Bilionário Revelado: Marcus
Capítulo 28
Dani
—A dorei como sua família toda é muito próxima uns dos outros —
disse eu a Marcus alguns dias depois enquanto voltávamos para casa depois de um jantar na casa da mãe dele em Rocky Springs.
Era uma noite de verão clara. Como estávamos em um dos muitos carros esportivos de Marcus, eu conseguia ver as estrelas. O conversível me dava uma visão perfeita do céu do Colorado.
Adorei a sensação de estar ao ar livre. Meus cabelos provavelmente acabariam parecendo um ninho de pássaros, mas sentir-me daquela forma, tão livre e despreocupada, valia a pena completamente.
— Sua família é próxima também — respondeu ele.
Dei de ombros. — Quando conseguimos nos reunir. Acho que muito se perdeu quando meus pais morreram tão subitamente. Cada um seguiu o próprio caminho para lidar com o luto. Sua mãe parece manter toda a família junta.
— Concordo — respondeu ele. — Ela foi a pessoa que juntou nossa família desde a morte do meu pai. Mas viajar o mundo não ajuda. Nós dois temos tempo para tentar compensar o passado com as nossas famílias.
Marcus e eu tínhamos conversado muito sobre o que queríamos fazer no futuro.
Eu veria Harper muito mais, agora que estávamos na mesma cidade.
Minha irmã e eu tínhamos jurado tentar nos reunirmos mais com nossos irmãos. Harper ainda viajaria com Blake, o marido senador, para
Washington, DC. E eu queria viajar o mundo com Marcus para que pudesse encontrar histórias a escrever. Mas Harper e eu estaríamos em casa e no mesmo lugar com muito mais frequência, portanto, estávamos determinadas a forçar nossa presença na vida dos nossos irmãos, se fosse preciso.
Eu amava meus irmãos. Nenhum de nós quisera se afastar uns dos outros.
Só... acontecera.
Marcus estendeu a mão para segurar a minha e entrelacei meus dedos nos dele quando finalmente prometi: — Encontraremos tempo no futuro.
Eu já adorava Tate e a esposa dele, Lara. Zane e a esposa, Ellie, eram extremamente gentis. Eu conhecera Gabe e Chloe naquela noite. E, claro, Harper e Blake também estavam no jantar de família.
Sinceramente, eu já sabia que amaria a família de Marcus tanto quanto ele amava. As mulheres da família Colter já tentavam me puxar para o círculo delas planejando várias atividades juntas. Seria bom ter uma família de novo, mas ter a família de Marcus não diminuiria meus esforços com Harper de nos aproximarmos de novo de Jett, Carter e Mason.
Sorri quando chegamos à entrada da casa de Marcus e percorremos a estrada pavimentada em volta da mansão enorme até a garagem para dez carros onde ele guardava os carros de verão. Havia uma garagem para três carros anexa à casa onde ele mantinha os carros de luxo que eram apropriados para qualquer clima.
Por mais sério e sensato que Marcus fosse, fiquei feliz por ver que ele ainda era um garoto que adorava seus brinquedos. Todas as dez vagas estavam preenchidas com carros esportivos clássicos ou de luxo. Parecia ser a maior indulgência de Marcus e eu não reclamaria. Ele podia comprá-los e eu tinha o benefício de andar nos veículos poderosos.
Em algum momento, eu o convenceria a me deixar dirigir todos eles. Afinal, uma garota também podia adorar aqueles brinquedos.
Depois que ele fechou a garagem, pegou minha mão e andamos até a casa juntos. — Parece estranho ter uma casa permanente — disse eu pensativa.
Eu passara anos andando pelo planeta inteiro, mas nunca investira em uma casa. Sim, Harper e eu tínhamos comprado juntas um apartamento em Miami, mas era mais um investimento do que uma casa.
— Se não gosta desta casa, podemos comprar outra — sugeriu ele.
Ah, claro que não. — Você mandou construir esta casa — retruquei. — E
eu a adoro.
A casa de Marcus era imensa, mas era um reflexo dele e eu não conseguiria ter planejado uma casa melhor para nós.
Ele desativou o alarme e entramos. Ele se virou para mim e disse: — Não quero que seja tudo por mim, Dani. Nem mesmo sei se você quer morar em Rocky Springs. Posso morar em qualquer lugar, mas não posso viver sem você.
Eu me joguei nos braços dele, com o coração tão leve que ele parecia flutuar dentro do meu peito. — Não é tudo por você. Não tenho casa, Marcus. Nunca me importei com uma casa porque estava ocupada demais perseguindo histórias. Mas foi aqui que crescemos e minha irmã está aqui.
É perfeita.
Ele apertou os braços em volta da minha cintura. — Só quero que você seja feliz — resmungou ele.
Eu me afastei o suficiente para olhar para o rosto dele. — Diga que me ama — pedi.
Os belos olhos cinzentos estavam ardentes quando ele disse: — Eu amo você.
Corri a mão pelo maxilar dele. — É só do que preciso para ser absolutamente feliz.
Ele assentiu e abriu um sorriso malicioso que imediatamente provocou um calor entre as minhas coxas.
Quando Marcus sorriu, meu mundo virou de cabeça para baixo.
Ele segurou minha mão e puxou-me em direção à cozinha. — Fico feliz por se sentir assim, meu amor, pois há mais.
Curiosa, eu o segui. Não sabia quanto mais felicidade eu conseguiria aguentar.
Parei abruptamente ao entrarmos na cozinha. — Mas o quê...
A mesa da cozinha estava cheia de itens, mas a primeira coisa que chamou minha atenção foram dois balões em formato de coração presos ao buquê de rosas vermelhas mais lindo que eu já vira.
Um balão dizia: “Case”.
O segundo dizia: “Comigo”.
Cobri a boca, com as emoções prestes a chegar à superfície. — Eu já disse sim — relembrei a ele com a voz trêmula.
— Eu tenho assistentes — disse ele. — Você só não os conheceu ainda.
Tive que procurar ajuda para preparar estas coisas enquanto estávamos fora.
Passei gentilmente o dedo nas rosas e percebi que praticamente a mesa inteira estava coberta de chocolate.
— Você tem bom gosto — disse eu com tom divertido. Reconheci a maioria dos nomes nas caixas e embalagens. Tudo na mesa era o melhor dos melhores chocolates, e muito caros. Ele comprara tudo dos melhores fabricantes de chocolate, da Suíça à França, bem como um da costa leste dos EUA.
Com frequência, eu me contentava com uma barra de uma loja de conveniência. Eu não era exigente em se tratando de chocolate. Mas não era avessa a experimentar alguns dos itens que Marcus comprara. Na verdade, eu estava ansiosa para destroçar aquela coleção.
Ele se aproximou da mesa e pegou uma garrafa de champanhe. Em seguida, tirou a rolha e serviu a bebida em um belo par de taças de cristal.
Aceitei a taça que ele me deu, com o coração acelerado ao pensar no trabalho que Marcus tivera só para me agradar. — Obrigada — disse eu com voz trêmula.
— Não é mais do que você merece — disse Marcus ao tomar um gole do champanhe. — Eu não deveria ter pedido você em casamento no quarto do jatinho. Você merece muito mais do que aquilo. Você é meu coração, Danica.
Abri a boca para responder, para dizer que ele era tudo para mim, mas fechei-a novamente quando ouvi um latido estridente.
— Mais uma coisa... — A voz dele sumiu quando ele atravessou a cozinha e inclinou-se para abrir o que parecia uma caixa.
Fiquei atônita quando uma bola de pelo explodiu de dentro da caixa e correu diretamente na minha direção. — Ai, meu Deus — gritei, colocando a taça sobre a mesa para que pudesse pegar o cãozinho. — Quem é este?
— Você disse que sempre quis um cachorro. Tecnicamente, é um filhote, mas ele ficará adulto em algum momento — informou ele.
Abracei o filhote empolgado ao perguntar: — Então é um macho? É meu?
Marcus assentiu. — Todo seu — confirmou ele.
Sorri para ele. — Vou dividi-lo com você. Ele parece um pastor alemão.
Ele tem nome?
— Ainda não, mas terá quando você lhe der um. E é um pastor alemão.
Tate tem um macho e queria que Shep tivesse uma ninhada antes de ser castrado. Este filhote é um dos filhos de Shep.
— Ele é lindo — disse eu enfaticamente, rindo quando o cãozinho saiu do meu colo, começou a pular pela cozinha e, em seguida, correu de volta para mim.
Olhei para a coleira dele por um momento. Em seguida, estendi a mão e tentei pegar o objeto brilhante preso à coleira azul.
Demorei um momento para entender o que eu segurava.
— Isto é meu também?
Marcus deu um passo à frente e ofereceu a mão. Eu a peguei, deixando que ele me puxasse para ficar de pé. — Se ainda está disposta a aceitar isto e tudo o mais que vem com ser casada com um cara como eu, é seu.
Olhei para o belo anel que tirara da coleira do cachorro, com os olhos cheios de lágrimas de felicidade. Não consegui dizer nada quando Marcus pegou o anel, segurou minha mão e colocou o diamante maravilhoso no meu dedo enquanto dizia: — Se não quiser o anel, é tarde demais. Agora você é minha.
— Claro que quero — gritei quando ele me girou no ar.
— Desculpe por não estar pronto quando a pedi em casamento — disse ele. — Mas você pode riscar mais um item da sua lista. Foi pedida em casamento, mesmo que não tenha sido algo sensacional.
Ele acabara de colocar um anel absolutamente incrível no meu dedo e estava pedindo desculpas? — Não importa.
— Claro que importa — argumentou ele. — Não quero que se arrependa de ter se casado com um cara que não é muito romântico.
Talvez Marcus não fosse corações e flores todos os dias, mas eu nunca duvidara do quanto ele me amava. Aquele cenário maravilhoso para pedir em casamento uma mulher que já dissera sim era um exemplo perfeito do motivo pelo qual eu nunca acharia que ele não era romântico. — Nunca vou me arrepender de você — disse eu ferozmente. — Nunca.
A boca de Marcus desceu sobre a minha tão depressa que fiquei sem fôlego. Gemi contra os lábios dele, com o corpo cheio de desejo, ao me abrir para ele, deixando que atacasse minha boca.
Eu estava em chamas e não sabia se alguma coisa conseguiria algum dia extinguir esse fogo.
Apertei mais os braços em volta do pescoço de Marcus, pressionando meu corpo contra o dele e sentindo o pênis enrijecido sob o tecido da calça jeans.
Eu não cedera aos outros ataques dele aos meus sentidos, disposta a esperar até que Marcus estivesse completamente recuperado. Os pontos tinham sido retirados naquele dia e eu tinha a sensação de que não conseguiria resistir por muito mais tempo ao desejo mútuo.
— Marcus — gemi quando ele ergueu a cabeça.
— Eu sei, querida. Espere um pouco — disse ele baixinho ao erguer a saia de algodão do meu vestido e, em seguida, passar os dedos sobre minha calcinha molhada.
Joguei a cabeça para trás quando o calor do toque dele me consumiu. —
Isso. Agora. Por favor.
Eu não podia esperar mais depois de tantos dias de privação. Eu o queria dentro de mim, com o quadril dele investindo repetidamente até ficarmos exaustos.
Ele segurou a calcinha e puxou-a com força. — Chega de esperar — disse ele em tom exigente.
— Chega de esperar — repeti quando senti o tecido da calcinha rasgado descer pelas minhas pernas até o chão.
Minha boceta se contraiu ferozmente quando Marcus acariciou minhas dobras e seus dedos me penetraram.
Gemi de novo quando ele provocou meu clitóris, pronta para implorar por misericórdia.
As mãos dele finalmente seguraram minhas nádegas e ele me carregou até a mesa, colocando meu traseiro na beirada. Ele abriu espaço com um movimento largo do braço. Não fiquei com pena dos chocolates caros que caíram no chão.
Eu precisava de Marcus muito mais do que precisava de qualquer tipo de chocolate.
Eu me apoiei nos braços e observei enquanto ele liberava furiosamente o pênis da calça jeans.
— Não posso esperar — rosnou ele. — Coloque as pernas em volta de mim.
— Não espere — implorei enquanto obedecia ao comando dele. — Agora.
Respirei fundo quando ele puxou meu corpo para a frente e enterrou-se dentro de mim com uma investida forte.
— Isso, assim. Não se segure — pedi ofegante.
— Eu não conseguiria mesmo se quisesse — respondeu ele baixinho.
Foi com força e depressa. Belo e frenético. Marcus investiu em mim com um desespero semelhante ao meu.
— Mais — gritei.
Ele me deu mais e mais.
Acompanhando o ritmo intenso dele, meu corpo começou a tremer enquanto Marcus investia sem misericórdia. Só o que eu podia fazer era desfrutar do desejo que me invadira e assumira o controle do meu corpo. Eu só conseguia pensar no homem que parecia ansioso para me deixar totalmente louca.
Ele apertou minhas nádegas, segurando-me no lugar enquanto continuava a entrar e sair de mim repetidamente.
— Preciso gozar, Marcus — gemi.
— Então goze para mim — respondeu ele com tom feroz. Ele tirou uma das mãos do meu traseiro e encontrou o ponto em que eu precisava que tocasse com os dedos.
— Isso. Assim. Isso. — Eu me soltei e deixei que a força do orgasmo me controlasse, ficando cada vez mais forte. Meu canal começou a ter espasmos, incentivando Marcus a gozar.
— Marcus, eu amo tanto você — gritei, com meu corpo inteiro tremendo sob a força do orgasmo poderoso.
— Eu amo você — respondeu ele em um gemido de puro alívio enquanto gozava dentro de mim.
Eu me sentei, passei os braços em volta de seu pescoço e beijei-o.
Foi um abraço longo e reconfortante. Enterrei uma mão nos cabelos da nuca dele, suspirando feliz enquanto ele me abraçava com força. — Marcus
— disse eu em um sussurro ao afastar a cabeça.
Nós ficamos agarrados um ao outro. Não havia como saber por quanto tempo ficamos naquela posição, mas precisamos do latido irritado do filho para nos tirar de nosso pequeno mundo. Nós rimos ao finalmente separarmos os corpos saciados.
Peguei a calcinha rasgada e joguei-a na lata do lixo sem um pingo de remorso.
Eu era rica. Marcus era rico. Eu poderia comprar calcinhas novas. Porém, nada substituiria o que acabara de acontecer entre nós.