Rush sem limites
Capítulo 21
Beijar nunca foi o meu forte. Era algo que eu raramente fazia. Mas saber quanto a boca de Blaire era pura e como seu gosto era incrível me deixava louco quando meus lábios tocavam os dela. Nunca era suficiente.
Segurei o rosto dela e a devorei. Minha cabeça gritava para ir com calma. Não devia assustá-la ou forçá-la a ir rápido demais, mas, meu Deus, eu não conseguia fazer a minha boca obedecer. O gosto de Corona no beijo me deixou com mais vontade – combinado com o limão, era viciante. Quando ela sentiu o piercing na minha língua, puxou os cabelos na minha nuca e soltou um gemido.
Porra, eu precisava ir mais devagar. Não podia comê-la em cima da pia. Blaire precisava de uma cama e de muitas preliminares. Eu não queria magoá-la. Nunca. Afastei-me um pouco de seus lábios. Gostava de sentir sua respiração quente em meu rosto.
– Venha comigo até lá em cima. Quero lhe mostrar o meu quarto. – Sorri. – E a minha cama – acrescentei.
Ela assentiu, e era tudo de que eu precisava. Soltei seu rosto e segurei a mão dela. Levaria Blaire lá para cima. Não havia regras para ela. Blaire estava em outro nível, acima de qualquer regra que eu tivesse imposto em relação às mulheres. Eu simplesmente a queria.
Puxando-a pela mão, excitado demais para voltar a beijá-la, eu a guiei escada acima. Quando chegamos ao segundo andar, olhei para ela de novo, para seu rosto corado, e parei. Só uma provinha, disse a mim mesmo, pressionando-a contra a parede mais próxima e mordiscando seu lábio inferior antes de lambê-lo e tomar sua boca de novo.
Ela derreteu com o beijo, e eu tinha quase certeza de que seria bom para ela ali mesmo. Poderia me ajoelhar e beijar entre as suas pernas até que ela gritasse o meu nome. Mas não. Não. Faríamos aquilo na minha cama.
Então me afastei dela e respirei fundo, tentando me acalmar.
– Ainda falta um lance – falei, mais para mim mesmo do que para Blaire. E, segurando a mão dela, a guiei até a porta que levava ao meu quarto. Tirei a chave do bolso. Nunca deixava meu quarto desprotegido. Gostava de manter a privacidade que eu tinha ali. De saber que ninguém poderia entrar a menos que eu permitisse.
Abri a porta, entrei e acenei para que Blaire me acompanhasse. O desejo de vê-la no meu quarto junto com as minhas coisas e compartilhar tudo com ela era quase tão poderoso quanto o de vê-la na minha cama. Nua.
Ela parou quando chegou ao último degrau e perdeu o fôlego. As grandes janelas proporcionavam uma vista para o mar que fizera com que eu me apaixonasse quando criança.
– Foi por causa deste quarto que falei para minha mãe comprar a casa. Mesmo aos 10 anos de idade, já sabia que era um quarto especial – sussurrei, abraçando-a. Adorei que ela pudesse ver isso. A vista a afetou também.
– É incrível! – exclamou, com espanto na voz. Era mesmo incrível. Mas tê-la ali comigo a tornava ainda mais impressionante.
– Nesse dia, liguei para o meu pai e disse que tinha encontrado uma casa em que gostaria de morar. Ele transferiu o dinheiro e a minha mãe comprou o imóvel. Como ela adorava a localização, era aqui que a gente passava os verões. Ela tem uma casa em Atlanta, mas prefere esta.
– Eu nunca iria querer sair daqui – confessou.
Sorrindo, dei um beijo na pele macia da sua orelha e sussurrei:
– Ah, você ainda não viu o meu chalé em Vale nem o meu apartamento em Manhattan. – Mas ela deveria ver. Eu queria que o visse também.
Dividir minha vida pessoal e meu espaço foi algo que eu sempre detestei e me recusei a fazer. Mas, com Blaire, eu estava ansioso por torná-la parte de tudo. Mesmo que eu só pudesse abraçá-la, eu queria que ela estivesse ali.
Virei-a na direção da cama king-size que ficava à direita e cobria a maior parte da parede oposta.
– E essa é a minha cama – falei, conduzindo-a pelos quadris. Senti que Blaire estava tensa, nervosa. Falar sobre o assunto e estar ali no meu quarto, de frente para a cama, eram duas coisas diferentes. Eu a desejava mais do que o ar que respiro, mas não poderia forçar a barra. – Blaire, mesmo que a gente só se beije ou converse, não tem problema. Eu só queria que você subisse aqui. Para ficar pertinho de mim.
Ela se virou para me encarar.
– Você não está falando sério. Já vi você em ação, Rush Finlay. Não traz garotas para este quarto imaginando que vão só conversar. – Se ela estava tentando me provocar, fracassou. A incerteza na voz dela me empertigou. Ela estava pensando que era apenas uma das garotas que eu comia e mandava para casa? Cacete. Como não conseguia entender que a história com ela era mais séria? Muito mais. Que ela significava mais.
– Blaire, eu não trago ninguém aqui para cima.
– Na primeira noite em que cheguei, você disse que a sua cama já estava ocupada – disse, franzindo a testa como se tivesse me flagrado numa mentira. Caramba, ela era uma graça.
– Sim, porque eu estava dormindo nela. Não trago garota nenhuma para cá. Não quero desonrar este espaço com sexo sem importância. Eu adoro este quarto – revelei, sinceramente. Mas eu a havia levado. Será que ela não compreendia o que isso queria dizer?
– No dia seguinte de manhã tinha uma menina aqui em casa. Você a tinha deixado na cama e ela desceu de calcinha e sutiã para procurá-lo – disse ela, com a voz tensa.
Que garota maluca. Ela não fazia ideia do que causava em mim. Deslizei a mão sob sua blusa e acariciei a pele macia. Sorri quando ela sentiu um arrepio.
– O primeiro quarto à direita era onde Grant dormia até os nossos pais se divorciarem. Agora eu é que o uso: levo as garotas para lá, não para cá. Nunca aqui. Você é a primeira. Bem, eu deixo Henrietta subir uma vez por semana para fazer a faxina, mas juro que não rola sacanagem nenhuma entre a gente – expliquei, sorrindo para ela.
– Me beije, por favor – pediu, agarrando meus ombros e inclinando-se para pressionar a boca contra a minha, sem esperar que eu respondesse.
Acho que foi a coisa mais doce que ouvi na vida. Me beije, por favor. Porra, essa garota ia acabar comigo. Eu queria que ela fosse minha. Que seu corpo fosse só meu. Completamente.
Deitei-a na cama e abri suas pernas para me instalar entre elas sem interromper o beijo mais doce da minha vida. Blaire agarrou minha camiseta como se quisesse arrancá-la do meu corpo. Se minha garota queria pôr as mãos em mim, eu certamente facilitaria o processo.
Afastei-me dela para arrancar a camisa pela cabeça e atirá-la longe antes de voltar à sua boca. Poderia ficar beijando Blaire por horas. Precisei agarrar as cobertas para não deixá-la completamente nua enquanto permitia que me explorasse. Suas mãos ficavam mais exigentes e corajosas. Passaram pelos meus braços, o toque quase tão leve quanto uma pluma. Mas agora esfregavam meu peito como se nada fosse suficiente. Quando seus polegares roçaram nos meus mamilos, juro por Deus que quase pirei.
Eu também queria tocar nos mamilos dela. Aqueles mamilos duros e rosados. Afastei minha boca da dela, desabotoei sua camisa e a empurrei para trás. Não tive paciência para tirá-la. Precisava dela na minha boca. Imediatamente. Quando arranquei seu sutiã, os seios grandes e deliciosos se libertaram, e eu me deleitei como um homem faminto. Passei a língua por eles apenas para ouvi-la gemer e choramingar, então chupei com força. Ela arqueou o corpo na minha direção.
Blaire ainda não estava pronta, e eu estremeci e me esforcei para recuperar o fôlego quando ela gritou de prazer ao sentir a pressão do meu pau na sua bocetinha cheia de desejo. Devia estar inchada e quente. Eu queria sentir o gosto dela. No dia anterior era tão doce. Abri o zíper da saia e a despi, puxando a calcinha para baixo enquanto olhava o rosto dela. Se ela ficasse nervosa, eu teria que ir mais devagar. Não queria assustá-la. Ela abriu a boca enquanto arfava e me observava. A confiança absoluta que vi em seus olhos acabou comigo. Eu queria que ela ficasse totalmente nua.
Acenei para que ela se sentasse. Então rapidamente tirei a camisa e o sutiã dela, deixando seu corpo lindo nu. Ela era toda minha. Aquele corpo era todo meu. Nenhum homem havia tocado... ou visto tudo aquilo. Porra. A emoção me dominou enquanto eu a tomava nos braços.
– Você nua na minha cama é ainda mais inacreditavelmente linda do que eu imaginei que seria... e você não sabe quanto eu já imaginei isso.
Seus olhos brilharam, e eu abri um sorriso. Blaire gostava que eu a elogiasse. Precisava que eu exaltasse suas qualidades. Era insegura. Aquilo tudo era novidade para ela. Queria que ela soubesse quanto era perfeita. Inclinei-me sobre ela, pressionando minha ereção latejante contra seu sexo.
– Assim! Por favor! – gritou, arranhando as minhas costas. Ela estava pronta para avançar à próxima etapa. Ia entrar em pânico quando percebesse onde eu estava prestes a colocar a boca. Precisava que ela ficasse quente e molhada para me deixar entrar.
Enquanto me abaixava, beijei sua barriga lisa e o monte quase sem pelos, que tinha um cheiro incrivelmente bom. Encarei-a antes de passar a língua com o piercing no clitóris intumescido. O grito de Blaire fez meu pau latejar, enquanto ela arqueava freneticamente o corpo para trás, agarrando os lençóis com os punhos cerrados.
– Nossa, como você é doce – sussurrei. Eu ia ficar viciado naquele sabor. Puta merda, como era bom.
– Rush, por favor – ela choramingou.
Parei de lamber.
– Por favor o quê, gata? Fale para mim o que você quer. – Ela balançou a cabeça. Os olhos dela estavam fechados, como se ela se esforçasse para recuperar o fôlego. – Blaire, eu quero ouvir você falar – pedi. Queria ouvir aquele palavreado sujo saindo de sua boca. Não devia forçar tanto a barra, mas, caramba, como eu desejava isso.
– Por favor, me chupe outra vez – ela pediu num soluço desesperado.
Cacete, foi ainda melhor do que eu esperava. Não sabia se conseguiria aguentar por muito tempo depois de penetrá-la. Comecei a passar a língua pela fenda dela com puro deleite. Se ela soubesse o poder que exercia sobre mim... Eu era capaz de dar tudo a ela. Blaire me teria de joelhos e entre suas pernas com um simples beicinho. Eu ia aproveitar aquilo.
Blaire estremeceu e gritou meu nome enquanto segurava minha cabeça contra ela, como se eu fosse deixá-la. Depois que ela gozou, peguei a camisinha ao lado da cama e abri a embalagem. Ela começava a abrir os olhos. Queria que aproveitasse o barato, mas não podia. Precisava enfiar o meu pau nela. E talvez o nirvana do orgasmo aliviasse a dor da penetração.
– Já pus a camisinha; preciso meter em você – sussurrei ao ficar entre as pernas dela. Passei a ponta do pênis no calor do sexo dela. – Caralho, como você está molhada. Vai ser difícil não entrar de uma vez só. Vou tentar me segurar, juro. – Não queria machucá-la. Porra, eu queria que fosse bom para ela, porque eu com certeza iria ao céu.
Blaire não ficou tensa como eu imaginava. Em vez disso, ela gemeu e se movimentou na minha direção enquanto eu deslizava lentamente para dentro. Ela grudava em mim e me sugava. Puta merda.
– Não se mexa. Por favor, gata, não se mexa – implorei. Meu Deus, eu não podia machucá-la, mas queria meter tudo. Encontrei a barreira que eu estava esperando e parei. Blaire sentiu e ficou tensa embaixo de mim. – É isso. Vou meter rápido, mas depois paro para deixar você se acostumar.
Abracei a cintura dela e fechei os olhos, sem poder encará-la. Não conseguiria me controlar se olhasse para o seu rosto. E eu precisava me controlar muito. Meu Deus, eu queria meter nela completamente. Com uma estocada, rompi a fina parede e mergulhei em um calor aveludado que eu nunca havia sentido antes. Ela apertava meu pau com tanta força que eu não conseguia respirar. Fiquei parado, arfando. Ela precisava se acostumar, mas eu queria muito me mexer. Precisava preenchê-la.
– Tudo bem. Está tudo bem – sussurrou Blaire.
Forçando-me a abrir os olhos, encarei-a. Precisava ter certeza de que ela não estava falando aquilo da boca para fora. Eu não queria mais machucá-la.
– Tem certeza? Porque, gata, eu quero muito continuar.
Ela assentiu, e eu a fitei enquanto recuava e metia novamente.
– Está doendo? – perguntei, usando toda a força para ficar parado e esperar.
– Não. Estou gostando – disse ela, com os olhos cheios de excitação.
Não sei se acreditei nela, mas recomecei os movimentos mesmo assim. Meu pau estava latejando. Nunca havia sentido aquele tipo de prazer. Blaire gemeu, e eu senti o coração batendo com muita força. Puta merda, ela gostava daquilo.
– Está gostando? – perguntei.
– Sim. É bom demais.
Ah, porra. Ela estava bem. Eu não precisava ficar me segurando. Atirei a cabeça para trás e soltei um gemido de prazer quando me mexi dentro dela. Eu entrava e saía da forte sucção, que, caralho, me engolia como se fosse me comer.
Blaire levantou os quadris e agarrou meus braços, vindo ao encontro das minhas estocadas. Como diabos ela sabia fazer aquilo?
– Isso. Nossa, você é incrível. Tão apertadinha. Porra, Blaire, como você é apertadinha – eu a elogiei. Ela precisava saber o quanto aquilo era incrível para mim.
Ela levantou as pernas e envolveu a minha cintura, abrindo-se ainda mais. Meu corpo afundou naquele calor, e eu comecei a tremer. Estava prestes a gozar. Tinha chegado ao meu limite. Havia um limite de quanto um homem conseguia suportar.
– Está chegando lá, gata? – perguntei. Queria que ela gozasse comigo.
– Acho que sim – respondeu, arfando ao agarrar meus braços com mais força.
Eu não ia gozar antes dela, caramba. Queria que explodisse comigo. Esfreguei seu clitóris com o polegar. A protuberância inchou ao meu toque.
– Ah! Isso, aí mesmo! – gritou Blaire, enquanto seu corpo explodia embaixo de mim.
Não sei direito o que berrei, mas um rugido rasgou meu peito enquanto a sensação mais impressionante da minha vida percorreu o meu corpo e me mandou para um lugar que eu não sabia que existia.