O Diário da Escrava Amada

Anelise Vaz · Capítulo 9 de 56

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O Diário da Escrava Amada

Capítulo 10 · Família de Makoto

 

Passaram duas semanas de muito trabalho e muita leitura do diário de minha esposa.

Kazuko disse que me “atacou” da última vez por conselho da Rin. Incrível como é sempre ela!

Mais uma manhã de sábado e meu filho, Takumi, completa quatro meses hoje. Talvez tenhamos visitas hoje. Porém, enquanto elas não chegam, ler um trecho não faz mal a ninguém. Espreguicei-me e mexi no cabelo da minha mulher, adormecida. O diário estava na mesa de cabeceira. Ajeitei-me, peguei e puxei o marca página para continuar de onde parei.

“Querido diário,

Eu e Makoto passamos boa parte deste fim de semana fora.

Na noite de sexta, Keiko não fez jantar e foi embora mais cedo. Makoto chegou do trabalho e pediu para eu separar uma pequena muda de roupas. Atendi o seu pedido morrendo de curiosidade. Colocou tudo em uma mala de mão. Descemos e fomos ao carro. No caminho, não aguentei de não perguntar:

– Makoto, aonde nós vamos?

– A casa de meu pai. Eu passo o final de semana lá de vez em quando.

Pai do Makoto? Já ouvira falar algumas vezes dele. Que tinha três escravas e fazia de tudo com elas. Ele já trabalhou muito, mas agora decidiu aproveitar o resto da vida.”

Meu pai só trabalhava muito por minha causa. No momento que sai de sua casa, ele se aposentou e quis constituir família com suas escravas, que não são mais escravas, são esposas agora.

Pois é, acabou se apaixonando por elas e vice-versa. Eles vivem muito bem dentro dessa relação poligâmica e poliamorosa.

“Não demorou muito para chegarmos, só saímos da área dos prédios e estávamos na de casas. Desembarquei do carro e vi um belo casarão. Fiquei boquiaberta.

Eu e Makoto batemos a porta. Uma moça grávida e bem bonita, atendeu sorrindo. Ela era ruiva, com olhos azuis. Makoto cumprimentou-a com um abraço.

– Minori, que bom te ver! – pousou a mão sobre a barriga dela – E meu irmão, como está?

– Ele está ótimo! - disse colocando sua mão acima da dele – Logo conheceremos.

– Ah, tem alguém que quero apresentar.

Nesse momento, Makoto me mostrou a Minori, que com outro sorriso no rosto, apertou a minha mão. Não controlei a vontade de pôr a mão na barriga dela. Senti o neném chutar.

– Nossa, que chute forte! – disse ela rindo

Então, ouvi outra voz feminina vinda da sala.

– Vai lá ver quem chegou.

Apareceu uma criança de talves uns três anos. Ele veio correndo. Makoto se abaixou e recebeu o abraço sincero dele. Aproximei-me e Makoto falou com ele:

– Essa é a Kazuko!

Sorri e fiz um carinho nos cabelos dele.

– Se apresenta para ela. – colocou o menino no chão – Aperta a mão – assim ele fez – e diz seu nome.

– ”Kisuki” – foi o que escutei em meio a um dedo na boca.

– Kyosuke. - repetiu Makoto, a fim de que entendesse

– Ora, muito prazer, Kyosuke. O Makoto já me apresentou, mas eu sou Kazuko.

Levantei e o garoto foi correndo de volta aos braços da mãe, uma moça loira e de olhos verdes. Ela mesma se identificou.

– Eu sou Minami. É um prazer!

O pai de Makoto e a terceira escrava estavam na sala. Conheci Shiori, de idade próxima a minha, com cabelos e olhos cor-de-mel. Alias, era aniversário de 20 anos dela. Também o pai de Makoto, Koishiro. E como ele e Makoto são parecidos. Ele se levantou, educadamente. Ao cumprimentá-lo, me observou perplexo, como se lembrasse de alguém. Foi o que o próprio me revelou. E conheci a mãe de Keiko: Aiko.

Comemos e conversamos e rimos. Não demorou muito e Shiori assoprou suas velinhas. Eu me prestei para ajudar Aiko. Contei-lhe sobre o que fazia com sua filha, ela ficou feliz de saber.

Perguntei a ela se sabia o motivo de Koishiro ter ficado daquele jeito ao me conhecer. Foi bem direta e sincera:

– Você é parecida com a Misaki, falecida mãe de Makoto.

Quem tomou um choque fui eu. Será que foi por isso que ele me escolheu?”

Admito que Kazuko se parecer com minha mãe foi um dos motivos dela ter sido “A escolhida”.

Minha esposa fez um barulho e se esticou. Abriu os olhos e falou:

– Bom dia, amor! Já lendo meu diário?

Dei um beijo nela.

– Ora, sabe que não gosto de te acordar. Quer tomar café?

– Termine primeiro. Vou cuidar do nosso pimpolho.

Pimpolho? Tudo bem né! Abri o diário e continuei...

“Em seguida, fui ao quarto em que ficaríamos. O antigo de Makoto.

Imediatamente, fui tomar banho, já que era uma suíte. Sai e ele me aguardava. Joguei-me na cama.

– Você começa.

Fiz uma careta de “Está louco? Na casa do seu pai?”

– É só não fazer barulho.

– Isso para mim é fácil. – disse em tom irônico

– Eu consigo tranquilamente. – falou rindo – Vai logo.

Eu obedeci! Fiz um pouco com a boca e Makoto naquele silêncio dele. Puxou-me pelos cabelos pedindo que parasse. Montei nele e comecei a me movimentar. Como ele não fez com os dedos dessa vez, doía mais que o habitual. Então, gemi demais, pelo prazer e pela dor. Tentava me conter, mas não conseguia.

Logo ele gozou e eu me deitei do outro lado da cama, com minhas intimidades ardidas. Desejamo-nos boa noite e adormeci.

No dia seguinte, todos tomavam café em um clima agradável. Eu estava sentada ao lado de Shiori na mesa, que comentou:

– Eu ouvi você e o Makoto ontem à noite. Ou melhor, só você.

Senti vontade de me esconder debaixo da primeira coisa que visse de tanta vergonha. A garota riu, achando engraçado como fiquei.

– Não precisa ficar assim. Acho que quer dizer que o Makoto é bom.

– Ou que eu estava dolorida...

Ela fez uma careta de curiosidade e eu contei o motivo.

Depois, Makoto e Koishiro foram ao lado de fora para conversar um pouco. As mulheres ficaram na sala e eu brincando com Kyosuke. Em certo momento, aproximei-me para olhar algumas fotos em uma prateleira. Havia uma com a mãe de Makoto. Observei bem e eu era realmente parecida com ela. Minami, veio conversar comigo:

– O que tanto olha nessas fotos?

– Disseram que me assemelho à mãe do Makoto. – disse apontando-a na imagem

– É verdade! Koishiro comentou comigo ontem. – sorriu – Sente-se para batermos um papo.

Então, eu fui.”

O que eu conversei com meu pai? Bem, ele mais falou comigo do que eu com ele.

Comentou o que achou da Kazuko, que ela era bonita e também “um pouco velha”. E também sobre os barulhos que ouviu e se declarou feliz por mim. Ele gosta quando seguimos seus conselhos!

“Shiori começou:

– Parece que o Makoto gosta de ti. Vejo isso na forma que ele age com você.

Eu sorri. Minori falou:

– E não me parece que seja triste ou solitária.

– Não fico trancada no quarto, sou livre dentro de casa.

– Quem dera nosso marido fosse assim. – soltou Minami – Pelo menos no começo.

– O que ele fazia com vocês?

– Prendia-nos no quarto o dia todo. À noite, as três iam ao quarto com ele, ao mesmo tempo.

– E por que estão dessa forma hoje?

– Apaixonamo-nos e viramos uma família. Koishiro aprendeu com seus erros.

– E todas as crianças foram programadas. – contou Minami com um sorriso no rosto

– O próximo será o meu! – gritou Shiori

– Espero ter uma família como vocês um dia.

– Com certeza terá. Não duvide disso!

Makoto e seu pai retornaram a companhia do resto de nós.

Após o almoço, ficamos jogando vídeo game. Era uma briga para ver quem iria jogar. Eu apenas fiquei olhando e rindo muito. Mais tarde, eu e Makoto fizemos de novo. Voltamos para casa na tarde de hoje. Não tem muito tempo que chegamos.

Gostei muito de conhecer Minami, Minori e Shiori. E Koishiro também, apesar de não ter me familiarizado muito com ele.

Agora eu preciso tomar um banho. Tchau!”

Fechei o diário e coloquei-o onde estava antes. Cheguei perto de Kazuko e falei:

– Vamos comer?

– Sim.

Pus a mesa rapidamente e nos sentamos. Riamos e conversávamos, como sempre. E como era final de semana, em seguida, sentei-me na sala. Estava com Takumi no colo, Kazuko foi cuidar da louça.

Alguém bateu a porta. Eu atendi. Era a minha família, a que eu havia lido sobre no diário de minha esposa. Eles entraram e se arrumaram no recinto. Nem me importava por trajar roupas de dormir. Kazuko falou com todos e ficamos todos na sala.

Meu pai trouxe o console e as brigas habituais aconteceram. É um empurra-empurra na frente da TV. Tudo é comandado por movimentos ou voz. Só que com a confusão, a tela fica maluquinha.

Jogamos até a hora do almoço. E nessa hora, a da comida, Shiori pediu a palavra:

– Tenho uma coisa para contar a vocês: Eu estou grávida.

– Sério? – disse Kazuko – Parabéns!

Minami e Minori abriram enormes sorrisos. Meu pai parecia saber, ele não demonstrou tanta empolgação.

Mais tarde, eu brinquei com meus irmãos Kyosuke e Akira.

E a noite? Eles dormiram aqui em casa. Eu e Kazuko tivemos todo o cuidado de não fazer barulho.

Não é legal quando te escutam nesse tipo de situação!

Capítulo 11

 

Jantar na casa de Keiko

 

No dia seguinte, acordei bem cedo, pois estava sem sono. Peguei o diário de Kazuko e fui a outro cômodo, o meu escritório. Primeiro comi alguma coisa. Sem dúvida, todos acordariam tarde, teria tempo para ler bastante. E foi o que aconteceu. Eu li o tempo de quase duas semanas no diário. Os assuntos, eram os mesmos: Eu, Keiko e as leituras de Kazuko. Até a marcação do jantar na casa da Keiko. E era sobre este dia que eu leria agora. Dei uma espreguiçada e uma estalada nos ossos. Continuei da data do dia seguinte.

“Olá diário,

Agora é manhã de uma sexta-feira. Está um dia lindo lá fora. Uma pena que não posso sair. Tudo bem que os prédios não compõem uma boa paisagem junto ao céu e nem do “meu lado da cidade” é assim. Sempre quis ir e ver um lugar com uma paisagem natural. Nada de cinza! Detesto cinza.

Lembra que eu disse ontem que jantaria na casa da Keiko? Pois é, fui assim que terminei de escrever aqui. Eu e Makoto descemos e fomos de carro. Keiko fora embora mais cedo para adiantar o jantar.

Ela morava próximo a casa do pai de Makoto. Digo, na região das casas, só que nas mais simples.

Keiko nos recebeu com aquele enorme sorriso e alegria que só ela tem. Apresentou-me a família dela: O marido Daisuke, a filha Mio e o filho Daiki. Em seguida, retornou a cozinha.

Ofereci-me para ajudá-la. Sabe o que ela respondeu?

– Nada disso! Aqui você é visita. Fique na sala com os outros.

O resto da casa não conteve a gargalhada. Sentei-me ao lado de Makoto e ficamos conversando. A filha de Keiko era a mais curiosa acerca de mim.

– Kazuko, você tem quantos anos?

– Tenho dezessete, Mio.

– Eu tenho 13. – e confessou – Não me imaginaria no seu lugar. Deve ser horrível ir ao centro de escravos todas as noites, não é?

– Horrível e traumatizante. Odeio aquele lugar! Ainda bem que não precisa fazer essas coisas, pode aproveitar sua vida.

– É... A minha liberdade também.”

Deixa eu explicar uma coisa. Por que a filha de Keiko não era oferecida como escrava, já que ela não é de classe alta como eu?

As pessoas que moram “do lado rico” da cidade, não precisam ser submetidas aos traumas de ser escravos. Isso porque eles já oferecem serviço aos ricos, de outra maneira. No caso de Keiko, trabalhando aqui em casa. Digamos que ela paga pelos filhos, junto com o marido.

Por conta de tudo isso, quem é empregada ou secretária, por exemplo, para alguém rico pode viver em paz e bem. Eles têm uma casa, filhos livres da escravidão sexual e um emprego. Quer coisa melhor que isso?

Essa é a diferença entre Kazuko e Mio. Ambas são de classe inferior, mas o fato de servir aos ricos dá direito ou não a liberdade.

Essa foi uma das poucas coisas conquistadas desde que a lei dos escravos começou. Mas, é uma luz em meio a toda essa escuridão de qualquer forma.

“Admito, senti inveja dela. Quem me dera poder ficar tranquila e aproveitar a adolescência. E fico feliz também. Não quero ninguém no meu lugar!

Mio não parava de me perguntar. “Como se sentia lá no centro de escravos?”, “Como se sentiu quando foi comprada?”. E pela minha localização, uma pergunta constrangedora.

– E você faz mesmo aquilo com o Makoto?

– Sim! – tive que ser sincera – Todo dia praticamente.

– E não dói? Você gosta?

Adolescentes! Tudo bem que eu ainda sou uma, mas nessa idade temos uma curiosidade tamanha.

– Eu já me acostumei. – parei um momento e pensei bem – Não sei se gosto...

Nesse momento, Makoto se movimentou e olhou para nós duas. Senti um nervoso subir na espinha. E agora? Dependendo da minha resposta poderia me acontecer algo ruim. Sempre se deve ficar com o pé atrás.”

Eu fiz isso apenas para ver como ela reagiria. Como eu sou malvado!

Olhei pela janela e o Sol começara a aparecer. Breve, alguém acordaria. Imaginem o tempo que estou de pé, sendo que li o equivalente a duas semanas. Que insônia me deu!

“Mio pediu para completar a resposta.

– Bem, é porque eu faço por obrigação.

A conversa correu com muitas outras perguntas vindas dela. Não reclamo porque esse não é o cotidiano dela, ela não é acostumada com isso.

Keiko arrumou a mesa e nos chamou para comer. O jantar era lasanha, que por sinal estava uma delícia.

– Poxa, Keiko. Por que nunca mais fez isso para mim? – disse Makoto

Comemos em clima agradável e muito divertido.”

Eu tinha esquecido essa lasanha maravilhosa da Keiko. Vou pedir para ela fazer essa semana.

“Ao acabarmos de comer, Keiko recolheu a mesa com ajuda de Mio. Se eu perguntasse de novo, ela diria quase a mesma coisa que antes.

Makoto iria trabalhar e tinha um julgamento no dia seguinte. Então, ele dormiria cedo. Tipo, cedo para ele é 11:30h.

Despedimo-nos logo e retornamos a casa de Makoto. Durante a viagem foi um silêncio mortal. Acho que ele estava com raiva de mim.”

Eu fiquei meio irritado pelos comentários de Kazuko para Mio. Principalmente pelo “por obrigação”. Era mais imaturo e não tinha o pensamento de hoje. Achei que ela estava reclamando de barriga cheia. Afinal, tratava-a tão mal assim? Eu era tão desagradável?

Um turbilhão de coisas surgiram na minha cabeça enquanto dirigia. Eu fiquei com raiva sim e estava errado quanto a isso.

“Entramos e Makoto foi direto ao seu quarto. Eu sei que ele ia querer, como sempre, então falei:

– Vou tomar um banho e depois vou para o quarto, Makoto.

– Durma no seu quarto hoje. – Respondeu-me friamente.

Ele estava de costas, me aproximei e virei-o para que olhasse para mim.

– Por quê?

– Você faz por obrigação. – a frieza se manteve com um pouco de raiva

Eu não aguentei. Passei minha mão por trás dele, abri a porta e o empurrei. Makoto caiu. Falei com toda a força que havia em mim.

– Sabe qual é a obrigação que tenho para com você? Te satisfazer! Comprou-me para isso, não foi?!

Makoto me olhou, completamente assustado. E gaguejou sua resposta:

– Fo... Fo... Foi.

– Vai para a cama agora então!”

Não tem como não ficar assustado. Aquilo foi tão de repente que me surpreendeu também. Nunca imaginei que ela faria aquilo.

Kazuko é bem tímida, porém quando precisa, sabe pôr as garras de fora.

“Makoto foi caminhando e tirando as roupas. Se largou na cama. Bati a porta atrás de mim e fui em direção a ele. O que eu fiz? Ora, apliquei o que tem naquele livro, se é que me entende.

Makoto não se mexeu, apenas ficou deitado e eu realizei o trabalho sujo. Ele se mostrou bem cansado e satisfeito no final. Eu também fiquei cansada, tanto, mas tanto, que eu cai em cima do corpo dele e respirei forte.

Não evitou de comentar:

– Cansou foi? É culpa sua!

E riu. Filho da puta!

Nem respondi. Fiquei com a cabeça na curva do pescoço dele, cheirando seu cangote. Makoto mexia em meus cabelos enquanto recuperava o fôlego.

Uns minutos depois, levantei-me, pulei para o outro lado da cama e, friamente, falei.

– Boa noite, Makoto.

– Boa noite, Kazuko.

Virei-me e fiquei pensando no que acabara de fazer até pegar no sono.

No dia seguinte, Makoto me acordou e pediu para eu colocar minhas roupas. Fiz isso e esperei ele se arrumar sentado na cama.

Estava com uma coisa engasgada que resolvi soltar:

– Makoto, me desculpe por ontem. Eu te empurrei e fui mal-educada com você.

Ele se aproximou e falou, ajoelhando-se à minha frente:

– Não tem problema. Eu também fiquei com raiva ontem e te tratei mal. Estamos quites!

Eu sorri.

Depois fomos tomar café. E agora eu estou aqui.

Vou tomar um banho e ajudar Keiko.

Até logo!”

Da mesma forma que o sono se fora, ele voltara. Retornei ao quarto e acabei dormindo. Kazuko que me acordou, com aquele enorme sorriso dela.

A família toda comeu junta, naquele clima que só nós ficamos. Após o almoço, meu pai e minhas madrastas foram embora. Eu e minha esposa aproveitamos para brincar um pouco. No segundo sentido da palavra.

E aconteceu uma coisa engraçada.

Eu e Kazuko estávamos no quarto. Beijo aqui, amasso dali. Fui mexer um pouco nos seios dela, até aí, nada estranho. Só que eu apertei e veio um jato de leite certeiro no meu olho. Minha mulher só percebeu quando emiti o som de dor.

– Makoto, o que houve? – então ela viu – Ai, caramba.

– Tá ardendo... Merda!

Imediatamente ela me acudiu e pegou lenços para limpar meus olhos. Não demorou muito e eu fui capaz de abrir os olhos de novo. Ela me olhou, meio preocupada. Quando viu que eu estava bem, se acalmou.

Não segurei e comecei a gargalhar, me lembrando do que acabara de acontecer. Kazuko riu junto comigo.