A Alma Nova

Guilherme Avelino Chave de Azevedo · Capítulo 34 de 53

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A Alma Nova

Capítulo XXXII

 

Ó vultos ideaes, fantasticos e bellos,

Que ás vezes revoaes nas salas deslumbrantes, N'um grande mar de tulle, ethereas, fluctuantes. Aos suspiros fataes dos meigos violoncellos;

Que bom que era sonhar nos pallidos castellos, Á noite, á beira mar, nas solidões distantes, Nos tempos em que a flôr dos timidos amantes Á lua confiava os intimos anhelos!…

Agora sois gentis, despepticas, vistosas;

Pagaes por alto preço as exquisitas rosas; Nos rapidos wagons correis o mundo em roda;

Mas prostradas do baile, amarrotando a luva, Emquanto cae na rua a somnolenta chuva, Scismaes no Deus-Milhão,—no Creador da moda!