O Diário da Escrava Amada

Anelise Vaz · Capítulo 1 de 56

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O Diário da Escrava Amada

Tana, Serec e Ioma

Prólogo

Tana, Serec e Ioma

Antigo Japão, Século XXIII

O mundo e sua população estão em constante mudança e evolução. Mas, em alguns momentos elas acontecem para pior, demonstrando que ainda há muita coisa a se transformar.

O Japão já foi conhecido como um dos países mais conservadores por um lado e também mais liberais por outro. Porém, os anos e séculos passam, países mudam de nome e também de conceito.

E na antiga região que era conhecida como Hokkaido, existe a cidade de Ioma, que é uma junção das antigas cidades de Tana e Serec, que há cerca de 60 anos entraram em guerra que ficou registrada nos livros de história como A Guerra do Minério.

Tana era conhecida por ser um grande polo tecnológico. Novos produtos e tecnologias eram criadas e fabricadas constantemente. Em poucos meses, um lançamento logo já era considerado obsoleto. E esta demanda de produção requeria muita matéria-prima em estoque, porque nem mesmo a reciclagem dava conta sozinha. Tudo era vendido interna e externamente, para cidades e até países vizinhos.

E de onde Tana conseguia tantos materiais? De Serec.

Serec era cerceada por montanhas repletas de minérios dos mais variados tipos. Maior parte da riqueza da cidade vinha da venda destas matérias, especialmente para Tana. Vendidas para as enormes fábricas que preenchiam boa parte da cidade.

Tana veio com mais uma inovação, dessa vez uma linha de carros que praticamente zerava os poluentes emitidos e com o máximo de potência. (Sim, a humanidade ainda tentava descobrir esse tipo de coisa.) Contudo, havia algo que encarecia e talvez até impedisse que o produto fosse ao mercado. Um minério raríssimo e que só se encontrava em regiões muito distantes. Além disso, o próprio transporte do material era caro.

Só que houve uma surpresa: o tal minério foi encontrado em abundância nas minas de Serec. Logo explodiu o interesse de cidades vizinhas e próximas, incluindo Tana.

Mas, Tana era mais ambiciosa do que se poderia imaginar. Eles não iam dividir toda essa raridade com os vizinhos, lhes dando oportunidade de enriquecer. E também não iam deixar Serec enriquecer de maneira tão fácil.

Então, decidiram por algo bem simples: Invadir Serec e toma-la. Sem aviso prévio, afetando todo o território e principalmente a população.

Na verdade, é errado usar o termo Guerra. O que aconteceu naquele dia foi um verdadeiro massacre. Serec foi tomada sem qualquer chance de defesa.

Apenas a população pobre foi prejudicada com tudo isso. Os donos de mineradoras de Serec e os donos de fábrica de Tana fizeram um acordo de comércio. Realizou-se um referendo entre as populações ricas das duas cidades que decidiram pela unificação, criação de Ioma e a subjulgação da população mais pobre.

Criaram a Lei dos Escravos, que foi uma maneira de diminuir a prostituição na região. Onde crianças entre 10 e 18 anos são vendidas como escravos sexuais para os ricos, tudo para eles tivessem o prazer dentro de casa.

Todos os ricos de Serec mudaram-se para a região que pertencia a Tana. As fábricas foram transferidas para a antiga área das ricas mansões de Serec.

Tudo mudou em alguns poucos meses, a ex-Serec se tornou uma área pobre e de favelas. A ex-Tana era a área dos ricos, dos arranha-céus e das mansões.

Os com mais condição simplesmente continuaram com suas vidas, como se nada tivesse acontecido. Porém, os mais pobres foram obrigados a se lembrar todo dia do que aconteceu, obrigados a servir os ricos em suas casas.

Crianças e adolescentes tinham suas vidas destruídas por conta da escravidão. Muitos mal conseguiam terminar os estudos. Isso piorou ainda mais a já precária condição deles.

Tudo o que mais queriam era ter a sua liberdade plena e não viver a mercê de alguns poucos. Maiores oportunidades para eles, uma chance, uma luz no final do túnel.

Capítulo 1

Encontrei um diário

 

Em mais um dia após o trabalho, cheguei à minha casa, cansado do trabalho. Depois de tomar um banho, fui falar com minha mulher e filho, ambos estavam dormiam. Minha mulher, Kazuko, parecia estar sonhando e não queria interromper. E meu filho é um bebê de três meses. Uma coisa que bebês precisam é dormir.

Decidi esperar os dois acordarem. Ia sair do quarto, mas algo na escrivaninha me chamou atenção. Aproximei-me para ver o que era. Era um caderno, que aparentava ser um pouco velho por estar surrado. Ele estava com a capa para baixo, virei-o e estava escrito: O diário da escrava. E sabia de quem era aquela grafia, da minha esposa. Ela escreveu um diário e não me falou nada?

Folheei o caderno por alto e todas as suas páginas estavam preenchidas, até a última linha da última folha. Fiquei curioso para saber o que havia ali. Puxei a cadeira, me acomodei, abri o caderno e comecei a ler.

"Querido diário,

Eu sou Hirasawa Kazuko, tenho 17 anos. Bem, eu sou uma garota de classe baixa do meu mundo.

Todas as noites vou ao centro de escravos da cidade para ver se algum homem me quer. Muitas das minhas amigas já são escravas, desde seus 12 ou 13 anos. Por muita sorte, eu estava quase passando da idade. Tudo bem que eu nunca chamei tanta atenção.

E por consequência dessa "sorte", consegui terminar meus estudos normais e começaria a faculdade na semana seguinte. Quando completasse 18 anos, poderia viver em paz e livre!

Faltavam poucos meses para os dezoito, até que..."

Este diário é da minha mulher mesmo, pensei eu.

E acho que preciso explicar uma coisa, referente às escravas e aos escravos também.

Nós ricos, podemos comprar um escravo num local especifico para isso, que fica no lado de lá da cidade. Todos os jovens que estão na idade são lá exibidos, como uma mercadoria, porque para a maioria de nós eles são só uma coisa que compramos e depois podemos jogar fora. Quando um jovem alcança os 18 anos, está livre.

Isto é feito para que alguns casais evitem filhos ou até os tenham, dependendo do caso.

A partir do momento que se compra um, ele é seu até um dos dois morrer ou dono libertá-lo de bom grado.

Continuando...

"...até que em mais uma noite, apareceu alguém que se interessou por mim. Logo nessa época, não podia ser melhor.

É um homem que tem seus vinte e poucos anos, cabelos negros um pouco compridos e olhos cor-de-mel. Pois é, ele me olhou enquanto dançava e me comprou. Agora estou no quarto, na casa dele, que foi designado a mim.

Comprei este diário em um dos meus últimos momentos de liberdade e vou contar tudo o que me acontecer aqui. Quem sabe fique para alguém no futuro.

Sabe, a minha mãe ficou muito triste por mim.

– Faltava tão pouco, por quê? – foi o que ela disse.

E parece que esse tal rico já quer fazer coisas comigo. Mandou tomar um banho e colocar uma camisola bonita. Só tem um problema: ainda sou virgem e não sei como contar a ele.

Estou com tanto medo!

Opa, a empregada me chamou! Tenho que ir!"

Espera. Eu me lembro deste dia. Ela foi ao meu quarto para a nossa primeira vez e me contou, tímida, que era virgem.

Um som me assustou, era ela acordando. Fechei o diário rápido e fui falar com ela.

Mas, eu fiquei curioso para ler o resto. Sei que não se deve fazer isso, perdoem-me! Até fico pensando se ela descobrir que eu li. Manterei isso escondido por enquanto.

Capítulo 2

A primeira vez

 

No dia seguinte, um sábado, como Kazuko costuma dormir até mais tarde, resolvi continuar a ler o diário dela.

A propósito, nem me apresentei. Eu sou Miyasaki Makoto, tenho 25 anos. Na verdade, a senhora minha esposa me apresentou antes, mas não disse meu nome.

Eu tinha 21 quando comprei Kazuko e o fiz porque me pai insistiu muito. Na minha mente, não queria trata-la mal, eu não sou assim. Passei minha vida vendo isso acontecer, fosse de histórias de amigos ou com as escravas do meu pai, nem queria para mim.

Entretanto, já que tinha uma escrava, por que não fazer uso dela? Prometi a mim que a trataria o melhor possível e a deixaria bem livre.

Sentei-me na escrivaninha e abri onde havia parado. Aquilo datava do dia seguinte.

"Diário,

Finalmente voltei!

Bem, eu passei a noite no quarto dele. Mas vamos por partes e em ordem cronológica.

Depois de ter me chamado, a empregada me encaminhou até o quarto dele. Entrei e ele me cumprimentou:

– Boa noite, senhorita!

– Boa noite, meu senhor!

– Eu sou Miyasaki Makoto. E você?

– Hirasawa Kazuko."

Eu sabia o nome dela, perguntei por questão de formalidade.

"– Belo nome. Bem, vamos conversar um pouco...

– Conversar?!

– Sim. Depois vamos ao que interessa.

Então começamos a conversar. Contou-me brevemente sobre ele e com o que trabalhava, que é advogado e sobre ter terminado os estudos um pouco cedo para poder sair de casa. Também parecia interessado sobre o meu antes dali, sobre o quanto tinha estudado e a família, que somos só eu e minha mãe, mas não tinha perguntado nada em relação "ao que interessa". E tinha certeza que não demoraria muito e foi o que aconteceu.

– E já teve alguma relação sexual?"

Sim! Eu perguntei desse jeito formal. Podem rir de mim!

"Respondi baixinho e com as bochechas coradas:

– Não. Eu sou virgem!

– Hum... - disse me olhando de baixo a cima - Tire a roupa.

O que eu podia fazer? Primeiro tirei o meu roupão que devia ser seda, depois a camisola e a roupa íntima. Fiquei nua na frente daquele homem. Ele me circundou e disse:

– Que belo corpo você tem. É magra, média estatura, seios um pouco fartos e um bumbum lindo.

Makoto chegou atrás de mim e agarrou meus seios, apalpando-os e gostando daquilo.

– Que macios!

Aquilo me constrangia um pouco. Então, ele olhou para os meus cabelos, passou a mão neles e cheirou-os. Finalmente ficou a minha frente e falou com um sorriso no rosto:

– Deite-se na cama!

Makoto se despiu e ficou só de roupa íntima. Ele foi até a cama, olhou para mim e disse:

– Como hoje é sua primeira vez, deixarei você mais passiva. Farei o trabalho sujo, mas na próxima vez será você.

Eu não entendi aquilo. Com nenhuma das minhas amigas foi assim, tenho certeza."

Eu fiz desse jeito para que ela não tivesse uma lembrança ruim da primeira vez.

Tudo bem que... A primeira vez nunca é agradável, porém não queria tornar isto ainda pior para ela.

E nem sei que diabos era esse papel de dono “malvado” que fiz nesse primeiro dia.

"Com toda essa situação, achei que até ele fosse me beijar.

Bem... Ele beijou. Não minha boca, mas meus seios e minha barriga. Ele começou a chupar meus seios e lambê-los com tanta vontade que não me contive em não gemer.

Aquela sensação... Parecia cócegas. Não aquela que você quer se afastar ou sair correndo porque incomoda. Era uma que dá vontade de mais e mais.

Ao mesmo tempo que lambia, Makoto os apertava com as mãos. Aquilo estava tão bom! Sabia também que iria parar logo. Ele queria o que tinha em baixo. De repente, uma das mãos dele desceu para a parte de baixo. Começou a mexer e procurar a minha vagina. Com a carícia nos seios acabei ficando molhada em baixo e ele nem demorou a achar. Logo colocou um dedo e eu dei uma puxada para trás com o susto, fora o gemido. Makoto olhou para mim.

– Se assustou? Calma! É só o começo. Tem uma coisa maior para entrar aí. Mas, primeiro, preciso abrir um espaço.

E colocou dois dedos dessa vez, o que me fez soltar um gemido de dor. Fez um vai-e-vem com os dois dedos dentro por um tempo. Em seguida, tirou sua cueca. Eu vi seu pênis – nunca havia visto um –, estava vermelho e rígido.

Makoto estava com uma cara de que queria gozar logo, ou pelo menos, penetrar logo."

Pois é, eu estava há um tempo sem esse tipo de coisa. Queria tirar logo o meu atraso.

Estou me lembrando da expressão dela quando viu meu membro. (risos)

"Eu olhei para ele, meio chocada e aflita. Como aquilo entraria em mim? Ele segurou-o e falou:

– Abra as pernas.

Fiz o que ele mandou.

Makoto foi colocando devagar, devido à dificuldade. As caretas que fazia equivaliam a dor que sentia. Sentia-me sendo rasgada e como ardia. Quando o pênis inteiro de Makoto se encaixou na minha vagina, nós dois estávamos ofegantes.

Olhamo-nos e não trocamos uma palavra. Makoto se ajeitou e ficou bem próximo de mim e começou a fazer o vai-e-vem. Minha dor voltou!

Eu estava com as pernas abertas, com os pês apoiados na cama. Ele, no meio do seu movimento, me chamou.

– Kazuko, coloque suas pernas em cima das minhas costas.

Ele me chamou pelo nome?!"

Foi com um mole desse que meu papel de malvadão foi pelo ralo. Merda!

"Coloquei as pernas conforme ele pediu.

O pênis dele entrava e saia. Toda vez que entrava, eu dava um gemido forte. Estava gostando disso, apesar da dor.

Caramba, escravas não podem sentir prazer. Devemos oferecê-lo.

Depois de alguns minutos, Makoto falou, muito ofegante:

– Não estou aguentado. Vou gozar!

Ao dizer isso, soltou um suspiro de alívio e eu senti uma coisa quente dentro de mim se espalhar. Ele tirou-o de dentro de mim e deitou-se do outro lado da cama. Olhou para o teto por um tempo e se levantou. Pegou sua roupa e vestiu-a. Jogou a minha calcinha para que eu a vestisse.

Levantei da cama e falei com ele:

– Posso voltar ao meu quarto, senhor?

– Não! Continue aqui.

– Vai querer fazer mais vezes?

– Não. A senhorita vai dormir comigo.

Eu me choquei. Ele não faz nada que me foi contado sobre as escravas.

– Tudo bem, senhor.

Makoto apontou a cama. Deitei-me de um lado, ele do outro. Desejamo-nos boa noite e dormimos.

Acordei com o sol batendo em meu rosto. Levantei-me e vi que Makoto não estava no quarto. Vesti as minhas roupas e sai. Ia me dirigir ao meu quarto, porém fui abordada pela empregada:

– Senhorita Hirasawa, o senhor Miyasaki a espera para tomar café-da-manhã.

Dirigi-me a sala de jantar e ele estava lá a minha espera.

– Bom dia!

– Bom dia, senhor!

– Pode me de chamar de Miyasaki ou Makoto, se quiser.

– Por que está sendo tão atencioso comigo? Só porque é meu 1º dia?

– Não! Apesar da sua classe baixa, ainda é uma pessoa, como eu. Acho que a senhorita merece isto.

– Pode me chamar de Kazuko, Makoto.

Ele sorriu e falou:

– Tudo bem, Kazuko. Alias, tenho que lhe explicar as regras quanto a você.

– Pode falar.

– Você sempre dormirá comigo em meu quarto quando te chamar. Fará todas as suas refeições comigo e aqui, na sala de jantar. Fora isso, ficará o resto do tempo trancada em seu quarto.

Confirmei, concordando.

Comemos conversando sobre ele desta vez. Achei o Makoto simpático, diferente daquela pessoa que pareceu ao ver meu corpo pela primeira vez, mas geralmente os donos não exigem tanto quando não estamos na cama com eles.

Isto ele deve ser como todos os outros: exigente na cama."

Caramba, foi isto que ela achou da nossa primeira vez?! Acho que não traumatizei ninguém. Preciso continuar lendo! É muito interessante. Mesmo!

Depois da leitura, fui acordar Kazuko para tomarmos café juntos, como fazemos desde aquele dia.