A Alma Nova

Guilherme Avelino Chave de Azevedo · Capítulo 49 de 53

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A Alma Nova

Capítulo XLVII

 

Ó pobres versos meus, lançae-vos pela estrada Agreste e pedregosa, aonde os companheiros Da luta, encontrareis, meus infimos guerreiros, Formando os batalhões da bellica avançada!

E o trajo em desalinho, a face illuminada, Transponde, sem demora, os fossos derradeiros Que separam de nós os braços justiceiros Da serena Verdade, a Deusa idolatrada.

Vencidos no combate, ou pouco ou nada importa. Ao chão vergae sem pena a faço semi-morta, Mordendo, inda a lutar, o pó da enorme liça:

E tudo, emfim, esquecendo; os odios e os desprezos; Que d'entre vós alguns, ao menos, fiquem prezos Como fios de luz, ao manto da Justiça!

FIM.