Letramento Estético na EJA e na Educação do Campo
1.5. O Experimento Didático-Formativo
1.5. O Experimento Didático-
Formativo
A minha intenção neste tópico é descrever os pressupostos que levaram a elaboração do Experimento Didático-Formativo a partir da teoria Histórico-Cultural e explicar como ele foi pensado, elaborado, contextualizado e executado por mim, para a geração dos dados nesta investigação. Para isso, trago alguns teóricos que entendo serem alguns dos principais responsáveis para a sua sistematização e que me ajudaram a elaborá-lo na produção desses dados.
A princípio, tive dificuldades em adequar o Experimento Didático-Formativo ao meu Plano de Disciplina das Histórias em Quadrinhos, pois pensei que, enquanto pesquisador, não poderia analisar o próprio plano elaborado por mim. Contudo, a partir das leituras feitas, pude compreender que a teoria Histórico-Cultural, bem como as contribuições teóricas desse experimento me auxiliaram na sua elaboração baseado nessa disciplina e me fizeram entender que a investigação é mais que uma simples produção de conhecimento, é algo que precisa transformar o ser humano, tanto eu enquanto pesquisador quanto aqueles sujeitos jovens e adultos que participaram da pesquisa. Entendo que, se a universidade não transforma os indivíduos que a frequentam, neste caso, os alunos, então não está fazendo adequadamente o seu papel de instituição formadora para o desenvolvimento pleno de seus educandos. Além disso, modifiquei o Plano no sentido de propor avanços no conteúdo e no seu ensino, o que dialoga com o ensino desenvolvimental e os pressupostos dessa teoria que trago neste livro.
Diante desse cenário, o meu objetivo era propor um ensino que possibilitasse um avanço no aprendizado dos jovens e dos adultos camponeses; portanto, que desenvolvessem suas funções psicológicas superiores a partir de uma atividade de estudo que envolvesse signos verbais e a escrita. Assim, comecei a elaborar o experimento, tendo como base o Plano da Disciplina de HQ, e nos estudos realizados de Davídov (2014; 1997; 1988; 1978), Vigotski (2010; 2009; 2007; 2001; 2000; 1999; 1998) e Aquino (2017; 2015; 2013), principalmente, três autores que muito contribuíram para que eu conseguisse construir o experimento. Com isso, consegui
desenvolvê-lo em Programa (Tabela 2), contendo tarefas e ações que foram realizadas em cada aula experimental pelos educandos jovens e adultos camponeses, a partir de leituras verbais, visuais e produções artísticas (desenhos) que totalizaram 10 (dez) aulas em um semestre, ou seja, executei o experimento em 10 (dez) aulas da disciplina de História em Quadrinhos, ao longo de 6 (seis) meses. A ideia principal do Experimento Didático-Formativo é que o ensino por ele organizado aumenta a qualidade da aprendizagem e, consequentemente, do desenvolvimento pleno dos educandos (AQUINO, 2017).
Ademais, o experimento me permitiu constatar o desenvolvimento dos alunos e das suas novas formações intelectuais desenvolvidas nesse experimento, além de ter me possibilitado, enquanto pesquisador, intervir nas formações psíquicas e nos processos didáticos e pedagógicos construídos ao longo das aulas experimentais.
Segundo Vigotski (2007, p. 59-60), os métodos da experimentação psicológica buscam considerar a forma pela qual os problemas psicológicos eram analisados e solucionados. É nesse sentido que o autor afirma que, de uma forma geral, qualquer abordagem nova de um problema científico implica a utilização de novos métodos de pesquisa e análise. Para o autor, esses experimentos se baseiam na “estrutura estímulo-resposta”, ou seja, o psicólogo busca comparar o indivíduo com alguma situação-estímulo, para depois, examinar e analisar os resultados encontrados. Assim, “a verdadeira essência da experimentação é evocar o fenômeno em estudo de uma maneira artificial (e, portanto, controlável) e estudar as variações nas respostas que ocorrem, em relação às várias mudanças nos estímulos”.
Com esse pensamento, Vigotski (2007) chama a atenção ao fato de que esse experimento não é adequado para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, especificamente de comportamento. Como dito anteriormente neste capítulo, o elemento principal para a elaboração do método por Vigotski está relacionado aos estudos naturalísticos e dialéticos de Engels e Marx, voltados para o entendimento da história do indivíduo. Nesse sentido, aborda três princípios que fundamentam a sua abordagem na análise das funções psicológicas superiores (VIGOTSKI, 2007, p. 63):
a. Analisar processos e não objetos – a psicologia do desenvolvimento e
não a psicologia experimental é que fornece a abordagem da análise que necessitamos. Nosso método pode ser chamado de “desenvolvimento experimental”, no sentido de que provoca um processo de desenvolvimento psicológico;
b. Explicação x descrição – a análise psicológica rejeita descrições
nominais e busca determinar as relações dinâmico-causais. Na análise, é preferível utilizar a explicação do que a descrição;
c. O problema do “comportamento fossilizado” – […] Estudar alguma coisa
historicamente significa estudá-la no processo de mudança: esse é o requisito básico do método dialético.
A citação é importante. Em síntese, Vigotski recusava os métodos da psicologia experimental, levando-o a buscar novos métodos de investigação, que estivessem relacionados ao materialismo histórico dialético (AQUINO, 2013). É a partir desses pressupostos que o experimento formativo surgiu por meio dos estudos de Vigotski e seus principais colaboradores - Davídov, Leontiev e Luria - os quais entendiam ser um método eficiente para estudar o desenvolvimento mental do indivíduo a partir de experimentos, sendo, portanto, um método adequado para compreender os processos psicológicos superiores. A partir desse método, foi criado por outros teóricos da teoria Histórico-Cultural, Zankov (1984) e Davídov (1988), no campo da didática desenvolvimental o Experimento Didático-Formativo, voltado para o desenvolvimento dos processos mentais humanos por meio da atividade de estudo. Na verdade, esse método é a evolução do método experimento genético criado por Vigotski (método genético-modelador).
Davídov (1988) entendia que a organização do ensino necessitava de um método que, a partir dos pressupostos da teoria Histórico-Cultural, deveria pesquisar o desenvolvimento do pensamento dos estudantes. Destaca que uma das principais características desse método é a intervenção ativa do pesquisador nos processos mentais que está estudando.
Nesse sentido, entendo o Experimento Didático-Formativo como sendo:
[…] intervenção ativa do pesquisador nos processos mentais que ele estuda. Neste aspecto, difere substantivamente do experimento de constatação que enfoca só o estado, já formado e presente de uma formação mental particular. A realização do experimento formativo pressupõe a projeção e modelação do conteúdo de novas formações mentais a serem constituídas, dos meios psicológicos e pedagógicos e das vias de sua formação. (DAVÍDOV, 1988, p. 108).
Dito de outra forma, devo buscar novos meios que possibilitem ao estudante jovem e o adulto da Educação do Campo a compreender e avançar no conteúdo. Mas, tal avanço só é possível a partir de uma atividade de estudo que impulsione esse desenvolvimento. Daí, esse método está relacionado a esse tipo de atividade, que vai se referir ao desenvolvimento mental dos estudantes na educação, teoria essa defendida por Davídov, a qual desenvolvi nesta investigação. Consequentemente, o Experimento Didático-Formativo me possibilitou planejar as atividades que eu desejaria pesquisar e executar com os estudantes, e colocá-las em movimento a partir das tarefas realizadas.
De acordo com essas reflexões, é necessário que a escola e a universidade pensem teoricamente, que provoquem nos seus alunos essa necessidade, que considerem e valorizem todas as disciplinas curriculares, inclusive Arte, tão desvalorizada na sua grade curricular da Educação Básica, e não apenas algumas. Assim, em vez de trabalhar predominantemente com o conhecimento empírico (aparência) devem trabalhar com o conhecimento teórico (essência) com seus alunos. Isto é, deve-se sair do conhecimento empírico (isolado) para o teórico (totalidade).
Davídov (1988) enfatiza que este método se baseia na estrutura de novos programas de ensino e de procedimentos para efetivá-los. Assim sendo, o ensino e a educação desenvolvidos não ocorrem a partir de um nível mental já formado nos alunos, mas por mediação do professor, por meio de procedimentos que visam ativar nos alunos outro nível de desenvolvimento mental, que possibilite avançar/impulsionar o conhecimento. Em outras palavras, deve-se partir primeiro do abstrato para chegar ao concreto, e não o contrário, pois deve-se partir daquilo que a pessoa já sabe.
No caso desta investigação, o jovem e o adulto da Educação do Campo utilizam a palavra como instrumento para se comunicar, e têm no experimento e, consequentemente, na atividade (tarefas e ações) desenvolvida, o desencadeamento da formação de conceitos. A partir dessa afirmação, é possível afirmar que os estudos sobre a formação dos conceitos se concretizam pelo Experimento Didático-Formativo.
Aquino (2015, 2017) corrobora essa afirmação ao dizer que o principal pressuposto desse método é que o processo de ensino-aprendizagem-desenvolvimento pode impulsionar a qualidade da aprendizagem e do desenvolvimento do estudante. Aquino esclarece que esse método comprova a tese de Vigotski e de seus colaboradores, no que concerne ao ensino desenvolvimental dos processos psicológicos superiores enquanto campo de estudo na educação; com efeito, se baseia na Didática. Além disso, para esse teórico, esse método possibilita estudar os processos mentais de alunos em situação de aprendizagem escolar. A partir do entendimento sobre esse método por Aquino (2015, 2017), que entendo ter sido o mais adequado para a elaboração dos procedimentos metodológicos da minha pesquisa, construí o Experimento Didático-Formativo a partir das quatro etapas propostas por ele:
a. Revisão da literatura e diagnóstico da realidade a ser estudada;
b. Elaboração do sistema didático experimental; c. Desenvolvimento do Experimento Didático-Formativo;
d. Análise dos dados e elaboração do relatório;
Na primeira etapa realizei uma pesquisa bibliográfica de autores da teoria Histórico-Cultural e da Didática, citados ao longo desta investigação, para montar um quadro teórico que pudesse ajudar a fundamentar a minha pesquisa de doutorado. Nessa fase, realizei um diagnóstico da realidade pesquisada, neste caso, Tocantinópolis, na qual se localiza o campus Universitário de Tocantinópolis e, consequentemente, o curso de Educação do Campo com habilitação em Artes e Música da Universidade Federal do Tocantins, desse campus. Levantei também as necessidades de ensino e da disciplina trabalhada nesta investigação. Além disso, fiz também uma revisão documental ao analisar o Projeto Pedagógico do Curso – PPC e o Plano de Ensino da disciplina de História em Quadrinhos. Vale destacar que foi nesse momento que caracterizei a turma
pesquisada, apresentada neste capítulo (Tabela 1).
A etapa seguinte se caracterizou pela elaboração do Plano de Ensino por mim, mas sem alterar os conteúdos da disciplina de História em Quadrinhos já colocados anteriormente. Submeti esses conteúdos a uma organização didática superior baseada nas ideias de Davídov e colaborares do experimento, como pode ser visto mais claramente no Experimento Didático-Formativo apresentado na Tabela 3 deste capítulo. Nos pressupostos de Aquino (2015, 2017) e de Davídov (1988), elenquei os principais critérios científicos para a elaboração do Programa da Disciplina estruturado por mim: a) sem mudar o conteúdo, busquei os princípios gerais e os fundamentos dos conteúdos; b) elenquei a relação entre os objetivos da disciplina e os conteúdos de histórias em quadrinhos; c) tentei deixar claro nesse Programa a apropriação da experiência humana com a produção de conhecimento científico por parte dos estudantes jovens e adultos da Educação do Campo; d) propus tarefas aos alunos, de acordo com as dificuldades deles, que foram solucionados por eles mesmos ao longo das aulas experimentais, com minha mediação; e) utilizei recursos didáticos como o datashow para apresentar imagens de histórias em quadrinhos e a contextualização histórica dessa linguagem aos alunos; f) desenvolvi o sistema de tarefas de estudo para cada aula experimental, divididas em unidades didáticas, que tinham o objetivo de apresentar o sistema conceitual da disciplina trabalhada nesse experimento aos educandos.
A observação das aulas experimentais foi o principal instrumento de coleta de dados na terceira etapa desse experimento, pois trabalhei com registros visuais das histórias em quadrinhos, com a gravação em vídeo de todas as aulas experimentais e com as observações das ações ocorridas na sala de aula ao longo do experimento. Além disso, durante o período de geração de dados, realizei entrevistas semiestruturadas e individuais com os jovens e adultos camponeses da turma pesquisada e que participaram do experimento, com o objetivo de aprofundar nas informações obtidas no experimento. É importante ressaltar que foi nessa etapa que organizei e categorizei os dados gerados para as análises feitas nesta pesquisa. A partir disso, pude descrevê-los e explicá-los, a partir do fenômeno dado e na relação com o problema colocado nesta investigação, o que caracterizou a última etapa do experimento realizado com os jovens e adultos da Educação do Campo.
São essas as etapas que esta pesquisa de doutorado seguiu, a partir de uma atividade de estudo relacionada a leituras e produções de histórias em quadrinhos com estudantes jovens e adultos do campo no decorrer das aulas experimentais de História em Quadrinhos do curso de Educação do Campo, da Universidade Federal do Tocantins, campus de Tocantinópolis.
Sob o meu ponto de vista, o Experimento Didático-Formativo é um método que organiza o ensino, ao possibilitar o educando jovem e o adulto camponês a desenvolver as suas funções psíquicas durante a formação de conceitos e, consequentemente, na construção de seu desenvolvimento integral, tendo a aprendizagem como fator desse desenvolvimento. Ou seja, esse experimento é um meio de investigação que possibilita estudar as transformações no desenvolvimento mental dos indivíduos a partir da mediação do pesquisador durante o experimento.
É importante salientar que a minha escolha por esse experimento se deu por dois motivos: i) está vinculado aos pressupostos da teoria Histórico-Cultural, além de entender que esse método possibilita ao educando a avançar no desenvolvimento de suas funções psicológicas superiores; ii) por entender que, com esse método, seria possível alcançar os objetivos desta pesquisa, bem como compreender as questões colocadas nesta investigação.
Sendo assim, apresento o experimento desenvolvido com os jovens e adultos da Educação do Campo, bem como as tarefas de estudo e ações trabalhadas com esses estudantes. Vale destacar que a atividade que o aluno realizou era uma história em quadrinhos a partir da produção de textos verbais e desenhos. Portanto, entendo nesta pesquisa as histórias em quadrinhos como atividade de estudo, que pode ajudar a desenvolver as funções psicológicas superiores dos jovens e adultos camponeses a partir de leituras e desenhos das histórias em quadrinhos.
Tabela 3 - Experimento Didático-Formativo
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PLANO DE UNIDADE DIDÁTICA — HISTÓRIA EM QUADRINH
TURMA: 6° PERÍODO
Objetivo Geral: Investigar como se desenvolve o letramento a partir signos visuais e da escrita para compreender a realidade do jovem e adulto da Educação do Campo.
1° TAREFA DO ESTUDO: CARACTERIZAÇÃO DA HISTÓRIA
QUADRINHOS
Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re
Metodológico
- Identificar as - Conceito, 1° ação: - Observação Tex características história e Apresentação do do discurso ima das histórias em caracterização Plano de produzido Da quadrinhos. de história em Disciplina e do pelos alunos
quadrinhos. tema que será a respeito
estudado. das histórias 2° ação: Em em seguida, mostrar quadrinhos. imagens de
diferentes dpos e
perguntar aos
alunos se uma
sequência de
imagens pode ser
considerada
histórias em
quadrinhos? Se
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desenhos com
textos verbais são
também
quadrinhos?
3° ação: A partir das respostas dos
alunos, perguntar:
o que são
histórias em
quadrinhos?
Quando surgiu a
história em
quadrinhos?
Perguntar
aosalunos se já
leram alguma HQ:
se conhecem
alguma HQ,
personagem,
história, artista: se
gostam de HQ, se
leram na escola?
4° ação: Que relação fazem
com a leitura e a
escrita?
5° ação: Com o objetivo de
ampliar o
entendimento das
HQ: e sua
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caracterização,
perguntei: Como
as falas são
representadas e
desenvolvidas nos
quadrinhos? E os
sons
(onomatopeias)?
Como são
reproduzidos?
Quais os outros
elementos da
linguagem visual
das HQs?
2° TAREFA DO ESTUDO: A LEITURA DO TEXTO VERBAL E DO
NÃO VERBAL NAS HQS
Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re
Metodológico
- Compreender- 1° ação: Revisar - Observação- D o que é um Caracterização com os alunos o do discurso - R verbal e um e que viram na 1ª produzido de texto não verbal compreensão aula. Em seguida, pelos alunos (visual). de um texto perguntar aos a respeito
verbal e de alunos o que das histórias texto não entendem por em verbal (visual). texto; como se quadrinhos,
constitui um texto; leitura e se um texto pode escrita. ser visual
(imagem), se
pode assumir
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diferentes
significados. O
que é um texto
escrito.
2° ação: Após as respostas dos
alunos, apresentar
a eles(as) HQs
com apenas
imagens e HQs
com imagens e
textos verbais. Em
seguida,
perguntar aos
alunos se
conseguem
diferenciar texto
verbal de texto
não verbal: se
conseguem
produzir histórias
verbais e não
verbais.
3° ação: O que entendem por
linguagem.
4° ação: Em seguida,
perguntar aos
alunos o que
entendem por
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TURMA: 6° PERÍODO
leitura. O que é
ler. A leitura pode
ser apenas por
meio de escrita?
Ou por imagens
também?
5° ação: Em seguida,
perguntar aos
alunos o que
entendem por
escrita.
3° TAREFA DO ESTUDO: LEITURA E COMPREENSÃO DE HIST
EM QUADRINHOS
Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re
Metodológico
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- Realizar - 1° ação: Levar - Observação Da leituras de HQs. Caracterização revistas de HQs a discurso - R
- Desenvolver e eles e solicitar produzido de habilidades de compreensão para que os pelos alunos leitura de uma alunos leiam as a respeito- Conhecer os história em revistas. das histórias elementos da quadrinho a 2° ação: Em em linguagem visual partir da leitura seguida, quadrinhos, das histórias em de uma HQ. apresentar leitura e quadrinhos. algumas imagens escrita.
de HQ (desenhos,
histórias entre
outros) e
perguntar aos
alunos se as HQs
podem ser
consideradas
formas de leitura e
de escrita.
4° TAREFA DO ESTUDO: PRODUÇÃO DE TEXTOS VERBAIS NA
Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re
Metodológico
- Produzir textos- Produção de 1° ação: Revisar o- Observação Da verbais de HQs. textos. que viram na 3ª do discurso - F- Compreender- Texto aula. produzido pa o que é um texto narrativo. 2° ação: A partir pelos alunos pro narrativo. - Histórias de de suas a respeito das
vida e experiências das histórias his imaginação. leitoras, e das em
últimas aulas, quadrinhos, solicitar aos
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TURMA: 6° PERÍODO
alunos que criem
um texto narrativo
(texto que conta
uma história)
sobre a história
em quadrinhos
que itão produzir.
O texto pode se
basear no
contexto
camponês dos
alunos, abordando
questões sobre o
trabalho, a cultura,
a arte entre outros
temas do povo do
campo, ou
mesmo, ser da
imaginação do
aluno. Deverá
ainda conter
personagens,
onomatopeias,
cenários e outros
elementos que
interessarem
colocar na
história,
característicos
das HQs.
3° ação: Entregar
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aos alunos folhas
almaço para que
possam escrever
o texto das
histórias.
5° TAREFA DO ESTUDO: PRODUÇÃO DE TEXTOS NÃO VERB
(VISUAIS) NAS HQS
Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re
Metodológico
- Iniciar os - Produção 1° ação: Revisar o- Coerência - P alunos nas visual de uma que viram na 4ª nos sul práticas história em aula. Perguntar desenhos - L artísticas quadrinhos. aos alunos como realizados pre visuais. um desenho pode com os Bo- Produzir textos ser feito. Quais textos - R não verbais materiais posso produzidos. (desenhos) das utilizar para fazer histórias verbais. um desenho,
deixando claro
para todos que
não importa se
sabe ou não
sabem desenhar.
2° ação: Apresentar uma
técnica de
desenho
geométrico,
esboços de
diferentes figuras
para a produção
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dos desenhos de
HQs aos alunos.
É possível
desenhar
diferentes objetos
com essa técnica?
3° ação: Entregar aos alunos os
materiais para a
produção visual
das HQS: papéis
folhas sulfites
para esboços,
lápis preto HB/2,
borrachas,
réguas.
4° ação: Solicitar aos alunos para
que, a partir do
texto criado por
eles, que criem os
desenhos das
histórias, bem
como outros
elementos que se
interessarem ou
que façam parte
de suas histórias
(personagens,
cenários,
onomatopeias
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etc.). Nesse
momento, será
iniciado o esboço
das histórias,
antes que sejam
arte-finalizadas.
6° TAREFA DO ESTUDO: PRODUÇÃO DE TEXTOS NÃO VERB
(VISUAIS) NAS HQS – 2° PARTE
Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re
Metodológico
Produzir textos - Produção 1° ação: Solicitar- Coerência - P não verbais visual de uma aos alunos para nos sul (desenhos) das história em que, a partir do desenhos Lá histórias verbais. quadrinhos texto criado por realizados HB- CriaR os - Referências eles, continuem a com os Bo desenhos das vistuais de criarem os textos - R HQs. objetos e desenhos das produzidos.- Ampliar a diferentes histórias, bem memória visual. elementos do como outros
cotidiano. elementos que se
interessarem ou
que façam parte
de suas histórias
(personagens,
cenários,
onomatopeias
etc.). Nesse
momento, será
feito o esboço das
histórias, antes
que sejam arte-
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finalizadas.
2° ação: Apresentar aos
alunos diferentes
objetos e
elementos do
cotidiano, para
que possam
ampliar mais suas
referências visuais
no
desenvolvimento
das HQs.
7° TAREFA DO ESTUDO: PRODUÇÕES DE TEXTOS NÃO VER
(VISUAIS) NAS HQS — 3° PARTE
Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re
Metodológico
Produzir textos - Arte final. 1° ação: Solicitar - Coerência Ca não verbais aos alunos para nos bra (desenhos) das que, a partir do desenhos - F histórias verbais. texto criado por realizados sul- Iniciar a arte eles, que com os - L final das HQs. continuem a textos pre
criarem os produzidos. Bo desenhos das Ré
historias, bem - L
como outros cor
elementos que se - C
interessarem ou pre
que façam parte
de suas histórias
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(personagens,
onomatopeias,
cenários etc.).
Que coloquem
outras
caracterizações
em suas histórias.
2° ação: Entregar aos alunos
cartolinas brancas
e folhas sulfites.
Solicitar aos
alunos que iniciem
a arte final das
histórias
produzidas
nessas cartolinas
e nessas folhas.
8° TAREFA DO ESTUDO: PRODUÇÕES DE TEXTOS NÃO VER
(VISUAIS) NAS HQS — 4° PARTE
Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re
Metodológico
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Produzir textos - Arte final. 1° ação: Solicitar - Coerência Ca não verbais aos alunos para nos bra (desenhos) das que, a partir do desenhos - F histórias verbais. texto criado por realizados sul- Finalizar a arte eles, que com os - L final das HQs. finalizassem os textos pre
desenhos produzidos. Bo iniciados nas Ré
aulas anteriores - L
para que cor
pudessem - C
terminar a história pre
em quadrinhos.
9° TAREFA DO ESTUDO: APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DAS
PRODUZIDAS
Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re
Metodológico
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- Analisar as - História em 1° ação: - Participação- R HQs produzidas. quadrinhos: Perguntar aos dos alunos de - Promover no compreensão alunos quais as nas análises em estudante a de leitura e suas impressões das histórias qua autonomia e escrita. dos trabalhos e no autocontrole. feitos ao longo da desenvolvime
disciplina, durante into da as aulas, bem autonomia e como as autocontrole. dificuldades
encontradas, os
desafios
enfrentados, entre
outros.
2° ação: Analisar as HQs
produzidas pelos
alunos, solicitando
que cada
estudante
apresente sua
historia.
10° TAREFA DO ESTUDO: EXPOSIÇÃO DAS HISTÓRIAS E
QUADRINHOS
Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re
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- Apresentar as 1° ação: Solicitar- Interação Re HQs produzidas aos alunos que dos alunos his pelos alunos. montem e com os em- Elevar o exponham seus colegas e qua conhecimento trabalhos na sala comunidade cultural e e que cada aluno acadêmica. artístico do apresente e educando. explique o seu- Ampliar seu trabalho a todos desenvolvimento que forem da leitura e da conhecer as HQs escrita. expostas no
campus.
Foi dessa forma que construí o Experimento Didático-Formativo. Pela experiência vivenciada nesta pesquisa de doutorado em consonância com os dados gerados, analisados e interpretados, bem como a pesquisa empírica desenvolvida na investigação, entendo que esse experimento possibilitou impulsionar o desenvolvimento dos alunos, ao potencializar as suas aprendizagens.
Pesquisar é construir novos conceitos, ideias, avaliar e interpretar os resultados encontrados, levantar questionamentos acerca do objeto de estudo em discussão. Enfim, pesquisar é pensar. Procurei construir uma linha de raciocínio com rigor metodológico sobre a problemática enfatizada na pesquisa e as informações obtidas e analisadas, que me possibilitou não apenas abrir um leque de novos horizontes e reflexões para a pesquisa acadêmica, mas socializar conhecimento a partir de uma experiência in loco.