, pois normalmente podem ser
ajustados ao tipo celular que se quer analisar; para células de
baço usamos 5 min a 500 rpm);
• remover do suporte da centrífuga e submergir a lâmina no
fixador;
• processar as células através do protocolo desejado (coloração
por Giemsa ou outra, imunofluorescência direta ou indireta).
16.3 Preparo e marcação (fenotipagem) de
células para citometria de fluxo A análise por citometria de fluxo convencional permite a aquisição e a análise de um mínimo de cinco parâmetros que podem ter grande valor para a pesquisa de aspectos da imunopatogenia da doença de Chagas. Os dois parâmetros morfológicos, o desvio frontal (forward scatter, FSC, menos de 2º) e o desvio lateral (side scatter, SSC, a 90º) da luz indicam, respectivamente, o tamanho celular, proporcional à área de corte transversal da célula e à "granulosidade" celular, ou melhor, o grau de diferença entre o índice de refração dos grânulos de uma célula em relação ao índice de refração do seu citoplasma. Neutrófilos e eosinófilos se distinguem de linfócitos, mas basófilos não, pois os grânulos têm índice de refração igual ao do citoplasma. Esses parâmetros indicam o percentual relativo dessas populações celulares, bem como os efeitos da ativação em termos de tamanho e granulosidade celular. Além desses parâmetros, a citometria permite facilmente a marcação com indicadores fenotípicos ou funcionais fluorescentes com até três cores (verde, laranja e vermelho). Aparelhos especiais, ou adaptações, podem ainda estender essas análises para até oito cores diferentes.
Entre as aplicações mais freqüentes da citometria destacamos: (1) a análise de propriedades citoquímicas de células imunorrespondedoras (granulócitos, monócitos e linfócitos), tais como contagem diferencial de leucócitos, imunofenotipagem e caracterização de subpopulações celulares, quimiotaxia, endocitose, degranulação e catabolismo em resposta a estímulos, graus de maturação e ativação de linfócitos B e T; (2) medidas de DNA para estudo de ciclo celular e detecção de morte, necrose e apoptose; (3) diferenciação celular em diferentes sistemas, com medidas de ciclo celular, de traçadores de mRNA, identificação de sítios receptores e perfis de glicosilação, antígenos marcadores e mudanças estruturais.
A análise de amostras em citometria de fluxo segue as seguintes etapas:
• preparação de uma suspensão aquosa de células isoladas do
tecido ou cavidade de interesse;
• coloração específica do componente celular que se quer
estudar com anticorpos conjugados a fluorocromos;
• medida no citômetro (aquisição de dados);
• análise quantitativa dos dados em computador;
• interpretação dos dados quantitativos em termos de relevância
biológica ou médica.
Para a fenotipagem celular, anticorpos monoclonais (mAb) e policlonais desenvolvidos contra diferentes proteínas de membrana possibilitam a identificação de subpopulações celulares. Como cada classe de células expressa, até certo ponto, um repertório particular de moléculas de membrana, o uso de um painel de anticorpos mAb e a análise multiparamétrica por citometria de fluxo pode distinguir cada população. Por exemplo, usando-se mAb anti CD3, CD4 e CD45RA pode-se definir o percentual relativo de linfócitos T helper (positivo para os três marcadores), linfócitos T citotóxicos (positivos para CD3 e CD45RA, negativo para CD4), linfócitos B (negativos para CD3 e CD4 e positivos para CD45RA), e monócitos (negativos para CD3 e positivos para CD4 e CD45RA).
Material
• centrífuga para os tubos ou microplacas
• solução de bloqueio
• anticorpos monoclonais marcados diretamente ou com os
respectivos conjugados secundários fluorescentes dirigidos
contra os marcadores fenotípicos desejados, como por
exemplo: anti CD3-e, anti CD8, anti CD4, anti CD5, anti cadeia
m, anti TCR, anti CD16/32 (clone 2.4G2)
• solução de lavagem (BSS-soro fetal bovino 5%)
• fixador: PFA 1%
• solução de passagem: PBS-FACS = PBS + 5% SBF + NaN 1 3
mg/ml (0,1 %).
Observações gerais
• a quantidade de células por amostra deve ser cinqüenta a cem
vezes maior do que o número de células que se pretende
analisar: para 104 6 células analisadas, pode-se prever 10
células coradas (por amostra, comumente um estoque de cerca
de 5-20 x 106/ml);
• podem ser usados microtubos, tubos de 13x75 mm ou placas
de 96 poços fundo V, a depender da centrífuga disponível. As
centrifugações em microcentrífuga não devem ultrapassar 1min
e em centrífuga de tubos maiores devem ser de 3 a 5 min; para
microtubos aspirar o sobrenadante ao invés de verter;
• marcar as células no gelo e no escuro;
• os anticorpos interagem com as células de três modos: ligação
específica ao epitopo; ligação a receptores Fc (essa ligação é
específica e saturável; imunoglobulinas isoladas se ligam a
receptores de alta afinidade e imunoglobulinas agregadas por
calor ou sob forma de complexo antigeno-anticorpo se ligam a
receptores de baixa afinidade); ligação inespecífica (não
saturável); por isso é indispensável a etapa de bloqueio;
• é importante corar células controle com um anticorpo não
relacionado, e de mesmo isotipo, para testar a efetividade do
bloqueio de receptor Fc;
• em média 1 µg de anticorpo por 106 células é suficiente, mas
é recomendada uma titulação prévia para se avaliar a
concentração ideal, pois pode haver superconjugação,
agregação ou degradação. Neste casos o anticorpo tem baixa
qualidade e pode gerar dados artefatuais;
• o uso de anticorpos secundários na forma F(ab') elimina a 2
ligação via Fc;
• as amostras devem ser guardadas sempre a 4ºC e ao abrigo
da luz até o momento da leitura;
• sempre que possível utilizar controles positivos de marcação.
Cuidados especiais
Usar os anticorpos na diluição apropriada, fazendo uma titulação prévia, antes de usar em qualquer experimento, com o seguinte procedimento:
• incubar células com diluições seriadas do anticorpo;
• obter seus histogramas de fluorescência superpostos com o
histograma do tubo controle (isotipo não relacionado, tubo não
marcado ou tubo incubado apenas com o conjugado, segundo o
protocolo usado);
• ajustar o marcador para o limite de negativos e positivos
usando o histograma do tubo controle;
• criar uma região correspondente às células positivas e outra
às negativas;
• analisar a média da intensidade de fluorescência em cada
região (negativa e positiva) para cada diluição do anticorpo sob
teste;
• calcular a razão entre a fluorescência das células positivas e
negativas (relação sinal/ruído).
A única concentração de anticorpo que corresponde à diluição apropriada a ser usada é aquela na qual a relação sinal/ruído é máxima. Nessa concentração a ligação inespecífica é mínima e a especificidade de ligação é máxima. Para encontrar essa concentração, o marcador para células positivas deve ser ajustado de modo a que mais de 99% das células coradas com o isotipo controle (o tubo controle em questão) estejam na faixa negativa.
Fenotipagem em uma cor
INDIRETA
Anticorpo primário seguido de um anticorpo secundário conjugado a fluorocromo
• colocar a quantidade adequada de células nos tubos (106
células em 50 µl);
• adicionar 10 µl da solução de bloqueio por 10 min (ver
Material);
• após centrifugação, adicionar a quantidade apropriada do
anticorpo primário e incubar por 15 min;
Obs: pode-se usar tempos de incubação maiores mas não é
necesário porque o processo de ligação do anticorpo ao epitopo
é rápido; para antígenos intracelulares pode ser necessário
maior tempo.
• adicionar PBS, centrifugar as células a 400 g, decantar o
sobrenadante (retirar o excesso de PBS sobre papel
absorvente) e ressuspender as células no volume residual (isso
consiste numa lavagem); seguem-se duas a três lavagens, ou
pode ser feita uma única vez utilizando-se cinqüenta a cem
vezes o volume de tampão sobre o volume residual das células;
• se a lise de hemáceas for desejada, substituir o PBS por
solução de lise na etapa 4, como a primeira lavagem;
• adicionar a quantidade apropriada do anticorpo secundário
fluorescente, incubar 15 min e lavar;
• ressuspender as células em fixador ou se desejar analisar
células vivas, no meio desejado;
• adquirir os dados no citômetro.
Anticorpo primário biotinilado seguido de avidina conjugada a fluorocromo
• aliquotar e bloquear (etapas 1e 2 iguais);
• adicionar a quantidade apropriada de anticorpo primário
biotinilado, incubar 15 min e lavar. Se a lise for necessária,
substituir o PBS por solução de lise (como descrito no item
anterior);
• adicionar a quantidade apropriada da avidina fluorescente,
incubar 15 min e lavar;
• fixar e analisar (etapas 7 e 8 iguais).
DIRETA
Anticorpo primário conjugado a fluorocromo
• aliquotar e bloquear;
• adicionar o anticorpo fluorescente por 15 min e lavar e/ou lisar;
• lavar, fixar e analisar (etapas 6, 7 e 8 ).
Número mínimo de alíquotas para a fenotipagem a uma cor
Tubo Reagente Objetivo
1 Sem conjugado FSC/SSC e
fluorescente autofluorescência
PBS+bloqueio+lise
2 Conjugado fluorescente Ligação background
para definir a posição
do pico negativo
3 Isotipo primário não Ligação específica do
relacionado + conjugado isotipo via Fc - controle fluorescente negativo
4 Isotipo primário Determinação das
específico + conjugado células positivas fluorescente
Regras básicas para conjugação dos três procedimentos
• se usar o Método 1, ele deve ser sempre realizado primeiro;
• o anticorpo secundário deve ser bloqueado por IgG da mesma
espécie do primeiro anticorpo, de modo a não se ligar a
nenhum dos anticorpos primários subseqüentes;
• as etapas de bloqueio e de controle com o isotipo não
relacionado são essenciais para garantir a especificidade das
ligações;
• se o isotipo controle se ligar a quaisquer das células coradas
por uma combinação entre o primeiro e o segundo anticorpos, o
bloqueio não foi efetivo e os dados serão artefatuais.
Em caso de utilização de sistema de relação, proceder a controle semelhante ao anterior e também a controle, omitindo-se o anticorpo primário.
Há necessidade de controles positivos de marcação com as células utilizadas no ensaio para calibração da fluorescência no citômetro de fluxo. Estes controles devem sempre ser feitos em paralelo ao ensaio, tomando-se o cuidado de utilizar em tais controles populações celulares que apresentem subpopulação negativa e positiva para os marcadores celulares utilizados (nunca utilizar populações completamente positivas nem populações duplamente positivas em caso de se utilizadar dois marcadores simultâneos para controle da fluorescência).
16.4 Ensaios de ativação celular e citotoxicidade
in vitro
A morte celular é um processo fisiológico fundamental para vários sistemas biológicos como seleção negativa de linfócitos no timo, controle da resposta imunológica estabelecida, e outros. Vários são os mecanismos indutores de morte celular ou citotoxicidade. Macrófagos induzem morte celular basicamente via liberação de TNF e NO nos sítios inflamatórios, enquanto linfócitos T induzem morte celular via mecanismos mais específicos dependentes de interação receptor/ligante. Células T CD4+ induzem morte celular principalmente pela via dependente de Fas/Fas-L, enquanto linfócitos T CD8+ usam majoritariamente a via dependente de perforina e granzimas.
O desenvolvimento de procedimentos rápidos e eficientes para quantificar morte celular in vitro e estimular células do sistema imune, como células efetoras citolíticas, foi fundamental no estudo das relações intercelulares e atuação de moléculas citolíticas.
16.4.1 Purificação de subpopulações de esplenócitos 16.4.1.1. Separação por microesferas (beads) magnéticas
a) Coleta de baços
• coletar os baços e macerá-los em peneira fina ou em duas
lâminas de vidro com superfície áspera;
• colocar o material em placa de Petri estéril e adicionar 5-10 ml
de RPMI gelado sem soro;
• homogeneizar cuidadosamente com pipeta Pasteur;
• transferir as células para um tubo de 15 ml e deixar no gelo
por 5 min;
• após decantar os fragmentos, coletar o sobrenadante;
• centrifugar a 250 g por 10 min, retirar todo o sobrenadante e
agitar o sedimento;
• adicionar 3 ml de RPMI + 3 ml de NH Cl a 0,85%; 4
• centrifugar 1x;
• retirar o sobrenadante e adicionar 3 ml de NH Cl (não lisar as 4
hemácias por choque hipotônico);
• centrifugar mais 1x;
• ressuspender as células em meio completo;
• contar as células viáveis em azul de Tripan.
b) Conjugação células/anticorpos – seleção negativa
• separar as células em tubos contendo 1-4x107 células em 3 ml
de meio completo;
• usar todos os anticorpos na concentração final de 10 µg/ml -
na ausência de azida;
• adicionar às células os anticorpos relativos às populações a
depletar (1 ml volume final);
• homogeneizar e incubar por 30 min a 4ºC.
Anticorpos usados para isolamento das células
Células T CD4+ Células T CD8+ Células B α-CD8 α-CD4 α-CD8 α-CD45R α-CD45R α-CD4 α-MAC-1 α-MAC-1 α-MAC-1 α-Ia α-Ia -
c) Preparação das microesferas magnéticas
Obs: a preparação das esferas varia de acordo com o fabricante; portanto deve-se consultar o seu manual específico
• tomar o volume recomendado pelo fabricante de acordo com o
número de células;
• adicionar 40 ml de solução de Hanks sem soro às
microesferas para lavá-las;
• agitar bem e colocar no campo magnético;
• esperar as microesferas aderirem à parede do tubo e
desprezar o meio;
• repetir o processo de lavagem mais duas vezes;
• ressuspender as microesferas em 3 ml de RPMI.
d) Purificação
• lavar 1x as células que foram incubadas com os anticorpos na
geladeira;
• ressuspender em 3 ml de meio completo;
• juntar as células e as microesferas magnéticas - volume final
de 6 ml contendo 5% de SFB;
• agitar o material e incubar por 30 min a temperatura ambiente;
agitar 2x;
• colocar a mistura no separador magnético;
• aguardar até o líquido ficar translúcido;
• coletar o máximo de meio e colocar em tubos no gelo;
• adicionar mais 6 ml de meio e repetir o processo de
purificação três vezes ao todo;
• centrifugar o material coletado e contar.
16.4.1.2. Separação em coluna de lã de náilon
a) Preparação da lã
• mergulhar a lã num becker de 1 litro, contendo salina, por 2 h
a 37ºC;
• lavar a lã 3x em água bidestilada a temperatura ambiente;
• deixar a lã por 5 dias em água destilada a 37ºC, mudando a
água todos os dias;
• deixá-la secar por 2-3 dias a 37ºC;
• separar alíquotas de 0,7 g de lã e desfiá-la muito bem até
começar a aderir nos dedos;
• colocar a lã em seringas vazias de 12 ml, preenchendo a
seringa até pelo menos a metade;
• vedar e ensacar as colunas e autoclavá-las normalmente.
b) Preparação da coluna
• colocar a coluna na posição vertical com a saída do líquido
bloqueada;
• adicionar 20 ml de RPMI sem soro e apertar as laterais da lã
com pipeta Pasteur até molhá-la totalmente;
• desbloquear a saída de líquido e desprezar;
• repetir a adição de meio e desprezar;
• bloquear a saída de líquido;
• adicionar 20 ml de RPMI + 5% de SFB;
• drenar o excesso de meio e deixar a coluna a 37ºC por 1 h
antes de adicionar as células.
c) Adição de células
• aplicar na coluna um volume total de 2 ml de RPM + 5% de
SFB contendo 1-3x108 células;
• embalar a coluna e deixá-la por 1 hora a 37ºC.
d) Eluição das células não aderentes (população enriquecida em células T)
• lavar a coluna muito lentamente com meio aquecido contendo
soro fetal bovino;
• coletar os primeiros 25 ml e centrifugar a 250xg por 10 min;
• contar as células viáveis por exclusão em azul de Tripan.
e) Eluição das células aderentes (população enriquecida em células B)
• depois de coletar as células não aderentes (item d), comprimir
a lã e coletar o meio restante;
• adicionar mais meio com soro e comprimi-la de novo;
• repetir o processo até que sejam coletados 25 ml;
• centrifugar o material a 250xg por 10 min e contar as células
viáveis em azul de Tripan.
16.4.2 Ativação de linfócitos in vitro
Freqüentemente, utilizam-se três tipos de estímulos para ativação in vitro: lectinas (Con A ou PHA, 5 µg/ ml), LPS (5 µg/ml), ou anticorpos monoclonais como por exemplo anti CD3 que são cultivados por tempos variados de 3 a 72 h. Ao longo desse período várias análises podem ser feitas: a medida de proliferação celular, as modificações morfológicas de tamanho e granulosidade, ou a expressão de antígenos característicos do processo de ativação.
16.4.2.1 Ativação por Con-A
• coletar as células de baço como descrito anteriormente;
• ajustar a concentração de células para 5-10x107 células por
ml de meio completo;
• adicionar 4 µg de Con-A por ml de meio;
• se a ativação for executada em placa de 96 poços, utilizar 2 x
105 células/poço;
• agitar bem e incubar a 37ºC por 12 h;
• coletar as células agitando suavemente com pipeta Pasteur -
elas devem estar grumadas;
• centrifugar a 250xg por 10 min;
• contar as células viáveis em azul de Tripan.
16.4.2.2 Ativação por anti CD3
a) Imobilização de anti CD3
• colocar por poço (placa de 24 poços) uma concentração final
de 5 µg de anti CD3 em um volume de 300 µl de meio, ou
suspensão a 25% de sobrenadante do hibridoma 145-2C11;
• manter a 37ºC por 4 h;
• lavar os pocinhos, muito cuidadosamente, 3x com RPMI sem
soro e aquecido;
• colocar por último RPMI com soro.
b) Aplicação das células
• coletar as células de baço como descrito anteriormente;
• passar em coluna de lã de náilon ou em microesferas
magnéticas, como descrito anteriormente;
• plaquear 3x106 células por pocinho até completar pelo menos
1 ml final;
• incubar a 37ºC por 12 h.
16.4.2.3 Células apresentadoras de Ag - doença de Chagas
Estimulação primária in vivo
• infectar camundongos singênicos C57BL/6 com T. cruzi Estimulação secundária in vitro
Coleta de macrófagos
• sacrificar camundongos C57BL/6 normais;
• expor o peritônio e injetar 5 ml de RPMI gelado sem soro;
• agitar a cavidade abdominal do camundongo;
• coletar o meio e manter as seringas no gelo;
• avaliar a presença de bactérias no material ao microscópio;
• centrifugar as células a 250xg por 10 min;
• ressuspender o material em RPMI gelado contendo 5-10% de
SFB e 1% de L-glutamina;
• contar a viabilidade em azul de Tripan.
a) Cultura e infecção de macrófagos
• plaquear 2-5x106 2; macrófagos por garrafa de 25 cm
• deixá-los aderir por 1 h a 37ºC;
• infectar a cultura com a mesma cepa de parasita que os
camundongos foram infectados na proporção de dez parasitas
por célula;
• incubar a cultura por 12 h a 37ºC;
• lavar as garrafas pelo menos 5x com RPMI aquecido e sem
soro, agitando suavemente a cultura;
• incubar as células por 24 h a 37ºC em RPMI + 5-10% de SFB
e 1% de L-glutamina;
• lavar as garrafas 2x em RPMI aquecido e sem soro;
• irradiar a cultura com 15.000 rad.
b) Co-cultura de macrófagos infectados in vitro com linfócitos de camundongos infectados in vivo (apresentação de antigeno)
• pelo menos dois meses após a infecção, sacrificar os
camundongos infectados com T. cruzi e coletar os baços;
• adicionar 3-5x107 esplenócitos por garrafa de macrófagos
infectados irradiados;
• manter a co-cultura por cinco dias a 37ºC.
c) Separação parcial de debris e células mortas
• coletar as células homogeneizando gentilmente com pipeta
Pasteur;
• centrifugar as células a 250xg por 10 min;
• ressuspender o sedimento em 5 ml de RPMI sem soro;
• colocar 5 ml de SFB concentrado no fundo do tubo usando
pipeta Pasteur; perceber a formação da segunda fase;
• centrifugar a 250xg por 10 min;
• coletar o sedimento (as células mortas e restos celulares
ficarão na interface).
16.5.3 Ativação de linfócitos in vivo
16.5.3.1 Reação enxerto x hospedeiro
a) Camundongos
• camundongos C3H/He (H-2k) de 3-4 semanas de idade como
doadores de timócitos
• camundongos C57BL/6 (H-2b) de 7-8 meses de idade como
animais recipientes
b) Coleta de timos
• retirar os timos dos animais C3H/He e colocá-los em RPMI +
10 mM de HEPES gelado sem SFB;
• macerá-los usando duas lâminas de microscópio com
superfície áspera;
• coletar as células em placa de Petri;
• homogeneizar cuidadosamente o material com pipeta Pasteur
e transferir para tubos de 15ml;
• deixar os fragmentos de tecido decantarem por 5 min no gelo;
• coletar o sobrenadante;
• centrifugar a 250xg por 10 min;
• contar as células viáveis em azul de Tripan;
• ajustar a concentração para 1x109 células viáveis/ml.
c) Obtenção de linfócitos alogênicos ativados
• injetar 100 µl de timócitos (1 x 108) por via intravenosa em
camundongos C57BL/6 irradiados (800 rad);
• sacrificar os animais recipientes cinco dias após a injeção
(acompanhar a mortalidade dos camundongos nesse período) e
usar como células efetoras contra alvos de C57BL/6;
• coletar os esplenócitos como descrito anteriormente;
• os baços devem estar bem pequenos com pontos de
proliferação celular.
16.5.3.2 Reação hospedeiro x enxerto
Sensibilização primária in vivo
a) Injeção de células alogênicas
• tomar uma cultura de EL-4 (C57BL/6 – H-2b) com pelo menos
95% de viabilidade;
• lavar as células 3x em RPMI sem soro;
• incubar a cultura por 4 h a 37ºC em RPMI sem soro, trocando
2x o meio, para reduzir a quantidade de proteínas do soro;
• centrifugar as células a 250xg por 10 min;
• ressuspender em PBS + 0,02% de EDTA;
• contar as células viáveis em azul de Tripan;
• ajustar a concentração para 1x108 células/ml;
• injetar 100 µl de células por via intraperitoneal em
camundongos Balb/C (H-2d).
Sensiblilização secundária in vitro
b) Obtenção de linfócitos sensibilizados
• coletar o baço dos animais 10-20 dias após sensibilização
primária in vivo (ver 16.4.1.1a);
• ajustar a concentração para 2,5x106 células por ml de meio
completo;
• aplicar 2 ml de células por pocinho de placa de 24 poços;
• deixar as células na geladeira por no máximo 1 h.
c) Irradiação de células sensibilizadoras
• tomar uma cultura de células EL-4 com pelo menos 95% de
viabilidade;
• lavar 3x a cultura em PBS + 0,02% de EDTA;
• contar as células viáveis em azul de Tripan;
• ajustar a concentração para 3x107 células/ml;
• irradiar a cultura com 5.000 rad;
• adicionar 100 µl de células EL-4 à metade dos pocinhos
contendo linfócitos (item a) – células efetoras e células efetoras
controle;
• manter a co-cultura a 37ºC por 4-5 dias; verificar a viabilidade
diariamente.
16.5.4 Marcação de células alvo com 51Cr
Método
• tomar uma cultura de células-alvo com pelo menos 95% de
viabilidade;
• centrifugar as células a 250xg por 10 min;
• ressuspendê-las em 5 ml de RPMI + 5 % de SFB;
• contar as células viáveis em azul de Tripan;
• ajustar a concentração para 1x106 células/ml de meio de
marcação;
• incubar as por 1h a 37ºC;
• lavar 2x em RPMI + 5% de SFB;
• incubar por 30 min a 37ºC;
• lavar 2x em RPMI + 5% de SFB;
• tomar uma alíquota de 1x104 células para leitura em contador
gama - a contagem deve ser de pelo menos 10.000 cpm;
• ajustar o número de células-alvo para mais ou menos este
nível de contagem.
16.5.5 LDCC (Lectin Dependent Cell Cytotoxicity)
Método
• plaquear as células-alvo marcadas em placa de 96 poços com
fundo em U ou V;
• adicionar as células efetoras nas proporções desejadas em
triplicata;
Obs: as células-alvo e efetoras não precisam ser singênicas
• adicionar Con-A na concentração final de 5 µg/poço;
• o volume final por poço deve ser de 200 µl;
• agitar gentilmente com micropipeta;
• incubar a placa por 15 min à temperatura ambiente;
• centrifugar a 130 x por 5 min;
• incubar a placa do ensaio de citotoxicidade por 5 h a 37ºC;
• centrifugar a placa a 250xg por 10 min;
• coletar 100 µl de cada poço;
• fazer a leitura em contador gama.
Cálculo de citotoxicidade específica
Referências bibliográficas
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GOODING, L. R. Specificities of killing by cytotoxic lymphocytes genetated in vivo and in vitro to syngeneic SV40 transformed cells. Journal of Immunolgy, 118:920-927, 1977.
JULIUS, M. H.; SIMPSON. E. & HERZENBERG, L. A. A rapid method for isolation of functional thymus-derived murine lynphocytes. European Journal of Immunology, 3:645-649, 1973.
LECLARE, J. C.; PLATER, C. & FRIDMAN, W. H. role of the Fc receptors (FcR) of thymus-derived lymphocytes. European Journal of Immunology, 8:543-554, 1977.
PINCUS, J. H.; LINCOLN, P. & REISFELD, R. A. Separation of murine lymphoid cells using nylon wool columns. Transplantation, 18:544-549, 1974.
STEWART, C. C. & STEWART, S. J. The use of directly and indirectly labeled monoclonal antibodies in flow cytometry. In: Methods in Molecular Biology, vol 45: Monoclonal antibody protocols, ch. 15. 1996. Totowa, NJ: W.C. Davis Humana Press Inc.
Anexo 16.1 - Preparo de soluções especiais e
tampões
PBS m M
(Phosphate-buffered saline)
NaCl 150
Na HPO .12H O 10 2 4 2
KH PO 1 2 4
KCl 2 Ajustar para pH 7,4
Solução de Alsever m M Glicose 115 NaCl 72 Citrato de sódio 30
BSS ( 1 Balanced Salt Solution ) Componente Concentração Solução Solução
final A (10x) B (10x)
para para
1.000 ml 1.000 ml
Glicose 5,5 mM 10,0 g NaCl 140 mM 80,0 g
KH PO 0,4 mM 0,6 g 2 4
Na HPO .12H O 1,5 mM 5,37 g 2 4 2
CaCl . 2H O 1 mM 1,86 g 2 2
KCl 5 mM 4,0 g
MgCl .6H O 0,9 mM 2,0 g 2 2
MgSO .7H O 0,8 mM 2,0 g 4 2
Vermelho de 0,001% 0,1 g fenol
1 Mishell & Duton (1967), Journal of Experimental Medicine 126: 423
• preparar separadamente as soluções estoques A e B (10 X
concentradas), misturá-las 1:1 e diluí-las 5-10x, para ter BSS 2x
ou 1x;
• filtrar através de membrana de 0,22 µm e estocar a
temperatura ambiente ou a 2-6ºC
• testar a esterilidade incubando por sete dias a 37ºC. O pH da
solução BSS 1x deve estar em torno de 7,2-7,4.
Meio de cultivo de linfócito
Meio RPMI ± 85 ml Tampão HEPES 10 mM 2-mercaptoetanol 5x10-5 M Piruvato de sódio 1% Amino ácidos não essenciais 1% L-glutamina 1% Soro fetal bovino 10% Penicilina/estreptomicina 1%
Solução para Citometria de Fluxo 1
Lavagens e PBS s/cálcio s/magnésio, c/ 0,1% diluições azida sódica
pH 7,2-7,4
Fixadora paraformaldeído ou formaldeído
ultrapuro2 1 a 2%
Bloqueio
BSA 1%
soro normal da espécie do Ac
secundário (5 a 10%)
fração IgG (melhor) desse soro (2
mg/ml)
1 osmolaridade ajustada ao animal
2 não usar formaldeído impuro ou glutaraldeído, pois aumentam a
autofluorescência
Solução de lise de hemáceas
Cloreto de amônio 1,652 g Bicarbonato de potássio 0,2 g EDTA 0,0074g
Completar para 200 ml com H O destilada 2
• preparar no dia de uso para evitar que o CO dissolvido na 2
água combine para formar o carbonato de amônio ((NH ) CO ), 4 2 3
que não lisa as hemáceas;
• pré-pesar os reagentes e estocá-los em pacotes para
dissolver quando preciso.