Bilionário Revelado: Marcus

J. S. Scott · Capítulo 20 de 30

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Bilionário Revelado: Marcus

Capítulo 19

Meu pênis se contraiu, imaginando aquela boca sensual com outra coisa que não um dos meus dedos.

Ela chupou meu dedo por um momento antes de soltá-lo. — Incrível —

disse ela simplesmente.

Afastei os cabelos úmidos do rosto dela. — Sim, você é — respondi, deliberadamente interpretando errado o significado.

Ela era muito responsiva.

Tão pronta para mim.

Tão destemida.

Beijei a testa dela enquanto ela recuperava o fôlego e, em seguida, deitei de costas. Todos os instintos no meu corpo a queriam, precisavam trepar com ela e torná-la minha.

Mas meus instintos protetores subiram à superfície, dizendo que talvez eu a tivesse forçado até onde ousava no momento.

 

Dani

Meus olhos estavam fechados e senti meu corpo tão sensível que conseguia acompanhar cada respiração entrando e saindo dos pulmões.

O que Marcus fizera e a forma como me fizera sentir tinham me deixado absolutamente atônita. Eu entrara em um mundo de prazer sensual puro, um espaço de onde nunca mais queria escapar.

— Aquilo foi... — Ora, eu não tinha palavras. Queria dizer a Marcus como me sentia, mas como poderia agradecer por algo que eu nunca soubera que existia? — Orgásmico — terminei com um sussurro rouco, sabendo que o que dissera fora uma idiotice, mas sem saber como descrever.

Eu tinha experiência sexual anterior, mas nada nunca parecera como aquilo. O prazer fora tão intenso que fora quase doloroso. O fato de Marcus parecer ter adorado cada momento da experiência fizera com que fosse ainda mais poderosa.

Eu me recuperei lentamente e, em seguida, percebi que Marcus estava deitado de costas.

Rolando o corpo para ficar de lado, apoiei a cabeça em um travesseiro e perguntei: — Está tudo bem?

O braço dele cobria os olhos. — Sim. Estou bem.

Ele não soou bem. Na verdade, pela voz, parecia estar em uma situação difícil.

— Qual é o problema? — insisti.

Ele rolou de lado para me encarar. Ele correu os dedos pelos meus cabelos ao dizer: — Não há problema nenhum. Ver você daquele jeito foi muito incrível.

Marcus estava sendo sincero, percebi isso em seus olhos.

— Então por que está esperando? Já me recuperei e não há nada que eu queira mais que você — disse eu em tom hesitante.

Ele soltou um suspiro muito masculino. — Ainda me lembro de como você estava assustada quando a beijei no jatinho, logo depois do seu resgate. Dani, nunca mais quero ver aquela expressão em seu rosto.

Eu me apoiei no cotovelo. — Espere um minuto. Você acha que estou com medo?

Ele fez o mesmo que eu, apoiando a cabeça na mão. — Não está? Você ainda tem ataques de pânico, Dani, e não esteve com ninguém desde que foi estuprada pelos terroristas.

Uma ternura pelo homem ao meu lado invadiu meu corpo e parou no meu coração. Ele estava com medo por mim, preocupado que eu não estivesse pronta para fazer sexo de novo. — Marcus, eu não teria começado isto se não quisesse terminar. Não tenho medo de você — informei a ele em tom gentil.

— Pois deveria — resmungou ele. — A forma maluca como desejo você me deixa com muito medo.

Ajoelhei-me ao lado dele, correndo a mão pelo abdômen musculoso e, em seguida, colocando-a dentro da cintura elástica da cueca, em busca do que eu queria. — Consigo ver que você me quer — brinquei, correndo os dedos para cima e para baixo no pênis rígido.

— Meu Deus, Dani, pare com isso antes que se veja debaixo de mim e à minha mercê — rosnou ele com o maxilar cerrado.

Puxei a cueca dele para tirá-la, sem qualquer ajuda dele. O corpo de Marcus ficou tenso quando sentei sobre ele e corri as mãos pelos seus cabelos. Em seguida, abaixei o corpo sobre o dele, saboreando a sensação de pele contra pele. Beijei a testa dele antes de colocar os lábios perto de seu ouvido. — Trepe comigo, Marcus. Faça isso antes que eu enlouqueça.

Eu quero você bem fundo dentro de mim. Quero ver você gozar.

Eu sabia que ele estava lutando contra o desejo e estava determinada a garantir que perdesse. A preocupação dele comigo me deixava emocionada, mas era desnecessária. Eu não era uma flor frágil e nunca sentira medo dele.

O tempo ainda não tinha curado todas as minhas feridas, mas eu não tinha medo de fazer sexo com Marcus. Na verdade, só o que eu queria era sexo com Marcus.

Talvez, se fosse alguma outra pessoa, eu me sentisse diferente. Mas era ele, o cara que meu corpo queria tanto. E não era mais algo decorrente do resgate.

Eu sabia o que queria.

Eu sabia do que precisava.

Meu problema naquele momento era tentar explicar a ele que eu não ficaria com medo.

Não havia a menor chance de ele me deixar novamente como acontecera no banheiro.

Suspirei quando a pele ardente dele esquentou meu corpo. Eu me esfreguei nele, torcendo para que finalmente entendesse a mensagem, enquanto meus lábios percorriam seu rosto até chegar à boca.

Eu o beijei com força, mostrando que o queria. Meu corpo pegou fogo quando ele finalmente respondeu. Ele enterrou os dedos nos meus cabelos, puxou-me para mais perto e explorou minha boca com um desespero tão intenso que era quase palpável no ar ao nosso redor.

Quando ergui a cabeça, eu o adverti: — Se você não trepar comigo, vou tomar o que quero.

— Faça isso — respondeu ele com voz rouca. — Não tenho como resistir a você. Não faço ideia de como aguentei por tanto tempo.

Eu não pretendia esperar mais, agora que sabia que ele estava comigo.

Deslizei para trás, posicionando-me para que ele me penetrasse e abaixei o corpo sobre o pênis. — Ai, meu Deus, Marcus. Esperei tanto tempo por isso

— murmurei quando meus músculos se estenderam para aceitá-lo inteiro.

— Continue, querida. Pode me tomar, todinho — exigiu ele.

Sorri ao sentar completamente sobre ele. Meu corpo gritava de felicidade quando finalmente consegui o que queria.

As mãos de Marcus agarraram meus quadris enquanto ele investia em mim.

Sentei-me e coloquei as mãos nos ombros dele, gemendo ao senti-lo entrando em mim.

— Não se segure — implorei, sabendo que precisava dele tão desesperadamente que ir devagar e com calma não serviria.

Ele ergueu meus quadris ligeiramente e entrei no ritmo dele. Gotas de suor se formaram no meu rosto enquanto nossos corpos se encontravam com um ruído de satisfação sempre que ele me puxava para baixo.

— Marcus — gemi, jogando a cabeça para trás, com meu corpo exigindo a satisfação que ele prometia.

— Você é tão linda — resmungou ele, com os bíceps poderosos flexionando enquanto Marcus continuava a investir em mim.

Cada vez com mais força.

Sem parar.

Nós dois movendo nossos corpos juntos como se estivessem destinados a isso.

Algo quente invadiu minha barriga e começou a se espalhar.

— Goze para mim, Dani. Não vou conseguir me segurar por muito mais tempo — murmurou ele, movendo uma das mãos que estava no meu quadril para o local onde nossos corpos se uniam.

O primeiro toque no meu clitóris me deixou muito tensa.

O segundo me fez gozar, com o orgasmo atingindo-me como um trem desgovernado. — Marcus. Marcus.

Eu não conseguia fazer nada além de gritar o nome dele. Meu corpo estremeceu quando implodi completamente.

Caí para a frente novamente e nossos corpos escorregadios deslizaram juntos enquanto Marcus segurava meus quadris. O pênis investia em mim com uma urgência que consegui sentir mesmo durante o orgasmo.

— Dani. Querida — gemeu ele com um tom sensual. — Caralho!

Meu canal se contraía em volta do pênis e saboreei a expressão no rosto dele ao me abaixar para beijá-lo, sabendo que ele gozaria em breve.

O abraço dele foi forte, uma expressão apaixonada da forma como estávamos apenas sentindo um ao outro.

Saboreei o gemido pesado dele quando gozou dentro de mim. Meu corpo inteiro estremeceu quando o clímax atingiu o pico e, em seguida, começou a reduzir de intensidade.

— Puta merda! — vociferou Marcus, passando os braços em volta do meu corpo para me manter seguramente contra seu peito.

Eu estava ofegante e meu coração batia tão depressa que era quase impossível discernir a separação das batidas. Uma fluía na outra e uma

sensação profunda de paz, que eu nunca conhecera, me invadiu. — Eu precisava disso há muito tempo — disse eu em um sussurro atônito.

Talvez eu tivesse tentado odiá-lo.

Talvez eu tivesse que constantemente me relembrar que ele era um cachorro pelo que achei que acontecera com a minha irmã uma década antes.

Talvez minha atração por ele sempre existira, mas eu nunca a reconhecera.

Porém, pensando com sinceridade no passado, eu não conseguia me lembrar de um momento em que não quisera Marcus, não importava o quanto tentasse negar.

Ele não era seguro e provavelmente não era do que eu deveria precisar.

Provavelmente fora por isso que eu nunca deixara meu cérebro consciente pensar no calor que existia entre nós dois.

Talvez eu estivesse enterrada em raiva e ressentimento, mas o que acabara de acontecer estivera destinado havia muito tempo. O desejo que ele fazia surgir dentro de mim só por estar perto sempre estivera lá.

— Eu sei, querida — respondeu ele baixinho, acariciando meus cabelos em um movimento reconfortante. — Eu também.

Obviamente, nossa atração era mútua. Não teria sido tão explosiva se não fosse, se nós dois não tivéssemos a mesma reação química um com o outro.

Fazer sexo com Marcus era como brincar com fogo. Porém, considerando o que acabara de ocorrer, eu estava disposta a correr o risco de me queimar.

— Não usei proteção, Dani — disse ele com a voz cheia de remorso. —

Eu estava tão louco que nem pensei nisso. Nunca fiz isso antes.

— Estou limpa — garanti a ele. Afinal de contas, eu fora estuprada repetidamente, portanto, ele tinha o direito de estar preocupado. — E tomo anticoncepcional. Depois do que aconteceu, provavelmente sempre tomarei algum tipo de anticoncepcional.

— Não estou preocupado com você — disse ele com a voz rouca. — Mas você não perguntou de mim.

— Não preciso — respondi.

— Por quê?

— Porque conheço você o suficiente para saber que, se não estivesse limpo, nada teria acontecido sem uma camisinha — expliquei.

— Não sou santo — negou ele. — Mas estou limpo. Nunca fiz sexo sem camisinha antes e faço exames regularmente.