Os dialetos românicos ou neolatinos na África, Ásia e América

2. Hespanhol fallado nos campos de Buenos-Ayres e Montevideu

Como se vê, n'este dialecto não ha nenhuma distincção formal de genero nem de numero: a pluralidade exprime-se pela adjuncção de nan, que é o pronome da terceira pessoa plural: ees nan, estes ou aquelles; pober, pobre; pober nan, pobres. Quando um substantivo é precedido de adjectivos só se segue o signal do plural depois do substantivo: toer el heende nan, todos os (aquelles) homens. O presente é geralmente expresso pela fórma ta (==está) e o infinito, tendo todos os infinitos perdido o r final.

O futuro é expresso por lo (==luego?).

 

2. Hespanhol fallado nos campos de Buenos-

Ayres e Montevideu

 

M. Maspero publicou em Mémoires de la Société de Linguistigue de Paris, t. II, p. 51-65 (Paris, 1875), um artigo sobre as alterações experimentadas pelo hespanhol no Rio da Prata. Essas alterações são sufficientes para lhe dar uma feição dialectal assás bem caracterisada; mas são muito differentes das que determinam os dialectos creolos, como o de Curaçáo, etc.; são principalmente lexiologicas e phoneticas. A vida nova dos europeus n'essas regiões deu principalmente logar á creação de palavras novas do velho fundo do idioma nacional e á introducção de termos das linguas indigenas, por exemplo, de pié fez-se pialar, pear um cavallo, de manco mancarron, um cavallo máo, que não serve para nada. Alguns dos termos das linguas indigenas adoptados encontram-se tambem no portuguez do Brazil e parte vieram até ás linguas europêas, como jacaré, yacaré (termo guarani). As alterações phoneticas encontram-se sobretudo na linguagem do camponio oriental ou Porteño.