Bilionário Revelado: Marcus
Capítulo 17
Finalmente, dou-lhe uma para Ruby.
Dou-lhe duas.
Vendida ao cavalheiro na fileira da frente.
Soltei um suspiro de alívio.
Ruby iria para casa comigo.
Dani
—Marcus, esta pressa toda é realmente necessária? — perguntei ao afivelar o cinto de segurança para a decolagem do jatinho enorme dele.
— Sim — respondeu ele.
Ok, ele estava furioso comigo por não ter sinalizado que precisava da ajuda dele. Talvez eu devesse ter explicado que ficara com muito medo de que algo acontecesse com ele, mas, em vez disso, usara uma desculpa esfarrapada.
Ele não tinha gostado da minha explicação.
Portanto, ele tinha ficado praticamente em silêncio enquanto dirigia feito um louco até o aeroporto.
Sinceramente, toda aquela ideia de roubar o carro fora brilhante. O ardil e a falta de conexão entre eu e Marcus foram perfeitos. Eu já entregara a câmera minúscula a um agente governamental que o pegara quando chegamos no jatinho de Marcus, partindo quase imediatamente para que as informações fossem analisadas.
Se conseguissem obter o que precisavam, Becker seria preso. Se Greg achava que Marcus era só um ladrão de carros ou um brutamontes, não ficaria desconfiado de que alguém talvez estivesse de olho nele.
Provavelmente acreditaria que o criminoso que roubara o carro e a mulher dentro do veículo tinham desistido ao me encontrarem dentro dele e nós dois tínhamos fugido. Ou, pelo menos, era nisso que eu esperava que ele
acreditasse. Isso daria tempo às autoridades para fazer o que fosse necessário para prender o filho da puta.
Eu sabia que íamos para Rocky Springs, pois ouvira Marcus falando com o piloto. — Nem tenho mais casa no Colorado — informei a ele.
— Você ficará na minha casa — respondeu ele em um tom de voz que não permitia discussão.
— Tenho escolha nessa decisão?
— Não — respondeu ele em tom direto.
— E você vai continuar furioso comigo?
Eu poderia ter mencionado que tinha uma irmã no Colorado, com quem certamente poderia ficar ao chegar. No entanto, percebi que aquele não era um bom momento para discutir com ele.
Marcus era... bem... ele era Marcus. O que significava que ele era muito mandão, o que poderia ser incrivelmente irritante. Mas era difícil ficar brava com um homem que vivia salvando minha pele.
— Provavelmente — resmungou ele.
— Eu queria que você não ficasse — comentei. — Você salvou minha vida esta noite.
— De novo — disse ele em tom mal-humorado.
Sim, ele salvara minha pele duas vezes. E eu era grata. Mas não queria passar a viagem inteira para o Colorado com ele de mau humor. —
Obrigada — disse eu, colocando a mão no braço dele em gratidão.
— Não me agradeça. Estou começando a achar que meu objetivo na vida é garantir que você continue viva.
O fato de que ele se importava o suficiente para continuar salvando-me era incrível. Marcus era um dos homens mais ricos do mundo e tinha muito a fazer. Não precisava se preocupar, mas preocupava-se mesmo assim. Isso dizia muito sobre o coração dele e a bondade enterrada sob o exterior sarcástico e rabugento.
— Eu não queria que Becker machucasse você — disse eu depressa. —
Eu estava com medo porque ele tinha uma arma. Não queria que ele pegasse você de surpresa, fazendo com que se machucasse ou morresse por minha causa.
Marcus ficou em silêncio por um momento antes de dizer: — Se eu alguma vez tivesse deixado alguém me pegar de surpresa, já estaria morto.
Pelo amor de Deus, Danica, não é como se eu não soubesse que aquele filho da puta tinha mais de uma arma.
— Eu não podia arriscar — disse eu ao tirar a mão do braço dele.
— Deveria ter arriscado — argumentou ele. — Jesus! Eu nunca superaria se algo acontecesse com você. Isso teria me destruído.
Meu coração deu um salto quando percebi que a raiva dele era toda por mim, gerada por medo pela minha segurança.
Ai, Marcus. Você é um homem melhor do que imagina.
Talvez ele fosse formidável, mas o cara tinha um coração bom.
— Eu estava disposta a correr o risco — relembrei.
Ele virou a cabeça e encarou-me com os olhos cor de aço. — Eu não —
rosnou ele. — Odiei essa ideia desde o começo. Ele machucou você?
Balancei a cabeça devagar, maravilhada com a emoção volátil que vi no olhar dele. — Não. Não machucou.
Senti o jatinho nivelar e o aviso do cinto de segurança desligou.
— Preciso ir ao banheiro — disse eu quando minha cabeça começou a girar.
Soltei o cinto de segurança e cambaleei para levantar.
Marcus ajudou a me equilibrar. — Você está bem?
— Sim — murmurei. — Vou ficar bem.
Usei as poltronas para e apoiar enquanto me apressava até o banheiro. Ao fechar a porta, baixei o assento do vaso sanitário e sentei.
Eu chegara lá bem na hora.
Minha testa estava cheia de gotas de suor e meu coração disparou enquanto eu me esforçava para respirar. Um barulho alto começou a zunir na minha cabeça e as lágrimas correram pelo meu rosto. Coloquei a mão no balcão da pia, torcendo para que a sensação desaparecesse.
Mas ela pareceu que ia durar para sempre.
— Danica? Dani? Qual é o problema? — ouvi Marcus dizer. A voz dele era abafada pelo zunido nos meus ouvidos.
Eu fiquei mergulhada no meu mundo estonteado e sem fôlego pelo que pareceu um tempo sem fim antes de começar a me recompor.
— Dani! — chamou Marcus, exigindo que eu respondesse.
O problema era que eu não conseguia dizer nada. Não até que meu corpo pertencesse novamente a mim.
Coloquei a mão trêmula na coxa, inclinando-me para a frente para conseguir um pouco de ar. A sensação era de que eu estava engasgando, mas sabia que não.
Finalmente, a neblina começou a clarear e respirei um pouco mais fundo.
— Vou fazer um pouso de emergência — disse Marcus em tom enfático.
— Acho que você precisa ir a um hospital.
Ao voltar para o meu corpo, protestei: — Não. Não faça isso.
Ele estava ajoelhado à minha frente, segurando um pano frio contra minha testa suada. — Não sei o que está errado...
— Eu sei. Dê-me um minuto — pedi. Comecei a respirar mais fundo e endireitei o corpo, pegando o pano da mão dele para limpar o rosto.
— Seu rosto está começando a ficar corado. Meu Deus! Você estava branca como um fantasma. O que aconteceu?
— Um ataque de pânico — respondi. — Faz muito tempo que não tenho um ataque desses. Acho que o que aconteceu esta noite provocou o ataque.
Mas vou sobreviver.
Fiquei mortificada por ter desmoronado na frente ele, mas eu esquecera que o banheiro tinha uma entrada para o quarto. Fora por lá que ele entrara.
— Você tem ataques de pânico? — perguntou ele em tom gentil. — Desde o incidente um ano atrás?
Assenti no momento em que me senti mais estável, com meu coração voltando ao ritmo normal. — Achei que tinha superado os ataques. Eles eram muito ruins depois que voltei aos Estados Unidos um ano atrás. Com a terapia, lentamente me recuperei da síndrome pós-traumática e da ansiedade. Mas acho que não completamente. Desculpe.
Ele segurou as minhas mãos ao dizer: — Não se desculpe por algo que não consegue controlar. Se a única coisa que sobrou é um ataque de pânico ocasional, você está indo muito bem. Meu Deus, Dani. Você foi até o inferno e voltou. Por que não dá um tempo a si mesma?
— Ajuda se eu estiver ocupada — respondi fracamente.
— Você pode se ocupar com algo seguro — retrucou ele com voz grave.
— Como está se sentindo agora?
— Estou bem agora. Odeio não ter controle quando os ataques acontecem.
Parece que não consigo respirar, fico muito tonta e desconectada, e meu coração parece que bate um milhão de vezes por minuto. É constrangedor e eu me sinto muito impotente. Minha última experiência foi meses atrás.
Aprendi a lidar com eles, mas acho que ainda acontecerão de vez em quando, especialmente se eu estiver estressada.
— Vou ajudar você. Basta me dizer do que precisa que eu busco.
Ele soou tão sincero que meu coração ficou apertado. — Acabou. Vou ficar bem. Só preciso tomar um banho e tirar estas roupas.
Eu tinha certeza de que a quantidade de suor que meu corpo expulsara me deixava fedida.
— O que posso fazer? — Ele começou a tirar os sapatos de saltos ridiculamente altos do meu pé.
— Você já está fazendo — respondi com um sorriso.
— O quê?
— Ajude-me a tirar estas roupas — pedi.