Empreendedorismo na Prática: Mitos e Verdades do Empreendedor de Sucesso

12. Relações com a família

querendo levar vantagem e “deixar você para trás”. Este mito é difundido porque muitos dos

que tentam e não conquistam o sucesso sofrem desse problema, mas a causa está na escolha

dos sócios e não no fato de se ter sócios... Lembre-se, ninguém constrói uma grande empresa

sem pessoas qualificadas ao lado. O empreendedor deve sempre desenvolver seu espírito de

liderança, ser visionário, trabalhar muito, mas não faz acontecer sozinho...

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*Apesar dos vários exemplos apresentados neste estudo, deve-se tomar cuidado com sociedade em família. Será que as

pessoas/membros da família realmente estão preparados para as funções que lhes foram atribuídas na sociedade? Não se deve

escolher pessoas para cargos estratégicos apenas por que você confia nelas. Há também a necessidade de se estabelecer

critérios de competência técnica e gerencial.

 

12. Relações com a família

 

Os empreendedores de sucesso contam, em grande medida, com o apoio de suas famílias, e 23% dos entrevistados apontaram que isto foi muito importante para o negócio. Os empreendedores encaram o apoio da família como algo positivo e muitas vezes necessário, principalmente em épocas em que o negócio necessita de maior atenção, ou ainda quando se faz necessário cortar gastos para sustentar a atividade com mais segurança.

 

“A família se envolveu por completo na associação; é minha mãe que

controla o dia a dia e foi todo um envolvimento natural e positivo.”

(Empreendedor social que criou uma associação sem fins lucrativos)

 

“Existe uma preocupação maior quando as vendas estão em baixa. O

apoio da família é fundamental. Sou feliz por ter total apoio da esposa

e dos filhos.”

(Empreendedor do ramo de Consultoria Empresarial)

 

“Parte da família agora mora na fazenda e trabalha nela. Portanto,

deixamos a vida agitada de São Paulo por um sonho no campo. Meu

irmão visita com frequência a fazenda e dá o suporte para melhorias e

contatos para novas frentes de venda do cogumelo no mercado.”

(Empreendedor do setor de Produtos Orgânicos)

 

Relações com a família

 

(Admite mais de uma opção)

 

Critério Absoluto Relativo (%)

 

Teve apoio da família 108 41,22

 

Passou a ter menos tempo com a família 97 37,02

 

Outros 64 24,43

 

Apoio foi muito importante 62 23,66

 

Causou problemas familiares 50 19,08

 

Melhorou a relação familiar 32 12,21

 

Negócio não influenciou a família 19 7,25

 

Não teve incentivo 8 3,05

 

Total de entrevistas 399 100,00

 

Entrevistas válidas 262 65,66

 

Apesar do apoio, boa parte desses empreendedores passou a ter menos

tempo com suas famílias e, para 19%, a atividade empreendedora causou problemas familiares. Entre os problemas apontados pelos empreendedores, notam-se casos de divórcio e outros de pouco contato com fases especiais do crescimento e educação dos filhos.

“A família no começo foi muito afetada, pois a minha carga horária

era extremamente elevada; hoje eu já tenho uma equipe mais

sincronizada e dedico um pouco mais de tempo à família.”

(Empreendedor do ramo de Consultoria Empresarial)

 

“A única coisa que posso dizer é que a jornada de trabalho é grande

e, quando eu tive o meu primeiro filho, fiquei um pouco distante da

sua criação. Hoje tento mudar isso participando mais, aproveitando

mais sua presença.”

(Empreendedor do ramo de Consultoria Empresarial)

 

“A maioria das pessoas pensa que iniciando um negócio vão

trabalhar menos. Muito pelo contrário. Temos mais obrigações.

Trabalha-se muito mais e muitas vezes, por causa disso, a família é

sempre a maior prejudicada.”

(Empreendedor do ramo de Livraria)

 

“Acho que o fracasso do meu casamento foi fruto da minha carreira

como empreendedor, de trabalhar até muito tarde e nos finais de

semana! Se precisasse começar de novo, acho que faria tudo igual,

mas certamente tentaria conciliar melhor o trabalho e a família.”

(Empreendedor do setor de Construção Civil)

 

Em alguns casos, o empreendedor passou a ter melhor relacionamento

com a família quando se envolveu no negócio próprio. Nestes casos, o que se percebe é a melhoria da qualidade de vida alcançada ou ainda a união dos entes para a gestão do negócio.

 

“Não estive atenta ao desenvolvimento dos meus filhos mais velhos no

momento mais crítico (adolescência). Por outro lado, hoje posso