O Tempo Não Apaga

Crys Carvalho · Capítulo 1 de 32

Páginas do PDF

O Tempo Não Apaga

Prólogo

 

“O amor surge quando aprendemos a

admirar as qualidades de uma pessoa, que com sua simples presença, nos faz sentir especial."

(Autor Anônimo)

 

Maio de 2007

 

O céu estava lindo, Helen e Matheus estavam deitados na areia da praia admirando a beleza da noite. Apenas o som da água batendo nas pedras e a música distante quebravam o silencio. Eles sempre iam à praia em noites de lua cheia.

E agora, ele a analisava com ar de quem poderia ler sua alma.

— Você está ouvindo? — Matheus sussurrou em seu ouvido.

— O quê? — ela falou, fitando-o.

— Nossa música. Está tocando no rádio. — A voz dele soou cheia de emoção.

— É mesmo? — Helen disse baixinho — E desde quando a gente tem uma música?

Ah! É claro que ela sabia. Seria impossível esquecer a maneira como aqueles olhos oceânicos brilharam ao vê-la no primeiro encontro. Nunca esqueceria a música que tocava quando ele, finalmente, a beijou. Palavras ao Vento, com certeza era perfeita para eles.

— É claro que temos. Uma não. Nós temos várias, mas esta lembra a primeira vez que nos beijamos. Será que você esqueceu?

— Acho que sim — mentiu ela, que nunca foi boa atriz e isso tinha que admitir — Você poderia me fazer recordar esse dia memorável — disse entre risos.

— Com todo prazer — disse, olhando-a nos olhos, colocando a mão entre suas madeixas castanhas e puxando-a para perto até seus lábios se encontrarem em um beijo suave e doce. Se amavam e isso sempre foi evidente — Quero ter você para sempre...

Ela o interrompeu com mais um beijo.

— Te amo, morena — ele sussurrou em seu ouvido mais uma vez — Você quer casar comigo?

Teria ela ouvido direito? Ele a estava pedindo em casamento?

— O que disse? — Sua voz falhou por um momento.

— Quer casar comigo? — Ele disse, levantando-se e sacudindo a areia de sua roupa. Ajudando-a levantar também, embora as pernas de Helen estivessem completamente trêmulas, por um momento achou que brincava com ela — É sério. — O rapaz pareceu ler seus pensamentos. — Quero me casar com você!

— Aceito! Sim, sim! — Ela gritava feito uma maluca — Quero ser sua esposa, quero me casar com você! — Não era um sonho. Eles se casariam mesmo — Ah amor, é lindo! — Exclamou quando o namorado colocou o anel em seu dedo.

Ele pousou os lábios em sua mão direita. Aproveitou o momento e beijou-a como se fosse a primeira vez, erguendo-a e rodopiando pela praia. Matheus amava Helen desde que a viu pela primeira vez e sempre soube que ela seria a mulher com que dividiria sua vida. Nada mais importava, contanto que a tivesse para sempre.