Sempre Foi Você

Carrie Elks · Capítulo 26 de 29

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Sempre Foi Você

Capítulo 25

 

1 o de junho de 2012

 

– Tente ficar parado – Hanna pediu a Matty, tentando em vão fechar a fralda dele antes de

colocar seu pijama. Matty riu, mexendo as pernas no ar como se estivesse andando de

bicicleta, tentando rolar para longe da esteira. Ela bateu de leve no bumbum dele, inclinando-

se para soprar sobre sua barriga, a pele macia vibrando alto sob seus lábios.

– Não! – ele contorceu-se outra vez. – Não isso.

Hanna parou de fazer cócegas e ergueu a cabeça.

– Não isso? – ela tentou esconder a animação; não conseguia se lembrar de ele ter falado

duas palavras juntas antes. Até agora, sua comunicação limitava-se a frases de uma palavra.

– Não – Matty foi firme.

– Vamos preparar você pra cama, então – ergueu-o até que ele estivesse de pé, abrindo as

pernas da calça do pijama e ajudando-o a entrar nela. – Você precisa dormir, homenzinho.

– Não dormir – ele não parava mais, e ela riu. Mal podia esperar para contar a Richard

sobre aquela nova habilidade.

– Isso mesmo, Matty. Não vamos dormir ainda, não até o papai chegar em casa – ela passou

a blusa sobre a cabeça dele e puxou-a para baixo. – Mas daí você definitivamente vai dormir.

Assim que terminou de vesti-lo, Matty escapou das mãos dela e saiu correndo pelo chão

claro de madeira até a janela ampla do outro lado do quarto. O sol do fim da tarde aquecia seu

rosto, dando-lhe uma tonalidade dourada, e ele pulou para cima e para baixo, apontando os

carros na rua lá embaixo.

Um som alto vindo do corredor fez Hanna se virar da janela, a testa franzida em

consternação. Um instante depois ela ouviu a voz de Richard.

– Hanna? Matty? – ele estava quase frenético. Ela mal tinha levantado quando ele entrou

correndo no quarto de Matty, sem fôlego, o peito subindo e descendo rapidamente. Richard foi

direto até eles, puxando-a para um abraço, apertando a figura magra de Hanna com seus

braços fortes.

– Graças a Deus – ele enfiou a cabeça dela sob o queixo. – Tive uma sensação horrível de

que você tinha ido embora.

Aquilo não era bom. Ela pôs os braços ao redor dele e hesitantemente esfregou suas costas.

– Para onde eu iria?

Matty correu para eles, dando gritinhos de alegria. Richard abaixou-se e pegou-o com o

braço direito, puxando Hanna para perto com o esquerdo. Ele inclinou-se até que a testa deles

se tocou, seus olhos a centímetros dos dela. Ela podia sentir a respiração quente dele sobre

seu rosto.

– Richard, o que aconteceu?

Matty agarrou o rosto de Richard e afastou-o de Hanna, inclinando-se para pressionar a

própria testa nele.

– Pa – ele pôs as mãos gordinhas nas bochechas do pai, rindo quando Richard roçou os

cílios nos dele.

Richard inalou profundamente, conseguindo controlar a respiração. Ele beijou Matty outra

vez antes de colocá-lo no chão, virando-se para encarar Hanna, uma expressão de medo

contorcendo suas feições.

– Liguei pro meu advogado hoje, perguntei se podia colocar algum tipo de ordem de

restrição em você para impedi-la de deixar o país – era como se ele estivesse admitindo um

pecado mortal. Hanna deu um passo para trás, tentando entender por que seu coração batia

mais rápido.

– O que ele disse?

– Ele disse que eu precisava falar com um psicólogo – a risada de Richard foi seca e fria. –

Então falei. Falei com uma pessoa.

– Ah – o coração dela estava acelerado. Hanna se perguntou se era medo ou atração.

– Hanna, realmente fizemos tudo errado – a voz dele estava rouca e profunda. Ele estendeu

a mão e passou pelo cabelo dela, fazendo as pontas ficarem em pé. – Não temos confiança.

– Eu confio em você – a voz dela soou fraca.

– Não confia. Se confiasse em mim, nunca teria me deixado, nenhuma das vezes – hesitante,

ele traçou a bochecha dela com a ponta dos dedos. – Você nunca confiou no meu amor por

você.

– E você não confia que eu ficarei – Hanna começou a cutucar a pele ao redor das unhas,

sentindo-se desanimada. Ele estava certo; a falta de confiança era como uma enorme montanha

entre eles. – O que o psicólogo disse?

Richard sorriu.

– Que eu preciso de terapia intensa e cara.

Hanna não conseguiu evitar uma risada.

– Mas sério, não importa o quanto eu queira, não posso algemá-la ou abrir um processo

contra você – ele parou por um momento antes de continuar. – Se você não quiser ficar, nada

que eu fizer poderá mudar isso.

– Richard, eu…

Ele ergueu uma mão.

– Por favor, me deixe terminar. Quando estava falando com o psicólogo, percebi algo sobre

mim mesmo. Eu posso ter dito que amo você, mas nunca a convenci de verdade de que você

merecia ser amada. Quando você foi embora, foi porque achou que eu queria, ou merecia, algo

mais. E em ambas as vezes, você estava errada.

Matty se entediou da conversa e correu para a caixa de brinquedos, tirando seu bichinho de

pelúcia preferido.

– E você merece mesmo.

Richard balançou a cabeça.

– Não é você quem decide o que eu quero ou o que eu preciso. Preciso deixar uma coisa

muito clara pra você antes que a gente comece a falar sobre o futuro – ele balançou-se nos

calcanhares. – Eu te amei desde o dia em que a gente se conheceu. Sempre te amei, mesmo

quando estava longe e eu não podia te ver – aproximou-se dela, a mão acariciando seu pescoço. – Se quiser ir embora, não vá porque duvida do meu amor por você. Vá porque não

me quer ou porque quer algo melhor para si mesma. Eu amo você, Hanna Vincent. Sempre

amarei e o que eu mais quero é tê-la na minha vida.

Hanna sentiu os lábios tremerem quando ele enfiou os dedos pelo seu cabelo. Ela sabia que

iria chorar, mas antes de desabar nos braços dele, precisava dizer algo também.

– Richard… – a voz dela falhou e as lágrimas começaram a cair antes que ela estivesse

pronta. – Eu não vou a lugar nenhum – ela olhou para Matty, notando que ele estava

completamente absorto, fazendo uma brincadeira estranha com o ursinho de pelúcia, erguendo

e deixando cair no chão. Hanna cobriu a mão de Richard com a sua, sentindo o calor dos

dedos dele na sua pele. – Cometi tantos erros, mas não vou submeter Matty a mais um. Ele

merece conhecer você e estar com você. Eu jamais poderia tirá-lo de você.

Ela olhou-o através dos cílios grossos, notando que a boca dele continuava curvada para

baixo.

– E, mais do que isso, não quero ir. Quero estar com você, quero que a gente seja uma

família – ela olhou para o chão, tentando encontrar as palavras certas. – Também te amo. Tanto

que me faz chorar – ela riu através das lágrimas, sentindo-as cair no queixo. – Só vou embora

se você me disser para ir.

– Eu nunca vou dizer pra você ir – ele sussurrou, enxugando as lágrimas dela.

– Então pode levar as algemas de volta pra loja – ela olhou para baixo de novo, sentindo-se

corar quando pensou em outros usos para elas. Richard riu, como se soubesse exatamente em

que ela estava pensando.

Ele passou o polegar no pescoço dela uma última vez antes de se afastar, sorrindo.

– Eu pretendia dizer tudo isso no jantar. Acho que me adiantei um pouco.

– Precisava ser dito – ela sentiu o coração ficar mais leve no peito. – Estou feliz por você

ter dito.

Um sorrisinho dançava sobre seus lábios.

– Bom, vou preparar um banho pra você, colocar Matty na cama e fazer o jantar. Não saia

do seu quarto até eu chamar, ok?

Ela estreitou os olhos.

– O que está planejando, sr. Larsen?

Richard deu uma batidinha no nariz e piscou.

– A paciência é uma virtude, srta. Vincent.

 

***

 

O banho estava morno e perfumado e ela demorou para se convencer a sair. Seus olhos

estavam relaxados e pesados; seus membros soltos, como se alguém tivesse tirado seus ossos.

Ela inclinou-se e apagou as velas, finalmente se sentando. A água balançava ao redor da sua

cintura, as gotas secando no seu corpo. Hanna pisou no tapete felpudo, puxando uma toalha

bege macia ao redor do peito.

Ela escolheu um vestido preto simples; curto o suficiente para mostrar suas pernas ainda

jovens da melhor maneira possível, mas longo o bastante para não constrangê-lo, se é que ele

notaria. Secou o cabelo rapidamente, cansada de se arrumar, e prendeu-o num coque antes de

aplicar um pouco de maquiagem natural.

Uma batida na porta do quarto a fez levantar do banco de veludo e atravessar o tapete

macio do quarto. Ela olhou no espelho na parede ao lado da cama, notando como as sombras

sob os olhos estavam profundas, e se perguntou se eram da exaustão ou um sinal da idade.

Quando abriu a porta pesada de carvalho, viu Richard usando uma camisa azul-clara e uma

calça cinza-escura. Sua camisa estava aberta no pescoço e seus olhos percorreram a pele dele

onde o pescoço encontrava o peito, seguindo os pelos esparsos que levavam para baixo.

Ela engoliu. Com força.

– Pronta? – o canto esquerdo da boca dele curvou-se num sorriso torto. – Ou ia me convidar

para um café?

Hanna deu uma gargalhada.

– Vai ser esse tipo de encontro?

– Sinceramente espero que sim – ele pegou a mão dela. – Mas primeiro preciso alimentá-la.

Ele levou-a para o corredor, e ela caminhou com pés descalços sobre o chão de madeira

claro. Richard ergueu as mãos e colocou-as sobre os ombros dela, os olhos correndo pelo seu

corpo.

– Você está linda.

Ela sorriu.

– Obrigada. Você não está mal também – repreendeu-se pelo eufemismo do ano. A camisa

de algodão agarrava-se ao corpo dele, revelando os músculos em todos os lugares certos. A

calça caía dos quadris de um jeito delicioso.

– Obrigado – parecia que ele queria dizer mais alguma coisa, mas, em vez disso, virou-se,

guiando-a até a sala de jantar, o braço sobre os ombros dela. Hanna inclinou-se para ele, e o

corpo dele a esquentou através do tecido fino das roupas.

Uma toalha branca e pesada tinha sido posta sobre a mesa. Os talheres estavam arrumados

com cuidado, duas taças de vinho à frente de cada prato. No meio, um candelabro de prata

segurava três velas, a haste refletindo a luz das chamas. Richard puxou a cadeira dela e Hanna

sentou-se, deixando que ele a empurrasse para a frente.

– Isso está incrível – Hanna olhou ao redor da sala, os olhos arregalados de animação. –

Você não tinha que fazer tudo isso.

– Eu queria – a voz dele estava embargada. Ele foi até o aparador e tirou os pratos do

aquecedor. – Disse pra você que queria fazer isso direito.

Quando se sentou à frente dela, ele estendeu a mão para uma garrafa de Merlot, enchendo a

taça de ambos. Hanna se perguntou quem ele pretendia deixar bêbado: ela ou ele próprio.

– Matty dormiu rápido? – ela perguntou, erguendo o garfo e espetando um pedaço de

cenoura.

– Sim. Ele já estava dormindo antes que eu chegasse à segunda página do livro. Deve ter

ficado esgotado no parque.

Ou talvez soubesse que seus pais precisavam de um tempo a sós.

– Você é tão bom com ele – ela olhou para cima. – Obrigada.

Richard deu de ombros.

– Sou o pai dele.

– Eu sei, me lembro de quando o concebemos – imediatamente, ela sentiu o rosto queimar.

Queria se bater na cabeça pelo comentário inapropriado. Ela pegou a taça de vinho e inclinou

a cabeça para beber um longo gole.

– Eu também – Richard respondeu suavemente.

Ela não podia olhar para ele. Não podia. Mas seus olhos se ergueram como que puxados

por ímãs, e ela mordeu o lábio numa tentativa de impedir o fluxo das palavras.

– Estou tão envergonhada – ela admitiu, fazendo Richard rir.

– Não fique. Você sempre foi honesta. É uma das coisas que amo em você.

Amo. Ela sentiu-se atordoada outra vez, querendo despejar a garrafa inteira de vinho na

garganta. Seu corpo estava tenso em antecipação.

– Sabe, eu estava pensando hoje, entre falar com o advogado e o psicólogo, que somos

essencialmente um velho casal – ele ergueu a garrafa de Merlot e encheu as duas taças. –

Moramos juntos, temos um filho juntos e passamos as noites discutindo até tarde sobre as

coisas que nos preocupam – ele olhou-a através de cílios grossos e escuros. – Só falta o sexo.

Hanna cuspiu, babando um pouco de vinho. Ela ergueu o guardanapo para os lábios e

enxugou a boca, querendo se esconder atrás dele.

– E o anel – Richard continuou. – Também falta o anel.

– Não se esqueça do álbum de casamento. Podemos olhar e lembrar como nossas famílias

brigaram e nos odiaram, e acabaram jogando pratos uns nos outros – ela sorriu para ele. –

Nenhum casal está completo sem isso.

Richard ergueu as sobrancelhas.

– Não estou brincando. Sei que temos muito o que resolver, mas pretendo me casar com

você. Quero que você e Matty sejam Larsen.

Hanna queria também. Queria tanto que quase não conseguia imaginar. Ela achava que

poderia morrer se aquilo fosse tirado dela agora. Podia ver tão claramente: o anel em seu

dedo, os beijos antes dele sair para o trabalho, sua chegada em casa, ele pegando Matty nos

braços, indo até ela e beijando-a até que ela ficasse sem fôlego.

Os bebês.

Ela precisava se acalmar. Estava se adiantando. Eles tinham que ir devagar – pelo bem de

Matty e de cada um. Nenhum dos dois deveria pular no fogo sem se preparar para a

queimadura.

– Eu gostaria que fôssemos seus – era uma noite de verdades. Ela não se esconderia mais

atrás das suas inseguranças. A vida tinha lhe ensinado que isso só levava a problemas e

tristezas.

O sorriso de Richard estava largo, seus olhos tão úmidos quanto os dela quando ele a

olhou. Ele tocou a mão dela, correndo os dedos até seu pulso. Sua pele irrompeu em arrepios,

os pelos curtos erguendo-se enquanto ela fechava os olhos, sentindo a intensidade da conexão.

Eles terminaram a refeição, levando os pratos e talheres para a cozinha e enchendo a lava-

louças juntos. De vez em quando, Richard tirava algo dela, deixando a mão sobre a dela o

suficiente para ela saber exatamente como ele se sentia.

Era eletrizante.

Quando terminaram, Richard pegou as taças e a garrafa pela metade de vinho e levou-as

para o sofá, colocando-as na mesa de centro e dando um tapinha no lugar ao seu lado. Seus

olhos estavam escuros e intensos enquanto observava Hanna, a expressão dela revelando sua

trepidação.

– Em que está pensando? – ele murmurou, girando o corpo até que estivesse virado para

ela.

– Estou com medo – ela estava quase impressionada com a própria honestidade.

– Se a faz sentir-se melhor, não transo no primeiro encontro – ele piscou e passou a taça

para ela.

– Eu, sim – ela tomou um longo gole. A risada de Richard foi encoberta pelo cobertor de

atração que cobria a ambos. – Não sei se chegamos a ter um primeiro encontro. Tivemos?

Ele torceu o nariz enquanto pensava.

– Não que eu me lembre.

– Embora você tenha me levado a um restaurante em Nova York para um encontro há uns

dez anos – Hanna sorriu. – Acho que me apresentou a uma das suas ex.

Ele riu.

– Aquilo não foi um encontro.

– Foi, sim! – ela protestou. – Bem, eu achei que foi. Levei você para um show e você me

levou para jantar. Pareceu um encontro para mim.

– Se eu a levasse para um encontro, não a apresentaria à minha ex – ele respondeu, incisivo.

– Gosto de pensar que tenho mais classe que isso.

Foi a vez de Hanna rir.

– Você é inacreditável. Sua memória é tão seletiva que estou com medo de que esteja

perdendo a cabeça – ela inclinou-se, colocando a taça na mesa, e então deu-lhe um soco no

braço. Ele agarrou o pulso dela, encarando sua mão. Em seguida, lançou-lhe um olhar

significativo, puxando-a para perto até que o rosto deles estivesse a centímetros de distância.

Ela piscou rapidamente, seu estômago contraindo-se com a intensidade do olhar dele.

– Eu me lembro de cada momento com você, Hanna. Lembro de como você parecia jovem e

surpresa na primeira vez que a vi, ao lado daquela árvore de Natal horrorosa na casa do meu

pai. Lembro de como seus olhos brilharam quando a vi no pub em Cotswolds, vendo alguma

banda de merda desesperada para ficar famosa – os lábios dele curvaram-se num sorriso, tão

perto do dela. Ela estava morrendo de vontade de fechar a distância. – Lembro de você

embaixo de mim, na primeira vez que fizemos amor. Seus olhos estavam claros e arregalados,

e seus lábios tremeram quando eu me movi dentro de você – ele fechou a distância, a

respiração passando sobre ela. – Lembro de cada minuto, Hanna. É você que me faz perder a

cabeça.

Richard levou sua boca até a boca dela, a mão envolvendo-a por trás da cabeça,

inclinando-a até que ela estivesse olhando para ele. Ela colocou uma mão no pescoço dele,

sentindo os pelos suaves e curtos que desciam pelo seu peito.

A língua dele dançou pelo seu lábio inferior. Ela tocou-a com a sua, sentindo-a roçar contra

ela e entrar na sua boca. Ela gemeu, os olhos apertados, querendo sentir cada parte do corpo

dele nela. Ele puxou-a para perto até que seus peitos estavam se tocando, mas não era o

bastante; o corpo dela exigia mais. Ela subiu no seu colo, pondo as pernas de cada lado dele,

e ele agarrou-a por trás, esfregando o corpo deles. O peito deles se tocou, e ela arqueou as

costas, os mamilos enrijecendo, reagindo à proximidade.

– Jesus – ele afastou-se, os olhos brilhando. – Senti tanta saudade de você – ele moveu-se

de novo, beijando-a com força até que estivessem os dois sem fôlego. Ela não queria que

acabasse.

– Quero que me leve pra cama – ela estava desesperada para senti-lo nu contra ela, sobre

ela, dentro dela. Era como se seu corpo estivesse acordado pela primeira vez em anos. Precisava saber que ele se sentia do mesmo jeito.

– Hanna… – ele a manteve próxima, os dedos enfiados no cabelo dela. – Também quero.

Mas precisamos ir com calma.

Ela inclinou-se e beijou-o novamente, assumindo o controle dessa vez, deslizando a língua

para dentro da boca dele e esfregando-se nele até sentir sua excitação embaixo dela. Ele

apertou-a por trás, erguendo-se e envolvendo as pernas dela ao redor da sua cintura, e ela

jogou os braços ao redor do seu pescoço, sem quebrar o beijo.

– Você me convenceu – ele moveu os lábios contra os dela. – Foda-se ir com calma – ele

atravessou a sala de estar, dirigindo-se para o quarto, interrompendo o beijo para poder

encontrar a maçaneta. Quando estava prestes a abrir a porta, o interfone no corredor tocou, o

tom indicando que era o porteiro ligando.

– Um minuto – ele a pôs no chão gentilmente e foi até o telefone, erguendo o receptor.

Hanna viu a excitação intensa desaparecer do seu rosto, e o corpo dela já sentia a ausência do

seu abraço quente.

– Ok, obrigado – ele bateu o receptor de volta no aparelho, passando uma mão pelo cabelo

bagunçado enquanto a olhava, apologético.

– Era a recepção… minha mãe está subindo.