A Alma Nova

Guilherme Avelino Chave de Azevedo · Capítulo 19 de 53

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A Alma Nova

Capítulo XII

 

Ó machinas febris! eu sinto a cada passo, Nos silvos que soltaes, aquelle canto immenso, Que a nova geração nos labios traz suspenso Como a estancia viril d'uma epopea d'aço!

Emquanto o velho mundo arfando de cansaço Prostrado cae na luta; em fumo negro e denso Levanta-se a espiral d'esse moderno incenso Que offusca os deuses vãos, anuviando o espaço!

Vós sois as creações fulgentes, fabulosas, Que, vibrantes, crueis, de lavas sequiosas, Mordeis o pedestal da velha Magestade!

E as grandes combustões que sempre vos consomem Começam, n'um cadinho, a refundir o homem Fazendo resurgir mais larga a Humanidade!