Como o Futebol Explica o Mundo: Um Olhar Inesperado sobre a Globalização

Nota Sobre as Fontes

 

Não há muita coisa escrita sobre as conexões entre os hooligans sérvios e as guerras dos Bálcãs. Pelo que sei, o antropólogo Ivan Colovic foi o único a cobrir esse campo. Seu trabalho pode ser encontrado numa coletânea traduzida para o inglês, Politics of ldentity in Serbia: Essays in Political Anthropology (Nova York, New York University Press, 2002). Colovic garimpou fontes obscuras – pulp fiction, programas de TV, seções de esportes – e produziu observações profundas. Diferentemente, porém, de muitos críticos culturais, ele tem uma compreensão tão grande da realidade quanto de teorias obtusas.

Meu capítulo sobre Glasgow deve muito a Bill Murray, acadêmico australiano que produziu as duas histórias mais rigorosas da rivalidade entre Celtic e Rangers: The Old Firm: Sectarianism, Sport and Society in Scotland (Edimburgo, John Donald, 1984) e The Old Firm in New Age: Celtic and Rangers Since the Souness Revolution (Edimburgo, Mainstream Publishing, 1998). Algumas historietas desse capítulo foram tiradas do livro de Stuart Cosgrove intitulado Hampden Babylon (Edimburgo, Canongate Books, 1991). T.M. Devine organizou uma coletânea de ensaios sobre a rivalidade sectária cujo título é Scotland’s Shame? (Edimburgo, Mainstream, 2000).

Infelizmente, há poucos textos sobre o renascimento do futebol judeu. Entre eles, Hoppauf Hakoah: Jüdischer Sport in Österreich von den Anfängen bis in die Gegenwart, de John Bunzl (Viena, Janus, 1987) e o catálogo da exposição do Museu Judaico de Viena intitulada Hakoah: Ein Jüdischer Sportverein in Wien, 1909-1995 (Viena, Der Apfel, 1995). Além disso, há um importante livro comemorativo do 50º aniversário do clube, 50 Jahre Hakoah, de Otto Bahr (Tel Aviv, Verlagskomitee Hakoah Tel Aviv, 1959). O futebol húngaro tem recebido um pouco mais de atenção. O historiador, crítico cultural e torcedor do MTK Tamás Krausz tem um esplêndido ensaio sobre a herança étnica de seu clube favorito que pode ser encontrado online em

http://www.eszmelet.tripod.com/angol1/krauszang1.html. Miklós Hadas e Viktor Karády também publicaram uma história do caráter judaico do MTK que pode ser encontrada em

http://www.replika.c3.hu/1718/hadas.htm. Brilliant Orange: The Neurotic Genius of Dutch Football, de David Winner (Londres, Bloomsbury, 2000), é um dos grandes livros sobre esse esporte. Recomendo o capítulo sobre o Ajax e os judeus em particular. O mesmo tema ganha um tratamento mais abrangente em Ajax, The Dutch, The War: Football in Europe During the Second World War (Londres, Orion, 2003). Por fim, há muita coisa escrita sobre Max Nordau, mas eu me baseei profundamente em Zionism and the Fin de Siècle: Cosmopolitanism and Nationalism for Nordau to Jabotinsky, de Michael Stanislawski (Berkeley, University of California Press, 2001).

Em http://www.chelsea-desktop-wallpaper.co.uk/ é possível encontrar capítulos do manuscrito de Alan Garrison. Para a compreensão das recentes transformações do futebol inglês, baseei-me em The Football Business, de David Conn (Edimburgo, Mainstream, 1997).

Futebol, the Brazilian Way of Life, de Alex Bellos (Londres, Bloomsbury, 2002; ed. bras. Futebol: O Brasil em campo. Rio de Janeiro, Zahar, 2002), forneceu-me um relato da corrupção no futebol brasileiro, bem como os relatórios das investigações parlamentares e judiciais. Fiz várias referências a Pelé: His Life and Times (Londres, Robson Books, 2000). Muito de meu conhecimento sobre a história brasileira se deve a The Brazilians, de Joseph A. Page (Reading, Mass., Perseus Books, 1995), e Brazil: The Once and Future Country, de Marshall Eakin (Nova York, St. Martin’s Press, 1997).

The Dark Heart of Italy: Travels Through Time and Space Across Italy, de Tobias Jones (Londres, Faber and Faber, 2001), tem um excelente capítulo sobre o futebol italiano. Não encontrei um melhor sumário da política italiana do que The Crisis of the Italian State: From the Origins of the Cold War to the Fall of Berlusconi (Nova York, St. Martin’s Press, 1995).

Barça: A People’s Passion, de Jimmy Burn (Londres, Bloomsbury, 1998), faz um trabalho maravilhoso sintetizando a história de meu amado clube. Morbo: The Story of Spanish Football, de Phil Ball (Londres, WSC Books, 2001), também foi uma fonte útil.

Em relação ao futebol iraniano, contei com a erudição de Houchang Chehabi. Ele me permitiu ver um rascunho de seu ensaio intitulado “The Politics of Football in Iran”. Também me baseei em seu ensaio “The Juggernaut of Globalization: Sport and Modernization in Iran”, publicado no volume 19 do International Journal of the History of Sport. O ensaio de Christian Bromberger intitulado “Troisième mi-temps pour le football iranien” pode ser encontrado online em

http://www.mondediplomatique.fr/ 1998/04/BROMBERGER/10280.

Por fim, quero expressar minha gratidão a Peterjon Cresswell e Simon Evans por escreverem The Rough Guide’s European Football: A Fan’s Handbook (Londres, Penguin Books, 1999). Segui sua perspicácia antropológica e suas dicas de viagem pelo continente europeu. Infelizmente, muitas páginas do meu exemplar foram se desprendendo da encadernação e acabaram sendo levadas pela brisa de Viena. Football Against the Enemy, de Simon Kuper (Londres, Orion, 1994), inspirou este livro.