Empreendedorismo na Prática: Mitos e Verdades do Empreendedor de Sucesso
Teste 5 – Exercício de autopercepção
48-111
Você está certo de que todos têm um enorme potencial criativo, desde que tenham a chance de demonstrá-lo. Pare de sufocar seu potencial criativo ou o dos outros. Solte-se!
112-176
Você tem um bom potencial criativo, mas está escondido atrás de si, devido ao seu estilo de resolver problemas ou devido ao seu ambiente organizacional. Você pode mudar qualquer um dos dois. Então, o que está esperando?
177-240
Você parece ser uma pessoa altamente criativa e com muito potencial. Continue a exercitar seu talento buscando novas formas de usá-lo: em casa, em seu hobby e, é claro, no trabalho.
Teste 5 – Exercício de autopercepção
Para cada tópico, distribua um total de dez (10) pontos entre as sentenças que você julga que melhor descrevem seu ambiente. Estes pontos podem ser distribuídos entre várias sentenças ou os dez pontos podem ser dados a uma
única sentença. Depois, preencha a Tabela A.1 com os pontos dados.
1. De que forma eu acredito que posso contribuir para uma equipe
a. Eu acho que posso rapidamente identificar e conseguir capitalizar sobre novas oportunidades.
b. Eu consigo trabalhar bem com vários tipos de pessoas.
c. Ter ideias é uma de minhas características naturais.
d. Tenho habilidades em incentivar pessoas quando noto que elas têm algo de valor para contribuir com
os objetivos da equipe.
e. Tenho a capacidade de iniciar e concluir uma atividade, sendo eficiente neste aspecto.
f. Estou preparado para enfrentar impopularidade temporária se estiver lidando com algo que se mostrará
valoroso ao final.
g. Eu sou rápido para perceber algo que deve dar certo em uma situação com a qual sou familiar.
h. Posso propor ações adequadas às alternativas de caminhos a seguir sem causar desvios de rota ou
prejuízos.
2. Se eu tiver uma possível falha em um trabalho em equipe, pode ser devido ao fato de que
a. Eu não sou uma pessoa fácil de lidar, a não ser que as reuniões sejam bem estruturadas, controladas e
geralmente bem conduzidas.
b. Sou inclinado a ser bastante generoso com aqueles que têm um ponto de vista aceitável, sem que o
mesmo tenha sido apropriadamente detalhado.
c. Eu tenho uma tendência a conversar muito assim que o grupo tem novas ideias.
d. Meus objetivos particulares dificultam que eu me envolva prontamente e de forma entusiástica com
meus colegas em certas atividades.
e. Eu sou visto às vezes como autoritário quando há algo que precisa ser feito.
f. Encontro dificuldades de liderar, talvez porque eu seja muito responsável por manter o ambiente dentro
do grupo.
g. Eu fico desatento pensando em ideias que me vêm à cabeça e acabo por me desconcentrar sobre o que
está ocorrendo no grupo.
h. Meus colegas tendem a me ver como alguém preocupado de forma desnecessária com detalhes de algo
que possivelmente não dará certo.
3. Quando envolvido em um projeto de outras pessoas
a. Eu tenho uma atitude de influenciar as pessoas sem pressioná-las.
b. Sou atencioso para prevenir erros, descuidos e omissões que são feitas.
c. Estou preparado para imprimir um ritmo orientado a ações e fazer com que as reuniões não sejam uma
perda de tempo e que se discutam assuntos fora do foco principal.
d. O grupo pode contar comigo para contribuir com algo original.
e. Estou pronto a aceitar uma sugestão de interesse comum.
f. Fico entusiasmado em buscar saber sobre as mais recentes ideias, inovações e desenvolvimentos.
g. Acredito que os outros apreciam minha capacidade de fazer bons julgamentos/análises.
h. Eu já começo confiante de que a essência do trabalho está organizada/definida.
4. Minha abordagem característica para trabalhos em grupo é
a. Tenho muito interesse em conhecer as pessoas melhor.
b. Não reluto em desafiar o ponto de vista dos outros ou para manter uma opinião própria que seja
minoritária.
c. Eu geralmente encontro argumentos que refutam proposições sem sentido.
d. Acho que tenho talento em fazer as coisas acontecerem, uma vez que um plano tem que ser colocado
em operação.
e. Tenho a tendência de evitar o óbvio e surgir com algo inesperado.
f. Dou um toque de perfeccionismo em qualquer trabalho em equipe do qual participo.
g. Estou preparado para usar meus contatos fora do grupo.
h. Embora eu esteja interessado em todas as visões, não hesito em tomar minha decisão assim que ela
tenha de ser feita.
5. Eu tenho satisfação em um determinado trabalho porque/quando
a. Gosto de analisar situações e medir todas as possíveis escolhas/soluções.
b. Tenho interesse em encontrar soluções práticas para os problemas.
c. Gosto de sentir que estou desenvolvendo boas relações no trabalho.
d. Posso ter uma forte influência nas decisões.
e. Posso conhecer pessoas que tenham algo de novo a oferecer.
f. Posso conseguir adeptos que concordem comigo em determinados rumos a seguir para determinadas
atividades.
g. Eu me sinto especial quando posso dar toda minha atenção a uma tarefa.
h. Gosto de atividades que exercitem minha imaginação.
6. Se de repente me for dada uma tarefa difícil, com tempo limitado para fazê-la, trabalhando com pessoas com
as quais não estou familiarizado
a. Eu me sentiria “jogado para escanteio” e planejaria uma ação que evitasse impasses antes de
desenvolver uma linha de raciocínio.
b. Eu estaria pronto para trabalhar com a pessoa que me mostrasse uma abordagem mais positiva, mesmo
ela sendo uma pessoa difícil.
c. Eu encontraria uma forma de reduzir o tamanho das tarefas, estabelecendo de que modo pessoas
diferentes poderiam contribuir melhor.
d. Meu senso natural de urgência me ajudaria a garantir que nós não comprometeríamos o cronograma.
e. Acredito que eu me manteria calmo, e também manteria minha capacidade de pensar bem focada nos
problemas a resolver.
f. Eu me manteria firme, suportando eventuais pressões.
g. Eu me sentiria preparado a tomar uma atitude de liderança se sentisse que o grupo não estivesse
fazendo progresso.
h. Eu estimularia uma discussão aberta para obtenção de novos pensamentos/ideias com vistas a dar ação
às atividades.
7. Em relação aos problemas aos quais estou sujeito a enfrentar em trabalhos em grupo
a. Eu mostro minha impaciência com aqueles que estão obstruindo o progresso.
b. Outros podem me criticar por eu ser muito analítico e não muito intuitivo.
c. Minha vontade de assegurar que o trabalho seja feito adequadamente pode fortalecer/enfatizar os
procedimentos.
d. Fico chateado/zangado quando alguém tenta me estimular.
e. Sinto dificuldades de iniciar algo a não ser que os objetivos e metas estejam claros.
f. Às vezes não sou claro ou preciso ao explicar alguns pontos complexos que me vêm à mente.
g. Tenho consciência de que devo passar aos outros aquilo que eu mesmo não posso fazer.
h. Eu hesito em esclarecer meus pontos quando possuem uma oposição real aos meus pensamentos.
Tabela A.1 Pontos do exercício de autopercepção Preencha a tabela com os pontos atribuídos a cada letra dos itens 1 a 7.
Seção
Item a b c d e f g h
1
2
3
4
5
6
7
Total
Totalize os pontos de cada coluna da Tabela A.1 para obter o valor total que determinará seu perfil de trabalho em equipe.
Agora, transfira os TOTAIS de cada coluna da Tabela A.1 para a Tabela A.2. As siglas abaixo dos totais
representam os vários perfis que você assume/pode assumir. Quanto maior a pontuação, maior é a influência deste perfil em sua personalidade/maneira de agir.
Tabela A.2 Perfil quando trabalhando em equipe
Seção a b c d e f g h Item
Total
IMP CO FOR CRI INV MO TE FI
Explicação de cada perfil – Os tipos, suas preferências, forças e possíveis fraquezas
Introdução
Meredith Belbin identificou oito tipos como os citados a seguir. Um nono tipo, o especialista, também tem sido identificado – alguém que é muito envolvido e ativo em determinada área de especialização. Muitos questionários de análise de perfil de grupo ignoram este nono perfil.
Todas as pessoas são um mix de todos os tipos apresentados a seguir. Algumas “fraquezas” podem ser
consideradas forças para uma segunda ou terceira preferência. Pessoas que são fortes em uma determinada preferência/tipo gostam de fazer estes tipos de atividades mais que outras (exemplo: um tipo formatador gosta de assumir este papel em seu grupo) e, se elas não podem fazer aquilo que querem/gostam, podem deixar o grupo e encontrar outro onde elas possam agir de acordo com suas preferências. Por outro lado, aqueles sem uma preferência forte têm um mix de preferências que os permitem se adaptar a muitas situações.
Todos os tipos têm suas forças, e não existe tipo certo ou errado, melhor ou pior. Pense a respeito do seu e de
como você poderá usar suas características em trabalhos em grupo.
Os tipos:
Implementador (IMP)
O implementador gosta de fazer as coisas e se envolver em tarefas práticas. Eles geralmente são “pé no chão”, trabalham com afinco e também são autodisciplinados. Por outro lado, podem não atentar para todas as alternativas existentes e ser inflexíveis em suas abordagens. Têm um senso prático para as coisas, autocontrole e disciplina. Geralmente são muito leais à empresa e comprometidos em resolver seus problemas e menos preocupados com interesses pessoais. Podem não ser muito espontâneos e às vezes são muito rígidos. São muito úteis a uma organização porque são muito adaptáveis e aplicados. São bem-sucedidos porque são eficientes e têm noção do que é factível e relevante. Muitos executivos só fazem as tarefas que gostam/desejam e evitam aquelas que não se sentem à vontade/não gostam. O implementador, pelo contrário, com frequência progride dentro da organização justamente por ter a virtude de ser um sujeito com boas habilidades organizacionais, e ser competente em lidar com as tarefas com as quais se depara.
Coordenador (CO)
Sua característica singular é a habilidade que possui de fazer com que as pessoas trabalhem em direção a um mesmo objetivo. Sempre está pronto para liderar e saber gerenciar as contribuições que vêm dos demais, sem causar prejuízos. São maduros, muito confiantes e sabem delegar prontamente. Sabem se relacionar em grupo e identificar as habilidades individuais dos demais componentes, direcionando suas atividades para perseguir os objetivos do grupo. Mesmo não sendo talvez os mais capacitados/com mais conhecimento e com as melhores ideias do grupo, têm uma visão abrangente e são muito respeitados. Sabem se posicionar quando têm que comandar uma equipe composta de colegas de diversos perfis e características pessoais diferentes. Saem-se melhor quando comandando pessoas com posição/cargo igual ou similar ao seu do que subordinados menos experientes. Seu lema poderia ser “consultar/ouvir mantendo o controle” e geralmente acreditam em lidar com os problemas calmamente. Em algumas organizações eles podem se confrontar com os formatadores, devido ao contraste entre seus estilos gerenciais.
Formatador (FOR)
Os formatadores são altamente motivados, com muita energia e necessidade de realização. Eles desafiam a inércia, a complacência e a decepção, trazendo energia e ação para o grupo. Frequentemente são agressivos e extrovertidos e possuem muita habilidade de direção. Gostam de desafiar os outros e seu interesse é vencer. Gostam de liderar e levar os outros a agirem. Se surgirem obstáculos, eles encontrarão uma maneira de contorná-los. Muito sólidos e assertivos, mostram uma forte resposta emocional a qualquer forma de desapontamento ou frustração. São pensadores solitários, frequentemente argumentativos e nem sempre consideram os sentimentos dos outros. São os mais competitivos dentro de um grupo. Geralmente são bons gerentes porque são voltados para a ação e trabalham bem sob pressão. São excelentes em aquecer o ânimo da equipe e muito úteis em grupos em que complicações políticas podem desacelerar as ações. Como o nome diz, eles tentam impor algumas formas ou padrões nas discussões e atividades em grupo. São provavelmente os mais efetivos membros de um grupo, que buscam garantir ações positivas.
Criativo (CRI)
Como o nome diz, é a pessoa das ideias. É individualista, não ortodoxo e trará imaginação e criatividade ao grupo. São inovadores e muito criativos. Proverão as sementes e ideias que darão início aos desenvolvimentos. Normalmente preferem trabalhar sozinhos e com uma certa distância dos membros da equipe, usando sua imaginação e trabalhando de forma “fora dos padrões”. Tendem a serem introvertidos e reagem fortemente às críticas. Suas ideias podem ser radicais e sem senso prático. São independentes, inteligentes e originais, porém podem ser fracos na comunicação com outras pessoas de perfis diferentes. Um de seus defeitos/fraquezas é que, geralmente, não sabem distinguir boas ideias de ideias ruins. São mais úteis em gerar novas propostas e em resolver problemas complexos. São necessários em estágios iniciais de um projeto ou quando um projeto não está progredindo. Deixam sua marca por terem sido responsáveis pela criação/identificação de novos produtos e mercados. Muito criativos em uma mesma organização ou setor organizacional, podem ser contraproducentes, pois tendem a gastar seu tempo em reforçar suas próprias ideias e combater outras.
Investigador de recursos (INV)
É a pessoa que vai para fora do grupo em busca de ajuda para as tarefas do grupo. Gostam de novidades e estão prontos para assumir desafios. São entusiásticos e extrovertidos. São bons comunicadores com pessoas de dentro e de fora do grupo/empresa/setor. São negociadores natos e gostam de explorar novas oportunidades e contatos. Embora não sejam muito bons em ter novas ideias, são muito efetivos em saber desenvolver as ideias dos outros. São muito habilidosos em determinar os recursos disponíveis e o que pode ser feito a partir deles. São muito bem recebidos pelo grupo devido à sua empatia natural. São relaxados, questionadores e prontos para ver possibilidades em tudo que é novo. Entretanto, se não forem estimulados pelos outros, seu entusiasmo rapidamente diminui. São bons para relatar como as ideias surgiram e definir os desenvolvimentos a serem feitos fora do grupo. São as melhores pessoas para se fazer a ponte fora do grupo e as negociações necessárias, bem como para obter informações.
Monitorador/avaliador (MO)
É o que observa e registra todos os passos/progressos do grupo. São sérios, prudentes e são “imunes” ao entusiasmo. Não tomam decisões rápidas, preferem pensar bastante primeiro. Têm uma habilidade considerável de pensar criticamente. Julgam as coisas levando todos os fatores em consideração. São bons em analisar problemas, avaliar ideias e sugestões. São muito bons em pesar os prós e os contras das opções. Para muitos observadores externos, eles podem parecer ásperos, chatos e demasiadamente críticos. Podem ser difíceis de serem motivados e de inspirar os outros, pois naturalmente permanecem na retaguarda como observadores. Algumas pessoas ficam surpresas pelo fato de se tornarem gerentes, porém muitos deles ocupam posições estratégicas e crescem nas organizações. Para eles, a pessoa só não está errada se suas premissas prevalecerem/se mostrarem as mais corretas ao final.
Trabalhador em equipe (TE)
É a pessoa que se oferece para trabalhar pelo grupo. São os membros que mais dão suporte a um grupo. São sociáveis e preocupam-se com os demais. São flexíveis e adaptáveis a diferentes situações e pessoas. Percebem as coisas e são diplomáticos. São bons ouvintes e geralmente membros populares de um grupo. São sensíveis no trabalho, mas podem ficar indecisos em situações críticas. Seu papel é o de prevenir problemas de relacionamento no grupo, fazendo com que os membros da equipe continuem trabalhando de forma eficiente. Como não gostam de atritos, rodeiam bastante certas situações para evitá-los. Não é incomum que se encontrem vários gerentes seniores com este perfil, especialmente se os gerentes médios forem do tipo formatadores. Isto cria um clima no qual a diplomacia e a habilidade de percepção do TE se torna um ativo real, especialmente em um regime gerencial em que os conflitos estão sujeitos a acontecer ou serem artificialmente suprimidos. As pessoas cooperam mais quando eles estão à sua volta.