Empreendedorismo na Prática: Mitos e Verdades do Empreendedor de Sucesso
Notas
A provocação de Gartner ainda permanece em evidência pois mais e
mais pesquisadores continuam a definir novas características sem que se chegue a uma resposta única de quem é o empreendedor. Talvez esta seja a resposta, de que não há um modelo único de empreendedor ou uma definição única. Porém, há proposições clássicas que sempre são utilizadas como referência e que foram consideradas no presente estudo.
A destruição criativa postulada por Joseph Schumpeter nos anos 1930 é
uma dessas proposições, como também é a proposição de Cantillon, que nos idos de 1700 definiu o empreendedor como um ser racional, que assume riscos e gerencia empreendimentos. O que se percebe é que em qualquer definição encontram-se, pelo menos, os seguintes aspectos referentes ao empreendedor:
• Tem iniciativa para criar algo novo e paixão pelo que faz.
• Utiliza os recursos disponíveis de forma criativa transformando o
ambiente social e econômico em que vive.
• Aceita assumir os riscos e a possibilidade de fracassar.
Tomando os aspectos aqui listados como premissa, pode-se então definir
o empreendedor de maneira abrangente e, ao mesmo tempo, objetiva:
“O empreendedor é aquele que faz acontecer, se antecipa aos fatos e tem
uma visão futura da organização.” (Dornelas, 2001)
Notas
1 Gartner, W. “Who is an entrepreneur?” is the wrong question. Entrepreneurship Theory and
Practice, 1989.
2 Carland, J. W.; Hoy, F.; Boulton, W. R.; Carland, J. A. C. Differentiating entrepreneurs from small
business owners: a conceptualization. The Academy of Management Review, vol. 9, n. 2, april
1984.
3 Walter, S.; Witte, A.; Tontini, G; Schmidt, C; Dornelas, J. Empreendedor start-up × empreendedor
corporativo: um enfoque na literatura sobre suas semelhanças e diferenças. Gestão em
Empreendedorismo. 1a ed. Blumenau: Nova Letra, 2005.
4 a Dornelas, J. C. A. Empreendedorismo : transformando ideias em negócios. 5 ed. Rio de Janeiro:
GEN|LTC/Empreende, 2014.
5 Conjunto de características dos empreendedores usado como referência pelo Sebrae
(www.sebrae.com.br), tendo como base as pesquisas realizadas por David McClelland nas
décadas de 1960 e 1970.
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