O Diário da Escrava Amada
Capítulo 49 · Início do tratamento
O aniversário de Takumi estava cada dia mais próximo e claro que eu e Kazuko estávamos numa loucura em meio aos preparativos. Ainda não tínhamos certeza se faríamos a festa aqui em casa, na casa do meu pai ou se alugaríamos um lugar para tal.
Alias, qual será o cardápio? O tema? Quem chamar? Tanta coisa!
Eu fico pensando se não seria melhor fazer algo em família, entre a gente e deixar uma festa maior para quando ele estiver mais velho. Porque dessa festa ele nem deve se lembrar depois. Até argumentei sobre isso com minha esposa, mas ela disse que sempre teve vontade de fazer festa de criança assim. Nunca teve as próprias, então quer fazer para o filho. É uma boa justificativa!
Usamos parte desse sábado para estas coisas e durou praticamente o dia todo. Eu cheguei à casa cansado de tanto ter dirigido. Tomei um banho, fiquei brincando um pouco com Takumi, enquanto Kazuko também foi se banhar. Depois ela veio e ficamos um pouco ali juntos. Não tardou muito para comermos e irmos deitar. Aproveitei para ler o diário, já que havia dias que não li direito por conta do trabalho e preparativos para o aniversário.
O trecho em questão era a consulta com a Rin para começarmos o tratamento para Kazuko engravidar. Ela colocava Takumi para dormir enquanto começava a leitura.
“Querido diário,
Eu e Makoto acabamos de voltar da consulta com a Rin. Talvez esse bebê esteja mais perto de vir do que imaginei. Ou melhor, acho que estarei grávida em pouco tempo.
O consultório não estava tão cheio, logo fomos chamados.
– Que bom vocês aqui de novo. Estão decididos então?
– Sim! Podemos começar o tratamento imediatamente. – Makoto respondeu
– Kazuko... – olhou para mim – seu ciclo?
– Já passou e parei com o remédio.
– Ótimo! – levantou-se e pegou algumas coisas na prateleira atrás dela – Estes aqui são para ajudar a engravidar mais rápido. Você ainda é totalmente fértil, mas com o longo período do anticoncepcional pode haver uma pequena dificuldade, demorar um pouco mais, mas é normal.
– O que quer dizer com isso? – eu indaguei
– Pode levar alguns meses para engravidar. Seu organismo está se acostumando ao não uso do remédio e assim ovulará novamente. Mas, já podem ir tentando.
Ela olhou minha ficha, na tela diante dela, olhou alguma coisa e comentou:
– Seus exames estão todos normais. Isso é outra coisa que ajuda.
– E quanto a mim? – perguntou ele – Posso fazer alguma coisa?
– Não, por enquanto. A depender do andar de tudo, talvez também precise. Mas fiquemos calmos, vai tudo correr em seu tempo. – sorriu
– E como estão a Namie e o bebê? – eu, curiosa
– Estão bem. Você tem que nos visitar mais.
– Eu sei. Esta última semana passei na casa da minha mãe.
– Entendo. Bem, acho que terminamos. – fomos até a porta – Quero ser informada do progresso hein?
– Pode deixar. – e ri
Assim, voltamos para casa. Keiko está terminando o jantar e eu estou animada para começar a tentar.
Também te manterei informada. Ainda mais com essa viagem a sei lá onde chegando.
Até!”
Kazuko nesse momento já se aninhava do meu lado querendo algo mais.
– Já acabou de ler? Ou vai ler mais?
– Eu ia. Mas, você veio assim. O que houve?
– Só queria relaxar um pouco. Essa coisa do aniversário do Takumi tá me deixando ansiosa.
– Sei bem como é. E estou precisando também. – falei colocando o diário no criado-mudo e dando um beijo nela.
O que se sucedeu foi só a meia-luz.
Dormimos depois e só despertei quando o Sol resolveu ficar em cima do meu rosto. Acordei resmungando, bocejando, fui ao banheiro e me vesti, uma cueca ao menos. Estava com muita preguiça para fazer qualquer coisa. Deitei novamente e cochilei. Só meia hora depois que estava mais disposto e Kazuko estava dormindo. Queria eu conseguir assim. Aproveitei e peguei o diário para ler mais enquanto ela ainda sonhava.
Havia um pequeno intervalo de data entre essa anotação e a anterior. Ela era sobre a nossa viagem a uma região montanhosa e mais fria.
Um local diferente para descansarmos e também produzir um bebê.
“Diário querido,
Perdoe-me a longa ausência, ou melhor, de apenas alguns dias.
No dia seguinte, no meio da tarde, saímos para a viagem e eu simplesmente esqueci de te levar. Desculpa!
O local que fomos era mais distante do que a casa de praia. Fizemos umas duas paradas até chegar. E eu acho que nunca fui para tão longe assim. Infelizmente, nós, os pobres, mal saímos da cidade. Nossas condições não permitem isso.
E realmente, foi bom eu ter levado o casaco. Lá era bem mais frio. Por pouco não fiquei batendo meus dentes.
Chegamos à pousada fizemos o check-in, deixamos as malas no quarto. Depois, saímos para dar uma volta na cidade. Era bem pequeno e tudo era perto. Talvez com uma ou duas ruas mais movimentadas. Quase um vilarejo. Tudo muito rústico e natural, que dava uma beleza a mais ao lugar.
A fome bateu e procuramos um lugar para jantar. Entramos num restaurante simples e que estava razoavelmente com gente. Sentamos e logo pedimos a comida. Uma diferente e leve.
– A cidade é tão bonitinha. – comentei
– Sim! Tinha uns anos que não vinha. Da última vez éramos eu e meu pai, quando decidi que faria direito na faculdade. Foi uma viagem para conversarmos.
– E como foi?
– Melhor do que eu esperava. Minha relação com meu pai melhorou bastante. Ele entendeu que era isso que eu queria para minha vida.
– Pelo que dá para perceber vocês não se davam tão bem assim antes.
– Não. Ainda bem que isto mudou. Agora ele me entende melhor que eu mesmo.
– Eu que sei. Ainda lembro quando ele disse que combinávamos.
– Sério?
– Sim. Parece que ele estava me dando permissão para namorarmos.
– Tem hora que o Koishiro...
E rimos. Logo a refeição chegou e continuamos com o assunto.
Depois voltamos à pousada, tomamos banho, ele na frente e eu em seguida e me preparei toda. Era uma viagem e bem... Você sabe!
– Nossa! Isso tudo é para mim? – ele comentou assim que sai
– Para nós! É para algo importante e especial.
– Então comecemos.
Dizendo isso, se levantou da cama e me beijou, já me jogando na cama.
Ficamos nisso por um tempo, com a mão de Makoto escorregando diversas vezes para o meio das minhas pernas. Logo ele tirou minha calcinha e foi com a boca lá em baixo. Logo pensei: Merda! Esqueci o vibrador em casa. A língua dele brincava nas minhas partes íntimas, o que levava a conter muito os meus gemidos por medo dos vizinhos da pousada ouvirem. Eu queria logo ele.
– Makoto... – chamei
Não precisei completar. Ele se despiu e logo penetrou e praticamente gritei de tão alto que o som saiu da minha boca.
Trocamos de posição algumas vezes. Makoto gozou quando eu estava por cima. Fui para o lado vazio da cama. Nós dois ofegantes. Tinha algo diferente das outras – e tantas – vezes que transamos. Estávamos juntos num mesmo momento e empenho. Estava perdida em meus devaneios quando ele pegou minha mão, olhei para ele, que disse:
– Eu te amo tanto!
– Também te amo tanto. – dei um beijo nele antes de responder, fazendo carinho no seu rosto e sorrindo
– Segundo round?
– Não. Estou cansada da viagem.
– Eu também.
Ajeitamo-nos nas cobertas e adormecemos.
No dia seguinte, tomamos café e fomos até uma cidade que ficava a meia hora de carro. Ela era um pouco maior que a outra, com um polo comercial pequeno, mas não menos rico. Visitamos alguns dos locais mais famosos e também um museu. O estilo da cidade é também todo rústico e antigo, o que nos dá a sensação de estar num outro lugar no tempo.
Poucos após o almoço, retornamos para a pousada e ficamos lá fazendo, bem... Não preciso nem dizer!
Aproveitamos o frio para ficar um pouco em baixo das cobertas. Acho que viagens são para descansar também. Nunca fiz muitas para saber direito.
Á noite, como tinham nos recomendado uma festa na cidade, que tem sempre neste período. Decidimos ir! Era um festival na rua, com música, dança, várias tendas vendendo comidas e artesanatos. Um clima bem diferente do que na cidade. Foi nessa hora que ficou mais claro a distinção!
Divertimo-nos bastante, desfrutando de todas as atrações. Parecia até que o tempo tinha parado de tão bom que estava. É um daqueles momentos que queremos que dure para sempre. Eu, Makoto, aquelas luzes penduradas e a música. Bem, pelo menos na memória posso guardar.
Ficamos mais um pouco e fomos dormir.
Infelizmente, o outro dia era que voltaríamos. Realmente era só uma viagem de final de semana mesmo. Por outro lado, ainda tinha mais um dia para aproveitar. Passamos o dia conhecendo a cidade que ficamos, ela tinha alguns atrativos também.
No final da tarde, fizemos check-out da pousada, entramos no carro e saímos.
– Uma pena termos ficado tão pouco. Eu gostei daqui! – comentei assim que pegamos a estrada
– Sempre fico meio triste quando deixo esse lugar. Vim algumas vezes e volto revigorado. Acho que estávamos precisando disso depois de tantas DRs.
– Tenho que concordar. Eu passei a semana com minha mãe aflita pelo que ia acontecer.
– Perdoe-me por isso, Kazuko.
– Não... Acho que até acabei te pressionando um pouco.
– Você só me mostrou o que queria. Eu que estava com medo.
– Ainda bem que já resolvemos.
– Não foi uma briga, Kazuko.
– Sei que não. Mas não quer dizer que “estávamos bem”.
– De fato!
E mudamos de assunto, conversando sobre qualquer coisa. Tivemos até alguns momentos de cantoria no carro. Pelo menos, com isso, a viagem de retorno foi rápida. E bem, só chegamos, largamos as malas e eu vim lhe escrever porque Makoto capotou na sala.
Deixa eu ir lá acordar ele para tomar banho e comer.
Até!”
Já tinha passado muito tempo, então decidi chamá-la delicadamente.
– Bom dia, amor. – disse, se espreguiçando – Cansou da Kazuko do passado e me chamou? – e riu
– Talvez seja. Vamos tomar café junto. Você sabe que eu odeio comer sozinho.
– Sim! E olha só: ainda estou sem roupa. Posso me vestir?
– Pode! Eu espero. Só que ainda temos que preparar a comida.
– Melhor ainda. – sorriu – Acorde o Takumi para ele ficar conosco.
– Claro!
Fiz conforme ela disse e ele me recebeu até risonho para quem acabou de acordar.