Bilionário Revelado: Marcus
Epílogo
O dinheiro nunca compraria aquele tipo de felicidade.
Sorri ao observar Marcus dar ao nosso filhote a afeição que ele queria.
Se eu tinha o homem que amava, poderia aprender com facilidade a simplesmente comprar calcinhas em grandes quantidades no futuro.
Marcus
Vários meses depois...
—Harper está grávida de novo — anunciou Blake sem aviso, com voz aterrorizada.
Meu irmão gêmeo e eu estávamos entrando em algumas lojas em Rocky Springs antes de nos encontrarmos com Harper e Dani para almoçar.
Estranhamente, estávamos em uma loja de doces que observávamos.
Não fiquei surpreso ao saber que a esposa de Blake estava grávida de novo, pois eu tinha certeza de que ele praticava bastante. Ele adorava a esposa e eu sabia que Blake queria mais filhos, portanto, perguntei: — E
isso não é uma coisa boa?
Ele pegou uma caixa de chocolates e largou-a ao responder: — Não era para acontecer na primeira vez e agora aconteceu de novo. Ela não pode ter filhos, mas eu sabia disso quando nos casamos.
Como ela estava grávida pela segunda vez, supus que Harper podia ter filhos, sim. Provara isso pela segunda vez. — E como ela ficou grávida de novo?
Supus que eles tinham feito isso da forma normal, como na primeira vez.
Porém, eu não queria entrar nesse assunto com meu irmão.
— Só aconteceu. Acho que é possível, mesmo pela segunda vez, mas altamente improvável. Conversamos sobre adoção. Não esperávamos que isso acontecesse.
— Parabéns — disse eu, batendo nas costas dele. — Mas você não parece feliz.
— Estou morrendo de medo — confessou Blake. — Tudo está normal até agora, mas qualquer coisa pode acontecer. Quase tive um ataque do coração antes que nosso filho nascesse.
O filho de Blake ainda nem andava e estremeci ao pensar em como ele sobreviveria a outra gravidez.
Eu sabia que mulheres davam à luz todos os dias, mas a situação toda também parecia um pouco assustadora para mim. Eu não sabia como me sentiria se Dani estivesse grávida. Algum dia, eu provavelmente descobriria, mas estava feliz no momento por não estar no lugar de Blake.
— Lamento — disse eu com a voz rouca. — Sei como foi difícil para você na última vez.
— Obrigado — disse ele, com a atenção voltada para uma barra de doce enorme. — Sei que é uma coisa boa, mas estou com medo de que aconteça alguma coisa.
Aquilo soou como uma preocupação legítima. — A gravidez é de alto risco? Harper foi uma guerreira na última vez.
— Na verdade, não — respondeu ele. — Está indo tudo bem. Não quero dizer a Harper que estou um caco. Prometemos que nos concentraríamos nas coisas positivas da última vez e desta vez também. Ela precisa disso no momento.
Blake e eu tínhamos ficado mais próximos nos meses anteriores, portanto, minha resposta não foi fora do comum: — Então concentre-se no fato de que terá outro filho e tente se esquecer de algo que não consegue controlar.
Estou feliz porque terei mais um sobrinho.
— Ela jura que será uma garota. Estou fodido. Não vou deixar que namore antes dos cinquenta anos.
Era fácil para mim dizer fique calmo, mas entendia o que amar alguém tanto como Blake e eu amávamos nossas esposas podia fazer com um homem. Saber que a esposa dele estava grávida tão cedo depois do nascimento do meu sobrinho e que perdera um bebê anos antes provavelmente estava acabando com Blake.
— Eu estou feliz — disse Blake em uma voz definitivamente infeliz. —
Só queria que a parte da gravidez terminasse logo.
Peguei uma caixa do doce favorito de Dani e segurei-a enquanto seguia meu irmão pela loja. — Vai comprar alguma coisa?
Blake deu um salto como se eu tivesse acabado de acordá-lo. — Sim —
disse ele em tom ausente ao pegar algumas caixas e andarmos em direção ao caixa.
— Quanto tempo falta para terminar? — perguntei curioso enquanto pagava a minha compra.
— Seis meses, vinte dias e cerca de doze horas até que ela dê à luz —
disse Blake, pagando os doces que pegara.
Coitado. Ele vai desmoronar. Não vai aguentar.
Saímos da loja de doces e andamos em direção à cafeteria ao lado.
Nenhum dos dois estava com pressa, pois estávamos adiantados.
Eu não tinha o que dizer para fazer Blake se sentir melhor. Eu sabia por experiência que a ansiedade dele não terminaria até que Harper desse à luz um bebê saudável. — Vai dar tudo certo — disse eu finalmente em um tom que torci para ser como a voz da razão. — Se não é de alto risco, as chances são excelentes para que tudo dê certo. Ela brilhava na última vez e estava incrivelmente saudável.
— Eu sei. Mas vou ficar preocupado até o bebê nascer — disse Blake ao olhar para o relógio. — O que acha que nossas mulheres estão fazendo? —
perguntou ele.
— Provavelmente estão na loja de artigos infantis — respondi.
Blake sorriu subitamente. — Altamente provável — concordou ele. —
Harper já está comprando coisas para o bebê. Como está convencida de que é uma menina, está comprando tudo novo.
Por um momento, a apreensão de Blake se dissolveu quando ele se concentrou nas partes agradáveis de ter outro filho.
Ele parecia... feliz.
Talvez eu não tivesse entendido antes o desejo dele de se casar. Porém, agora que Dani era minha esposa, eu vivia no mesmo tipo de bolha de felicidade que meus outros irmãos e Chloe.
Não que tudo fosse perfeito entre Dani e eu. Colocar duas pessoas cabeça-dura juntas para a vida inteira significava que haveria algumas discordâncias. No entanto, eu decidira muito tempo antes que preferia brigar com ela do que fazer sexo com qualquer outra mulher.
Além do mais, sempre havia o sexo para compensar. Isso sim valia qualquer briga.
Sinceramente, eu sabia que era um escroto e que ela ainda era meu anjo, mesmo quando discordávamos. Só o fato de ela estar disposta a me aguentar pelo resto da vida era um milagre.
Eu me casara com ela logo depois de colocar aquele anel em seu dedo. Ter uma família grande como a minha na mesma área nos ajudara a dizer nossos votos poucas semanas depois. Minha mãe e o restante da família fizeram sua parte para ajudar Dani e eu a termos uma bela cerimônia em tempo recorde.
Blake e eu estávamos perto do restaurante quando vimos nossas esposas andando pela calçada em nossa direção.
Vi Dani rir de algo que Harper dissera, com seu rosto iluminado pela felicidade que encontrara ali com nossas famílias. Ela era extremamente próxima da irmã e acabara próxima de todas as mulheres da família Colter.
Eu me reunia com meus irmãos regularmente. Blake e eu éramos mais como gêmeos de novo e provavelmente teríamos uma certa afinidade um com o outro agora que nos encontrávamos com mais frequência. Ele viajava bastante a Washington para seus deveres como senador, mas isso não impedia de nos encontrarmos bastante.
— Ela é tão linda — murmurei ao observar enquanto ela e Harper se aproximavam.
— As duas são — corrigiu Blake.
Dani ainda fazia terapia, mas eu sabia que ela ficava mais confiante e serena a cada dia. Não que ela não fora sempre audaciosa, mas, aos poucos, eu via cada vez menos o olhar assombrado que tivera nos olhos.
Ela ainda escrevia e até mesmo redigira alguns artigos para o jornal local.
Se havia algo a ser discutido, minha esposa fazia isso com gosto, fosse um problema regional ou relevante para o mundo todo. Não importava onde publicava um dos seus artigos, ela colocava o coração em cada problema sobre o qual escrevia.
Dani finalmente ergueu o olhar e nossos olhares imediatamente se encontraram. Eu podia jurar que tinha um sinalizador que sempre me levaria diretamente a ela.
Meu coração acelerou quando ela sorriu para mim, brilhando com uma bela luz que eu sempre associara com o sorriso radiante.
Jesus Cristo! Como tive tanta sorte de conseguir uma mulher que me ama tanto quanto a amo?
Ela apressou o passo e eu a segurei quando encostou no meu peito. Passei os braços em volta dela com força e, claro, meu pênis respondeu de acordo.
Não havia como sentir o perfume doce dela sem que meu pênis entrasse no modo completamente pronto.
— Eu amo você — disse Dani baixinho ao afastar o rosto e dar-me um beijo cheio de afeição.
— Também amo você — respondi com a voz rouca. Eu duvidava que haveria um momento em que ouviria aquelas três palavrinhas dela sem sentir um grande nó na garganta.
— Harper está esperando outro bebê. Ela acha que é uma menina —
anunciou ela em tom alegre. — Estou tão feliz. Teremos mais um sobrinho ou sobrinha.
Lancei um sorriso para Blake e Harper, que tinham acabado de terminar de se cumprimentar de forma íntima. — Ouvi dizer. Parabéns, Harper.
Harper sorriu para mim. — Obrigada. Agora, eu só queria que Blake parasse de se preocupar.
— Sem chance — disse eu em tom direto à minha cunhada.
— Não há nada de errado em ter esperança — retrucou Harper, dando um beijo no rosto do marido. — Dani vai fazer um chá de bebê para mim.
— Por quê? — perguntou Blake, soando sinceramente confuso. — Nunca entendi esse negócio de chá de bebê. Nem quando minha mãe fez um para você na primeira vez. Achei que eram só para ganhar presentes. Mas somos ricos e você pode comprar o que quiser.
Balancei a cabeça negativamente. Obviamente, meu irmão gêmeo ainda não entendia as mulheres. — Normalmente há porcarias e bolo para comer
— expliquei. — E é a oportunidade perfeita para as mulheres se reunirem e reclamarem de nós.
Dani me deu um tapa fingido. — Não é o único motivo. Estar grávida é algo importante e tem que ser celebrado.
Realmente, para Harper, a gravidez era outro milagre e ela tinha mais a celebrar do que muitas outras mulheres. Eu estivera provocando meu irmão e Dani, mas estava muito feliz pelo novo bebê.
— Então faremos uma festa de verdade — concordei alegremente. —
Bolo de chocolate?
— É claro — responderam Dani e Harper ao mesmo tempo.
Sorri para a minha esposa e entreguei a ela o saco de chocolate. — Talvez você aguente com isto até podermos encomendar o bolo.
Ela pegou o saco e segurou-o contra o peito. — Ai, meu Deus, Marcus, esse é um dos motivos pelos quais amo tanto você — exclamou Dani.
Coloquei o braço em volta da cintura dela, seguindo meu irmão e Harper até o restaurante.
— Você me ama porque eu trouxe chocolate? — perguntei em tom de brincadeira.
— Não. Amo você porque, mesmo quando não estamos juntos, continua pensando em mim. São as pequenas coisas que você faz que me fazem amá-lo tanto.
— Mas comprar uma caixa de doces para a minha esposa quando já estou na loja não é muito romântico — comentou ele.
— Discordo — disse ela firmemente. — É muito romântico.
— Se você acha — respondi em tom cético.
Ela abriu o saco e deu um gritinho alegre. — Nossa, este chocolate é fantástico — disse ela entusiasmada. — Ele derrete de forma incrível.
Adoro colocá-lo no sorvete, mas tenho um plano melhor para ele hoje à noite.
Eu tossi um pouco assustado. — E que plano seria esse?
— Vou fazer uma surpresa para você.
Eu já tinha visões de nós dois nus e Dani lambendo o chocolate de uma parte particular do meu corpo que a adorava. — Mal posso esperar. Você está mesmo com fome?
— Estou faminta — respondeu ela em tom alegre.
Estou fodido!
— Mas posso comer depressa — acrescentou ela de forma provocante.
— Não se apresse. — Eu não queria que ela engasgasse com a comida só porque tinha um marido apaixonado.
— Garanto que valerá a pena esperar — respondeu ela no tom sedutor que sempre me deixava louco.
Eu sabia que ela faria valer a pena até mesmo rastejar pelo inferno, o que fazia com que fosse muito mais difícil esperar.
Interrompemos a conversa quando chegamos ao restaurante atrás do meu irmão e de Harper.
Dani realmente comeu depressa, mas Harper e Blake também, o que me fez pensar se tinham um arranjo similar ao nosso. Era improvável, já que tinham uma criança pequena em casa. Porém, eles ainda agiam como recém-casados.
Comi minha comida tão depressa que mal senti o gosto. Ora, quem não faria isso sabendo que passaria a noite em um estado de prazer inimaginável?
No fim da refeição, puxei Dani da cadeira, joguei a conta para o meu irmão e escapamos, citando um compromisso anterior.
— Com quem? — perguntou Blake em tom cético.
— Não é da sua conta — resmunguei.
Blake fez um gesto de desprezo, mas pegou a conta para que Dani e eu escapássemos.
Algum dia, eu retribuiria pagando almoços ou jantares juntos, mas, naquele momento, minha mente estava concentrada em apenas uma pessoa.
Quando estávamos finalmente no meu carro e dirigindo para longe da rua principal, ouvi Dani suspirar ao dizer: — Leve-me para casa, Marcus.
Eu não tinha como dirigir depressa o suficiente. As palavras dela fizeram eu me sentir como se tivesse levado um soco na barriga.
Minha casa se tornara o lar para nós dois, uma mistura de velho e novo, dela e minha, e um lugar onde eu queria ficar o tempo inteiro porque Dani estava lá comigo.
Pensei nos meus irmãos e na minha irmã, Chloe, cada um de nós encontrando o amor, um após o outro. Como era o mais velho, na realidade deveria ter sido eu o primeiro a assentar. Mas eu não tinha do que reclamar.
Fora preciso uma mulher especial para me aguentar e Danica valera a espera.
~ Fim ~
Como sempre, quero agradecer à minha equipe KA incrível e à minha equipe das ruas, Jan’s Gems, por tudo o que fazem para promover meus livros.
Milhões de agradecimentos aos meus leitores. A série A Obsessão do Bilionário está no livro 11 e é cada vez mais divertido escrever com cada novo casal. Obrigada por amar meus bilionários poderosos e, algumas vezes, muito alfas.
Amo todos vocês por me deixar continuar a fazer o que adoro tanto como trabalho do dia a dia!
Abraços, Jan
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Série A Obsessão do Bilionário:
A Obsessão do Bilionário: A Coleção Completa (Simon)
O Coração do Bilionário (Sam)
A Salvação do Bilionário (Max)
O Jogo do Bilionário (Kade)
A Perdição do Bilionário (Travis)
Bilionário Desmascarado (Jason)
Bilionário Indomado (Tate)
Bilionário Sem Limites (Chloe)
Bilionário Destemido (Zane)
Bilionário Desconhecido (Blake)
Bilionário Revelado (Marcus)
Série Um romance dos Irmãos Walker:
Liberte-se! (Trace)
O Playboy! (Sebastian)
Sequelas! (Dane)
Série Os Sinclair:
Um bilionário raro (Dante)
O bilionário proibido (Jared)
O Toque do Bilionário (Evan)
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Document Outline
Prólogo
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Capítulo 20
Capítulo 21
Capítulo 22
Capítulo 23
Capítulo 24
Capítulo 25
Capítulo 26
Capítulo 27
Capítulo 28
Epílogo
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