Letramento Estético na EJA e na Educação do Campo

Gustavo Cunha de Araújo · Capítulo 8 de 42

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Letramento Estético na EJA e na Educação do Campo

1.5. O Experimento Didático-Formativo

1.5. O Experimento Didático-

 

Formativo

 

A minha intenção neste tópico é descrever os pressupostos que levaram a elaboração do Experimento Didático-Formativo a partir da teoria Histórico-Cultural e explicar como ele foi pensado, elaborado, contextualizado e executado por mim, para a geração dos dados nesta investigação. Para isso, trago alguns teóricos que entendo serem alguns dos principais responsáveis para a sua sistematização e que me ajudaram a elaborá-lo na produção desses dados.

A princípio, tive dificuldades em adequar o Experimento Didático-Formativo ao meu Plano de Disciplina das Histórias em Quadrinhos, pois pensei que, enquanto pesquisador, não poderia analisar o próprio plano elaborado por mim. Contudo, a partir das leituras feitas, pude compreender que a teoria Histórico-Cultural, bem como as contribuições teóricas desse experimento me auxiliaram na sua elaboração baseado nessa disciplina e me fizeram entender que a investigação é mais que uma simples produção de conhecimento, é algo que precisa transformar o ser humano, tanto eu enquanto pesquisador quanto aqueles sujeitos jovens e adultos que participaram da pesquisa. Entendo que, se a universidade não transforma os indivíduos que a frequentam, neste caso, os alunos, então não está fazendo adequadamente o seu papel de instituição formadora para o desenvolvimento pleno de seus educandos. Além disso, modifiquei o Plano no sentido de propor avanços no conteúdo e no seu ensino, o que dialoga com o ensino desenvolvimental e os pressupostos dessa teoria que trago neste livro.

Diante desse cenário, o meu objetivo era propor um ensino que possibilitasse um avanço no aprendizado dos jovens e dos adultos camponeses; portanto, que desenvolvessem suas funções psicológicas superiores a partir de uma atividade de estudo que envolvesse signos verbais e a escrita. Assim, comecei a elaborar o experimento, tendo como base o Plano da Disciplina de HQ, e nos estudos realizados de Davídov (2014; 1997; 1988; 1978), Vigotski (2010; 2009; 2007; 2001; 2000; 1999; 1998) e Aquino (2017; 2015; 2013), principalmente, três autores que muito contribuíram para que eu conseguisse construir o experimento. Com isso, consegui

desenvolvê-lo em Programa (Tabela 2), contendo tarefas e ações que foram realizadas em cada aula experimental pelos educandos jovens e adultos camponeses, a partir de leituras verbais, visuais e produções artísticas (desenhos) que totalizaram 10 (dez) aulas em um semestre, ou seja, executei o experimento em 10 (dez) aulas da disciplina de História em Quadrinhos, ao longo de 6 (seis) meses. A ideia principal do Experimento Didático-Formativo é que o ensino por ele organizado aumenta a qualidade da aprendizagem e, consequentemente, do desenvolvimento pleno dos educandos (AQUINO, 2017).

Ademais, o experimento me permitiu constatar o desenvolvimento dos alunos e das suas novas formações intelectuais desenvolvidas nesse experimento, além de ter me possibilitado, enquanto pesquisador, intervir nas formações psíquicas e nos processos didáticos e pedagógicos construídos ao longo das aulas experimentais.

Segundo Vigotski (2007, p. 59-60), os métodos da experimentação psicológica buscam considerar a forma pela qual os problemas psicológicos eram analisados e solucionados. É nesse sentido que o autor afirma que, de uma forma geral, qualquer abordagem nova de um problema científico implica a utilização de novos métodos de pesquisa e análise. Para o autor, esses experimentos se baseiam na “estrutura estímulo-resposta”, ou seja, o psicólogo busca comparar o indivíduo com alguma situação-estímulo, para depois, examinar e analisar os resultados encontrados. Assim, “a verdadeira essência da experimentação é evocar o fenômeno em estudo de uma maneira artificial (e, portanto, controlável) e estudar as variações nas respostas que ocorrem, em relação às várias mudanças nos estímulos”.

Com esse pensamento, Vigotski (2007) chama a atenção ao fato de que esse experimento não é adequado para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, especificamente de comportamento. Como dito anteriormente neste capítulo, o elemento principal para a elaboração do método por Vigotski está relacionado aos estudos naturalísticos e dialéticos de Engels e Marx, voltados para o entendimento da história do indivíduo. Nesse sentido, aborda três princípios que fundamentam a sua abordagem na análise das funções psicológicas superiores (VIGOTSKI, 2007, p. 63):

 

a. Analisar processos e não objetos – a psicologia do desenvolvimento e

não a psicologia experimental é que fornece a abordagem da análise que necessitamos. Nosso método pode ser chamado de “desenvolvimento experimental”, no sentido de que provoca um processo de desenvolvimento psicológico;

b. Explicação x descrição – a análise psicológica rejeita descrições

nominais e busca determinar as relações dinâmico-causais. Na análise, é preferível utilizar a explicação do que a descrição;

c. O problema do “comportamento fossilizado” – […] Estudar alguma coisa

historicamente significa estudá-la no processo de mudança: esse é o requisito básico do método dialético.

 

A citação é importante. Em síntese, Vigotski recusava os métodos da psicologia experimental, levando-o a buscar novos métodos de investigação, que estivessem relacionados ao materialismo histórico dialético (AQUINO, 2013). É a partir desses pressupostos que o experimento formativo surgiu por meio dos estudos de Vigotski e seus principais colaboradores - Davídov, Leontiev e Luria - os quais entendiam ser um método eficiente para estudar o desenvolvimento mental do indivíduo a partir de experimentos, sendo, portanto, um método adequado para compreender os processos psicológicos superiores. A partir desse método, foi criado por outros teóricos da teoria Histórico-Cultural, Zankov (1984) e Davídov (1988), no campo da didática desenvolvimental o Experimento Didático-Formativo, voltado para o desenvolvimento dos processos mentais humanos por meio da atividade de estudo. Na verdade, esse método é a evolução do método experimento genético criado por Vigotski (método genético-modelador).

Davídov (1988) entendia que a organização do ensino necessitava de um método que, a partir dos pressupostos da teoria Histórico-Cultural, deveria pesquisar o desenvolvimento do pensamento dos estudantes. Destaca que uma das principais características desse método é a intervenção ativa do pesquisador nos processos mentais que está estudando.

Nesse sentido, entendo o Experimento Didático-Formativo como sendo:

 

[…] intervenção ativa do pesquisador nos processos mentais que ele estuda. Neste aspecto, difere substantivamente do experimento de constatação que enfoca só o estado, já formado e presente de uma formação mental particular. A realização do experimento formativo pressupõe a projeção e modelação do conteúdo de novas formações mentais a serem constituídas, dos meios psicológicos e pedagógicos e das vias de sua formação. (DAVÍDOV, 1988, p. 108).

 

Dito de outra forma, devo buscar novos meios que possibilitem ao estudante jovem e o adulto da Educação do Campo a compreender e avançar no conteúdo. Mas, tal avanço só é possível a partir de uma atividade de estudo que impulsione esse desenvolvimento. Daí, esse método está relacionado a esse tipo de atividade, que vai se referir ao desenvolvimento mental dos estudantes na educação, teoria essa defendida por Davídov, a qual desenvolvi nesta investigação. Consequentemente, o Experimento Didático-Formativo me possibilitou planejar as atividades que eu desejaria pesquisar e executar com os estudantes, e colocá-las em movimento a partir das tarefas realizadas.

De acordo com essas reflexões, é necessário que a escola e a universidade pensem teoricamente, que provoquem nos seus alunos essa necessidade, que considerem e valorizem todas as disciplinas curriculares, inclusive Arte, tão desvalorizada na sua grade curricular da Educação Básica, e não apenas algumas. Assim, em vez de trabalhar predominantemente com o conhecimento empírico (aparência) devem trabalhar com o conhecimento teórico (essência) com seus alunos. Isto é, deve-se sair do conhecimento empírico (isolado) para o teórico (totalidade).

Davídov (1988) enfatiza que este método se baseia na estrutura de novos programas de ensino e de procedimentos para efetivá-los. Assim sendo, o ensino e a educação desenvolvidos não ocorrem a partir de um nível mental já formado nos alunos, mas por mediação do professor, por meio de procedimentos que visam ativar nos alunos outro nível de desenvolvimento mental, que possibilite avançar/impulsionar o conhecimento. Em outras palavras, deve-se partir primeiro do abstrato para chegar ao concreto, e não o contrário, pois deve-se partir daquilo que a pessoa já sabe.

No caso desta investigação, o jovem e o adulto da Educação do Campo utilizam a palavra como instrumento para se comunicar, e têm no experimento e, consequentemente, na atividade (tarefas e ações) desenvolvida, o desencadeamento da formação de conceitos. A partir dessa afirmação, é possível afirmar que os estudos sobre a formação dos conceitos se concretizam pelo Experimento Didático-Formativo.

Aquino (2015, 2017) corrobora essa afirmação ao dizer que o principal pressuposto desse método é que o processo de ensino-aprendizagem-desenvolvimento pode impulsionar a qualidade da aprendizagem e do desenvolvimento do estudante. Aquino esclarece que esse método comprova a tese de Vigotski e de seus colaboradores, no que concerne ao ensino desenvolvimental dos processos psicológicos superiores enquanto campo de estudo na educação; com efeito, se baseia na Didática. Além disso, para esse teórico, esse método possibilita estudar os processos mentais de alunos em situação de aprendizagem escolar. A partir do entendimento sobre esse método por Aquino (2015, 2017), que entendo ter sido o mais adequado para a elaboração dos procedimentos metodológicos da minha pesquisa, construí o Experimento Didático-Formativo a partir das quatro etapas propostas por ele:

 

a. Revisão da literatura e diagnóstico da realidade a ser estudada;

b. Elaboração do sistema didático experimental; c. Desenvolvimento do Experimento Didático-Formativo;

d. Análise dos dados e elaboração do relatório;

 

Na primeira etapa realizei uma pesquisa bibliográfica de autores da teoria Histórico-Cultural e da Didática, citados ao longo desta investigação, para montar um quadro teórico que pudesse ajudar a fundamentar a minha pesquisa de doutorado. Nessa fase, realizei um diagnóstico da realidade pesquisada, neste caso, Tocantinópolis, na qual se localiza o campus Universitário de Tocantinópolis e, consequentemente, o curso de Educação do Campo com habilitação em Artes e Música da Universidade Federal do Tocantins, desse campus. Levantei também as necessidades de ensino e da disciplina trabalhada nesta investigação. Além disso, fiz também uma revisão documental ao analisar o Projeto Pedagógico do Curso – PPC e o Plano de Ensino da disciplina de História em Quadrinhos. Vale destacar que foi nesse momento que caracterizei a turma

pesquisada, apresentada neste capítulo (Tabela 1).

A etapa seguinte se caracterizou pela elaboração do Plano de Ensino por mim, mas sem alterar os conteúdos da disciplina de História em Quadrinhos já colocados anteriormente. Submeti esses conteúdos a uma organização didática superior baseada nas ideias de Davídov e colaborares do experimento, como pode ser visto mais claramente no Experimento Didático-Formativo apresentado na Tabela 3 deste capítulo. Nos pressupostos de Aquino (2015, 2017) e de Davídov (1988), elenquei os principais critérios científicos para a elaboração do Programa da Disciplina estruturado por mim: a) sem mudar o conteúdo, busquei os princípios gerais e os fundamentos dos conteúdos; b) elenquei a relação entre os objetivos da disciplina e os conteúdos de histórias em quadrinhos; c) tentei deixar claro nesse Programa a apropriação da experiência humana com a produção de conhecimento científico por parte dos estudantes jovens e adultos da Educação do Campo; d) propus tarefas aos alunos, de acordo com as dificuldades deles, que foram solucionados por eles mesmos ao longo das aulas experimentais, com minha mediação; e) utilizei recursos didáticos como o datashow para apresentar imagens de histórias em quadrinhos e a contextualização histórica dessa linguagem aos alunos; f) desenvolvi o sistema de tarefas de estudo para cada aula experimental, divididas em unidades didáticas, que tinham o objetivo de apresentar o sistema conceitual da disciplina trabalhada nesse experimento aos educandos.

A observação das aulas experimentais foi o principal instrumento de coleta de dados na terceira etapa desse experimento, pois trabalhei com registros visuais das histórias em quadrinhos, com a gravação em vídeo de todas as aulas experimentais e com as observações das ações ocorridas na sala de aula ao longo do experimento. Além disso, durante o período de geração de dados, realizei entrevistas semiestruturadas e individuais com os jovens e adultos camponeses da turma pesquisada e que participaram do experimento, com o objetivo de aprofundar nas informações obtidas no experimento. É importante ressaltar que foi nessa etapa que organizei e categorizei os dados gerados para as análises feitas nesta pesquisa. A partir disso, pude descrevê-los e explicá-los, a partir do fenômeno dado e na relação com o problema colocado nesta investigação, o que caracterizou a última etapa do experimento realizado com os jovens e adultos da Educação do Campo.

São essas as etapas que esta pesquisa de doutorado seguiu, a partir de uma atividade de estudo relacionada a leituras e produções de histórias em quadrinhos com estudantes jovens e adultos do campo no decorrer das aulas experimentais de História em Quadrinhos do curso de Educação do Campo, da Universidade Federal do Tocantins, campus de Tocantinópolis.

Sob o meu ponto de vista, o Experimento Didático-Formativo é um método que organiza o ensino, ao possibilitar o educando jovem e o adulto camponês a desenvolver as suas funções psíquicas durante a formação de conceitos e, consequentemente, na construção de seu desenvolvimento integral, tendo a aprendizagem como fator desse desenvolvimento. Ou seja, esse experimento é um meio de investigação que possibilita estudar as transformações no desenvolvimento mental dos indivíduos a partir da mediação do pesquisador durante o experimento.

É importante salientar que a minha escolha por esse experimento se deu por dois motivos: i) está vinculado aos pressupostos da teoria Histórico-Cultural, além de entender que esse método possibilita ao educando a avançar no desenvolvimento de suas funções psicológicas superiores; ii) por entender que, com esse método, seria possível alcançar os objetivos desta pesquisa, bem como compreender as questões colocadas nesta investigação.

Sendo assim, apresento o experimento desenvolvido com os jovens e adultos da Educação do Campo, bem como as tarefas de estudo e ações trabalhadas com esses estudantes. Vale destacar que a atividade que o aluno realizou era uma história em quadrinhos a partir da produção de textos verbais e desenhos. Portanto, entendo nesta pesquisa as histórias em quadrinhos como atividade de estudo, que pode ajudar a desenvolver as funções psicológicas superiores dos jovens e adultos camponeses a partir de leituras e desenhos das histórias em quadrinhos.

 

Tabela 3 - Experimento Didático-Formativo

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LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO COM HABILITAÇÃ

ARTES E MÚSICA

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE TOCANTINÓPOLIS

PLANO DE UNIDADE DIDÁTICA — HISTÓRIA EM QUADRINH

TURMA: 6° PERÍODO

Objetivo Geral: Investigar como se desenvolve o letramento a partir signos visuais e da escrita para compreender a realidade do jovem e adulto da Educação do Campo.

1° TAREFA DO ESTUDO: CARACTERIZAÇÃO DA HISTÓRIA

QUADRINHOS

Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re

Metodológico

- Identificar as - Conceito, 1° ação: - Observação Tex características história e Apresentação do do discurso ima das histórias em caracterização Plano de produzido Da quadrinhos. de história em Disciplina e do pelos alunos

quadrinhos. tema que será a respeito

estudado. das histórias 2° ação: Em em seguida, mostrar quadrinhos. imagens de

diferentes dpos e

perguntar aos

alunos se uma

sequência de

imagens pode ser

considerada

histórias em

quadrinhos? Se

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desenhos com

textos verbais são

também

quadrinhos?

3° ação: A partir das respostas dos

alunos, perguntar:

o que são

histórias em

quadrinhos?

Quando surgiu a

história em

quadrinhos?

Perguntar

aosalunos se já

leram alguma HQ:

se conhecem

alguma HQ,

personagem,

história, artista: se

gostam de HQ, se

leram na escola?

4° ação: Que relação fazem

com a leitura e a

escrita?

5° ação: Com o objetivo de

ampliar o

entendimento das

HQ: e sua

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TURMA: 6° PERÍODO

caracterização,

perguntei: Como

as falas são

representadas e

desenvolvidas nos

quadrinhos? E os

sons

(onomatopeias)?

Como são

reproduzidos?

Quais os outros

elementos da

linguagem visual

das HQs?

2° TAREFA DO ESTUDO: A LEITURA DO TEXTO VERBAL E DO

NÃO VERBAL NAS HQS

Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re

Metodológico

- Compreender- 1° ação: Revisar - Observação- D o que é um Caracterização com os alunos o do discurso - R verbal e um e que viram na 1ª produzido de texto não verbal compreensão aula. Em seguida, pelos alunos (visual). de um texto perguntar aos a respeito

verbal e de alunos o que das histórias texto não entendem por em verbal (visual). texto; como se quadrinhos,

constitui um texto; leitura e se um texto pode escrita. ser visual

(imagem), se

pode assumir

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diferentes

significados. O

que é um texto

escrito.

2° ação: Após as respostas dos

alunos, apresentar

a eles(as) HQs

com apenas

imagens e HQs

com imagens e

textos verbais. Em

seguida,

perguntar aos

alunos se

conseguem

diferenciar texto

verbal de texto

não verbal: se

conseguem

produzir histórias

verbais e não

verbais.

3° ação: O que entendem por

linguagem.

4° ação: Em seguida,

perguntar aos

alunos o que

entendem por

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leitura. O que é

ler. A leitura pode

ser apenas por

meio de escrita?

Ou por imagens

também?

5° ação: Em seguida,

perguntar aos

alunos o que

entendem por

escrita.

3° TAREFA DO ESTUDO: LEITURA E COMPREENSÃO DE HIST

EM QUADRINHOS

Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re

Metodológico

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TURMA: 6° PERÍODO

- Realizar - 1° ação: Levar - Observação Da leituras de HQs. Caracterização revistas de HQs a discurso - R

- Desenvolver e eles e solicitar produzido de habilidades de compreensão para que os pelos alunos leitura de uma alunos leiam as a respeito- Conhecer os história em revistas. das histórias elementos da quadrinho a 2° ação: Em em linguagem visual partir da leitura seguida, quadrinhos, das histórias em de uma HQ. apresentar leitura e quadrinhos. algumas imagens escrita.

de HQ (desenhos,

histórias entre

outros) e

perguntar aos

alunos se as HQs

podem ser

consideradas

formas de leitura e

de escrita.

4° TAREFA DO ESTUDO: PRODUÇÃO DE TEXTOS VERBAIS NA

Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re

Metodológico

- Produzir textos- Produção de 1° ação: Revisar o- Observação Da verbais de HQs. textos. que viram na 3ª do discurso - F- Compreender- Texto aula. produzido pa o que é um texto narrativo. 2° ação: A partir pelos alunos pro narrativo. - Histórias de de suas a respeito das

vida e experiências das histórias his imaginação. leitoras, e das em

últimas aulas, quadrinhos, solicitar aos

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alunos que criem

um texto narrativo

(texto que conta

uma história)

sobre a história

em quadrinhos

que itão produzir.

O texto pode se

basear no

contexto

camponês dos

alunos, abordando

questões sobre o

trabalho, a cultura,

a arte entre outros

temas do povo do

campo, ou

mesmo, ser da

imaginação do

aluno. Deverá

ainda conter

personagens,

onomatopeias,

cenários e outros

elementos que

interessarem

colocar na

história,

característicos

das HQs.

3° ação: Entregar

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aos alunos folhas

almaço para que

possam escrever

o texto das

histórias.

5° TAREFA DO ESTUDO: PRODUÇÃO DE TEXTOS NÃO VERB

(VISUAIS) NAS HQS

Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re

Metodológico

- Iniciar os - Produção 1° ação: Revisar o- Coerência - P alunos nas visual de uma que viram na 4ª nos sul práticas história em aula. Perguntar desenhos - L artísticas quadrinhos. aos alunos como realizados pre visuais. um desenho pode com os Bo- Produzir textos ser feito. Quais textos - R não verbais materiais posso produzidos. (desenhos) das utilizar para fazer histórias verbais. um desenho,

deixando claro

para todos que

não importa se

sabe ou não

sabem desenhar.

2° ação: Apresentar uma

técnica de

desenho

geométrico,

esboços de

diferentes figuras

para a produção

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TURMA: 6° PERÍODO

dos desenhos de

HQs aos alunos.

É possível

desenhar

diferentes objetos

com essa técnica?

3° ação: Entregar aos alunos os

materiais para a

produção visual

das HQS: papéis

folhas sulfites

para esboços,

lápis preto HB/2,

borrachas,

réguas.

4° ação: Solicitar aos alunos para

que, a partir do

texto criado por

eles, que criem os

desenhos das

histórias, bem

como outros

elementos que se

interessarem ou

que façam parte

de suas histórias

(personagens,

cenários,

onomatopeias

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etc.). Nesse

momento, será

iniciado o esboço

das histórias,

antes que sejam

arte-finalizadas.

6° TAREFA DO ESTUDO: PRODUÇÃO DE TEXTOS NÃO VERB

(VISUAIS) NAS HQS – 2° PARTE

Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re

Metodológico

Produzir textos - Produção 1° ação: Solicitar- Coerência - P não verbais visual de uma aos alunos para nos sul (desenhos) das história em que, a partir do desenhos Lá histórias verbais. quadrinhos texto criado por realizados HB- CriaR os - Referências eles, continuem a com os Bo desenhos das vistuais de criarem os textos - R HQs. objetos e desenhos das produzidos.- Ampliar a diferentes histórias, bem memória visual. elementos do como outros

cotidiano. elementos que se

interessarem ou

que façam parte

de suas histórias

(personagens,

cenários,

onomatopeias

etc.). Nesse

momento, será

feito o esboço das

histórias, antes

que sejam arte-

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TURMA: 6° PERÍODO

finalizadas.

2° ação: Apresentar aos

alunos diferentes

objetos e

elementos do

cotidiano, para

que possam

ampliar mais suas

referências visuais

no

desenvolvimento

das HQs.

7° TAREFA DO ESTUDO: PRODUÇÕES DE TEXTOS NÃO VER

(VISUAIS) NAS HQS — 3° PARTE

Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re

Metodológico

Produzir textos - Arte final. 1° ação: Solicitar - Coerência Ca não verbais aos alunos para nos bra (desenhos) das que, a partir do desenhos - F histórias verbais. texto criado por realizados sul- Iniciar a arte eles, que com os - L final das HQs. continuem a textos pre

criarem os produzidos. Bo desenhos das Ré

historias, bem - L

como outros cor

elementos que se - C

interessarem ou pre

que façam parte

de suas histórias

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(personagens,

onomatopeias,

cenários etc.).

Que coloquem

outras

caracterizações

em suas histórias.

2° ação: Entregar aos alunos

cartolinas brancas

e folhas sulfites.

Solicitar aos

alunos que iniciem

a arte final das

histórias

produzidas

nessas cartolinas

e nessas folhas.

8° TAREFA DO ESTUDO: PRODUÇÕES DE TEXTOS NÃO VER

(VISUAIS) NAS HQS — 4° PARTE

Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re

Metodológico

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TURMA: 6° PERÍODO

Produzir textos - Arte final. 1° ação: Solicitar - Coerência Ca não verbais aos alunos para nos bra (desenhos) das que, a partir do desenhos - F histórias verbais. texto criado por realizados sul- Finalizar a arte eles, que com os - L final das HQs. finalizassem os textos pre

desenhos produzidos. Bo iniciados nas Ré

aulas anteriores - L

para que cor

pudessem - C

terminar a história pre

em quadrinhos.

9° TAREFA DO ESTUDO: APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DAS

PRODUZIDAS

Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re

Metodológico

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TURMA: 6° PERÍODO

- Analisar as - História em 1° ação: - Participação- R HQs produzidas. quadrinhos: Perguntar aos dos alunos de - Promover no compreensão alunos quais as nas análises em estudante a de leitura e suas impressões das histórias qua autonomia e escrita. dos trabalhos e no autocontrole. feitos ao longo da desenvolvime

disciplina, durante into da as aulas, bem autonomia e como as autocontrole. dificuldades

encontradas, os

desafios

enfrentados, entre

outros.

2° ação: Analisar as HQs

produzidas pelos

alunos, solicitando

que cada

estudante

apresente sua

historia.

10° TAREFA DO ESTUDO: EXPOSIÇÃO DAS HISTÓRIAS E

QUADRINHOS

Objetivo Conteúdo Desenvolvimento Avaliação Re

Metodológico

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TURMA: 6° PERÍODO

- Apresentar as 1° ação: Solicitar- Interação Re HQs produzidas aos alunos que dos alunos his pelos alunos. montem e com os em- Elevar o exponham seus colegas e qua conhecimento trabalhos na sala comunidade cultural e e que cada aluno acadêmica. artístico do apresente e educando. explique o seu- Ampliar seu trabalho a todos desenvolvimento que forem da leitura e da conhecer as HQs escrita. expostas no

campus.

 

Foi dessa forma que construí o Experimento Didático-Formativo. Pela experiência vivenciada nesta pesquisa de doutorado em consonância com os dados gerados, analisados e interpretados, bem como a pesquisa empírica desenvolvida na investigação, entendo que esse experimento possibilitou impulsionar o desenvolvimento dos alunos, ao potencializar as suas aprendizagens.

Pesquisar é construir novos conceitos, ideias, avaliar e interpretar os resultados encontrados, levantar questionamentos acerca do objeto de estudo em discussão. Enfim, pesquisar é pensar. Procurei construir uma linha de raciocínio com rigor metodológico sobre a problemática enfatizada na pesquisa e as informações obtidas e analisadas, que me possibilitou não apenas abrir um leque de novos horizontes e reflexões para a pesquisa acadêmica, mas socializar conhecimento a partir de uma experiência in loco.