A Alma Nova
Capítulo XXVII
Melancolias do outono! Eu quando além descubro, Nas tristezas do campo, as filas mugidoras Dos vagarosos bois que voltam das lavouras, Compungem-me as crueis desolações d'outubro!
Das orlas do poente, afogueado, rubro,
Ó moribundo sol! com que poesia douras, As formas triviaes das cabecitas louras,
Que, ás portas dos casaes, de bençãos tambem cubro!…
Solta o canto final a orchestra da folhagem: São horas de partir; apresta-se a viagem, E as noites dos saraus hão de voltar mais bellas!
Mas as vistas lançando ás regiões saudosas, Nos esforços crueis das tosses dolorosas, Em bandos vão partindo as tisicas donzellas!