Os dialetos românicos ou neolatinos na África, Ásia e América
8. Dialecto macaista
D'este só conhecemos o que nos ministram as duas cartas que reproduzimos; a primeira foi publicada em 1865 no Ta-Ssi-Yang-Kuo, jornal de Macau, e reproduzida na Gazeta de Portugal; a segunda te-mol-a n'uma folha avulsa, tiragem á parte de um jornal provavelmente o mesmo Ta-Ssi-Yang-Kuo. As cartas foram forjadas por quem conhecia a lingua litteraria; um documento verdadeiramente popular falta-nos infelizmente.
Não ha n'esse dialecto distincção de generos; o P. S. da primeira carta indica que a influencia do jornalismo ía introduzindo as fórmas, da lingua mãe.
O plural é expresso pela repetição da palavra: china china, os chinas; criança criança, crianças; sium sium, senhores; amigo amigo, amigos.
As fórmas verbaes estão reduzidas a uma, que é o infinito geralmente, ou uma fórma do presente, a qual póde ser empregada como infinito; assim calote de vae pescar, tolice de ir pescar; hora de vem, hora de vir; pôde tem, póde ter. A mesma fórma serve para todas as pessoas.
O r do infinito foi apocopado excepto no verbo ser: tirá, tirar; mandá, mandar; fazê, fazer; coré, correr; subí, subir.