A Alma Nova

Guilherme Avelino Chave de Azevedo · Capítulo 17 de 53

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A Alma Nova

Capítulo XV

 

Boas noites coveiro: a tua enxada

Não cessa ha tanto tempo de cavar?!

Cavalleiro da morte, ó fronte desolada

Não sentes a mão tremula e cançada

De tanto trabalhar!

Tu esperas hoje as legiões sombrias

De mortos, que eu supponho ao longe ver? Os felizes caídos nas orgias

E os tristes que além todos os dias

O gelo vem colher?!

Que immensa valla aberta! são medonhos Os risos d'essa boca infame, alvar!…

Descansa dos teus dias enfadonhos!

—Eu cavo a sepultura dos teus sonhos

Não posso descançar!