O Diário da Escrava Amada

Anelise Vaz · Capítulo 6 de 56

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O Diário da Escrava Amada

Capítulo 7 · Final de semana

 

O resto da semana foi muito agitada. Tinha muitos casos para resolver e alguns julgamentos para ir. Com tudo isso, finalmente o final de semana chegou. E é tão bom poder ficar em casa com minha esposa e filho. Ficamos sempre nós três, já que Keiko tira sua folga.

Estávamos eu, Kazuko e Takumi na sala. Eu apenas com a calça de meu pijama e minha esposa de camisola. Sentados no sofá assistindo a um programa e o telefone tocou, o identificador mostrou que era Rin. Kazuko correu para atender e me deixou tomando conta de Takumi. Essas duas conversam muito ao telefone e não era eu quem estava interessado no programa.

O diário de Kazuko se situava a minha frente, na mesa de centro. Não terei o que fazer por uns vinte minutos (e havia dias que eu não o lia), resolvi abrir o caderno na anotação seguinte:

“Diário querido,

perdoe-me ter ficado dois dias sem escrever. Makoto me perseguiu durante o final de semana. Nem parei no meu quarto nesse tempo.

Depois que terminei de escrever, na sexta, completando uma semana como escrava, fomos jantar. Como sempre, a comida da Keiko estava uma delícia. Assim que terminamos, ela saiu para a sua folga. Eu e Makoto ficamos sozinhos. Ele me levou até o quarto e fizemos como todas as outras noites. Após isso, eu adormeci.

Acordei com os primeiros raios de sol que chegaram aos meus olhos e também um ótimo cheiro de café. Abri meus olhos e vi a mesa do café posta, na mesma em que Makoto organiza algumas coisas do trabalho. Levantei e me espreguicei. Makoto sorriu e me deu bom dia. Vesti meu roupão de seda e sentei-me com ele. Então, curiosa, perguntei:

– Foi você que fez?

– Sim. Admito que não sou um bom cozinheiro, mas fazer um café da manhã não é difícil.

Eu dei uma risada.

– Quer que eu faça o almoço?

– Depende. Que comida será?

– Você escolhe.

– Tem tanto tempo que não como macarrão com molho. Sabe fazer?

– Sei sim. Atenderei seu pedido, Makoto.

Tinha bastante coisa para comer. Pães, bolos, frios e sucos. Makoto fizera bem variado e gostoso. Só não digo que foi um clima romântico, porque não somos namorados. Somos mais amantes do que qualquer outra coisa, se que é se pode usar essa palavra. Comemos conversando.

Fui ao meu quarto para vestir uma roupa e depois a cozinha para preparar o almoço.

Macarrão não é uma coisa que se demora a fazer, terminei pouco antes de meio-dia. Avisei a Makoto que estava pronto. Ele respondeu que logo comeríamos. Fizemos isso pouco depois.

Makoto se encarregou de limpar tudo e eu fui para a sala. Ele foi em seguida.

Vimos um pouco em um silêncio e atenção mortal para a televisão. De repente, ele me abraçou e deu um chupão no meu pescoço. Isto era o indicador do que ele queria. Perguntei só para ter certeza:

– Quer ir para o quarto?

– Não! – disse rindo – Quero aqui.

O que eu podia fazer? Nada!

Ele me mandou começar com a boca, como em todas as outras vezes.

Por ter que realizar essa coisa desagradável, a frequência me fez ter uma noção melhor de como agir. E de alguma forma meu sexo oral melhorou. Foram palavras do próprio Makoto.”

Infelizmente ou felizmente muitas coisas relacionadas ao sexo só se aprendem com o tempo e repetição. Ainda bem que não tomei mais nenhuma mordida da Kazuko, só de pensar de novo já sinto a dor.

Uma pena que também tem uma tempo que ela não o faz, pelo menos desde que o Takumi nasceu. Mas, naquela época houve sim uma melhora.

Pois é, estou que nem na época em que comprei Kazuko: “Sem esse tipo de coisa havia um tempo”.

“Eu fiz por uns cinco minutos e ele me disse que estava satisfeito. Pediu para eu voltar ao sofá, pois eu ajoelhei na frente dele para usar a boca.

Pensei que era para deitar, mas Makoto me puxou e colocou-me em cima. Tirou minhas roupas e abriu o espaço que queria na minha vagina com os dedos. Eu gemi com a intromissão daquilo em mim. Depois, foi a vez do pênis dele. Aquela posição ali era diferente para mim, não tinha ideia do que fazer.

– Makoto, o que eu faço?

– Ora, igual no quarto. – respondeu sorrindo – Você está por cima, só eu que não estou deitado.

Conforme mandou, comecei o “sobe-desce” de sempre enquanto Makoto mexia nos meus seios. De básico era a mesma coisa, contudo só de ter meus seios sendo apertados e mexidos, ficou bem melhor para mim.”

Serei sincero, sempre tive a fantasia de transar no sofá. Por favor, não me achem estranho. A meu ver, parece uma fantasia normal.

Sabe, desde que tinha começado a minha vida sexual, sempre transei em quartos e nas camas. Com o passar do tempo era até monótono. Queria ver como era fazer em outros lugares. E foi com Kazuko que eu experimentei tais coisas.

Namorei e já fiquei com muitas, mas nenhuma delas queria sair do quarto. Só mesmo uma escrava para concretizar fantasias, das mais malucas que sejam.

E eu já sabia que ela gostava que brincasse com os seios dela.

“Os ombros de Makoto me ajudavam a fazer os movimentos, usava-os de apoio.

Isso estava diferente para nós dois, respirávamos forte e com dificuldade. Passados alguns minutos, comecei a sentir um calafrio subir minha espinha e algo quente me encheu por dentro, ao ouvir o suspiro de alívio de Makoto. Minha cabeça caiu para trás, quase o corpo todo, só não cai porque fui segurada. Sai de cima dele, que falou:

– Obrigado, Kazuko.

– Pelo que?

– Acabou de realizar uma fantasia minha.

– Bom saber! – respondi ironicamente

Coloquei minhas roupas e Makoto as dele. Continuamos assistindo a televisão.

Á noite, pedimos comida por entrega e fizemos novamente.

No dia seguinte, foi exatamente a mesma coisa. Estou até um pouco dolorida. Afinal, não faço com ele mais que uma vez ao dia, normalmente.

Keiko voltou da folga essa manhã. Makoto foi para o trabalho depois do café.

Agora preciso ir, vou ajudar a Keiko na arrumação da casa. E mais tarde quem sabe, eu não leia um pouco?”

Fechei o caderno no mesmo instante que Kazuko desligou o telefone e voltou a sala.

– Está lendo, amor?

– Sim, mas já acabei.

Ela sentou-se ao meu lado e me deu um beijo, com uma vontade. Começou a rolar uns amassos e a minha mão já na caça. Apertei algumas partes de seu corpo de leve, até que cheguei no meio de suas pernas. Porém, a própria mão de minha esposa me fez recuar.

– Não, Makoto!

– Por que não?

– Você sabe que estou com vergonha do meu corpo. – respondeu meio receosa da minha reação

– Não me importa. Eu amo você independente do seu corpo.

– Mas eu não quero que você veja. Não me sentiria bem com isso.

Resolvi não discutir e sai de cima dela. Kazuko percebeu que fiquei chateado e me perguntou:

– Quer que eu faça para você?

– Não precisa. Eu não quero isso. Eu quero você, querida. E se quer que eu espere, posso fazer isso.

Abraçamo-nos e ficamos a aproveitar e sentir o calor um do outro.