TED: Falar, Convencer, Emocionar

Carmine Gallo · Capítulo 12 de 50

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TED: Falar, Convencer, Emocionar

Capítulo 9

baixo”.[9] Fundar empresas como a Virgin Atlantic, que questionam as tradições e

convenções, é uma parte central de quem ele é.

Passei um dia com Richard Branson em 22 de abril de 2013. Fui convidado para

acompanhá-lo no voo inaugural da nova rota da Virgin America, de Los Angeles a

Las Vegas. No solo e no ar, Branson era todo sorrisos enquanto discorria com

entusiasmo sobre atendimento ao cliente e como isso faz toda a diferença para o

sucesso de sua marca.

Branson e Carter se envolvem em atividades fortemente associadas com sua

identidade de uma maneira profundamente significativa. E, segundo Carson, é essa

paixão que desempenha um papel crucial no sucesso profissional deles e em seu

sucesso como comunicadores. “As pessoas verdadeiramente apaixonadas pelo tema

são oradores mais eficazes. Elas inspiram o público de um jeito que pessoas pouco

entusiásticas e de baixa energia não conseguem fazer”, ele me explicou.

“Quando tem uma paixão, você não consegue parar de pensar e falar sobre ela,

nem de fazer algo a respeito dela.” Cardon diz que investidores, clientes e outros

stakeholders são “consumidores inteligentes”: eles sabem muito bem quando uma

pessoa é verdadeiramente apaixonada e quando ela só está fingindo. É muito difícil,

quase impossível, eletrizar uma plateia sem ter uma conexão intensa e especial com o

conteúdo da sua apresentação.

 

POR QUE A PAIXÃO É TÃO IMPORTANTE

 

O PRÓXIMO PASSO de Cardon foi descobrir as razões pelas quais a paixão é tão

importante. Ela descobriu que a paixão leva a importantes comportamentos e

resultados. Cardon, com dezenas de outros cientistas da área, descobriu que os

líderes empresariais efusivos são mais criativos, definem metas mais ambiciosas, são

mais persistentes e possibilitam um melhor desempenho da empresa. Cardon e seus

colegas também encontraram uma correlação direta entre a “paixão percebida” de um

apresentador e a probabilidade de os investidores financiarem suas ideias.

Os professores Melissa Cardon, Cheryl Mitteness (da Northeastern University) e

Richard Sudek (da Chapman University) realizaram um experimento notável e

publicaram os resultados na edição de setembro de 2012 do Journal of Business

Venturing. Os pesquisadores se propuseram a desvendar o papel desempenhado pela

paixão no processo decisório dos investidores.

A apresentação de vendas é importantíssima no mundo dos negócios. Sem

financiamento, a maioria dos empreendimentos jamais sairia do chão. Empresas

como o Google e a Apple jamais teriam revolucionado a nossa vida não fosse por

líderes carismáticos e empolgados que chamaram a atenção dos investidores. Será

que a paixão foi o único critério que os investidores da Apple e do Google usaram

para tomar sua decisão de financiamento? É claro que não. Será que a paixão dos

fundadores (Steve Jobs, Steve Wozniak, Sergey Brin e Larry Page) afetou a decisão final de financiamento dos investidores? Sem dúvida alguma.