Errante no campo da razão

Jozimar Paes de Almeida · Capítulo 12 de 36

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Errante no campo da razão

5. Fundamentos da dispersão energética

Fundamentos da dispersão energética

Para produzir, o homem utiliza-se do meio ambiente alterando e intensificando nele os fluxos de matéria e energia, ocorrendo um dispêndio de energia humana (trabalho) e do sistema ambiental. A degradação energética é um fator de crucial importância na compreensão da problemática, que me proponho a estudar aqui. Para isso, irei me utilizar da termo-dinâmica na análise do processo de produção.

Em qualquer processo de produção ocorre simultaneamente uma destruição, devendo ser considerada mais segundo a ótica da termodinâmica em seu segundo princípio, o qual pode neste momento ser bastante elucidativo.

Sadi Carnot apresenta nos a sua descoberta, segundo à qual:

Afirma-nos que a energia não pode passar livremente de uma

forma para outra, e que a energia térmica (o calor) pode

transferir-se livremente de uma fonte quente para uma outra

mais fria, mas não em sentido oposto.” ele afirma também “que

não pode existir uma máquina que transfira calor de um corpo

frio para outro quente sem dispensar trabalho29.

Esta segunda lei da termo-dinâmica esclarece que o princípio da entropia, refere-se à transformação qualitativa de energia como uma dissipação irreversível, num processo progressivo de esfriamento do

universo 30. E a perda definitiva de um potencial de energia que poderia ser utilizado para a realização de atividades humanas orientadas.

Segundo Clausius a entropia do mundo tende para um máximo. Deve-se, portanto, considerar que mesmo em um dos mais perfeitos equilíbrios homeostáticos realizado pela natureza no funcionamento sinfônico do ecossistema, existirá sempre o processo entrópico de liberação de energia. Ele poderá ser acelerado progressivamente, dependendo de como o homem for realizando a sua produção.