Bilionário Revelado: Marcus

J. S. Scott · Capítulo 13 de 30

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Bilionário Revelado: Marcus

Capítulo 12

— Quero bem carregada — insistiu ele ao andar em direção ao meu escritório.

— O máximo de gordura possível? — perguntei.

— É isso aí — respondeu ele com uma risada ao desaparecer pela porta que levava ao meu sistema de computador sofisticado.

Meu estômago roncou e percebi que também estava com fome.

Normalmente, eu pediria a George que saísse para encontrar uma refeição saudável para mim. Porém, vi-me procurando espeluncas que vendiam pizza e fazendo um pedido muito grande.

 

Dani

—Toque naquele último pedaço de pizza e será um homem morto —

avisei a meu irmão, Jett, enquanto pegava a última fatia da pizza e batia na mão dele.

Geralmente, eu não era do tipo de me convidar para a casa de alguém.

Porém, quando soube que meu irmão estava na cidade, fui depressa até o apartamento de Marcus. Por sorte, eu chegara no momento em que a pizza fora entregue.

Eu sempre acertava o momento quando havia comida envolvida.

— Não vou lutar contra você por causa dela — comentou Marcus secamente.

Mastiguei e engoli uma mordida grande da pizza gordurosa antes de responder: — Você não comeu muito.

— Ele é um esnobe com comida — comentou Jett. — Não gosta de comer porcaria.

— Eu não disse que não gosto — argumentou Marcus. — Só não é saudável.

Estávamos sentados à mesa da sala de jantar no apartamento de Marcus.

Obviamente, sentei-me o mais perto possível da comida. — O que é saudável hoje em dia? — perguntei.

— Certamente não uma tonelada de gordura e papelão — respondeu Marcus baixinho.

Eu não podia discutir o fato de que o homem estava em excelente forma.

Mas ele era muito disciplinado. — Então, nada de chocolate? — perguntei.

— Raramente — confirmou ele.

— E suponho que você não coma nada de vendedores na rua?

—Nunca.

Meu Deus, ele realmente precisava se animar um pouco. Provavelmente eu comia muita porcaria ou coisas que achava no caminho. Normalmente, eu era impaciente demais para cozinhar e estar viajando o tempo inteiro fazia com que fosse difícil comer qualquer coisa que não fosse algo rápido.

— Como você come quando está viajando?

Marcus deu de ombros. — Normalmente peço a um dos meus assistentes que encontre algo decente.

— E onde estão seus assistentes agora?

Ele me lançou um olhar desgostoso ao responder: — Não tive tempo de pedir a alguém que me encontrasse aqui e era algo pessoal. Tive que perseguir uma mulher maluca. E, como não era uma viagem de negócios, vim sozinho.

Gostei do fato de Marcus ter feito algo espontâneo e especificamente porque estava preocupado comigo, apesar de ele ter acabado de me chamar de maluca.

— Então nenhum deles sabe sobre sua ajuda ao governo? — perguntou Jett.

— Fora da minha família, ninguém sabe, exceto vocês dois.

— Como consegue fazer isso? — perguntou Jett.

— Não deixo meus funcionários se envolverem na minha vida pessoal.

Terminei de comer a fatia de pizza e bebi um dos refrigerantes que acompanhara a comida. Eu normalmente preferia refrigerantes diet, mas bebi mesmo assim. Uma mulher tinha que economizar calorias e eu preferia sacrificar as bebidas em vez da comida.

Observei em silêncio enquanto Jett e Marcus iniciaram uma discussão sobre segurança cibernética, um dos assuntos favoritos do meu irmão. Não deixei de notar como Marcus parecia relaxado, apesar de saber que ele podia ficar pensativo quando queria. Eu sempre o vira como arrogante, mas parte da autoconfiança dele provavelmente advinha do fato de ser tão contido. Ele passava a maior parte do tempo viajando e só podia contar

consigo mesmo. Ele não contara muito sobre a missão pessoal de manter o país seguro. Devia ser difícil não poder dividir tantas coisas da vida dele.

Eu sabia exatamente como ele funcionava, pois passara muito da minha vida exatamente da mesma forma. Talvez eu não tivesse escondido o fato de ser um tipo de espiã itinerante, mas sabia como era ter que manter tudo em segredo. Exceto pelo breve caso com outro correspondente, que era mais um amigo casual, sempre estivera sozinha. Eu estivera ocupada e concentrada demais para reconhecer essas emoções. Ou talvez nunca conhecera alguém com quem realmente quisesse conversar sobre minhas viagens, exceto meus irmãos, que tinham vida e interesse próprios.

Eu sabia que a última pessoa por quem deveria me sentir atraída era Marcus. Porém, eu não conseguia me livrar da química e da atração emocional que sentia sempre que estava com ele.

Naquele dia, ele estava com roupas casuais, uma aparência que lhe caía bem. O traseiro enchia uma calça jeans como eu nunca vira. Marcus era lindo, mas havia muito mais do que apenas a aparência física que me dava vontade de ficar perto o suficiente do calor dele até me queimar.

Ele está aqui agora, mas irá embora em breve. É um homem de negócios internacional que viaja na maior parte do tempo. Não posso nem pensar em me envolver com ele.

Meu corpo queria dizer sim, mas meu bom senso gritava para que eu ignorasse o quanto o queria.

Eu ainda tentava entender quem era depois de tudo o que acontecera comigo durante o sequestro. Marcus certamente bagunçaria meu senso de paz que eu acabara de encontrar.

Talvez eu não fosse a mulher que fora um ano antes, mas já tinha aceitado este fato. A vida era cheia de dores e mudanças e eu passava por um período na vida em que precisava procurar algo novo.

Minha prioridade era ver atrás das grades o homem que custeava um grupo de terroristas, assim, eles não poderiam machucar mais ninguém.

Meu senso de justiça não me deixaria descansar enquanto isso não acontecesse.

— Dani? — chamou meu irmão bem alto.

Eu o escutei e subitamente voltei à realidade. — Sim?

— Você me escutou? — perguntou Jett com voz preocupada. — Você está bem? Perguntei duas vezes o que acha sobre os motivos de Becker para

custear os rebeldes.

— Desculpe — respondi. — Eu estava pensando em outra coisa.

Eu estava ocupada sonhando acordada sobre me aconchegar no corpo incrível de Marcus e implorar a ele para trepar comigo.

— No que estava pensando? — perguntou Marcus.

— Nada de importante — respondi depressa. — O que você quer saber?

— Os motivos de Becker? — repetiu Jett.

— Ele nunca conversou comigo especificamente sobre nenhuma de suas atividades ilegais — respondi ao meu irmão. — Mas acho que ele é lunático. A motivação dele para tudo é dinheiro, mas acho que também quer poder. Ao custear o grupo terrorista, acho que ele tem a impressão de que isso lhe dará controle dos recursos na região se conseguirem tomar a área.

Nada mais importa e eu observei bem de perto. Dinheiro e poder são as coisas mais importantes na vida para ele.

— Ele certamente não dá valor às mulheres em sua vida — resmungou Marcus.

— Não, não dá — concordei. — Elas são algo que ele quer controlar. Algo que possa usar para descontar a raiva. Não sou uma pessoa para ele. Sou um objeto.

— Caralho! Detesto usar você para obter informações — explodiu Marcus. — É uma insanidade achar que você não vai se machucar.

— Talvez eu vá. Mas, para mim, vale o risco. Já fiz muitos trabalhos investigativos arriscados, Marcus.

— Eu sei. Já vi você em ação. E isso me deixa com muito medo.

— Idem — acrescentou Jett.

— Sou uma mulher adulta — argumentei. — Há muito tempo. Há anos que procuro histórias lá fora.

— Acho que nenhum de nós dois duvida de sua coragem, Dani —

respondeu meu irmão. — Tenho certeza de que você estava tão confiante que nenhum de nós entendeu como estava, na verdade, vulnerável. Se tivéssemos percebido, acho que teríamos contratado segurança pessoal para você.

— Eu teria me livrado dela — retruquei. — Um dos motivos para eu pintar os cabelos de loiro e tentar mudar minha aparência foi para me dissociar dos Lawsons bilionários. Pouquíssimas pessoas sabiam que eu

tinha relação com uma das famílias mais ricas do mundo. E eu queria que continuasse assim.

Como Marcus, eu não deixava ninguém se meter na minha vida pessoal.

Queria que todos se concentrassem nos problemas que eu investigava e nas histórias que tinha a contar, não em minha identidade. Minha assinatura em artigos que escrevia era publicada como Dee Lawson, o mesmo nome que usava em reportagens ao vivo.

Eu pedira à minha rede que usasse o nome “D. Lawson” no início da minha carreira e eles acabaram colocando-o como “Dee Lawson”. O

pseudônimo me acompanhara pelo restante dos anos como repórter, tornando menos provável que alguém reconhecesse meu nome incomum e imediatamente me associasse com a rica família Lawson.

— Então ninguém sabia quem você era de verdade? — questionou Marcus.

Balancei a cabeça negativamente. — Ninguém sabia. Eu era apenas uma repórter norte-americana ousada para a maioria das pessoas. Nem mesmo a minha equipe sabia.

As únicas pessoas que sabiam dessa informação eram as que trabalhavam no departamento de recursos humanos e os meus chefes. Caso contrário, eu era apenas Dee. E aquela liberdade se tornara importante para mim enquanto eu subia nos escalões dentro da rede.

— Eu sabia quem você era, Danica — respondeu Marcus com voz rouca.

— Eu sei. Sempre tive receio de que me denunciasse, mas isso não aconteceu.

Nós ignorávamos um ao outro ou brigávamos quando estávamos longe do ouvido de outras pessoas. De muitas formas, tentei afastá-lo o mais longe possível de mim.

— Você poderia ter me contado. Eu nunca teria entregado você —

respondeu Marcus em tom seco.

— De qualquer forma, você nunca fez isso. Mal nos falávamos.

Meu irmão se levantou e bebeu o restante do refrigerante antes de dizer:

— Vou lá, quero encontrar o máximo possível de sujeira sobre Becker.

Eu também me levantei. — Preciso ir.

Jett saiu da sala quando Marcus perguntou baixinho: — Por que tem que ir? Tem algum encontro?

Eu sabia que ele estava preocupado com um novo encontro meu com Becker. — Não vou sair com Greg sem avisar você.

— Alguma outra pessoa? — perguntou ele ao me seguir até a porta.

— E se eu tiver? — perguntei irritada. — O que importa com quem eu saio se não for com Greg?

Ele colocou a mão na porta quando fui abri-la e prendeu-me em um espaço pequeno colocando a outra mão na parede. — Importa, sim — respondeu ele simplesmente.

Olhei para ele, com o corpo trêmulo de desejo quando nossos olhares se encontraram em uma batalha ardente que não entendi bem.

— Importa? — perguntei em um sussurro.

— Sim, importa. Não saia com mais ninguém, Danica.

— Está com medo de que Greg descubra?

— Foda-se Becker. Não dou a mínima para o que ele pensa. Não quero ver você com outro homem.

Eu não sabia ao certo o que ele queria de mim, mas seus olhos estavam em chamas enquanto prendia o meu olhar.

O perfume masculino atacou meus sentidos e meu coração disparou.

Finalmente, respondi com um tom ofegante que não tinha nada a ver com medo. — Tenho que ir... lavar roupa.

Ok, provavelmente era uma desculpa esfarrapada para partir como se estivesse pegando fogo. Porém, eu estava confusa e sabia que não aguentaria muito mais a presença de Marcus sem querer que ele ficasse nu.

Quando ele absorveu minhas palavras, começou a sorrir. — Nesse caso, tenho algumas camisas sujas que precisam ser lavadas.

Abri um sorriso falso. — Então acho que você também terá uma noite ocupada — respondi em tom jocoso. — Boa noite, Marcus.

Puxei a porta e ele finalmente tirou as mãos que me prendiam. Ele se inclinou antes que eu conseguisse abrir a porta, com o hálito quente no meu ouvido. Isso fez com que eu parasse, trêmula. — Assim que for embora, vou tomar um banho para que possa me masturbar enquanto penso em todas as coisas que gostaria de fazer com você. Não consigo olhar para você sem ficar de pau duro. Nunca consegui — disse ele com uma voz tão suave que quase me deixou louca.

— Obrigada por me dizer isso — respondi nervosa, sabendo que estaria pensando na imagem exata que ele acabara de descrever, e que duraria a

noite inteira.

Marcus…

Nu.

Molhado.

Duro.

Tocando uma punheta enquanto pensa em fazer coisas comigo.

Aumentando a tensão do corpo até o clímax.

Senti um calor entre as coxas. — Odeio você por fazer isso — comentei.

— Não, não odeia — retrucou ele. — Você está excitada e nós dois sabemos disso.

— Vá sonhando — disse eu em tom altivo ao puxar a maçaneta e sair porta afora. Eu não consegui mais trocar provocações com ele quando tudo o que queria era tirar as roupas dele e subir em seu corpo como se fosse uma árvore.

Ao correr para o elevador, ouvi um som que era completamente estranho para mim.

Demorou um momento para que o som se conectasse à origem.

Era uma gargalhada maliciosa de Marcus Colter.