Rush sem limites
Capítulo 12
Bailey era sexy. Não havia como negar isso. Ficava bem em seu vestido justo e caro, e os saltos deixavam suas pernas incríveis. Durante a maior parte da noite, ela se esfregou em mim, fazendo promessas com os olhos. Ainda no restaurante, quando deixou que eu deslizasse a mão para dentro do vestido para brincar com ela, soube que estava mais do que ciente do motivo de eu ter ligado.
Nan havia me deixado preocupado com a conversa sobre Bailey ser uma garota boazinha e valer mais do que uma trepada rápida. Ela era muito legal mesmo. Gostei bastante dela. Seria ótima para um cara que quisesse algum tipo de compromisso. Eu não queria. Só queria tirar Blaire Wynn da cabeça.
Bailey me abraçou e começou a me beijar e a mordiscar meu pescoço quando abri a porta. Blaire chegaria em breve. Mas eu não levaria Bailey para o meu quarto. Olhei para o relógio e soube que tinha cerca de trinta minutos. Começaria ali e depois a levaria para a praia, para um lugar escuro e escondido. Blaire não nos veria. E eu não ficaria pensando se ela estava por perto ou não.
– Está com pressa? – perguntei quando a porta se abriu.
Bailey sorriu para mim e fez um biquinho.
– Talvez. Eu fantasio em ter você dentro de mim há tanto tempo, Rush Finlay – disse ela, estendendo a mão para trás a fim de abrir o zíper do vestido, deixando-o cair no chão. Seus peitos se libertaram, e grandes mamilos marrons me saudaram.
– Quero essa boca safada em mim – pediu, empinando os seios e segurando-os. As unhas compridas, vermelhas e perfeitamente bem tratadas beliscaram os mamilos enquanto ela entrava em casa. – Eu me masturbei muitas vezes pensando em você chupando meus peitos e entrando em mim, com mais e mais força – confessou num sussurro rouco.
Eu não estava duro ainda, mas a imagem sugestiva que ela descreveu estava me ajudando a ficar interessado. Segurei-a pela cintura e me obriguei a manter os olhos nela. Para que eu lembrasse com quem estava. Aquela não era Blaire. Eu estava com Bailey.
– É isso que você quer? – perguntei, pegando-a no colo e levando um mamilo à boca enquanto as pernas dela se enroscavam no meu corpo. Com a língua para fora, toquei o mamilo com o piercing que tinha na língua, sabendo que a minha boca agradaria uma mulher naquela noite.
– Isso, meu Deus, isso. Chupe! – gritou.
Gostei dos seios fartos dela nas minhas mãos enquanto enfiava o mamilo duro na boca. De vez em quando eu abria os olhos para lembrar a mim mesmo de quem se tratava. Eu não usaria alguém daquele jeito de novo. Se eu ia comê-la, então eu ia comê-la. Apenas ela.
Bailey começou a se esfregar no meu peito. Ela era gostosa. Ia gozar rápido e várias vezes. Ótimo. Eu precisava disso. Eu a atirei no sofá, puxei o vestido até a cintura e enterrei o rosto em seus seios enquanto ela gritava meu nome.
Ela não tinha o cheiro doce de Blaire. Seus gemidos não eram suaves e sensuais. Puta que pariu!
Eu precisava parar com isso. Abri as pernas de Bailey e deslizei as mãos para dentro da calcinha. Ao olhar para baixo, vi que era preta. Não era rosa. E era de renda, não de cetim. Não tinha nada a ver com Blaire. Não era Blaire.
Deslizei os dedos para dentro dela, e a umidade me estimulou ainda mais. Ela estava pronta. Mais do que pronta. Íamos ficar exaustos.
– Isso, gatinho, isso, Rush, assim mesmo. Mais forte. Chupe mais forte! – gritou ela.
Eu precisava fazê-la calar a boca. Aquela gritaria não estava me ajudando, caramba.
– Hummm, isso, toque em mim, por favor – implorou.
– Shhh – falei, sem chegar perto da boca. Eu tinha uma coisa com bocas. Não confiava em onde haviam estado. Nunca beijava de primeira. Os sons que ela emitia estavam todos errados. Ela era muito barulhenta. Muito... muito...
Uma porta bateu, e eu congelei. Cacete. Eu me afastei de Bailey imediatamente e fiquei de pé.
– Cubra-se, puxe o vestido – ordenei, saindo da sala para evitar que Blaire entrasse e visse alguma coisa. Enfiei a mão no bolso quando pensei no cheiro de Bailey nos meus dedos.
– Ela fugiu. Quem quer que fosse – disse Bailey por trás de mim, e eu parei de andar.
Não. Porra, não. Não desta vez. Não agora. Merda!
– Quem era? – perguntou a garota.
– Vista-se, vou levar você para casa – ordenei, indo até o banheiro para lavar as mãos. Blaire tinha fugido. Por quê? Na última vez, ela entrara no quartinho. Agora, fugiu e bateu a porta.
Foi o beijo. Eu não beijava. Eu trepava. Mas eu beijara Blaire. Sabia que a boca dela era limpa e doce. Eu queria beijá-la. Mais.
Sempre mais com ela. Eu sempre queria mais.
Mas não podia ter mais.
Quando saí do banheiro, segui na direção da porta. Eu a abri com força e fiquei deprimido quando notei que a picape de Blaire não estava ali. Ela havia chegado e ido embora. Havia trabalhado debaixo do sol o dia todo. Devia estar exausta e com fome. Precisava vir para casa comer alguma coisa. Provavelmente queria tomar um banho. Mas tinha ido fazer o quê? Dar uma volta? Blaire nem tinha uma porra de um celular. Foda-se. Eu ia comprar um para ela. Ela precisava ter um maldito telefone.
– Por que ela estava aqui? Você marcou com duas? – perguntou Bailey, com firmeza na voz. Ela tinha ficado chateada. Mas eu não poderia continuar tocando nela enquanto pensava que Blaire tinha nos visto. Detestava essa ideia, aliás.
– Não. Vamos. – Eu não devia nenhuma explicação a ela.
– Não me importo. Sei que isso é um lance de uma noite. Sei bem como Rush Finlay funciona. Eu quero esse lance, Rush – pediu Bailey, vindo na minha direção e puxando a minha camisa. – Preciso que você me coma forte. Onde e como você quiser.
Ótimo. Agora ela estava excitada e seria ainda mais difícil me livrar dela.
– Olhe só, aquela garota... – fiz uma pausa. O que eu ia dizer? Eu estava usando Bailey para tirar Blaire da minha cabeça. Agora, tudo o que conseguia fazer era pensar nela. – Ela... ela é especial. Preciso ver como ela está e trazê-la de volta. Ela tem ficado aqui, e o que viu... ela não merecia ter visto aquilo.
Bailey deu um passo para trás. Os saltos fizeram barulho no piso de mármore.
– Você está namorando? – perguntou ela, incrédula.
Balancei a cabeça.
– Não. Não tenho nada com ninguém. Mas ela... – parei. Foda-se. Eu não tinha tempo para isso. – Preciso levar você para casa e encontrá-la, ou chamar alguém para vir buscar você. Não tenho tempo para isso.
Bailey deu meia-volta e seguiu para a porta.
– Tudo bem, Finlay. Mas nunca mais me ligue de novo. Esta foi sua única chance. Acabou.
Foi a melhor notícia do dia.
Levei Bailey para casa e dirigi pela cidade, procurando um sinal de Blaire. Voltei correndo para casa, esperando que ela estivesse lá. Já era quase meia-noite, e eu estava quase ligando para a porra da polícia. Ela podia ter se machucado, ou alguém podia tê-la pegado, ou... não. Minha imaginação estava me dominando. Ela tinha ficado chateada. Eu a havia deixado chateada. Senti um nó no estômago. Blaire precisava entender que nós não podíamos fazer isso. Aquele beijo foi tudo. Não haveria mais. Eu não permitiria que houvesse algo mais entre nós.
A picape ainda não tinha voltado quando estacionei na garagem e entrei em casa. Decidi esperar por mais quinze minutos, então pediria ajuda. Um grupo de busca sairia atrás dela logo depois da minha ligação. Era perigoso demais que ela andasse por aí tarde da noite e sozinha. Mesmo em Rosemary Beach.
Os faróis iluminaram a entrada de veículos, e eu consegui soltar a respiração. Ela tinha chegado. Esperei até que saísse da picape e estivesse diante da porta para abri-la. Não ia lhe dar chance de fugir.
Ela ficou parada na minha frente e olhou na direção dos meus pés como se esperasse encontrar alguma coisa.
– Onde você estava? – perguntei, tentando não parecer tão frustrado.
– Que importância isso tem? – retrucou Blaire. Ela não estava com raiva. Apenas parecia confusa.
Cheguei um pouco mais perto dela.
– Eu estava preocupado – respondi com sinceridade. Ela precisava saber. Fiquei assustado.
– Acho isso bem difícil de acreditar. Você estava ocupado demais com a sua amiga para perceber qualquer coisa. – O desgosto na voz dela era evidente.
– Você chegou mais cedo do que eu esperava. Não era a minha intenção fazer você assistir àquilo – falei, e percebi no mesmo instante que tinha soado mal. Mas eu não tinha desculpa. Mesmo que quisesse.
Blaire se remexeu um pouco e soltou um suspiro.
– Cheguei na mesma hora em que chego todos os dias. Acho que você queria que eu o visse. Só não sei muito bem por quê. Eu não estou a fim de você, Rush. Só preciso de um lugar para ficar por mais alguns dias. Vou sair da sua casa e da sua vida muito em breve.
Caramba. Ela estava me afetando. Eu não podia deixar que ela me afetasse, caralho. Não ela. Fechei os olhos e resmunguei um palavrão, tentando me acalmar.
– Tem coisas sobre mim que você não sabe. Eu não sou um daqueles caras que você pode tratar feito um cachorrinho. Tenho bagagem. Muita. Bagagem demais para alguém como você. Imaginava uma pessoa muito diferente, levando em conta que conheço o seu pai. Você não é como ele. Você é tudo aquilo de que um cara como eu deve ficar longe. Eu não sou a pessoa certa para você.
Ela riu. Ela riu, caramba. Eu estava sendo sincero, e ela riu da minha cara.
– Sério? Isso é o melhor que você consegue? Eu nunca lhe pedi nada além de um quarto. Não espero que você me deseje. Nunca esperei. Sei que você e eu jogamos em campos diferentes. Eu nunca poderei aspirar a fazer parte da sua divisão. Não tenho a linhagem certa. Uso vestidos vermelhos vagabundos e tenho muito apego a um par de sapatos prateados de salto porque a minha mãe os usou no dia do casamento. Não preciso de coisas de marca. E você, Rush, é de marca.
Foi isso. Ela tinha me pressionado demais. Agarrei a mão dela e a puxei para dentro de casa, encostando-a contra a parede. Prender o corpo dela com o meu me deu uma sensação boa. Fazia meu corpo zumbir com a excitação que eu não devia estar sentindo.
– Eu não sou de marca. Enfie isso na sua cabeça. Não posso tocar em você. Quero tanto fazer isso que está doendo, mas não devo. Não vou magoar você. Você é... perfeita, intocada. E no final nunca me perdoaria. – Pronto, ela que risse de mim agora. Ela abriu a boca numa leve expressão de espanto que me fez ficar com muita vontade de provar seu gosto de novo.
– E se eu quiser que você toque em mim? Talvez eu não seja tão intocada assim. Talvez já esteja maculada.
Dessa vez quem quis rir fui eu. Ela não via que eu já tinha percebido o tipo de garota que ela era? Acariciei seu rosto, precisando tocá-la em algum lugar.
– Eu já fiquei com muitas meninas, Blaire. Acredite, nunca conheci nenhuma tão perfeita quanto você. A inocência nos seus olhos grita para mim. Minha vontade é tirar cada centímetro das suas roupas e me enterrar dentro de você, mas não posso. Você me viu hoje mais cedo. Eu sou um filho da puta doente e pervertido. Não posso tocar em você.
– Tudo bem – respondeu ela, parecendo quase aliviada. Estava com medo de que eu quisesse ir além? – Será que podemos pelo menos ser amigos? Não quero que você me odeie. Gostaria de ser sua amiga – pediu, parecendo esperançosa.
Amigos? Ela achava que eu podia ser amigo dela? Fechei os olhos para não ver seu rosto. Para não me perder em seus olhos. Ser amigo dela não era algo que eu estivesse disposto a ser, mas sabia que não conseguiria dizer não àquela garota. Ela havia mexido comigo, e eu estava ferrado. Abri os olhos e encarei aquele rosto lindo de cortar o coração.
– Ok, vou ser seu amigo. Vou dar o melhor de mim para tentar ser seu amigo, mas tenho que tomar cuidado. Não posso chegar perto demais. Você me faz querer coisas que eu não posso ter. É incrível a sensação desse seu corpinho delicioso imprensado no meu – respondi, antes de baixar a cabeça até meus lábios roçarem no ouvido dela. – E o seu gosto... é viciante. Tenho sonhado com isso. Tenho tido fantasias. Sei que você deve ser igualmente deliciosa em... outros lugares.
Ela se apertou em mim, e sua respiração falhou. Como eu poderia ser amigo dela? Ela era uma grande tentação para mim.
– Não dá. Puta que pariu. Não dá. Amigos, doce Blaire. Apenas amigos – sussurrei, então me afastei dela e segui na direção da escada. Espaço. Precisávamos de espaço. Eu ia acabar tocando a garota se não houvesse espaço suficiente entre nós.
Cheguei à escada, e me senti mal ao pensar nela dormindo embaixo dos degraus. Isso estava me incomodando cada vez mais. Mas como eu a levaria mais para perto de mim? Precisávamos ficar afastados. Ela ficava mais segura lá embaixo.
– Não quero você debaixo dessa porcaria dessa escada. Detesto isso. Mas não posso passá-la aqui para cima. Eu nunca conseguiria manter a distância. Preciso que você fique bem escondida – expliquei, sem olhar de novo para ela. Queria ver se acreditava em mim. Queria vê-la uma última vez. Eu queria... mais.
Mas não podia. Subi as escadas correndo e entrei no meu quarto, batendo a porta e me trancando lá dentro. Precisava mesmo ficar longe dela.