Sempre Foi Você

Carrie Elks · Capítulo 10 de 29

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Sempre Foi Você

Capítulo 9

 

9 de janeiro 2003

 

Richard foi até a parede de vidro que se estendia por todo o lado sul do seu escritório. O

quinquagésimo andar oferecia uma vista impressionante de Manhattan, e ele podia enxergar a

cidade até o porto. O panorama dos prédios contrastando com a beleza natural da água era de

tirar o fôlego. Tinha sido a vista que o atraíra ao escritório em primeiro lugar.

Desde que tinha tomado o controle da Maxwell Enterprises, sua vida tinha se transformado

numa repetição sem fim: acordar às cinco, correr no Central Park, tomar banho e ser levado ao

trabalho antes das sete. Ele tinha reuniões, conferências, almoços e apresentações até a noite,

e então respondia a e-mails, escrevia relatórios e lia as correspondências até tarde, chegando

em casa um pouco antes da meia-noite.

Mas, apesar do trabalho duro e da falta de sono, havia uma parte de Richard Larsen que

adorava sua nova vida – a emoção da caça e o júbilo de fechar um negócio. Isso, aliado à

certeza de que estava reconstruindo a Maxwell Enterprises, levavam-no a suportar os dias

infinitos e as noites inquietas.

O telefone tocou e ele foi até a escrivaninha, apertando o botão.

– O que é, Lisa?

– Sua mãe está no telefone. Gostaria de falar com ela?

Richard fez uma careta antes de responder.

– Claro, pode colocá-la na linha.

Alguns cliques depois, a voz suave de Caroline atravessou o fio e saiu pelo receptor.

– Richard, como você está?

– Estou bem, ocupado como sempre. Como vão as coisas com você?

– Acabei de visitar Daniel. Ele parece muito melhor. O que quer que estejam fazendo com

ele nessa nova clínica parece estar funcionando. Ele perguntou por você algumas vezes, e eu

disse que você talvez o visitasse no fim de semana.

– Tenho algum tempo livre no domingo. Acho que consigo passar lá.

– Você está livre para jantar hoje? Uma das minhas velhas amigas de Radcliffe vem nos

visitar. A filha dela está no terceiro ano de Columbia.

Ele não conseguiu deter um suspiro. O ano inteiro, a mãe o tentara convencer a jantar com

garotas diversas. Elas sempre eram filhas de suas amigas e sempre ótimos partidos. Mas ele

não tinha tempo nem vontade de jogar conversa fora com mais uma garota da sociedade.

– Hoje não, infelizmente. Tenho que trabalhar até tarde.

– Você sempre trabalha até tarde, querido. Por que não se dá uma folga?

– Não posso, estamos no meio de um negócio grande. Talvez semana que vem. Peço para

Lisa verificar minha agenda.

Quando desligou, o interfone tocou outra vez. Ele apertou o botão, perguntando-se se alguns

minutos em paz era pedir demais.

– Sim?

– Richard, tem uma jovem aqui dizendo ser sua irmã.

Ele franziu a testa, imaginando o que Ruby estaria fazendo em Nova York. Então se lembrou

de que era o aniversário de noventa anos da mãe de Claire naquele fim de semana, e que a

família toda tinha vindo para as comemorações. Como ele podia ter esquecido?

– Deixe-a entrar.

A porta abriu e Ruby entrou com um enorme sorriso no rosto. Ela crescera tanto desde que

Richard a vira pela última vez, e ele balançou a cabeça quando percebeu que sua irmãzinha

era uma adolescente. Como o tempo tinha passado tão rápido?

– Richard! – ela lançou-se sobre ele, jogando os braços ao redor da sua cintura e enfiando o

rosto no seu peito. – Não acredito que faz tanto tempo desde que a gente se viu. Você me

abandonou – tudo isso foi dito com um rosto inexpressivo, mas ele não pôde deixar de curvar

os lábios em resposta.

– Oi, tampinha – ele hesitou, examinando a expressão dela. – Ou não posso mais te chamar

assim?

– Não em público – o rosto dela ficou enrubescido, e sua voz transformou-se num sussurro.

– Mas não me importo que me chame assim quando estamos a sós. Na verdade, ainda meio

que gosto. Enfim, fui enviada aqui com uma missão importante – o tom de Ruby ficou sério. –

Estou aqui para chamá-lo para o almoço, e então preciso fazer biquinho até que diga sim,

porque mamãe diz que sou irresistível quando imploro.

– Onde eles estão, afinal? – agora que sabia que estavam aqui, na sua cidade natal, ele

percebeu que estava desesperado para ver a família.

– Papai tem uma reunião no banco e vai nos encontrar no restaurante, e mamãe e Hanna

estão fazendo compras.

– Hanna está aqui?

– Sim, mamãe deu o voo pra ela como presente de Natal. Ela tem que voltar pra

universidade na semana que vem, então é a última chance dela de se divertir.

– Como ela está? – eles tinham trocado e-mails, mas desde que ela terminara com Josh,

Richard não conseguia encontrar o tom certo para usar com ela.

– Parece estar bem melhor agora. Ela passou a maior parte do verão chorando, e até eu

reparei que perdeu peso, e eu nunca presto atenção nessas coisas. Mas desde que veio passar

o Natal em casa parece estar bem mais feliz.

Por algum motivo, aquilo o fez sorrir.

 

***

 

Quando chegaram em La Trattoria, o resto da família já estava sentado ao redor da grande

mesa redonda. Os olhos de Richard imediatamente buscaram Hanna. Assim que viu o rosto

dela, a pegou olhando-o de volta, com uma expressão muito estranha no rosto.

– Oi, filho. Quanto tempo! – Steven levantou-se e jogou os braços ao redor de Richard,

abraçando-o apertado. Ele deu alguns tapinhas nas suas costas num gesto aperfeiçoado por

pais em todo o mundo. Eles tinham se visto outras vezes no ano anterior, e Richard ainda achava difícil se lembrar da reunião sentimental que tiveram quando Steven viera para Nova

York assim que pôde depois do 11 de setembro. Ver o pai chorando abertamente no aeroporto,

em público, tinha deixado Richard desconfortável, mas na época todos estavam demonstrando

as emoções, todos estavam com os sentimentos à flor da pele.

Claire levantou-se e juntou-se ao abraço, deixando apenas Hanna sentada, encarando-o com

um sorrisinho nos lábios. Richard foi até ela, estendeu uma mão e puxou-a para perto.

– Oi – ele sussurrou no cabelo dela enquanto a segurava contra o peito. As mãos dela

circularam sua cintura, e seu punho fechou-se na jaqueta dele.

– Oi – ela sussurrou de volta baixinho.

– Como você está?

– Bem, obrigada. E você? Claire me disse que virou um workaholic.

– Não tenho escolha, na verdade.

– Bem, talvez eu possa tentar curá-lo disso nos próximos dias.

– Me deixou intrigado. Estou livre hoje à noite – ele ficou surpreendido com o convite; de

jeito nenhum conseguiria terminar a apresentação naquele dia, e realmente precisava

acrescentar uns toques finais.

– Tenho que jantar com meu pai às sete. Talvez a gente possa se ver depois? – o tom

esperançoso dela fez Richard sorrir.

– Por que não me encontra no escritório e me dá uma chance de terminar umas coisas?

Podemos ir beber em algum lugar ou algo do tipo.

Mais tarde naquela noite, Richard ainda estava desligando o computador quando Hanna

chegou. Ele ergueu os olhos, encontrando-a de vestido preto, maquiagem natural e um longo

cabelo castanho.

– Há quanto tempo você abandonou o visual gótico?

Hanna riu.

– Não sou gótica desde a faculdade. Ainda prefiro roupas casuais, mas não quero causar um

ataque do coração no meu pai.

– O vestido fica bem em você – a peça agarrava-se ao seu corpo em todos os pontos certos,

e a bainha caía até o meio da coxa, expondo suas longas pernas.

– Você mudou seu estilo também – ela foi até ele, um sorrisinho dançando nos lábios, e

parou à sua frente. Erguendo a gravata dele, passou os dedos pela seda macia. – Não acho que

esse terno veio da Marks and Sparks.

– Marks and Spark’s? – Richard balançou a cabeça, confuso.

– Marks and Spencer. Tenho quase certeza de que eles não vendem Gucci lá.

– Você reconheceu o designer?

Ela riu alto, ainda segurando a gravata, lentamente puxando-o para perto até que seus rostos

quase se tocaram. Colocando a boca perto da orelha dele, ela respirou devagar.

– Nathan me disse que você não usa outra coisa.

Merda, ele estava ficando excitado só de sentir a respiração dela em sua pele. Não sabia se

devia se render ou se afastar. Hanna tomou a decisão por dele, movendo-se para se sentar na

cadeira ao lado da mesa dele.

– Como vai a vida corporativa? Você parece ótimo – ela encarou o terno outra vez.

Richard fechou o laptop e se virou para olhá-la.

– Sabe, eu adoro, na verdade. Estou aprendendo rápido, as pessoas ouvem quando falo, e faço as coisas acontecerem. Daqui a uns três anos, há uma chance de eu saber o que estou

fazendo.

– Então não se arrepende de não ter ido para São Francisco? – ela inclinou-se para a frente,

apoiando os cotovelos na mesa e encostando o queixo nas mãos.

– Tento não pensar sobre isso. Meu lema agora é olhar para o futuro. Falando nisso, quais

são seus planos pra depois da formatura?

Hanna abriu um sorriso largo, os olhos brilhando enquanto pensava no próprio futuro.

– Recebi uma oferta na Music Train, onde fiz um estágio no verão passado.

– Uau, que ótima notícia! Devíamos comemorar.

– Sim, devíamos – ela concordou.

Richard levantou-se e pegou-a pela mão. Eles foram até o elevador, ansiosos para sair do

escritório e finalmente passar um tempo juntos.

Depois de alguns drinques, ele conseguiu fazê-la se abrir sobre Josh. Richard não sabia por

que estava tão interessado em ouvir sobre a separação – se era preocupação genuína por ela

ou se só queria uma confirmação de que estava tudo acabado. De qualquer jeito, ficou sentado

com Hanna, o braço jogado sobre os ombros dela, e ela encostada contra ele, o rosto

contorcido enquanto tentava explicar suas emoções.

– Ele ficou dizendo que só dormiu com ela porque tinha medo dos seus sentimentos por

mim. Que achou que eu não estava comprometida com o relacionamento e queria me mostrar

que não se importava. Que tinha mudado de ideia e que tinha sido um erro enorme e que ele

estava completamente bêbado. Nem quis me dizer se foi uma vez só ou se o caso já rolava há

algum tempo.

Richard fez uma careta. Conhecendo a falta de sinceridade de Josh, devia ser a segunda

opção.

Hanna virou-se para olhar Richard direto nos olhos. Seu rosto estava apenas a alguns

centímetros dele, e ele podia ver a intensidade de suas emoções sob o tom chocolate dos olhos

dela. Quando abriu a boca para responder, ficou paralisado pela intimidade que se

desenvolvia entre eles. A expressão dele suavizou enquanto ele a encarava, observando a pele

dela reagir à proximidade e a cor subir às maçãs do rosto.

Alguns instantes se passaram à medida que eles se olhavam, e ele podia sentir um desejo

familiar começar a se agitar no estômago. Lentamente, hesitante, ele estendeu a mão e passou

os dedos pelo rosto dela. Ela continuou encarando-o, sem piscar.

– Acho que precisamos ir – a voz dela estava embargada. Seu pescoço movia-se enquanto

ela tentava engolir.

O coração dele despencou.

– Levo você pra casa.

– Quero ir pra casa com você – ela pareceu surpresa com as próprias palavras. Suas

sobrancelhas ergueram-se e o rosto ficou ainda mais corado.

– Hanna… – ele queria se chutar pela hesitação, mas se recusava a ser o cara que ela usaria

para superar o namorado. – Não sei se é uma boa ideia.

– Richard, é uma ideia magnífica – ela pôs a mão na nuca dele, puxando seu rosto para

perto. Hanna hesitou quando seus lábios estavam a milímetros dos dele. Com a proximidade,

ele podia sentir a respiração rápida dela, e aquela tensão familiar começou a se agitar nele.

O calor da respiração dela banhava sua pele e Richard fechou os olhos, tentando se lembrar da última vez que seu corpo se sentira tão vivo. Os dedos de Hanna continuavam a brincar

com o cabelo na sua nuca, enviando arrepios pela sua coluna e tornando quase impossível

resistir.

– Vamos.

 

***

 

Quando entraram no apartamento, Richard jogou o terno numa cadeira no corredor,

estendendo a mão para tirar o casaco de Hanna dos ombros dela.

– Quer beber alguma coisa?

– Um copo d’água seria bom.

Ele não se moveu, só ficou parado a alguns passos dela, com um meio sorriso, enquanto

seus olhos verdes encaravam os dela.

– Realmente quer água?

– Eu adoraria um copo d’água, Richard. Na verdade, passei o dia inteiro sedenta por um

gole de H O. 2

– Não quer vinho, não quer um drinque… você quer água – o tom dele era neutro, embora

algumas rugas no canto dos olhos revelassem seu divertimento.

– Se vai ser chato, o que eu quero mesmo é uma xícara de chá. Mas você é americano, então

decidi ir com calma.

– Eu tenho chá.

– Não acredito em você – ela pôs as mãos nos quadris, abrindo um sorrisinho quando as

sobrancelhas dele se ergueram. A expressão dela dizia “Quero só ver”.

– Tenho chá, tenho leite, e tenho uma chaleira em algum lugar. Minha madrasta é anglófila,

Hanna. Então, gostaria de uma xícara de chá?

Em vez de se mover na direção da cozinha, ele deu um passo à frente, aquele sorriso torto

ainda no rosto. Richard estendeu a mão para tocar o braço dela. Seu dedo traçou uma linha de

fogo, descendo do ombro até o cotovelo, a suavidade do toque fazendo-a sentir um arrepio até

a base da coluna.

– Acho que posso tomar o chá depois.

– É mesmo? – ele fechou a distância entre eles, seu corpo a centímetros do de Hanna. Pôs

uma mão aberta nas costas dela, e seu calor passou pelo tecido fino do vestido. Por um

momento, eles ficaram imóveis, e Hanna podia sentir o corpo começar a vibrar em reação à

proximidade. Ela ergueu a cabeça e olhou diretamente nos olhos dele, sem saber se estava

desafiando ou implorando.

– Sim – ela não tinha certeza se estava respondendo à questão, ou só incentivando-o a se

mover.

Tudo parecia diferente, e tudo parecia o mesmo. Ele era o velho amigo dela, alguém com

quem tinha rido e brincado e beijado. Mas o Richard à sua frente era todo homem. E aquele

terno… Deus, aquele terno! Quando colocou os olhos nele, pela primeira vez, no restaurante,

foi como se seu corpo tivesse pegado fogo. Ela estava presa em algum lugar entre

familiaridade e agitação, sentindo-se estranhamente ansiosa, embora ao mesmo tempo

soubesse que, não importava o que acontecesse, ela não se arrependeria daquilo.

– Tem certeza? – a mão dele puxou-a para perto, reduzindo o espaço entre eles, até que o peito dela tocava o abdômen dele, o resto do seu corpo quase em contato com o dele. Ela não

podia ver o rosto de Richard, seus olhos chegando apenas até a base do seu pescoço,

levemente exposto pelo colarinho aberto da camisa branca.

– Completamente.

Ela queria entrar sob a pele dele, inalar seu cheiro. Suavemente, pressionou os lábios na

parte exposta do peito dele. Então com mais força, puxando de leve a pele, arrastando a língua

pela cavidade macia sob o colarinho da camisa.

– Hanna… – a voz dele falhou, e ele pôs o dedo sob o queixo dela, inclinando seu rosto

para cima enquanto ele abaixava o dele até eles se encontrarem no meio. Ela pousou as mãos

nos seus ombros, os dedos abertos contra o branco da camisa, usando-os como apoio para

fechar a distância entre os lábios deles.

Quando só havia um milímetro entre eles, ela sentiu-o suspirar. Então a boca de Richard se

lançou na dela, toda gentileza esquecida na necessidade de tocar, sentir, consumir. Sua mão

apertou a nuca dela, puxando-a para perto até que seus dentes quase rasparam, a boca dela

abrindo-se assim que sentiu a ponta da língua dele correndo sobre seus lábios.

Ela acariciou o rosto dele, tocando a barba não feita. Sua mente estava febril enquanto

empurrava o corpo contra ele, querendo sentir sua reação, torcendo para que ele estivesse tão

excitado quanto ela.

– Jesus – ele afastou a boca dela, inclinando-se para conseguir olhar seu rosto. Sua mão

ainda estava no rosto de Hanna enquanto a observava, a intensidade do olhar deixando-a sem

fôlego. – Hanna, isso é… – ele balançou a cabeça, sem conseguir articular os pensamentos.

Ela sentiu a necessidade de se justificar.

– Sei que a gente não devia fazer isso. E sei que você provavelmente acha que eu só quero

superar Josh. Mas passei o dia inteiro pensando sobre isso, e só fiquei com ele para superar

você…

– Dá pra parar de falar sobre Josh quando estou tentando te seduzir?

– Desculpe – Hanna internamente se chutou, perguntando-se por que tinha mencionado o

nome dele. Se Richard tivesse falado de uma ex naquela situação ela teria ficado louca.

– Vem aqui – ele moveu as mãos e apertou as dela, dando passos para trás até atingirem o

sofá, aquele sorriso ainda nos lábios. Hanna caminhou silenciosamente pelo piso de madeira,

então parou enquanto ele se deitava no sofá, puxando-a para cima dele.

Ela precisou erguer o vestido para conseguir colocar suas pernas dos lados dos quadris

dele, e de repente percebeu que estava no controle. Richard estava deitado embaixo dela,

olhando para cima, esperando que ela tomasse a iniciativa. Ela adorou o fato de ele estar

disposto a deixá-la estabelecer o ritmo e conduzi-los.

Acomodando-se no colo dele, ela abriu os botões da camisa um por um, até que o peito dele

fosse revelado. Descendo a mão pelo abdômen, sentiu os músculos duros e as linhas da

barriga enquanto ele se enrijecia sob seu toque. Ele estava respirando com esforço, o corpo

movendo-se para cima e para baixo sob a mão dela, enquanto Hanna descia até a fivela do

cinto.

– Posso? – ela ergueu os olhos para ele, encontrando os dele quando ele a encarou. Richard

estendeu a mão e agarrou o pulso dela, detendo seu movimento.

– Espere – ele ergueu-se até se sentar, aproximando o rosto dela. – Quero ver você

primeiro – ele puxou a bainha do vestido e ela endireitou-se enquanto ele o erguia sobre a barriga e sobre os braços dela, até que ela estivesse sentada sobre ele usando apenas sutiã e

calcinha.

Um gemido abafado escapou dos lábios dele. Ele passou os braços ao redor dela, soltando

o sutiã. Tirando a própria camisa, jogou-a no chão junto com o vestido dela. Então, tomou as

mãos dela e trouxe-a contra ele até que os peitos nus deles se tocaram. Pele contra pele, a

sensação do corpo dele no dela fez os mamilos dela se enrijecerem. Ele pôs os lábios nos

peitos dela, chupando um de cada vez, usando a língua até ela começar a suspirar.

Ela estava tentando abrir a fivela dele outra vez, e quando finalmente conseguiu, passou

para os botões da calça, os dedos tremendo enquanto tentava abri-la. Ela sentiu-o sorrir contra

sua pele enquanto descia as mãos para ajudá-la, rapidamente abrindo a calça e jogando-a no

chão.

Movendo-se para cima dela, ele alinhou seus corpos, e Hanna podia sentir sua ereção

através do tecido da cueca enquanto ele se esfregava contra ela. Naquele momento ela só

conseguia pensar que precisava senti-lo dentro dela.

– Richard, por favor…

Ela girava os quadris contra ele, e ele inclinou-se para beijá-la outra vez. Sua mão direita

foi para baixo dela para apertá-la e ele se esfregou contra ela mais um pouco.

– Eu preciso…

Ele pôs os lábios num ponto no seu pescoço bem abaixo do maxilar. Era tão sensível que

ela quase gritou de prazer.

– Deixe eu cuidar de você.

Apoiando-se nos joelhos, ele passou as mãos pelos lados do corpo dela até chegar na

calcinha, puxando-a para baixo. Assim que a tirou, ele apertou as pernas dela e puxou-a para

perto, os lábios tocando a parte interna das suas coxas enquanto se moviam para cima, até

começar a beijar e chupar, fazendo Hanna se contorcer com a sensação. Deixando a cabeça

cair para trás, ela moveu a mão para baixo, entrelaçando os dedos no cabelo suave e grosso

dele enquanto o sentia se mover, o prazer das vibrações chegando ao seu cerne.

Quando ela estava próxima do clímax, ele afastou a boca e, pelos olhos semicerrados, viu-o

se inclinar para pegar uma camisinha do bolso da calça jogada e colocá-la. Aproximando-se

de novo, ele alinhou o corpo deles e penetrou-a com um movimento suave dos quadris, a

sensação súbita de plenitude levando-a ao clímax, e todo seu corpo enrijecendo em reação ao

orgasmo. As costas dela arquearam-se contra ele enquanto ele a segurava, beijando-a sem

parar enquanto ela ofegava na sua boca.

– Caralho – era Richard. A mente de Hanna estava tão cheia que ela estava tendo

dificuldade em lembrar o próprio nome, muito menos articular palavras. – Querida, está

pronta? – ele perguntou.

Ela assentiu, sem conseguir falar. Deixando-a cair de volta no sofá, ele agarrou seus

quadris, os dedos enfiados na pele macia enquanto começava a se mover dentro dela, os

lábios nunca deixando os dela, cada movimento pontuado por respiros suaves que faziam o

coração de Hanna martelar dentro do peito.

Ela passou os braços ao redor dele, as mãos descendo até sua bunda, sentindo os músculos

flexionarem-se enquanto ele se movia. Hanna implorou para ele se mover mais rápido, mais

forte, enquanto o puxava para perto. Ele estava ficando sem fôlego, e afastou a boca para

inspirar. Ela olhou bem para a expressão dele, os olhos verdes escuros de tesão, o rosto demonstrando o prazer que estava sentindo. O corpo dela formigava com pequenas explosões

de êxtase descendo até seus pés, fazendo os dedos se curvarem.

– Deus, Hanna, eu vou…

– Quero sentir você gozar – as palavras eram apenas um sussurro, mas ela queria que ele

tivesse tudo, que se sentisse tão bem quanto ele a fizera se sentir. Os movimentos tornaram-se

erráticos e duros, até que ele parou de repente, um gemido profundo saindo da sua boca.

Deixando o corpo cair sobre ela, Richard beijou-a com força enquanto se movia mais algumas

vezes.

Hanna apertou-o, incapaz de deixá-lo ir, de deixá-lo se afastar dela quando ela estava se

sentindo tão exposta. Como se entendesse a vulnerabilidade dela, ele começou a mover os

lábios contra seu rosto, seu pescoço, murmurando palavras doces enquanto eles lentamente

voltavam à realidade. Ela passou os dedos para cima e para baixo da coluna dele, amando a

sensação do corpo dele no dela, sem se importar que ele a estivesse esmagando. Ela sentiu-o

sair dela aos poucos, os lábios ainda na sua pele, a mão movendo-se para proteger a

camisinha.

– Preciso cuidar disso – ele levantou-se e foi até uma porta no outro lado do apartamento

que ela supôs ser o banheiro. Sozinha no sofá, ela estava ciente da sua nudez, mas não estava

com vontade de colocar a calcinha e o vestido. Não estava disposta a admitir que a noite

chegara ao fim. Em vez disso, tirou a camisa dele da pilha de roupas jogadas, colocando os

braços nas mangas e fechando alguns botões para manter alguma aparência de recato. A porta

do banheiro fez um clique e ela ergueu os olhos, vendo Richard aproximar-se, uma pequena

toalha branca enrolada nos quadris e um sorriso nos lábios enquanto os olhos dele se

escureciam em resposta à roupa dela.

– Gostei da camisa.

– Obrigada. Gostei da toalha.

– Obrigado – ele estava na frente dela, e ergueu-a até que ela estivesse firmemente em seus

braços, o corpo envolvendo o dela num abraço. Ele enfiou o rosto no cabelo dela e murmurou:

– Vou fazer aquela xícara de chá agora.