Rush sem limites
Capítulo 24
Eu não estava com o menor ânimo, mas deixei que Nan desse a festa. Devia ter esperado que ela exagerasse sem minhas orientações. Eu não ia beber daquela vez. Pretendia passar a noite toda com Blaire. Os caras podiam saber que Blaire não estava mais disponível, mas as garotas não aceitaram isso. Recusei mais uma das amigas de Nan que se oferecia para fazer um boquete na frente de todo mundo.
Meus olhos encontraram Grant. Ele estava deitado no sofá com uma garota que eu recusara mais cedo, meio que sentada em seu colo. Ele revirou os olhos e tomou um gole de cerveja. Eu pedira que ele monitorasse as coisas naquela noite. Não queria ser interrompido. Grant concordou, desde que pudesse ir para seu quarto caso uma das garotas lhe interessasse.
Eu não me importava com o que ele faria, desde que ninguém incomodasse a mim e a Blaire. Acenei com a cabeça na direção da garota que eu tinha acabado de dispensar. Se ele queria sexo fácil e animado, aquela seria uma boa opção.
Subitamente interessado, ele ergueu as sobrancelhas e a observou seguir a passos largos até a sala de estar. Eu me preparava para subir e esperar por Blaire no quarto dela. Ela não devia demorar.
– Vai subir? – perguntou Nan.
Assenti.
– Vou. Grant está aqui caso precise dele.
– E ela? Vai ficar aqui em cima também? – Nan tentou dar a impressão de que não se importava com o que Blaire fazia.
– Blaire vai ficar comigo. Boa noite, Nan. Aproveite a sua festa.
Ela deu meia-volta nos saltos e seguiu para a cozinha. Virei de novo para Grant, que apenas balançou a cabeça. Ele sabia que Nan estava chateada por causa de Blaire. E não concordava com a ideia de não contar nada a ela. Também achava que eu devia contar agora, antes de ir longe demais.
O problema era que eu já havia chegado longe demais.
O quarto de Blaire já tinha o cheiro dela. Não acendi as luzes. Assim dava para ver melhor o luar sobre o golfo. Sentado na beirada da cama dela, inspirei, tentando alimentar meu apetite por ela. Blaire estaria ali a qualquer minuto. Mas eu estava ficando impaciente. Se parasse de trabalhar e me deixasse cuidar dela, eu o faria, mas achei melhor nem sugerir, pois Blaire teria um ataque. Eu precisei mentir para que ela aceitasse o maldito celular. E ela ainda queria pagar pelo que consumisse da minha cozinha. Eu simplesmente teria que encontrar uma forma de devolver esse dinheiro. De algum jeito. A teimosa não aceitava nada de mim além do meu corpo. Sorri diante desse pensamento. Eu estava mais do que disposto a ceder meu corpo. Ela também aceitaria minha língua de bom grado. A garota adorava a minha língua. Os olhos dela tremulavam de expectativa quando ela via meu piercing. Era muito sexy.
Ouvi passos e vi Blaire entrando no quarto. Ela tapou a boca para cobrir um grito assustado, que sumiu no instante em que percebeu que era eu. Levantei e fui na direção dela. Não aguentava mais ficar sem tocá-la.
– Oi – cumprimentei.
– Oi – respondeu ela, franzindo o rosto. – O que está fazendo aqui?
Onde mais eu estaria?
– Esperando você. Achei que fosse óbvio.
Ela baixou a cabeça para esconder o sorriso satisfeito que pude ver em seus lábios.
– Isso eu estou vendo. Mas você tem convidados.
Eu nem lembrava mais que eles estavam ali. Fiquei concentrado nela o tempo todo.
– Não são meus convidados. Acredite, eu queria a casa vazia – garanti, passando a mão na lateral do rosto dela. – Vamos comigo lá para cima. Por favor.
Ela atirou a bolsa na cama e pousou a mão na minha.
– Vá na frente.
Consegui levá-la até o último degrau antes de puxá-la para meus braços e pressionar os lábios contra os dela. Passara o dia todo pensando em como seu gosto era bom e agora adorava a sensação da língua dela deslizando na minha.
Blaire passou os braços ao redor do meu pescoço e me beijou avidamente. O desejo que o beijo dela demonstrou combinava com o meu, e eu sabia que precisava parar se pretendia conversar com ela naquela noite.
Tentei me afastar.
– Conversar. Vamos conversar primeiro. Quero ver você sorrir e gargalhar. Quero saber qual era o seu programa de TV preferido quando criança, quem fazia você chorar na escola e que pôsteres de banda pendurava na parede do quarto. Depois quero você nua na minha cama de novo – eu disse.
Ela sorriu e andou até o sofá. A imagem dela nua em cima da minha cama apareceu na minha cabeça, e precisei me conter. Não é esse o plano, Rush.
– Está com sede? – perguntei, abrindo a geladeira que tinha no quarto.
– Um copo d’água bem gelada seria ótimo.
Comecei a servir a água e pensar em tudo o que eu queria saber – e não em como ela gozava.
– Meu programa preferido era Os anjinhos. Ken Norris me fazia chorar na escola pelo menos uma vez por semana, mas depois fazia Valerie chorar e eu ficava brava e batia nele. Meu ataque preferido e mais eficaz era um chute certeiro no saco. E tenho vergonha de dizer, mas as paredes do meu quarto eram cobertas com pôsteres do Backstreet Boys. – Blaire respondera a todas as perguntas que eu fizera.
Dei-lhe o copo d’água e me sentei ao seu lado no sofá.
– Quem é Valerie? – perguntei. Ela nunca falava nas amigas. Imaginei que não tivesse muitas, por causa da doença da mãe.
Blaire ficou tensa e eu acabei ficando mais interessado. Será que Valerie a magoara?
– Valerie era a minha irmã gêmea. Ela morreu em um acidente de carro há cinco anos. Meu pai estava dirigindo. Quinze dias depois, ele sumiu das nossas vidas e nunca mais voltou. Mamãe falou que tínhamos que perdoá-lo, porque ele não conseguia suportar o fato de estar dirigindo o carro que matou Valerie. Eu sempre quis acreditar nela. Mesmo quando ele faltou ao seu enterro, quis acreditar que ele simplesmente não conseguia encarar a situação. Então o perdoei. Não o odiei nem me deixei dominar pela amargura e pelo ódio. Mas daí eu vim para cá e... Bom, você sabe. Acho que mamãe estava enganada.
Cacete. Puta merda. Meu estômago ficou embrulhado. Eu me inclinei e passei o braço pelos ombros dela. Queria puxá-la para o meu colo e consolá-la. Faria qualquer coisa que ela pedisse para melhorar as coisas. Para consertar aquilo. Moveria céus e terras para mudar o passado. Mas nada disso era possível. Então, disse tudo o que podia:
– Eu não fazia a menor ideia que você tinha uma irmã gêmea. – Mentira. Eu sabia, sim. Mas era muito fácil esquecer que a garota sobre quem eu sabia todas aquelas coisas era a mesma mulher pela qual eu estava apaixonado. A garota que tinha sofrido pelo que eu tinha feito.
– Nós éramos idênticas. Não dava para distinguir uma da outra. Nos divertíamos muito com isso na escola e com os meninos. O único que sabia diferenciar era Cain.
Deslizei a mão pelo cabelo dela e brinquei com as mechas sedosas.
– Os seus pais se conheciam havia quanto tempo quando se casaram? – perguntei. Queria ouvir dela. Havia tantas verdades que eu achava que não sabia. Tantas mentiras em que eu acreditara.
– Foi meio que amor à primeira vista. Minha mãe estava em Atlanta visitando uma amiga que, segundo ela, era meio doidinha. Papai tinha terminado com essa amiga pouco tempo antes e apareceu no apartamento uma noite, quando mamãe estava lá sozinha. Ele olhou para mamãe uma vez e foi fisgado. Não posso culpá-lo. Ela era deslumbrante. Tinha os cabelos da mesma cor dos meus, mas uns olhos verdes enormes que pareciam duas joias. E era muito divertida. O simples fato de ficar perto dela deixava você feliz. Nada nunca a abatia, ela enfrentava tudo com um sorriso. A única vez em que a vi chorar foi quando soube da Valerie; nesse dia, ela desabou no chão e uivou de tanta dor. Eu teria me assustado caso não estivesse sentindo a mesma coisa. Foi como se uma parte da minha alma tivesse sido arrancada. – Blaire parou, e eu senti que ela ofegava. Não conseguia me imaginar perdendo Nan ou Grant. Mas ela perdera a irmã gêmea. Depois o pai. E então a mãe. Senti um aperto no coração.
Eu a abracei com força.
– Eu sinto muito, Blaire. Não fazia ideia.
Blaire ergueu a cabeça e me deu um beijo faminto.
Ela queria que eu a confortasse, e esse era o único jeito que sabia como consegui-lo de mim. Queria que ela soubesse que podia vir para os meus braços e eu a abraçaria apertado sempre que precisasse. Mas eu não podia lhe dizer isso agora. Ainda não.
– Eu amo as duas. Vou amar para sempre, mas agora estou bem. Elas estão juntas. Têm uma à outra – comentou ela, recuando do beijo. Blaire estava tentando fazer com que eu me sentisse melhor. Ela é que as havia perdido e estava ali tentando me confortar.
– E você, quem você tem? – perguntei, mais emotivo do que jamais me sentira.
– Eu tenho a mim mesma. Três anos atrás, quando a minha mãe ficou doente, descobri que, desde que nunca me esquecesse de quem eu era, eu ficaria bem – respondeu, com determinação.
Eu não conseguia respirar. Foda-se. Eu não merecia respirar.
Como ela era forte. Tinha passado pelo inferno e ainda encontrava motivos para sorrir. Achava que não precisava de mais ninguém. Mas, meu Deus, como eu precisava dela. Eu não era tão forte assim. Não a merecia. Mas eu não era um cara legal. Nunca conseguiria fazer a coisa certa – acabar com tudo aquilo –, pois não suportaria vê-la ir embora. O pânico e o desespero começavam a se instalar no meu peito.
– Eu preciso de você. Agora. Quero amar você aqui mesmo, por favor – implorei. Queria apelar. Isso não estava certo. Ela precisava de alguém para escutá-la e abraçá-la, mas ali estava eu implorando que ela tomasse conta de mim.
Blaire tirou a camisa e levou as mãos à minha. Levantei os braços e a deixei arrancar de mim. Gostava quando ela me despia. Coloquei a mão nas suas costas, abri o sutiã e o atirei para o lado. Segurando os seios fartos, deixei que o peso deles preenchesse minhas mãos.
– Caralho, você é tão linda que nem dá para acreditar. Por dentro e por fora – sussurrei. – Por mais que eu não mereça, quero me enterrar dentro de você. Não consigo esperar. Preciso ficar o mais perto possível de você, simples assim.
Blaire se afastou, e os seios dela balançaram e pularam. Fiquei com água na boca e senti as mãos coçando para apertá-los. Louco para acariciar aquela pele aveludada novamente. Então ela começou a tirar os sapatos. Vi que as mãos dela estavam desabotoando o short. Ela estava se despindo para mim. A timidez em relação ao corpo sumira. Eu não precisaria convencê-la a tirar as roupas de novo.
Ela deu uma reboladinha e tirou o short. Eu tinha quase certeza de que estava arfando alto.
– Tire a roupa – ordenou ela, olhando para a minha ereção evidente.
Puta merda. Onde estava minha doce Blaire? Não discuti. Levantei e arranquei o jeans, então estendi o braço e a puxei enquanto eu me sentava.
– Monte em mim – pedi.
Ela obedeceu. Tinha as pernas abertas, e senti a doçura de seu calor. Eu queria prová-la. Mas isso precisaria esperar.
– Agora – consegui dizer –, desça devagar.
Segurei meu pau para que ela pudesse afundar em mim. Não sabia se era uma boa posição para sua segunda vez, mas queria tentar. Ela segurou nos meus ombros com as duas mãos.
– Calma, gata. Vá com calma. Senão você pode sentir dor.
Ela assentiu assim que a ponta do meu pênis roçou sua abertura. Arrastei-a pela fenda, fazendo Blaire estremecer quando friccionei seu clitóris.
– Isso. Porra, como você está ficando molhada. Nossa, quero provar esse gostinho. – Ela gostava que eu lhe dissesse o que estava pensando. Adoro poder falar sacanagem sem assustá-la.
Blaire fixou o olhar em mim e se movimentou até que eu estivesse de novo na sua entrada. Ela mordeu o lábio inferior e afundou em mim com força. Seu grito ecoou pelo quarto, e eu tirei a mão, deixando que ela me tomasse por completo.
– Caralho! – gemi enquanto ela me apertava com aquela sucção que me deixara louco na noite anterior. De alguma forma, estava mais intensa esta noite. Mais quente e, porra, muito molhada. Eu me sentia envolto por um veludo molhado que me matava de prazer.
Eu ia perguntar se não estava doendo quando sua boca me cobriu e sua língua se enroscou com a minha. O gosto dela. Ah, Deus, o gosto dela era tão bom. Segurei seu rosto e devorei sua boca. Tanto a minha língua quanto o meu pau estavam enterrados no corpo doce de Blaire, enquanto eu me controlava para não agarrá-la e fodê-la como um desarvorado. Ela atirou a cabeça para trás e apertou meus ombros, então cavalgou como se aquilo tudo não fosse o suficiente. O medo de que ela estivesse sentindo dor desapareceu quando vi que o delírio a dominava ao cavalgar rápido e com força. Olhei para seus peitos, que saltavam cada vez que ela subia e descia sobre meu pau.
– Blaire, puta que pariu, Blaire – grunhi, sem conseguir acreditar.
Agarrei a cintura dela e perdi a cabeça. Porra, queria muito fodê-la. Queria comer seu corpo loucamente. Era a coisa mais excitante e delirante que eu já havia experimentado.
– Porra, gata. MEU DEUS, Blaire. Isso, assim, gatinha, me fode gostoso. – As palavras saíam descontroladamente da minha boca. – Essa sua boceta apertadinha é maravilhosa. Ela suga o meu pau, caralho, nenhuma boceta devia ser tão gostosa assim. Caramba, gata. Isso, assim. Me fode. Me fode, Blaire. A melhor bocetinha do mundo. – Foi então que percebi. Eu nunca tinha trepado sem camisinha antes. Puta que pariu, eu não estava usando camisinha. Estava sem nada. Tinha feito exames recentemente. Nunca transo sem camisinha, mas... ela me apertou, e eu não consegui me concentrar. Meu Deus, como eu queria fazer aquilo com ela. Sem nada entre nós.
Blaire mudou os movimentos, balançando para a frente e para trás. Minha boca buscou seus mamilos avidamente, sugando-os quando chegavam mais perto.
– Vou gozar – gemeu ela, forçando a cavalgada.
– Porra, gata, que delícia.
Então ela começou a gritar o meu nome e se jogou contra mim com o corpo estremecendo. Explodi dentro dela, passando os braços ao redor de sua cintura. Seu nome saiu dos meus lábios mais de uma vez. Meu corpo vibrava e tremia enquanto eu tentava respirar. Deixei minha marca gozando dentro dela. A fera dentro de mim rugiu e ganhou vida. Minha. Minha. Minha.
A vagina de Blaire ainda me apertava com força enquanto seu corpo era tomado por espasmos. Cada vez que ela me sugava, eu gritava. Era como se eu gozasse de novo e de novo. Não acabava nunca.
Finalmente, o corpo dela começou a relaxar e soltar meu pau do puro nirvana ao qual ele fora sugado. Ela me abraçou e desabou em cima da mim, exausta.
– Nunca. Nunca em toda a minha vida... – falei, com falta de ar. – Foi... Blaire, nossa, não sei nem o que dizer. – Eu não conseguia parar de tocar nela. Acariciei suas costas e dei um leve apertão na sua bunda, então deixei que meu corpo relaxasse.
– Acho que a palavra que você está procurando é espetacular – disse Blaire. Uma risada escapou de dentro dela, fazendo com que se inclinasse para olhar para mim.
– A transa mais espetacular de todos os tempos – garanti. – Estou morto. Você sabe disso, não sabe? Você me matou.
Ela rebolou no meu colo. Eu ainda estava enterrado ali. Não conseguia sair ainda. Fiquei surpreso com o fato de que meu pau sequer se mexesse logo depois do sexo.
– Humm, não, pode ser que ainda funcione – disse ela, dando um sorriso travesso.
– Mulher, pare com isso, assim vai me deixar duro e pronto para outra. Preciso limpar você.
Ela me olhou de um jeito que me comoveu, então traçou meu lábio inferior com a ponta do dedo.
– Hoje eu não vou sangrar. Já sangrei ontem – disse ela timidamente.
Puxei seu dedo para dentro da boca e o chupei. Sabia que precisava contar a ela. Ela ainda não tinha percebido o impacto de fazer sexo sem camisinha. Não queria estragar o momento, mas ela precisava saber que eu não tinha doença nenhuma.
E, mesmo que não estivesse tomando pílula, era muito pouco provável que engravidasse. Casais levavam meses tentando. Uma falha não faria isso.
– Eu não usei camisinha, mas não tenho nada. Sempre transo de camisinha e faço exames regularmente – contei.
Ela não se mexeu nem falou nada.
Cacete.
– Foi mal. Você ficou pelada e o meu cérebro meio que parou de funcionar. Eu juro que não tenho nada – garanti.
– Não, tudo bem. Eu acredito. Também não pensei na hora – disse ela, ainda chocada.
Puxei-a para perto de mim.
– Que bom, porque foi mesmo incrível. Nunca senti isso sem camisinha. Saber que entrei em você e senti você sem nada entre a gente me deixa muito feliz mesmo. Você é sensacional. Quente, molhada e apertadinha. Nossa... tão apertadinha.
Blaire se remexeu, e meu pau começou a crescer de novo. Meu Deus, como ela era gostosa.
– Hummm – murmurou.
Eu queria mais. Assim. Ali. Mas...
– Você usa algum anticoncepcional?
Ela balançou a cabeça. Claro que não usava. Não tinha por quê. Mas teríamos que mudar isso. Queria transar com ela sem nada outra vez. Agora que conhecia a sensação, não havia como voltar atrás.
Gemendo, eu agarrei o seu quadril até sair de dentro dela.
– A gente não pode transar de novo até você usar. Mas você me deixou duro outra vez. – Baixei a mão e passei o dedo por seu clitóris intumescido. Ela já estava acesa de novo. – Delícia – murmurei, enquanto o botãozinho pulsava contra meu polegar. Ela atirou a cabeça para trás e gemeu. Precisava tê-la de novo. Gozaria fora dessa vez. Eu só... Ah, porra, eu precisava meter nela. – Venha, Blaire, vamos tomar banho juntos – sugeri.
– Ok.
Ela me deixou levá-la até o banheiro. Liguei o aquecimento do piso para que o chão de mármore não ficasse tão frio sob seus pés descalços. Então abri o chuveiro e o vapor. Virando de costas, peguei a mão dela.
– Quero você dentro do boxe. O que a gente fez ali no sofá foi a melhor trepada da minha vida, mas aqui vai ser mais lento. Eu vou lhe dar prazer.
Puxei-a para debaixo da ducha. A água das duas duchas dispostas nas paredes laterais nos atingiu. Fechei bem a porta, para que o vapor enchesse o box.
Blaire olhava para tudo espantada.
– Não sabia que existiam duchas tão grandes ou tão complicadas. Tem água vindo de todos os lados... e isso é vapor?
Sorrindo, eu a puxei para sentar-se no banco.
– Segure nos meus ombros – pedi a ela antes de me abaixar, pegar suas pernas e levantá-las até que estivesse com os pés em cima do banco. Sua boceta estava totalmente aberta para mim, e eu não disse mais nada. Enchi as mãos com sabonete líquido e fiz bastante espuma antes de começar a lavar a parte interna de suas coxas.
– Rush! – arfou ela, enquanto agarrava meus ombros e se inclinava mais para mim.
Continuei limpando suas coxas, onde o esperma tinha vazado, deixando-a pegajosa. Levantei a cabeça e observei seu rosto enquanto tocava suas dobras macias. Não queria que ardesse ou doesse, desejava apenas limpá-la.
Ela fechou os olhos, gemeu e ficou se remexendo sobre a minha mão. Eu queria lavá-la primeiro, antes de me afundar novamente, mas se ela continuasse com aquilo, eu não ia conseguir me controlar.
– Está gostoso? – perguntei.
Ela apenas assentiu. Tinha a cabeça ligeiramente atirada para trás. A água encharcara seus cabelos, escorridos pelas costas. Beijei todo o seu rosto enquanto a lavava.
– Está sensível? – perguntei-lhe ao pé da orelha.
Ela estremeceu.
– Sim. Mas eu gosto. Ainda mais sabendo que foi você quem me deixou assim por – ela fez uma pausa – me comer – sussurrou.
– Blaire, gata, preciso comer você agora. Você não pode ficar falando sacanagem. Não consigo ser bonzinho e fazer você se sentir melhor. – A tensão na minha voz entregou a minha vontade de agarrá-la e virá-la de costas.
Ela abriu os olhos e me queimou com o calor do olhar.
– Você vai me comer contra a parede? – perguntou, respirando pesadamente.
– Do jeito que você quiser, doce Blaire.
Enchi as mãos de água para tirar o sabão das pernas dela. Depois de enxaguar tudo, agarrei-a e a empurrei contra a parede. Mas me controlei. Ia fazer tudo bem devagar e tranquilo. Ela podia dizer que gostava, mas no dia seguinte ia sentir dor, e eu precisava me lembrar de ser gentil.
– Não vou usar camisinha. Não posso. Preciso sentir você. Mas juro que tiro antes de gozar – falei.
– Está bem. Mas, por favor, Rush, enfie logo – implorou.
O controle desapareceu.