A Loja dos Sonhos

Jojo Moyes · Capítulo 21 de 29

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A Loja dos Sonhos

Vinte e um

 

A loja passou pouco mais de uma semana fechada. Suzanna chegara para abri-la na manhã seguinte ao funeral, mas depois de ficar quase sete minutos parada na soleira da porta, tempo suficiente para a gerente do pet shop da esquina indagar se ela estava bem, tornou a guardar a chave na bolsa e foi a pé para casa. Dois fornecedores tinham telefonado para lhe perguntar se havia algum problema. Ela lhes dissera educadamente que não, mas que não receberia nenhuma entrega tão cedo. Os construtores telefonaram querendo saber se daria para colocarem uma caçamba bem em frente à porta, e ela os surpreendera com a prontidão com que respondera que sim. Arturro telefonara para sua casa para se certificar de que estava bem. Ela lutou contra a suspeita de que ele temia que acontecesse alguma coisa com ela também.

Suzanna pouco fizera naquela semana. Terminara várias tarefas domésticas, para as quais, de alguma maneira, nunca tinha tempo quando a loja estava aberta: lavou janelas, pendurou cortinas, pintou a parte inacabada da cozinha. Fez algumas tentativas superficiais de capina. Preparou várias refeições, uma delas, pelo menos, tão atraente quanto comível, não sendo capaz de digerir nenhuma. Não dissera nada a Neil sobre o fechamento temporário da loja. Ao descobrir isso vários dias mais tarde, quando lhe perguntaram no trem quando ela reabriria, ele não respondera nada. E se ela estava bastante silenciosa, ele também não falava muito sobre o assunto. Foi um período estranho, desestabilizou todo mundo. A dor era uma coisa estranha. Eles ainda estavam um pouco vulneráveis um com o outro, desde a discussão no dia do funeral de Jessie. E até ele sabia muito bem àquela altura que havia momentos num casamento em que não falar muito era o certo.

* * *

Na segunda-feira seguinte, exatamente nove dias depois, Suzanna levantou-se às sete e meia. Encheu a banheira (a casa não tinha chuveiro), lavou o cabelo, maquiou-se e vestiu uma camisa recém-passada. Depois, num dia em que ventava o suficiente para despenteá-la e deixá-la com as bochechas coradas, aceitou uma carona do marido até o Empório Peacock (ele tinha a manhã de folga). Sem nenhuma hesitação visível, enfiou a chave na porta anti-intrusão e abriu. Então, após ter oferecido aos operários uma caneca de chá, classificou a pilha de correspondência — notando, com sentimentos ambíguos, o desaparecimento da vasta barreira de flores velhas e a chegada de vários ramos mais novos, incluindo um buquê de Liliane — e tirou da bolsa tudo que guardara durante a semana, coisas que examinara e que a tinham deixado nervosa, coisas de que se lembrara e coisas que escolhera só por serem bonitas. Arrumou tudo na mesa pintada de rosa, uma expressão de intensa concentração no rosto, depois começou a juntar o que era de Jessie.

A Sra. Creek, como era de se imaginar, foi a primeira cliente a aparecer. A rapidez com que chegara à loja assim que abriu levou Suzanna a se perguntar depois se a senhora não tinha passado os últimos dias posicionada sub-repticiamente em algum lugar, de olho na loja, aguardando o momento em que a porta tornaria a abrir. Estava tão despenteada pelo vento quanto Suzanna se sentia, o cabelo prateado saindo espetado da boina de crochê como se ela tivesse sido eletrocutada.

— Você não avisou a ninguém que ia fechar — falou ela em tom de acusação, enquanto arrumava a bolsa na mesa ao seu lado.

— Eu não sabia — disse Suzanna, mudando as canecas de lugar na prateleira numa tentativa de encontrar a preferida de Jessie.

— Isso não é muito bom para a clientela.

Encontrou. Uma azul e branca com um bulldog delineado e as palavras chien méchant do outro lado. Jessie dissera que o desenho lhe lembrava Jason quando ele acordava de manhã. Ela achara isso engraçado.

— Tive que ir ao Coffee Pot em vez de vir aqui — continuou a Sra. Creek. — Não gosto dos sanduíches deles. Mas você não me deixou escolha.

— Eu não vendo sanduíches.

— A questão não é essa, querida. Não se pode tomar um café ali depois de onze e meia se não estiver disposto a comer alguma coisa. O queijo com tomate mais barato deles custa mais de duas libras, você sabe.

— Quer aquelas caixas fechadas com adesivo no fundo? — Neil saiu por um instante do porão, vendo se havia marcas nas calças. — Têm a inscrição “Natal”, portanto presumo que você ainda não vai querê-las aí em cima.

Suzanna se virou.

— Não — disse. — Pode deixar nos fundos do estoque. Desde que eu consiga chegar nas outras coisas.

— Você tem sorte de os operários terem colocado esse material todo para dentro para você — disse ele, apontando para o porão, onde a presença de caixas de entrega precariamente empilhadas disfarçava o fato de que só recentemente a área tinha sido limpa e reorganizada. — Alguém poderia ter roubado as caixas.

— As coisas não são assim por aqui — disse Suzanna, que não tinha a mínima vontade de sentir gratidão por ninguém. Especialmente por operários que estavam lhe custando mais quatrocentas libras na apólice de seguro e aparentemente bebendo quase metade disso todos os dias em grãos de café brasileiro do mais fino que havia. — Quer beber mais alguma coisa ou já está de saída?

— Estou bem por enquanto. Vou fazer o máximo que puder antes de precisar sair. Vou te deixar livre para arrumar as coisas aqui em cima — disse Neil, e tornou a desaparecer escada abaixo.

— Esse é o seu marido? — A Sra. Creek brincava com uma revista velha.

Suzanna ficou irritadíssima com o jeito que ela olhou para a escada, como se ter Neil ali fosse um ato de duplicidade seu.

— Sim — disse, e voltou para sua vitrine.

— Eu vi vocês dois no funeral.

— Ah.

— Você tem visto a menina?

— Quem?

— A filha de Jess, Emma. É uma menina boazinha. Fiz para ela uma fantasia de margarida.

— Eu sei — disse Suzanna, para as flores de papel cor-de-rosa à sua frente.

— Serviu nela lindamente. Fiz com um pedaço velho de crêpe-de-Chine. Eu não fazia um vestido de crêpe-de-Chine tinha vinte... não, devia ter trinta anos. — Deu um gole no café. — Coitadinha. Isso não parece certo.

Suzanna tentara manter a visão da vitrine de Jessie intacta na cabeça. Soubera exatamente o que queria quando saíra de casa, mas suas ideias já estavam ficando confusas, corrompidas pela conversa.

— Vestidos de baile e de noiva. O crêpe-de-Chine era lindo para isso. É óbvio, quase todos os vestidos de noiva eram de seda... os de quem podia pagar, afinal. Mas alguns daqueles tecidos mais finos às vezes são chatos para costurar. A gente fica desmanchando as costuras duas, três, quatro vezes para garantir que não franzam nem repuxem.

O que sobrou de sua visão evaporou. Ah, por favor, vá embora, pensou Suzanna, resistindo ao impulso de ficar batendo com a cabeça dela no tampo duro do balcão. Me deixe em paz. Não consigo ouvir as suas divagações hoje.

O vento lufava na rua, fazendo copos de papel e as primeiras folhas desgarradas do outono correrem em círculos errantes no seu rastro. Do outro lado dos tapumes de compensado, ela ouviu os operários gritando e exclamando uns com os outros, interrompidos de vez em quando por uma arrancada da furadeira elétrica. As janelas entrariam na semana seguinte, disseram. Feitas à mão por um marceneiro local. Ainda melhores que as antigas. Incoerentemente, ela decidira que gostava bastante da vedação de madeira nua, da luz mortiça. Não tinha certeza se estava pronta para ficar tão exposta de novo.

— Você não podia preparar mais um café para a gente, amor? — O operário mais velho, um homem de cabelo prateado e muito convencido do próprio charme, deslizou o rosto pela porta da frente. — Ficou frio de amargar aqui fora e estou precisando muito me esquentar um pouco.

Ela conseguiu dar um sorriso. Como o que dera para a Sra. Creek.

— Certo — disse. — Já estou indo.

Vários minutos mais tarde, ela tornou a ouvir a porta abrir. Mas quando finalmente se afastou da máquina de café, não era o operário que estava parado à sua frente.

— Suzanna — disse o homem e, por um segundo, ela não enxergou nada a não ser ele, seu jaleco de hospital azul, sua mochila surrada, seu olhar íntimo, baixo. Ele olhou em volta da loja, para a Sra. Creek, aparentemente absorta em sua revista, e estendeu a mão por cima do balcão para ela. — A loja estava sempre fechada — disse ele baixinho. — Eu não sabia onde encontrá-la.

A súbita proximidade dele deixou-a com falta de ar. Ela piscou com força para os cafés à sua frente.

— Tenho que levar esses lá fora — disse, a voz falhando.

— Preciso falar com você.

Ela olhou para a Sra. Creek, depois para ele.

— A loja está bem movimentada no momento — disse distintamente, tentando transmitir algo, não sabia bem o quê, na voz.

Do outro lado da loja, a Sra. Creek perguntou:

— Está cobrando o preço cheio a esses homens pelo café?

Suzanna fez força para tirar os olhos dele.

— O quê? Não — disse. — Não estou cobrando nada a eles.

— Isso não é justo.

Suzanna respirou.

— Se quiser trocar as minhas janelas, Sra. Creek, ou redigir o meu pedido de seguro, talvez até fazer a minha contabilidade, eu ficaria encantada em lhe dar um café de graça.

— Suzanna — murmurou ele em sua orelha esquerda agora, igualmente insistente.

— Isso não é muito simpático, né? — murmurou a Sra. Creek. — Não acho que Jess... — Ela pareceu mudar de ideia. — Acho que as coisas vão voltar a ser o que eram, agora.

Sua voz não deixava dúvidas quanto ao que ela achava daquilo.

— Não paro de pensar em você... — disse ele baixinho. Ela agora focava a boca dele, a vários centímetros da dela. — Mal tenho dormido desde... eu me sinto culpado por ser capaz de sentir tanta alegria, tanta... numa época que é tão... tão ruim.

Apesar do peso das palavras, uma carga saíra de cima dos ombros dele: seu rosto brilhava.

O olhar de Suzanna moveu-se da boca dele para a Sra. Creek, lendo de novo no canto. Lá fora, ela ouvia pessoas falando na rua, as vozes dos operários respondendo, e se perguntou se estavam deixando mais flores. Estava vagamente consciente do assobio de Neil, que começara vários passos abaixo deles. Ele assobiava “You Are My Sunshine”.

— Acha que é errado? — A mão de Alejandro tocou a dela, o contato leve como uma pluma. — Estar tão feliz?

— Ale... eu...

— Você disse o que queria que fosse feito com aquele saco de lixo? Eu podia perguntar aos caras lá fora se dava para eu jogar na caçamba deles.

Ela levou um susto, retirando bruscamente a mão, e virou-se depressa, enquanto Neil, a alguns passos dali, esfregava o nariz e examinava os dedos como se esperasse ver poeira.

— Ah — disse ele, amavelmente. — Perdão por interromper.

Suzanna esforçou-se para não corar. Sentiu, mais que viu, Alejandro se afastar um passo do balcão, e desejou não estar envolvida na surpresa dele.

— Tudo bem — disse Alejandro, rigidamente. — Eu só queria um café.

Neil ficou olhando para ele um instante.

— Sotaque espanhol — observou. — Você deve ser o argentino. — Me desculpe, as moças me disseram, sim, o seu nome.

Os nós dos dedos de Suzanna tinham ficado brancos nas alças da bandeja. Desejou intensamente segurá-la com menos força.

— Alejandro.

— Alejandro. Você trabalha no hospital, certo?

— Certo.

— Grande trabalho — disse Neil. — Grande trabalho — repetiu. — Sim, Jessie me falou de você. — Fez uma pausa. — Ela gostava muito de você, a velha Jess.

— Eu gostava muito dela.

Alejandro olhava atentamente para ele, como se avaliando-o, determinando seu valor, a força do direito dele sobre Suzanna. Havia algo diferente em sua postura, um indício de combatividade na vigilância exacerbada, nos ombros retos. Suzanna, os sentidos vibrando tanto que ela achou que deviam estar visíveis, sentia-se tanto empolgada quanto apavorada com aquela cena, consciente da cegueira de Neil. Queria levar a bandeja para a rua, estar em qualquer outro lugar que não fosse ali. Mas tinha os pés fincados no chão.

— Terrível — disse Neil. — Terrível. — Lá fora, alguém começou a martelar. — Só vou botar essas prateleiras para fora antes de ir — disse a Suzanna. — Um monte de escombros foi parar atrás delas, sabe Deus como. — Tornou a desaparecer escada abaixo, assobiando.

Alejandro olhou para a porta do porão atrás dela, para os barulhos das caixas sendo mexidas lá embaixo, e se adiantou.

— Tenho que lhe dizer como eu me sinto — murmurou. — Preciso falar com você. Parece a primeira vez que falo de verdade.

Ela levantou o rosto, o corpo se lembrando reflexivamente.

— Por favor, não...

— Ela viu isso, Suzanna. Percebeu antes que a gente visse.

— Sou casada, Ale.

Ele lançou um olhar de desdém para a porta do porão.

— Com o homem errado.

Na outra ponta da loja, a Sra. Creek olhava para eles com interesse. Suzanna recuou em direção às prateleiras e brincou com os xaropes de café, organizando-os numa fila caprichada.

— Suzanna.

— Sou casada — disse ela baixinho. — Talvez até esteja grávida do filho dele.

Ele olhou para a barriga dela, depois fez que não com a cabeça.

— Apenas não posso ignorar este fato, Ale. Sinto muito.

Alejandro chegou mais perto, a voz baixa no ouvido dela quando disse:

— Então você está me dizendo que vai ficar com ele? Depois de tudo?

— Sinto muito. — Virou-se para ele, encostada na parede.

— Eu não entendo.

A voz dele se elevava perigosamente. Suzanna olhou para a Sra. Creek, que agora examinava a revista com a concentração intensa de quem tentava, ou fingia, não ouvir a conversa alheia.

Olhou para ele suplicante.

— Olha, eu nunca fiz o certo, Ale, não de verdade.

Pensou na noite anterior, em como ficara deitada sem dormir no quarto de hóspedes e depois, às três e meia, insinuara-se na cama do marido e se aninhara, puxando o seu braço para cima dela, tentando fazê-lo possuí-la, tentando se oferecer como um pedido de desculpas. Eles tinham feito amor, alguma coisa triste e resignada no ato. Ela rezara o tempo todo para que ele não falasse.

A voz de Neil flutuou escada acima:

— Quer deixar esses cartazes aqui embaixo, Suze? Os que estão ao lado do carrinho?

Suzanna tentou acalmar a sua.

— Dá para deixá-los aí, por favor? — gritou. E murmurou para Alejandro — Já pensei muito. E me dei conta de que as coisas têm que mudar. Eu tenho que mudar.

— Você me disse, Suzanna. Você me disse... tem uma hora em que é preciso largar o passado, os fantasmas. Você me mostrou que era hora de viver. — Ele pegou as mãos dela, aparentemente sem se importar se estavam sendo observados. — Você não pode voltar atrás. Sabe disso. Não pode. Eu não posso.

— Eu posso.

Ela olhou para as mãos deles. Era como se pertencessem a outra pessoa.

— Tudo mudou, Suzanna.

— Não.

— Você tem que me escutar.

— Ale... eu não te conheço. Não sei nada sobre você. Você não sabe nada sobre mim. Tudo que sabíamos era que gostávamos da mesma amiga e a perdemos. Isso não é base suficiente para uma relação, ou é?

Deu um passo para o lado, ouvindo os passos de Neil no porão, sua exclamação silenciosa quando uma coisa se encaixou pesadamente.

— Você acha que acabou? Acha que somos só isso?

Ele agora soltara as mãos dela e a encarava, incrédulo.

Suzanna se esforçou para manter seu tom de voz calmo.

— Sinto muito. Mas eu fiz isso a vida toda. Fiz isso durante todo o meu casamento... você não é o primeiro por quem tive uma paixãozinha.

— Uma paixãozinha? Acha que isso é uma paixãozinha?

Alejandro agora estava a um pouco mais do que centímetros dela. Ela sentia o cheiro do couro do casaco dele, do travo do mate em seu hálito. Os operários tinham começado a bater alguma coisa no tapume, e ela sentiu o impacto reverberar nela.

— Eu conheço você, Suzanna.

Ele agora a tinha encostada na janela coberta com o tapume, cada mão de um lado de seus ombros, uma expressão de fúria apenas contida.

— Não — disse ela. — Não conhece.

— Conheço, sim. Conheço tão bem quanto me conheço. Conheci no instante em que te vi, tão linda e... e furiosa, presa atrás do balcão da sua loja.

Ela estava balançando a cabeça, as vibrações do martelo ecoando pelo corpo, enchendo a loja, abafando tudo menos ele, o cheiro de sua pele, a proximidade terrível dele.

— Não posso...

— Diga que não me conhece — murmurou ele.

Ela chorava em silêncio, já não ligando se a Sra. Creek estava olhando.

— Diga. Diga que não sabe quem eu sou. — A voz dele era rouca, urgente em seu ouvido.

— Não... Eu...

Ele deu um tapa no compensado ao lado da cabeça dela, e as batidas pararam por um momento.

— Suzanna, por favor. Me diga que não me conhece.

Ela assentiu com a cabeça, finalmente, o rosto se franzindo, os olhos fechados encostados nele, perdida no perfume dele, na proximidade dele.

— Eu... eu conheço você, Ale. Conheço.

Vingado, ele se afastou dela com um profundo grito suprimido, enxugando o rosto com a mão.

A voz de Suzanna chegou a ele por trás, hesitante:

— Mas isso não faz com que seja certo.

* * *

Ele a deixara menos de um minuto depois, o rosto tão magoado e furioso que ela achou que poderia murchar e morrer. Preferia a morte a ser olhada por ele daquele jeito. Segundos depois, Neil aparecera, empoeirado e satisfeito, ao ouvir a porta de aço batendo.

— Você vai ficar feliz quando conseguir a sua porta boa de volta — disse ele, abanando as orelhas. — Parece que a gente está sendo trancado na prisão cada vez que alguém bate a de agora. Certo. Acabei. Quer examinar o meu trabalho?

— Não — disse Suzanna, contendo as lágrimas. — Confio em você.

— Tolice sua, hã? — disse Neil, piscando para a Sra. Creek. Antes de sair, ele lhe deu um abraço de apoio. — Você parece esgotada — disse, bondoso. — Por que não procura alguém para ajudá-la nas próximas semanas? É um trabalhão, administrar isso tudo sozinha.

Ele não conseguiu entender por que isso a fez recomeçar a chorar.