Bilionário Revelado: Marcus
Capítulo 7
Marcus
Não fora difícil conseguir entradas para o evento de caridade de Miami Beach em um clube sofisticado a que eu nunca fora antes. Só o que precisei fazer foi ter o dinheiro necessário para uma entrada, o que me deu acesso à reunião exclusiva, o local onde Gregory Becker apareceria pela porta com sua acompanhante. Eu não estava interessado nele no momento. Eu estava lá porque Danica apareceria lá com ele naquela noite.
Obviamente, ela não estava preparada para ouvir meu conselho, portanto, eu teria que ser mais claro e assertivo sobre Danica se afastar de Becker.
Puta merda! Por que ela tem que ser tão teimosa? Que controle Becker tem sobre ela? Eu me recusava a aceitar que ela talvez gostasse mesmo do filho da puta.
Olhei em volta do salão, um lugar que rapidamente enchia com convidados. Eu escolhera uma mesa que me dava uma visão perfeita da única entrada para o salão e já virara mais de um copo de uísque enquanto esperava.
George me levara até lá e estaria esperando para quando eu fosse embora, o que esperava que acontecesse em breve. O espaço grande tinha ar-condicionado, mas a umidade era alta e meu terno começava a se tornar desconfortável à medida que o lugar enchia.
Sim, eu estivera em muitos desses eventos, mas não era um comparecimento normal, pois estava furioso com uma certa ruiva que não escutava meus avisos. Eu geralmente tinha um motivo para ir a um evento formal. Caso contrário, simplesmente mandava um cheque para as instituições de caridade que apoiava e elas ficavam perfeitamente felizes.
Minha pressão sanguínea aumentou quando Becker finalmente entrou pela porta, parecendo tão pretensioso quanto nas poucas vezes em que nos encontráramos no passado. Mas minha hipertensão era causada pela mulher que o acompanhava. Ele tinha os braços em volta da cintura de Danica como se fosse dono dela.
Se alguém é dono dela, sou eu!
Meu pensamento aleatório me deixou muito assustado. Eu não era um cara do tipo possessivo e nunca quisera uma mulher só para mim. Eu tivera muitos casos com mulheres. Meu apetite sexual sempre fora saudável. Bem, ele fora saudável antes de eu dar um beijo em um anjo que me fez sentir todos os tipos de emoções bizarras que nunca sentira antes.
De verdade, eu não queria ser dono dela, certo? Isso era doentio.
Talvez dono não fosse uma boa palavra, pois eu não tinha o menor desejo de controlá-la, só de afastá-la do perigo. Ok, sim, também não quero outro homem tocando nela.
Depois de observar Dani por mais alguns segundos, decidi que eu estava certamente doente em se tratando dela. O desejo de dar um soco em Becker e arrastar Dani para longe dele ainda era tão forte quanto no momento em que eles entraram no salão. Talvez pior!
Não ajudou em nada quando meus olhos percorreram Dani. Eu a conhecia o suficiente para reconhecer que a aparência dela não era seu estilo normal.
O vestido preto que ela usava era formal, mas era bem justo e a bainha ficava bem acima de seus joelhos. Novamente, ela usava um par de sandálias pretas de saltos finos ridiculamente altos. Tive que afastar a mente quando comecei a imaginar que tipo de lingerie ela estaria usando sob aquele vestido provocante.
Os cabelos estavam soltos, com o vestido preto destacando o vermelho dos cachos. Eu não fazia ideia do motivo para a maquiagem pesada que ela tinha. Pelo que eu observara, ela não parecia gostar muito de maquiagem.
Ela certamente não precisava de uma maquiagem que sugeria uma trepada.
Realmente, ela só precisava respirar para que eu ficasse de pau duro. Eu tinha certeza de que qualquer cara com vida sexual saudável sentiria a mesma coisa.
Acenei para que um garçom me servisse outro uísque. Eu precisava dele desesperadamente, agora que vira Dani com Becker.
Observei enquanto o casal avançava pelo salão. Dani ficou silenciosamente ao lado de Becker, com uma expressão no rosto que não era o que eu esperaria de uma mulher empolgada com o encontro. O sorriso dela era fraco e forçado, seu comportamento era submisso, algo que eu sabia muito bem que não era normal.
O evento estava cheio e ela não notou minha presença, que era exatamente o que eu queria. Eu me posicionara daquela forma de propósito. Poderia observá-la sem que ela me visse.
Durante o ano anterior, eu ficara muito bom em observá-la sem ser notado, o que não era algo do que me orgulhava. Porém, eu aceitara o fato de que não conseguia me livrar do desejo absurdo de protegê-la. Esse desejo era forte demais, até mesmo para mim, para que o ignorasse.
Depois de algum tempo, eles foram para o bar. Becker pediu um coquetel rosa para Dani e aceitou o que supus ser gim do garçom.
Parecia que só Becker falava, pois ela só assentia obediente para ele com o mesmo sorriso falso.
Finalmente, ela colocou o drinque sobre o bar e afastou-se sozinha. Era o momento pelo qual eu estivera esperando e, discretamente, segui-a.
Como estivera observando as mulheres que entravam e saíam do banheiro, tive que esperar até que a última mulher que vira saísse antes que eu entrasse.
Dani estava secando as mãos quando entrei pela porta.
Ela olhou superficialmente para mim. Mas, em um piscar de olhos, olhou para mim novamente, atônita. — Marcus? O que diabos você está fazendo aqui? E você não pode estar aqui. É o banheiro feminino.
Eu não me importava com onde estávamos. Não havia mais ninguém no banheiro e eu precisava falar com ela. Cruzei os braços ao me encostar no balcão. Ela não iria a lugar algum. — Não há mais ninguém aqui. Por que está com ele, Danica? Eu avisei você sobre Becker. Não estou aqui à toa.
Ele é perigoso.
— E lembro-me de dizer a você que não ia aceitar seu aviso, Marcus —
respondeu ela com voz tensa.
Ela tentou passar por mim depois de secar as mãos, mas não conseguiu.
Eu me movi para bloquear a saída. — Qual é a de você e Becker? Ele tem algum tipo de controle sobre você? Porque não acredito, nem um pouco, que você esteja gostando.
Ela deu de ombros. — Ele é bonito. É rico. Muitas mulheres querem estar com ele.
Minha calma estava começando a desaparecer. Eu a prendi contra o balcão de granito, onde ficavam as pias, impedindo que escapasse. — Isso é mentira, Dani, e nós dois sabemos disso. — Passei a mão no rosto dela. —
Quantas camadas de maquiagem está usando?
— Greg gosta que eu me maquie assim — protestou ela, empurrando meu peito. — E não faz diferença para mim.
— Do que diabos você precisa dele que não está conseguindo? O que ele está fazendo por você? Você me disse que não estava dormindo com ele.
— Não estou. Mas talvez eu queira estar com ele — respondeu ela furiosa. — O que isso importa para você?
Minha capacidade de pensar racionalmente foi desafiada e fiquei tão inflamado com a ideia de que talvez ela quisesse dormir com Becker que enterrei os dedos naqueles cabelos ruivos sensuais e abaixei a cabeça, cobrindo a boca de Dani com a minha.
Não fui gentil com ela, mas poderia ter sido. Merda! O lugar dela era na minha cama, não na de Becker. Nunca na de Becker! Eu daria a ela qualquer coisa de que precisasse para mantê-la longe daquele escroto.
Eu senti o exato momento em que ela cedeu ao beijo, com o corpo derretendo contra o meu e os braços envolvendo meu pescoço.
Qualquer senso de razão que eu tinha desapareceu quando ergui a cabeça, com o ar entrando e saindo dos pulmões como se tivesse acabado de correr a maratona. Caralho! Por algum motivo desconhecido, eu não conseguia resistir àquela mulher. Queria que ela fosse minha, mas certamente não poderia fazer isso ali.
Minhas mãos desceram pelas costas e pararam em seu traseiro firme.
Beijei a pele sensível do pescoço dela enquanto erguia a saia curta em um frenesi.
Meu pau estava duro quando percebi que ela vestia muito pouco sob o vestido. Apenas uma calcinha minúscula e uma cinta-liga para segurar a meia-calça.
O gemido ofegante de puro desejo dela quase me fez perder o controle quando movi a mão entre as coxas de Dani. Meus dedos encontraram o calor sedoso sob a calcinha.
— Ele faz você sentir isto, Danica? — perguntei em tom exigente, observando a cabeça dela cair para trás enquanto eu acariciava as dobras molhadas e provocava o minúsculo feixe de nervos que praticamente implorava pelo meu toque.
— Marcus. Alguém pode entrar — disse ela ofegante.
O tom cheio de desejo da voz dela ao dizer meu nome fez com que meu pênis latejasse dolorosamente.
Eu o ignorei. O caso aqui não sou eu...
No entanto, ela estava certa sobre estar exposta demais. Rapidamente, eu a empurrei até uma das cabines e fechei a porta. O cubículo do banheiro nos cobria inteiramente, exceto a parte de cima. Ele oferecia mais privacidade, mas eu ainda conseguiria ouvir se alguém entrasse.
As costas de Dani estavam contra a parede de madeira e a expressão dela era primitiva e confusa.
Acariciei o rosto dela. — Isto a deixa excitada, Dani? O fato de que talvez seja descoberta enquanto goza?
Ela gostava de aventuras. Eu sabia disso. E, sinceramente, não me importava nem um pouco se ela estivesse gritando meu nome quando alguém entrasse. Ora, eu adoraria que qualquer pessoa entrasse e soubesse que ela era minha.
— Não, isto é loucura — disse ela com voz trêmula.
— É? — perguntei, com meus dedos novamente dentro da boceta dela.
A cabeça dela bateu contra a madeira, mas ela não pareceu notar. — Ai, meu Deus. Por que está fazendo isto?
— Porque quero você tanto quanto me quer, Danica. Não quero Becker tocando em você. Quero que seja eu a fazer você gozar todas as vezes —
respondi com voz rouca contra o pescoço dela.
Meu toque no clitóris dela era firme, mas não o suficiente para fazê-la gozar. Eu estava gostando demais de ver o prazer dela para terminar com aquilo rapidamente.
— Por quê? Por que eu? — A voz dela estremeceu de paixão.
— Não faço a menor ideia, mas não me importo mais — respondi com voz rouca.
Observei enquanto ela se apoiava na parede, totalmente perdida na necessidade de encontrar o clímax, empurrando os quadris freneticamente contra a minha mão.
Jesus! Ela era maravilhosa quando o rosto estava relaxado e os belos olhos cheios de desejo.
Em algum outro lugar, eu sentiria o gosto dela e treparia com Dani até que ela perdesse o controle completamente. Mas eu não me esquecera exatamente de onde estávamos e as limitações do lugar.
Apesar da forma como ela falava, eu tinha quase certeza de que não estivera com ninguém desde que a beijara. Eu sabia pelo que ela passara nas mãos dos terroristas. E seria preciso um cara que entendesse do que ela precisava. E aquele homem seria eu.
Ouvi a porta do banheiro abrir e coloquei um dedo sobre os lábios dela.
Acariciei o clitóris dela mais depressa, aumentando a pressão que ela tanto queria.
— Isso — sussurrou ela, ciente de que alguém entrara no banheiro, mas incapaz de se segurar.
Aproximei a boca do ouvido dela e sussurrei com voz rouca: — Goze para mim, Dani.
Ela fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, desesperadamente tentando ficar em silêncio.
Usei aquele momento para enfiar o dedo no canal escorregadio, quase gemendo ao colocar um segundo dedo e perceber como era apertado, molhado e convidativo, ainda provocando o clitóris com o polegar.
Minha outra mão estava no traseiro dela, acariciando as nádegas expostas porque ela usava uma tanga muito sensual.
— Marcus! — sussurrou ela com urgência. — Não consigo.
— Ah, sim, consegue — disse eu em voz baixa.
Ela moveu a cabeça de um lado para o outro e senti seu corpo começar a tremer, muito perto do clímax.
Quando ela abriu a boca e seu corpo ficou tenso, coloquei os lábios com força sobre os dela, engolindo o grito quando o orgasmo a sacudiu. Minha mão em seu traseiro a segurou quando as pernas dela pareceram ceder.
Ergui a cabeça e beijei a têmpora dela. Estendi a mão para baixar a tampa do vaso sanitário e ajudei-a a se sentar.
Ela respirava com esforço quando peguei um lenço limpo do bolso do terno, abaixei-me e gentilmente limpei o suor de seu rosto.
Ouvi a água correndo na pia e a convidada saiu do banheiro, deixando-nos sozinhos novamente. Pelo menos, por enquanto.
— Você está bem? — perguntei, preocupado de tê-la forçado demais.
Ela não tinha mais medo de mim nem da própria sexualidade. Saber que ela ficara excitada sem pensar no que acontecera nas mãos dos sequestradores indicou como a terapia lhe fizera bem.
Ela balançou a cabeça e pegou o lenço da minha mão para secar o pescoço e o rosto. — Não sei o que aconteceu comigo — confessou ela, ainda parecendo abalada.
— Você gozou — respondi.
— Não acontece para mim deste jeito.
— Talvez seja do que você precisa, Dani. E não vai conseguir com Becker
— resmunguei.
Ela se levantou subitamente, forçando-me a levantar também. — Ai, meu Deus — disse ela ansiosa. — Greg. Ele vai ficar furioso. Fiquei aqui tempo demais.
Segurei os braços dela e sacudi-a de leve. — Você não pode continuar dançando a música dele, Danica — resmunguei, furioso com a resposta preocupada dela.
— Eu preciso — disse ela com voz desesperada. — Preciso que ele confie em mim.
— Caralho, não precisa — retruquei furioso. — Você não precisa daquele escroto.
— Você não entende — disse ela, implorando. — Eu tenho que voltar para lá.
— Nem pensar — respondi. — Não até que me dê algumas respostas. Pelo amor de Deus! Acabei de fazer você gozar, Dani. E você quer correr de volta para Becker? — Eu estava prestes a perder o controle.
— Preciso voltar para a festa — retrucou ela, tentando sair do cubículo.
Eu a deixei ir porque não aguentei vê-la tão aterrorizada. Não depois do que ela passara.
Ela correu até o espelho e tentou rapidamente ajeitar a maquiagem e os cabelos.
Finalmente, eu disse: — Vá, volte para ele. Mas estarei de olho. Você não o ama. Ora, nem acho que gosta de ficar perto dele. — Eu vira a forma como ela olhara para Becker e certamente não fora como olhara para mim, com uma paixão desesperada nos olhos e a expressão que implorava para que a fizesse gozar.