Rush sem limites

Abbi Glines · Capítulo 29 de 37

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Rush sem limites

Capítulo 26

 

Nan saiu pisando fundo do salão de baile. Seus olhos me encontraram ali parado sozinho, e a fúria que eu sabia que estava fervendo sob a superfície explodiu.

– Como você pode fazer isso comigo? – ela perguntou. – Esta era a minha noite. Eu só precisava que você a ignorasse por uma noite, e você não conseguiu. Nem por uma hora!

– Apenas pare – eu disse, levantando a mão. Eu não estava pronto para aquilo. Precisava encontrar Blaire.

– Não me diga para parar. Você me humilhou lá dentro. Você ameaçou a minha amiga, membro deste clube, porque uma atendente foi desastrada!

Dei um passo na direção de Nan.

– Laney derrubou aquela bandeja nela. Você sabe disso. Paris viu. Bethy viu. Não venha me dizer que não.

Passos me interromperam antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa. Então me virei e vi Blaire, ainda coberta em toda aquela porcaria, parecendo querer se enfiar no buraco mais próximo. Saiu apressadamente na direção da porta que levava para fora.

– Blaire – chamei atrás dela. Eu precisava falar com ela.

– Deixe ela sair, Rush – Nan exigiu.

– Não posso – respondi, saindo correndo atrás de Blaire. A porta se fechou, mas eu a abri com um empurrão e segui Blaire até a rua.

– Blaire, por favor, espere. Fale comigo – implorei.

Ela parou de caminhar, e eu a alcancei. Ela estava me dando uma chance.

– Desculpe, mas você está enganada: eu não a ignorei lá no salão. Pode perguntar a quem quiser, não desgrudei os olhos de você. Se alguém tinha alguma dúvida sobre o que sinto por você, o fato de eu não conseguir parar de olhar para você andando pelo salão deve ter dissipado essa dúvida. – Eu precisava dizer isso do jeito certo. Não podia estragar tudo. Precisava que ela compreendesse como eu me sentia. – Aí vi a sua expressão quando encontrou a Bethy com o Jace. Alguma coisa dentro de mim se rasgou. Eu não sabia o que você estava pensando, mas entendi que percebia o quanto esta noite estava errada. Você nunca deveria ter vindo aqui servir os convidados, deveria estar ao meu lado. Eu quero você ao meu lado. Estava tão tenso esperando alguém dar um passo em falso com você que praticamente me esqueci de respirar.

Meu olhar recaiu sobre seus punhos cerrados nas laterais do corpo. Detestei vê-la daquele jeito. Passei o dedo em sua mão.

– Se conseguir me perdoar, juro que nada desse tipo jamais vai tornar a acontecer. Eu amo a Nan, mas cansei de tentar agradá-la. Ela é a minha irmã e tem umas questões que precisa resolver. Já disse a ela que vou contar tudo a você. Há coisas de que precisa saber. – Eu não tinha a intenção de dizer isso, mas precisava dizer. Eu a perderia se não contasse agora. Primeiro, diria a ela que a amava. Queria que ela soubesse disso. – Estou tendo que administrar o fato de que talvez você me abandone depois de saber essas coisas e nunca mais volte. Isso me deixa apavorado. Não sei o que é isso que está acontecendo entre a gente, mas desde o primeiro instante em que a vi eu soube que você iria transformar o meu mundo. Quanto mais eu olhava para você, mais me sentia atraído. Por mais que eu chegasse perto, não bastava.

– Tudo bem – ela disse apenas.

O que aquilo queria dizer?

– Tudo bem? – perguntei.

Ela assentiu com a cabeça.

– Está bem. Se você quer tanto ficar comigo a ponto de estar disposto a se abrir, então tudo bem.

Abri um sorriso. Caramba, ela sempre me fazia sorrir.

– Eu acabei de abrir o meu coração para você e a sua única resposta é “tudo bem”? – perguntei.

– Você disse tudo o que eu precisava escutar. Agora estou fisgada. Você me fisgou. O que vai fazer comigo?

O alívio que tomou conta de mim deixou meus joelhos bambos. Eu precisava manter a calma. Não podia assustá-la com a minha intensidade. Caramba, eu estava assustado.

– Estava pensando que transar no buraco dezesseis seria legal.

Blaire entortou a cabeça e fez como se estivesse pensando na proposta.

– Hummm... o problema é que eu preciso trocar de roupa e passar o resto da noite trabalhando na cozinha.

Não era o que eu queria escutar.

– Que merda.

Ela chegou mais perto de mim e deu um beijo no meu queixo.

– Você precisa acompanhar a sua irmã – ela disse.

Eu não ia conseguir atravessar aquela noite.

– Só consigo pensar em estar dentro de você. Em ter você juntinho de mim e ouvir você dar aqueles gemidinhos tesudos.

O desejo brilhou nos olhos de Blaire em suas pupilas dilatadas.

Decidi continuar falando, já que ela estava gostando.

– Se pudesse, eu levaria você para dentro daquela sala, a imprensaria na parede e me enterraria bem fundo aí dentro. Mas quando se trata de você não consigo dar uma rapidinha, você é viciante demais.

Blaire ainda estava com as mãos nos meus ombros. Ela os apertou e ficou com a respiração irregular.

– Vá mudar de roupa. Eu vou ficar aqui, assim evito qualquer tentação. Depois a acompanho de volta até a cozinha – disse a ela.

Ela respirou fundo, deu um passo para trás e foi se trocar.

Foi difícil ignorar a tentação de entrar lá com ela e fazer amor antes de mandá-la de volta ao trabalho. Mas ela queria terminar o turno naquela noite. Era importante para ela. Eu queria provar que o que era importante para ela era importante para mim.

Quando ela saiu, estava usando um uniforme limpo de garota de carrinho e sorrindo para mim.

– Tem certeza que não quer ir comigo até o buraco dezesseis? Prometo que serei rápido. Só me deixe chupar a sua bocetinha até você gozar.

Blaire estremeceu e soltou um suspiro trêmulo.

– Rush, não diga isso. Eu não posso. Preciso voltar ao trabalho, e não quero que Jimmy fique se perguntando por que estou uma pilha de nervos.

Sorrindo, segurei sua mão e encaixei meus dedos nos dela.

– Você fica bem quando se arruma – disse, brincando.

Blaire riu.

– Certamente estou cheirando melhor agora também – ela disse.

Puxei-a para o meu lado e abaixei a cabeça para cheirá-la.

– Seu cheiro é sempre incrível, doce Blaire.

Ela se apoiou em mim, e eu a envolvi com o braço enquanto a acompanhava de volta para o prédio e a porta da cozinha.

– Vou beijar você. Sei que está trabalhando, mas, neste momento, eu simplesmente não me importo. Preciso sentir o seu gosto. – Me inclinei para pressionar meus lábios contra os dela. Lambi o lábio inferior, que puxei para dentro da boca e chupei, soltando em seguida com um beijinho relutante.

Blaire me lançou um último sorriso antes de me deixar ali parado sem ela.

Conseguir terminar a noite foi um inferno. Mas eu consegui, e Nan parecia feliz. Ela conversou na volta para casa sobre uma viagem de compras que queria fazer com Paris e perguntou se eu havia falado com mamãe ultimamente.

Depois que Nan foi embora no carro dela, soltei um suspiro de alívio e entrei em casa. Blaire estaria chegando em breve, e eu ainda iria lhe fazer aquela massagem. Agora ela precisava ainda mais. Esteve trabalhando o dia todo.

Atravessei a cozinha a caminho da escada. A garrafa vazia de cerveja e a taça de vinho atrás do bar me fizeram parar de repente. Naquele instante, o mundo pareceu parar de girar, e eu parecia me aproximar da taça em câmera lenta.

O conhecido batom vermelho na taça revirou meu estômago. Porra, não. Ainda não. Meu Deus, ainda não. Eu precisava daquela noite. Puta que pariu. Eu precisava de mais uma noite. Ela não estava pronta. Eu precisava planejar isso. Merda!

Segui para a escada e subi dois degraus por vez, precisando ver com meus próprios olhos. Percorrendo o corredor, vi que a porta do quarto da minha mãe estava fechada. Eles estavam lá dentro. Eu sabia que estavam. Normalmente, aquela porta ficava fechada. Não toquei na maçaneta. Estava com medo de vê-los. Estava com medo que eles destruíssem tudo. Eles contariam tudo e a mandariam para longe de mim.

Não.

Meu Deus, não.

Não, não, não.

Ela demorou horas para voltar. Não sei quanto tempo foi, apenas sabia que era tarde. Fiquei esperando por ela sentado no chão na porta do meu quarto. Olhando fixamente para frente. Precisando vê-la e abraçá-la e saber que ela estava ali comigo. Que ela não havia ido embora.

O barulho da porta da frente se abrindo partiu meu coração. Blaire estava em casa. Podia ser agora. O fim. Não. Não. Não. Eu não iria permitir. Eu a faria me amar. Eu a faria me perdoar.

Quando ela parou no último degrau e me viu, fiquei ali sentado, olhando para ela. Minha doce Blaire. Ela havia aparecido e roubado um pedaço do meu coração sem abrir a boca. Então havia me consumido. Ficado com tudo. Eu lhe dera tudo livremente.

Ela começou a caminhar na minha direção, e eu me levantei e fui ao seu encontro.

– Preciso que você vá lá para cima. Agora. – O desespero na minha voz pareceu surpreendê-la, mas ela não me questionou.

Agarrei sua mão e a puxei na direção da minha porta. Precisava me apressar e escondê-la a salvo no meu quarto. Longe deles. Enfiei-a no quarto e fechei a porta, antes de me virar para ela e pressioná-la contra a parede.

Passei as mãos por seu corpo, memorizando cada curva. Não era o bastante. Eu precisava tirar as roupas. Agarrei a frente da camisa que ela estava usando e a rasguei. Eu não tinha tempo para botões. Ela arfou, e eu cobri sua boca com a minha. Golpeei sua boca quente e doce com a minha língua sem parar, enquanto abria rapidamente seu short e o descia pelas pernas. Ela estava nua. Minha Blaire. Minha doce e perfeita Blaire.

Gemendo contra sua boca, eu sabia que precisava de mais. Ela não ia me deixar. Eu não podia permitir que ela me deixasse. Empurrei-a de costas nos degraus e arranquei os sapatos, tirando de vez também o short e a calcinha. Completamente nua. Apenas para eu ver. Mais ninguém. Nunca. Apenas para mim. Caindo de joelhos, afastei suas pernas e passei a língua por sua fenda, parando no clitóris já inchado e pronto para mim. Blaire gritou meu nome e caiu de cotovelos. Ela abriu mais as coxas quando enfiei a língua dentro dela, antes de passá-la pelas dobras macias novamente. Meu nome era um mantra em seus lábios. Comecei a beijar a pele macia de suas coxas, e ela estremeceu com choramingos carentes.

– Minha. Você é minha. – Levantei a cabeça e olhei para ela. – Minha. Essa bocetinha deliciosa é minha, Blaire. – Era minha.

Ela estremeceu quando pressionei o dedo em sua fenda quente.

– Diga que ela é minha – exigi.

Ela assentiu, e eu meti o dedo mais fundo.

– Diga que ela é minha – repeti.

– Ela é sua, agora mete em mim, Rush, por favor – disse ela, arfando.

Sim! Aquela era a minha garota. Sim, ela era minha. Ela precisava saber que era minha. Aquilo era meu. Ficando de pé, arranquei a calça de pijama que estava vestindo e a chutei para o lado.

– Hoje vai ser sem camisinha. Eu tiro antes. Só preciso sentir você todinha – disse a ela.

Eu jamais botaria uma camisinha entre nós novamente. Jamais queria ficar separado dela. Agarrando suas coxas, eu a levantei enquanto encaixava meu pau em sua entrada.

Não podia meter com força se ela estava sensibilizada. Meu Deus, ela devia estar muito cansada, mas eu precisava ficar com ela. Penetrei lentamente.

– Está doendo? – perguntei, me segurando acima dela.

– Está uma delícia – ela disse com um suspiro.

Eu ia machucá-la. Parei e tirei.

– Essa escada é dura demais para você. Venha cá.

Peguei-a no colo e a carreguei escada acima. Ela estava fragilizada demais naquela noite para ficar deitada nos degraus duros de madeira.

– Faz uma coisa para mim? – perguntei a ela, dando beijos em seu nariz e nas pálpebras, parado ao lado da minha cama.

– Faço – ela respondeu.

Eu a pus no chão, mas continuei segurando-a, mesmo depois de seus pés terem tocado no tapete.

– Fique de joelhos e apoie o peito no colchão. Estique os braços acima da cabeça e deixe a bunda arrebitada.

Eu fantasiara vê-la daquele jeito. Ela não perguntou por que nem discutiu. Simplesmente atendeu. Saber que ela queria me agradar com tanta facilidade aumentou meu pânico. Ela era a mulher para mim. E precisava saber disso.

Passei a mão pela bunda redonda e macia que ela me apresentou tão de bom grado.

– Você tem a bunda mais perfeita que eu já vi – eu disse enquanto a acariciava. Segurando seus quadris com firmeza e afastando mais suas pernas, penetrei com uma única estocada.

– Rush! – Blaire gritou.

– Caralho, como estou fundo – grunhi, e meus olhos reviraram nas órbitas. Melhor do que eu imaginava. Era sempre mais com ela. Sempre mais, caralho.

Comecei a ir e vir dentro dela. Ela se pressionou contra mim e agarrou punhados dos lençóis enquanto gemia e pedia por mais.

Ouvir seu prazer me fez meter com mais força. Eu não conseguia ir fundo o bastante. Queria viver ali dentro. Trancado dentro dela. A sucção apertada agarrou meu pau, fazendo meus joelhos fraquejarem. Eu estava perto. Enfiando a mão entre suas pernas, passei os dedos em sua boceta.

– Nossa, como você está molhada.

Minhas palavras bastaram. Blaire corcoveou contra mim loucamente, chamando meu nome. Precisei reunir todo meu controle para sair de dentro dela e gozar em sua bunda. Eu queria gozar dentro dela. Meu prazer misturado com o dela. Mas não podia fazer aquilo de novo. Ainda.

– Aaaaaaah! – urrei, com o pau latejando nas minhas mãos e minha porra escorrendo pelas costas macias dela. Ver a mim mesmo ali me fez sentir como eu a tivesse marcado. Eu podia me ver espalhado nela. – Gata, você nem imagina como a sua bunda está incrível agora – eu disse.

Ela caiu em cima da cama, sem conseguir mais se segurar. Virou a cabeça para o lado e olhou para mim.

– Por quê?

– Ela não havia se dado conta de onde eu havia gozado.

– Digamos apenas que eu preciso limpar você – expliquei.

Ela explodiu em uma risada e enterrou o rosto nas cobertas.

Eu adorava ouvi-la dar risada. Também adorei ficar ali parado olhando para sua bunda coberta com a minha porra. Essas duas coisas combinadas eram incríveis para caramba.

Ela precisava dormir. Eu não podia fazê-la deitar ali com a minha porra em seu corpo só porque eu era um homem das cavernas. Dando a volta, fui até o banheiro e peguei uma toalhinha úmida e morna e voltei para o quarto.

Pude ver seus olhos me acompanhando e o sorriso sonolento e satisfeito em seu rosto. Eu havia colocado aquele sorriso ali. Não sabia se ela devia trabalhar amanhã ou não, mas ela não iria trabalhar. Eu cuidaria disso. Precisava conversar com ela. Ela precisava saber.

Seu pai estava ali. Estava na hora de eu encarar a situação e brigar por ela.

Limpei o esperma do bumbum dela.

– Limpinha, gata. Pode deitar e se cobrir. Já volto.

Mas ela não se moveu. Dei a volta e olhei para seu rosto. Ela estava dormindo profundamente. Sorri diante da ideia de ela cair no sono enquanto eu a limpava. A fera possessiva dentro de mim bateu no peito.

Levantei-a até o travesseiro e a cobri cuidadosamente. Me inclinando para baixo, dei um beijo em sua cabeça.

– Vou consertar isso. Juro que vou acertar todas as coisas. Eu amo você o bastante para enfrentarmos tudo. Só preciso que você me ame o bastante. Por favor, Blaire. Me ame o bastante – pedi.

Ela não se mexeu. Sua respiração lenta e constante não se modificou. Mas eu esperava que ela tivesse me ouvido durante o sono. E que no dia seguinte ela se lembrasse.