Rush sem limites

Abbi Glines · Capítulo 20 de 37

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Rush sem limites

Capítulo 17

 

Meu coração estava batendo tão forte que o alívio que senti ao vê-la parada do lado de fora do bar, encostada no prédio, fez meus joelhos bambearem. Ela estava ali. E estava bem.

– Blaire? – chamei.

Ela estava com os braços cruzados sobre o peito meio na defensiva. Não entendi bem o que acontecera lá dentro, mas, se eu soubesse que aquele caipira projeto de caubói havia aprontado, arrancaria os braços dele fora.

– Oi – respondeu ela. Havia uma hesitação em sua voz. Algo tinha acontecido de errado. Blaire não parecia normal.

– Não estava achando você. O que está fazendo aqui? Não é seguro.

– Está tudo bem. Pode voltar lá e continuar com os seus amassos na mesa. – Ela estava com ciúmes. Porra. Mas eu queria que ela estivesse com ciúmes. Senti uma coisa boa que pareceu muito errada, mas não consegui evitar. Gostei de saber que ela sentia ciúmes de mim, embora não houvesse nenhum motivo para isso.

– Por que você está aqui? – repeti, dando mais um passo lento na direção dela.

– Porque eu quero – respondeu, olhando com raiva para mim.

– A festa é lá dentro. Não era isso que você queria? Um bar country com homens e bebidas? Se ficar aqui fora, vai perder. – Tentei melhorar o clima. Mas pela expressão no rosto dela isso não funcionou. Ela estava furiosa de verdade. Tudo porque achou que eu estivesse dando uns amassos na loura?

– Rush, não chegue mais perto – disparou. Minha nossa, ela estava brava comigo. Eu não tinha feito nada. Ela é que estava dançando com o projeto de caubói.

Dei mais um passo na direção dela. Não conseguia vê-la direito no escuro.

– Não. Quero saber o que aconteceu.

Ela estava irritada, e eu não acreditei que era tudo por causa da loura. Devia haver algo mais.

Blaire pôs as duas mãos no meu peito e me deu um empurrão.

– Quer saber o que aconteceu? Você, Rush. Foi isso que aconteceu. – Ela estava quase gritando. Então se virou e saiu pisando duro. Mas que droga!

Eu a agarrei antes que ela se afastasse mais. Não deixaria isso barato. Ela estava furiosa. Não fazia sentido nenhum toda aquela raiva, depois de já ter me visto com outras mulheres. E ela estava dançando com outro cara minutos atrás. Será que tudo havia mudado para ela também? Não era mais apenas comigo? Porque se ela quisesse ser mais do que minha amiga, eu não conseguiria dizer não. Já tinha vencido isso.

– Que papo é esse, Blaire? – perguntei, puxando-a para junto de mim.

Ela se contorceu nos meus braços, soltando grunhidos de frustração.

– Me. Solta – exigiu.

De jeito nenhum.

– Só quando você me disser qual é o problema – falei. Ela se remexeu com mais força, mas eu a segurei com facilidade. Não queria machucá-la, mas precisava compreender o porquê daquilo tudo. Tinha sido eu ou o caubói?

– Não gosto de ver você tocar outras mulheres. E detesto quando outros homens apertam a minha bunda. Quero que seja você a me tocar assim. Só que você não quer e eu preciso aceitar isso. Agora me solte!

Eu não esperava por aquilo. Ela tirou vantagem do fato de que acabara de me surpreender para cacete e saiu correndo. Não sabia onde ela achava que ia no escuro sozinha.

Blaire queria que eu a tocasse... lá. Cacete. Eu estava ferrado. Não conseguiria lutar contra isso. Mas precisava. Se quisesse nos poupar sofrimento, tinha que dar meia-volta e entrar de novo no bar. Mas, caramba, não encontrei forças para lutar. Eu a queria. Eu a queria tanto que estava pronto para fazer aquilo dar certo. Negar a mim mesmo era uma coisa, mas negar a Blaire era completamente diferente.

Não pensei. Não consegui. Apenas agi por instinto.

Fui atrás dela.

Quando cheguei perto o bastante do Range Rover, apertei o botão de destravar. Eu a tocaria essa noite. Agora. Imediatamente. E era a coisa mais burra que eu poderia fazer. Para nós dois. Mas eu não estava nem aí. Ia fazer o que queria. O que ela queria.

– Entre ou vou jogar você lá dentro – ordenei.

Ela arregalou os olhos, chocada, e entrou rapidamente no banco traseiro. Empinou aquela bundinha linda, e meu pau ficou duro na hora. Meu Deus, por que eu a desejava tanto assim? Eu não devia fazer isso. Blaire era a única pessoa que eu não poderia ter. Ela não sabia nada sobre Nan, o pai dela e eu. Esse segredo acabaria me destruindo. Ou não. Talvez ela me ouvisse. E compreendesse.

Subi no carro atrás dela.

– O que você está fazendo? – perguntou ela.

Não respondi, porque nem eu sabia exatamente. Apertei-a contra o assento e a beijei outra vez. A inocência que ela exalava era intoxicante. Blaire era pura. Não apenas o corpo, mas os pensamentos. Ela não tinha maldade. Não procurava se vingar. E confiava em mim. Logo eu, que era o maior cretino do mundo.

Agarrei seus quadris e a posicionei de modo que conseguisse me encaixar entre suas pernas. Eu precisava da conexão. Do calor. Blaire não lutou contra; fez exatamente como indiquei. Eu queria tomá-la para mim. Completamente. Mas era errado. Havia muita coisa entre nós. Coisas que ela jamais perdoaria. Coisas que ela jamais compreenderia. Peguei na barra da blusa dela.

– Tire isso – falei, puxando a roupa por cima da cabeça dela e atirando no banco da frente. A pele macia e perfeita dos seios saltava por cima do sutiã de renda que ela usava. Eu precisava ver tudo. Precisava provar tudo. – Tire tudo, Blaire. – Abri rapidamente o fecho do sutiã e tirei-o. Ela era linda. Eu sabia que seria. Mas ver os mamilos rosados duros em contraste com a pele clara e macia me fez perceber que eu não conseguiria voltar atrás. – Foi por causa disso que tentei ficar longe. Por causa disso, Blaire. Não vou conseguir parar, não agora.

Quando alguém ganha um pedaço do paraíso, simplesmente não consegue deixá-lo de lado. Minha respiração ficava mais pesada à medida que eu a puxava para mais perto e abaixava a cabeça para sugar um dos mamilos.

Blaire segurou nos meus ombros e gritou o meu nome, fazendo desaparecer qualquer resquício de controle a que eu pudesse ter me agarrado. Soltei o mamilo para acariciá-la com a língua e deixar que ela visse o haltere de prata em que estivera tão interessada.

– Você tem gosto de bala. Garotas não deveriam ter um gosto doce assim. Que perigo – sussurrei, roçando o nariz no pescoço dela e aspirando profundamente. – E o seu cheiro é incrível.

Nada poderia ter um cheiro tão bom quanto o de Blaire. Nada. Sua boca estava ligeiramente entreaberta, e ela arfava enquanto eu tocava seus seios. Aquela boca e aqueles lábios. Eu não conseguia tirá-los da cabeça. Beijar era algo que eu não fazia com facilidade. Mas só conseguia pensar nisso ali com Blaire. Ela tinha um gosto tão doce e limpo. Eu tinha sua boca só para mim quando beijava seus lábios.

Puxei os mamilos, provocando-a, e ela gemeu na minha boca. Suas mãos delicadas deslizaram por baixo da minha camisa e exploraram a minha barriga. Ela se concentrou no meu abdômen por um bom tempo, o que me fez sorrir. Blaire gostava do meu corpo. Eu lhe daria um acesso melhor, se era o que ela queria.

Peguei a camisa com uma das mãos, arranquei-a pela cabeça e a atirei longe, então voltei a beijar aqueles lábios túrgidos. Adorava senti-los contra os meus.

Blaire arqueou as costas, esfregando os seios contra meu peito nu, e eu precisei respirar fundo para recuperar o fôlego. Caramba, como aquilo foi bom. Simples, mas incrível, porque era Blaire. Tudo com ela parecia novo. Eu não queria desperdiçar nada. Queria absorver cada gemido e cada grito de seus lábios.

Eu a envolvi com os braços e a pressionei contra mim, enquanto ela me arranhava suavemente nas costas emitindo um som excitado.

– Doce Blaire – sussurrei, sugando o lábio inferior da boca dela. Adorava quanto ele era carnudo. Poderia ficar horas apenas naquela boca. Mas ela se remexia embaixo de mim e abria ainda mais as pernas. Estava com vontade, e eu sabia exatamente o que ela queria, ainda que ela mesma não tivesse certeza.

Eu queria ir com calma e degustar cada canto dela, mas seu corpinho sexy estava ficando carente, movimentando-se freneticamente. Toquei seu joelho, e ela saltou de repente, ficando paralisada em seguida. Comecei a deslizar a mão pela coxa, dando-lhe tempo de me interromper caso eu estivesse indo rápido demais.

Ela escancarou as pernas, me convidando para aquela abertura, e o cheiro de seu calor me atingiu. Meu Deus, que coisa maravilhosa. Tão, tão, tão maravilhosa. Inspirei profundamente antes de passar o dedo pelo tecido molhado da calcinha.

Blaire moveu-se abruptamente e soltou um ruído baixo. Como eu conseguiria me controlar? Aquilo era demais. O cheiro dela era delicioso, e os sons... caralho, me deixavam com tesão.

– Calma. Só quero ver se lá embaixo é tão doce quanto o resto – disse a ela, que estremeceu nos meus braços. Ela não queria que eu parasse. O estremecimento e o desespero em seus olhos me disseram tudo o que eu queria saber. Segurei o olhar e a respiração enquanto deslizava o dedo para dentro do cetim e sentia a umidade à minha espera.

– Rush – sussurrou ela com uma voz desesperada enquanto apertava o meu ombro.

– Shhh, está tudo bem. – Tentei acalmá-la.

Mas estava mesmo? Porra, ela estava encharcada, e o cheiro era inebriante. O carro inteiro tinha o cheiro da excitação de Blaire. Eu estava tão perto de gozar nas calças que chegava a ser ridículo. E ela nem tinha me tocado direito.

Enterrei a cabeça no pescoço dela e cheirei o doce perfume da sua pele, tentando ao máximo me controlar. A excitação de Blaire estava quase me matando.

– Que delícia – murmurei.

Então passei o dedo por aquela fresta quente e escorregadia, e ela reagiu com um reflexo embaixo de mim, gritando meu nome. Cacete. Ah, porra. Merda. Eu estava arfando. Não conseguia recuperar o fôlego. Deslizei o dedo para a abertura, e seu corpo me apertou, me sugando para dentro.

– Caralho. Puta que pariu. Molhadinha, quentinha... tão quentinha. E, nossa, como você é apertada. – Minhas palavras soaram tão incontroláveis quanto eu me sentia. Não deve existir nada mais incrível do que ela, caralho.

– Rush, por favor – implorou ela. – Eu preciso... – Ela não concluiu o pensamento, era tão inocente que não sabia do que precisava. Meu Deus, eu pertencia a ela. Era isso. Não poderia deixá-la ir. Não agora.

Dei um beijo em seu queixo quando ela atirou a cabeça para trás e arqueou o corpo na minha direção.

– Eu sei do que você precisa. Só não sei se vou conseguir aguentar ver quando conseguir. Você me deixou maluco, garota. Estou me esforçando muito para ser um bom rapaz. Não posso perder o controle no banco de trás de um carro, porra.

Ela balançou a cabeça, desesperada.

– Por favor, não seja um bom rapaz. Por favor.

Puta merda.

– Caralho, gata. Pare com isso. Eu vou explodir. Vou lhe dar o que você quer, mas quando eu finalmente entrar em você pela primeira vez não vai ser esparramada na traseira do meu carro. Vai ser na minha cama. – Eu não transaria com ela dentro do carro. Ela era preciosa demais para isso.

Deslizei o polegar sobre o clitóris para acariciá-lo gentilmente enquanto enfiava e tirava o dedo da entrada ávida. Ela começou a me arranhar e a arfar o meu nome. Aquilo estava me matando. Eu só conseguia pensar em como seria estar dentro daquele paraíso com ela me implorando para gozar. Porra, eu é que ia gozar.

– Isso. Goze para mim, doce Blaire. Goze na minha mão para eu sentir. Quero sentir você gozando. – Eu não sabia se ela entendia o que eu estava pedindo, mas não consegui ficar quieto.

– RUUUUSH! – ela gritou o meu nome e começou a cavalgar na minha mão enquanto pulava e estremecia. Ela me agarrou e eu a segurei enquanto repetia o meu nome. Meu mundo explodiu, e abaixei a cabeça para sentir seu aroma, sem conseguir acreditar no que havia acabado de acontecer.

– Ahhh, isso. Isso, assim. Porra, assim. Que linda você é – disse, enquanto ela soltava ondas de prazer. Quando ela começou a me soltar, um sorriso doce e letárgico tocava seus lábios. Tirei a mão do meio das pernas dela e apreciei seu cheiro antes de pôr o dedo na boca para saboreá-lo.

O gosto era ainda melhor do que eu esperava. Seria possível?

Os cílios de Blaire estremeceram, e ela olhou para mim.

Pude ver seu semblante no momento em que ela percebeu por que eu estava com o dedo na boca. O olhar chocado deu lugar a bochechas coradas. Ela tinha acabado de berrar meu nome e derreter no meu colo, mas corou ao me ver chupando seu sabor do meu dedo.

– Eu tinha razão. Essa sua bocetinha quente é tão doce quanto o resto de você – falei, só para ver seus olhos ficarem mais arregalados.

Ela os estreitou bem, sem conseguir olhar para mim.

Comecei a rir. Ela era perfeita.

– Ah, doce Blaire, o que é isso? Você acabou de gozar gostoso na minha mão e deixou até uns arranhões nas minhas costas para servir de prova. Não vá se fazer de encabulada agora. Porque, gata, você vai estar nua na minha cama antes que esta noite acabe. – E eu estava falando sério. Eu a queria na minha cama. E se isso pudesse ficar ainda melhor, não a deixaria sair.

Blaire me espiou de novo, e o interesse em seu olhar me fez conter um gemido. Não ia fazer mais nada nesse carro. Ela era boa demais para isso. Eu queria lhe dar o melhor. Inclusive o melhor do sexo.

– Vamos vestir você de novo, depois vou procurar Bethy e ver se ela quer carona ou se já encontrou um caubói para levá-la para casa – avisei.

Ela alongou o corpo como um gato, e eu fechei os punhos para não agarrá-la e beijá-la novamente.

– Está bem – concordou.

– Se eu não estivesse duro feito pedra, talvez ficasse aqui admirando essa expressão preguiçosa e satisfeita nos seus olhos. Gosto de saber que fui eu quem a provocou – sussurrei em seu ouvido.

Ela ficou tensa, então relaxou de novo contra meu corpo. Caramba, eu precisava vesti-la – e rápido.