A Alma Nova
Capítulo XLI
O velho Olimpo dorme o bom somno comprido Que prostra o lutador no fim d'uma batalha, E os Deuses d'outro tempo, em livida mortalha, Descançam no torpor d'um mundo corrompido.
No puro céo christão, de estrellas revestido, No entanto ha muito já que chora e que trabalha, Por nós, o Christo bom sem que seu Pae lhe valha, A fim de ver, de todo, o mundo redimido!
Justiça, traça o manto alvissimo e estrellado E senta-te, mulher, no throno abandonado Pelos vultos gentis de tantos Deuses velhos!
Depois inda maior, mais pura e mais serena, No sangue de Jesus molhando a tua penna Explica a nova lei no fim dos evangelhos!