A Alma Nova

Guilherme Avelino Chave de Azevedo · Capítulo 31 de 53

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A Alma Nova

Capítulo XXIX

 

Eis a velha cidade! a cortesã devassa,

A velha imperatriz da inercia e da cubiça, Que da torpeza acorda e á pressa corre á missa! Baixando o olhar incerto em frente de quem passa!

Ella estreita no seio a velha populaça,

Nas vis dissoluções da lama e da preguiça, E nunca o santo impulso, o grito da Justiça, Lhe fez estremecer a fibra inerte e lassa!

E póde receber o beijo e a bofetada

Sem que sinta o rubor da colera sagrada Acender-lhe na face as duas rosas bellas!

Sómente d'um sorriso alvar e deshonesto, Ás vezes, acompanha o provocante gesto Quando sôa a guitarra, á noite, nas viellas!