Errante no campo da razão

Jozimar Paes de Almeida · Capítulo 15 de 36

Páginas do PDF

Errante no campo da razão

8. Contrapontos da entropia ao tempo da produção

Este ritmo é uma exigência de um sistema no qual deve ocorrer uma

seleção nas espécies vegetais 48 e animais de modo a privilegiar aquela de mais rápido crescimento e engorda para o corte.

Tentando-se conquistar o tempo de produção natural 49 e 50, gerando uma destruição no ecossistema e em decorrência possibilitando uma catástrofe famélica pela exaustão dos

alimentos 51.

O tempo para o capitalismo é algo uniforme, arimetizado, que vê o

progresso como crescimento ilimitado de conquista da natureza52. Esta orientação definidora do que seja avançado e atrasado pode se modificar radicalmente, ao se refletir mais profundamente.

Ao ser visualizado sob o aspecto da economia e da tecnologia do capitalismo, o tempo, enquanto progresso histórico, pressupõe uma utilização voraz da biomassa energética, mas quando se entende que na mesma proporção desta aceleração existe uma intensa degradação entrópica e biológica, tem-se uma referência totalmente oposta, pois quanto mais rapidamente se degrada a biomassa

energética, menos tempo existirá para sobreviver53.

Esta é a referência temporal da termodinâmica, o sentido de

passagem do tempo pelo aumento da dispersão de energia 54. Assim é que ao se aumentar a velocidade de transformação da natureza em bens econômicos, regredimos mais na possibilidade de continuação da vida.

 

Raciocinando sobre a racionalidade

O que está em causa é a necessidade de uma reflexão que consiga contemplar esta problemática:

O que é que está envolvido na libertação da natureza como

veículo da libertação do homem?