Bilionário Revelado: Marcus

J. S. Scott · Capítulo 15 de 30

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Bilionário Revelado: Marcus

Capítulo 14

Olhei para ele, encontrando os olhos cinzentos tumultuados. Meu coração ficou apertado quando vi a tensão em seu rosto. — Não vou. Prometo.

— Eu devo estar louco para ajudar você nisso, caralho — murmurou ele.

— Eu que sou louca — corrigi. — Você só está cuidando de mim.

— Parece ser um trabalho que faço bem — disse ele ao abaixar a cabeça para capturar minha boca.

Não consegui evitar de me encostar no corpo dele, abrindo-me quando ele exigiu submissão. Passei os braços em volta do pescoço dele, perdendo-me na força de Marcus por um momento, permitindo-me sentir.

Eu me preparei para o encontro com Becker assim que Marcus me soltou.

Porém, por apenas um instante, eu precisava me sentir protegida e o único que conseguiria me fazer sentir menos sozinha era o homem que me segurava como se nunca mais quisesse me largar.

 

Marcus

Fora o pior tipo de tortura assistir Dani entrar no carro e ir embora.

Eu a estava seguindo em um carro bem comum, mas sabia que tinha que manter distância, o que odiei.

Eu deveria ter tirado Danica dessa história toda. O que diabos eu estava pensando?

Eu questionara minha sanidade várias vezes nos dias anteriores.

Normalmente, usaria os contatos que pudesse com uma ameaça à segurança nacional. E Becker era certamente perigoso devido ao custeio enorme dos rebeldes.

Mas ela não era um contato comum.

E a forma como eu me sentia por tê-la deixado totalmente vulnerável era insana.

Eu não a queria com Becker. Não queria que ela ficasse nem na mesma cidade que ele. Ainda assim, precisava dela para me ajudar a obter acesso a informações críticas que finalmente derrubariam Becker para sempre.

Jett fizera um progresso incrível ao procurar sujeiras de Becker na dark web, mas não o suficiente para apresentar aos departamentos necessários para prendê-lo. Becker tinha tantos crimes que seria difícil descobrir quem cuidaria do que nos crimes governamentais. Mas não era preocupação minha.

Eu queria pegar Becker por muitas coisas, mas o senso de proteção de nosso país contra governos estrangeiros ou terroristas estava impregnado

em mim. O que eu mais queria era derrubar Becker para sempre. Depois disso, queria que toda a organização que ferira Dani deixasse de existir e não fosse uma ameaça para o planeta.

Tudo em mim insistia para que deixasse Dani ter acesso às informações.

Eu usava qualquer método necessário para deter qualquer um que tentasse prejudicar os Estados Unidos. No entanto, como homem, eu estava tendo muita dificuldade em assistir Danica ser algum tipo de sacrifício.

— Vou tirá-la de lá depressa — murmurei, ainda tentando me convencer de que estava fazendo a coisa certa.

Em teoria, uma pessoa por uma nação era uma troca justa.

Mas não era como eu me sentia naquele momento.

Se Becker pegasse Dani em ação ou duvidasse da lealdade dela a ele, certamente a mataria sem pensar duas vezes.

— Caralho! — explodi, batendo a mão no volante. Meu único consolo era que eu tinha vários departamentos do governo para me ajudar, apesar de, tecnicamente, não existir para a CIA.

Eu não era funcionário.

Ninguém tinha um dossiê sobre mim.

As informações que eu obtinha eram colocadas em arquivos de investigação e meu envolvimento rapidamente desaparecia.

Do jeito como eu gostava.

No entanto, eu ajudara bastante gente engomada no governo para que ainda pudesse pedir ajuda a muitas pessoas, incluindo o FBI e alguns outros agentes da CIA.

Observei enquanto Dani entrava em um caminho à minha frente. Fiquei para trás, estacionando a certa distância e desligando os faróis.

Aquele não era o momento para duvidar de mim mesmo. Eu precisava manter a cabeça no lugar e pensar como um espião.

Ela estava com todos os dispositivos em que consegui colocar as mãos para protegê-la e ajudá-la a permanecer sem ser detectada. Suei frio quando observei Dani saindo do carro com uma saia tão curta que ela teve que puxá-la para baixo para cobrir as nádegas. Não era que eu não apreciasse a visão. Mas não queria nenhum outro homem olhando para ela da mesma forma.

Como sempre, ela colocara uma maquiagem pesada demais, mas continuava linda como sempre. Eu a desejei, querendo mantê-la só para

mim.

Quando ela desapareceu dentro da casa luxuosa, tive que admitir que ela era a mulher mais corajosa que eu já conhecera. Ela nunca hesitara ao tentar levar notícias internacionais ao mundo e não cedera sob o cativeiro de homens que a atormentaram de todas as formas possíveis.

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Agora, ela se jogara no perigo novamente. Talvez estivesse desconfiada, mas estava determinada.

No momento em que eu a conhecera, quisera prendê-la contra a parede.

Mas a forma como a desejava agora era totalmente diferente.

Minha! Ela é minha, caralho.

Precisei de todas as minhas forças para não sair do carro e ir atrás dela, tirá-la de algo que poderia feri-la.

O problema era que ela era a mulher mais teimosa do mundo.

Eu batia os dedos no volante impacientemente quando senti meu celular vibrar no bolso da calça. Eu me vestira em busca de conforto e mobilidade, tentando parecer o mais comum possível.

Sem tirar os olhos da casa, peguei o telefone e atendi: — Colter — disse eu abruptamente.

— Marcus? Está tudo bem? — perguntou Jett com voz solene e baixa.

— Acabei de chegar — respondi. — Ela entrou. Estou vigiando a casa.

— Merda — xingou Jett. — Odeio isso.

— Eu também, cara — admiti. — Como estão as coisas aí?

— Ainda bem que valho bilhões — retrucou ele. — Entrar na boate é exaustivo e caro. Mas entrei. O leilão começa daqui a pouco.

— Não importa o quanto custe, pagarei você — disse eu sem reservas.

Ruby era amiga de Dani e tínhamos que tirá-la do caminho do perigo.

— Ora, claro que não. Se vou comprar uma virgem, eu mesmo pagarei — respondeu ele. — Estou fazendo isto pela minha irmã. E talvez também um pouco por Ruby. Meu Deus, ela não teve uma vida fácil.

Dani explicara a mim e ao irmão dela como Ruby acabara vítima de tráfico de pessoas. — Eles sempre escolhem as pessoas mais vulneráveis —

disse eu a Jett em tom desgostoso.

— É, é uma merda — disse Jett em tom firme. — Que gente doente faz esse tipo de merda?

— Pessoas como Becker e seus lacaios — respondi.

— Eles não só vendem virgens — disse Jett. — Há todo tipo de merda ilegal acontecendo aqui e não acho que a maioria das mulheres presentes esteja aqui por vontade própria ou trabalhando voluntariamente.

— Esse lugar tem que ser fechado — comentei. — Só tire Ruby daí se parecer óbvio. Depois, deixaremos que as autoridades cuidem do resto.

Obtenha o máximo de informações que puder.

— Ruby provavelmente terá que depor — disse Jett em tom triste.

— Ela vai. Mas, com sorte, estará tão feliz por escapar que deporá.

Jett hesitou antes de dizer: — Tenho que ir. Cuide da minha irmã.

— Sempre cuido — relembrei.

— É verdade — reconheceu Jett. — Provavelmente mais do que ela jamais percebeu. Tenho a sensação de que você sempre esteve de olho nela, de uma forma ou de outra. Mesmo quando ela não percebeu.

Eu não confirmaria o que ele dissera, mesmo sabendo que era verdade. —

Talvez — respondi.

— Ela sabe o que você sente? — perguntou Jett.