Meu Único Amor

Cheryl Holt · Capítulo 14 de 31

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Meu Único Amor

Capítulo 13

 

Quando Maggie acordou, a manhã despontava. Uma pálida luz rosa brilhava na janela. Tinha plena consciência de tudo o que a rodeava. Não havia qualquer imprecisão persistente sobre o que tinha acontecido na noite passada ou sobre onde estava ou quem estava por trás dela, tão grande e quente contra as suas costas. Estava em casa onde era o seu lugar e Adam também estava ali, talvez onde deveria estar, pelo menos de momento.

Esticou as pernas e encolheu-se involuntariamente e em silêncio quando todos os músculos clamaram de dor. Mais devagar, alongou as pernas e deu a volta. A respiração pesada de Adam indicou-lhe que ainda estava a dormir e não quis desperdiçar a vantagem de observá-lo durante algum tempo, antes que despertasse e exigisse atenção e respostas.

Afastadas as preocupações mundanas, parecia jovem durante o sono. Muito à semelhança do que deveria parecer em menino. Uma madeixa de cabelo preto caiu-lhe sobre a testa. Contraiu as pálpebras ao atravessar as fases de um sonho e não conseguiu impedir-se de pensar sobre o que estaria a sonhar e se, eventualmente, ela faria parte do sonho.

Um mês antes, tinham despertado naquele mesmo quarto. Adam mostrara-se zangado e arrogante; Maggie estava assustada e com o coração despedaçado. Fora-se embora nesse mesmo dia, resolvida a nunca mais voltar. Adam trouxera-a novamente para casa – onde pertencia. Sem necessitar de pensar muito, tinha chegado à conclusão de que ficaria. Permaneceria na casa como amante de Adam. A decisão foi fácil.

A partir do momento em que se haviam conhecido nas férias, invadira-a o forte sentimento de que tinham sido feitos um para o outro. Depois dos episódios do mês anterior, tornava-se realmente difícil questionar que os seus destinos não estavam ligados de alguma forma. Como se alguma força invisível estivesse a dirigir os seus caminhos, regressavam permanentemente um para o outro. Que hipóteses existiam de que a encontrasse por acaso no baile quando estava com George em busca de um protetor? E ainda mais interessante, quais eram as hipóteses de que tivesse sido ele a salvá-la na noite anterior, no bordel?

Algumas coisas são obra do destino.

Quase conseguia ouvir a voz da mãe, como se ela estivesse presente. Rose tinha sido uma grande crente no destino, de que havia acontecimentos impossíveis de alterar por mais que se tentasse. Aquele parecia ser um deles.

Quando Maggie se fora embora um mês antes, ignorara se conseguiria tomar conta de si e talhar o seu caminho, mas aprendera que poderia. A pequena aventura fora positiva, pois servira para lhe demonstrar que era mais forte do que sabia e poderia sobreviver à adversidade. Mas por enquanto aproveitaria o que Adam estava a oferecer-lhe.

Durante os meses em que procurasse uma mulher, seria tudo para ele: amante, amiga, companheira, confidente. A mãe ensinara-a bem e sabia o que tinha a esperar. Satisfaria tudo o que ele desejasse, com todas as capacidades e sem hesitar Defenderia o coração dos sentimentos que nutria por ele e levaria a cabo o acordo de negócio.

Finalmente, quando ele tivesse escolhido a noiva, talvez mudasse de opinião. Seria compassivo e dar-lhe-ia dinheiro, uma casa, talvez uma joia valiosa como presente de despedida. Talvez lhe desse referências ou cartas de apresentação para ajudá-la a seguir caminho.

Na eventualidade de nenhuma dessas coisas acontecer, economizaria e pouparia. Uma parte do dinheiro para alfinetes ou despesas domésticas que ele lhe desse iria sempre para o seu fundo de futuro. Se a encorajasse a comprar alguma coisa, optaria pelo mais barato e colocaria a diferença de lado. Venderia tudo o que pudesse. Se, no final, ele decidisse pô-la na rua, teria pelo menos algum dinheiro no bolso.

Determinada, respirou fundo. Não sabia muito bem como devia passar-se a manhã entre dois amantes, mas teve uma ideia. Era melhor começar as coisas com o pé direito, fazendo com que ele ficasse satisfeito por tê-la trazido para casa. Encostou a face contra o centro do peito dele, onde podia sentir a batida forte e regular do coração.

Ele estava quente e cheirava a suor, tabaco e àquele almíscar especial que sempre lhe associaria e a mais ninguém. Avançou pelo tapete peludo, a língua encontrou o mamilo e titilou-o, despertando-o. Fechando os lábios em torno dele, chupou-o suavemente, deliciada com o sabor salgado da pele.

– Mmmm – gemeu Adam roucamente quando ela passou de um mamilo ao outro. – Gosto disso.

Ainda não tinha aberto os olhos, mas esticou as pernas e pôs-se mais de lado, fazendo com que o seu peso a arrastasse com ele e os corpos se tocassem dos seios aos bicos dos pés. Maggie rodeou-lhe a cintura com a mão e apoiou-a no fundo das costas dele, pressionando levemente os quadris para diante. Ainda meio a dormir, ficou tremendamente excitado e o duro membro fez força contra o ventre feminino como um ser vivo que deseja a sua refeição matinal.

Timidamente, Maggie percorreu-lhe a anca com os dedos deslizando-os, passando o polegar sobre a zona sensível e fazendo com que um silvo de prazer lhe escapasse dos lábios. Adam apertou as nádegas e avançou os quadris, deixando que a mão dela o acariciasse. Maggie aninhou-se no seu pescoço e em seguida deu-lhe um beijo leve e virginal nos lábios, dizendo:

– Bom dia.

Um dos cantos da boca masculina ergueu-se num sorriso.

– Se abrir os olhos, acho que vou saber que morri e fui para o céu. – Pronunciadas as palavras, abriu um dos olhos e fitou-a. – Ah, tinha razão. Há um anjo na minha cama.

Maggie soltou uma risada rouca e ainda meia ensonada. Apertou-o um pouco mais com a mão.

– Acho que, se prestares atenção, verás aqui um demónio em vez do anjo.

– Ooh… talvez – murmurou enquanto ela o acariciava novamente. Abraçou-a com mais força, apertando-a como se nunca mais tencionasse largá-la. Por fim, soltou-a um pouco e fitou-a bem nos olhos. – Bom dia, também. Como te sentes?

– Melhor. Tudo bem – respondeu, apoiando a palma da mão na face dele. – Queria agradecer-te por ontem à noite. Por tudo.

– Chiu. Não precisas agradecer-me. Ainda bem que estava lá – disse, beijando-lhe a nódoa negra ainda visível na face. – Dói-te? – quis saber, percorrendo-a com a ponta do dedo.

– Um pouco.

Adam beijou de novo o local e roçou-lhe os lábios com um beijo suave. Pedindo permissão. Voltando a pedir. Maggie respondeu pondo-se de costas. O movimento dos corpos no colchão colocou-o em cima dela. Com um joelho metido entre as suas coxas, ele equilibrou o peso num cotovelo. A sua masculinidade era uma coisa pesada, insaciável, pressionando contra a perna dela.

– Quero fazer amor contigo, pequenina – disse enquanto lhe devorava a testa, os olhos, as faces com beijos. Como se achasse que ela poderia protestar, acrescentou: – Vou fazê-lo devagar e com cuidado, como se fosse a tua primeira vez.

– Não precisas ser meigo comigo, Adam. Podes fazer o que quiseres. Não me importei como o fizeste antes. A sério.

– Mas eu importei-me – vincou, depositando um leve beijo nos seus lábios como se ela fosse a sua casta noiva. – Magoei-te com o meu corpo e com as minhas palavras. Não quero que isso volte a passar-se entre nós, nunca mais.

Como resposta, Maggie levou uma das mãos trémulas ao laço junto ao pescoço e puxou pela fita cor-de-rosa, mas ele deteve-a.

– Deixa-me fazer todo o trabalho. Limita-te a fechar os olhos e tenta relaxar.

Nenhum pedido seria mais difícil de atender com um homem nu, viril e excitado na sua cama e dado ser apenas a sua segunda vez, mas estava decidida a agradar-lhe de todas as maneiras. Respirando fundo, expeliu lentamente o ar, fechando os olhos, enquanto ele puxava para baixo a fita do corpete da camisa de noite. O ar frio sobre os mamilos indicou-lhe que ele lhe desnudara os seios, mas conservou os olhos bem fechados, sabendo que ele a observava, e tentou imaginar o que se seguiria. Não precisou de esperar muito tempo.

– És tão bonita – elogiou Adam enquanto baixava a cabeça para depois chupar um dos mamilos rosados. «E sinto-me tão contente por seres minha.» O pensamento surgiu sem convite na sua mente. «Minha.» Era uma palavra sempre assustadora no passado, mas, nesse momento, a ideia provocou-lhe um leve arrepio na boca do estômago. Maggie era dele e só dele.

Até então, nunca desejara possuir uma mulher, nunca desejara estar perto de uma. Em todos os anos de vida, nunca tinha passado a noite na cama de uma mulher, quer se tratasse de uma prostituta ou de uma aristocrata. Maggie era a primeira e única. Pretendia desfrutar plenamente dos benefícios de tal momento inacreditável, se isso significava que a manteria de costas durante todo o dia.

O mamilo da jovem revelou-se duro e protuberante contra a sua língua. Começando com cuidado, sugou e puxou-o, exercendo maior pressão ao sentir que ela se acostumava ao movimento. Afastou-se, observando, maravilhado, a forma como o biquinho se espetava, molhado e rosado da atenção que lhe dedicara. A ponta estava húmida e ele soprou-a, fazendo com que ela se mexesse e gemesse do mais fundo da garganta. Mudando para o outro seio, prendeu o mamilo entre os dentes, dando-lhe uma infinda atenção até sentir que as ancas dela começavam a mover-se ligeiramente para a frente e para trás.

Após prolongados instantes de prazer, abandonou os seios, movendo-se para que ela pudesse sentir o seu peso a pressioná-la. Os pelos das nádegas e do peito causaram uma fricção contra o algodão da camisa de noite. Igualando o ritmo lento das ancas femininas, acompanhou os movimentos para a frente e para trás, tendo apenas a fina camada de tecido a separá-lo do sítio onde realmente queria estar. O prazer era doloroso.

Beijando-lhe o peito e o pescoço, encontrou os lábios e encheu-os de beijos lentos e entorpecedores ao mesmo tempo que os dedos lhe rodavam os mamilos, fazendo com que ela se contorcesse debaixo dele. Como por instinto, Maggie ergueu as pernas, envolvendo-as em torno dele. A orla da camisa de noite caiu para trás e as coxas sedosas roçaram as duras coxas masculinas.

– Por favor – sussurrou num tom de voz que em nada se assemelhava ao dela. – Preciso de mais de ti.

– Ainda não, pequenina – disse ele com uma risada, baixando a cabeça para lhe chupar de novo um mamilo.

Maggie arqueou as costas.

– Não aguento isso muito mais tempo.

– Sim, mas a espera tornará o final muito melhor.

Adam afastou-se, apoiou a palma de uma das mãos na cama e baixou a outra ao longo do ventre até a enfiar sob a orla da camisa de noite. Meteu um dedo na sua gruta secreta. Um outro juntou-se ao primeiro. Empurrou com força e mais fundo, abrindo-a. A jovem gotejava de desejo.

– Preciso de ti – disse, fitando-o com um olhar nublado, sem qualquer vestígio de timidez ou constrangimento em alguém tão jovem.

Ele fizera tenção de prolongar a tortura antes de lhe saciar o corpo, mas cometeu o erro de se posicionar entre as pernas dela. Ao mover-se junto à fenda, o roçar dos pelos do montículo no seu membro destruiu-lhe todos os planos.

– Desta vez não vai doer – pronunciou entre os dentes cerrados.

– Eu sei.

Maggie arqueou as ancas, com o cabelo totalmente espalhado sobre a almofada, os seios implorando atenção, os lábios inchados dos beijos dele, a camisa de noite descaída sobre os ombros quase até à cintura. Adam sentiu-se um pirata clamando a presa, um antigo viquingue saqueando os despojos. Colocou as mãos debaixo das nádegas da jovem, erguendo-lhe as ancas. Com uma estocada feroz mergulhou, reclamando o que lhe era devido.

Quando se enfiou até ao fundo, Maggie ergueu o corpo, rodeando-o com os braços para o prender enquanto o seu universo se estilhaçava por completo. A pressão tinha crescido sem parar enquanto ele a acariciava. Dessa vez não houve dor, só alegria e prazer. O vazio pareceu prolongar-se sem fim.

O regresso à realidade foi lento, à medida que as emoções e a sensação se voltavam a instaurar aos poucos. Adam estava ao lado dela, grande, quente, sólido. Conseguia sentir-lhe o cheiro e o sabor nos lábios. Rodeava-a com os braços, segurando-a com força a cada espasmo que a sacudia. Por fim, o corpo amoleceu e ele deitou-a com cuidado nas almofadas.

– Oh, como és ardente, minha gatinha selvagem. – Tomou-lhe os lábios num beijo arrebatador, após o que apoiou os braços de cada lado da sua cabeça. Os olhos brilhavam com o esforço concentrado de se dominar. – Deixa que te conduza novamente àquele lugar e desta vez junto-me a ti.

Como um homem possuído, moveu os quadris até todos os músculos do corpo se retesarem. O coração palpitava-lhe sob as costelas, o suor escorria-lhe pelo peito e pingava da testa. Ergueu-a, mudando-a de posição para que a gruta fosse acariciada sempre que ele se enfiava e desenfiava. A nova sensação fê-la libertar um gemido vindo do fundo da garganta. Apalpou às cegas, tentando descobrir um ponto de equilíbrio.

– Agora, pequenina. Vem-te comigo.

– Sim. Agora – disse, agarrando-o e puxando-o contra o corpo.

Gritaram em uníssono enquanto Adam mergulhava no seu interior, derramando a semente até o corpo todo estremecer e se deixar cair em cima dela.

Lentamente, recuperou os sentidos e rolou para o lado, levando-a com ele. Permaneceram assim durante muito tempo, deixando que a brisa fresca vinda da janela lhes arrefecesse a pele. A face de Maggie descansava no centro do peito musculoso e traçava com a mão círculos lascivos no seu abdómen. Passado algum tempo, a mão parou e Adam julgou que ela tinha adormecido dada a respiração calma e regular, mas ficou surpreendido ao ouvir-lhe a voz.

– Estás muito quieto – disse. – Não te sentes insatisfeito, pois não?

Adam esvaziara-se tão ferozmente que Maggie achava que gostara imensamente do ato, mas sentia-se muito preocupada com a sua inexperiência. Mantivera-se silencioso durante muito tempo e ignorava se isso se tratava de um bom ou mau sinal.

– Insatisfeito? Se tivesse ficado mais satisfeito, poderia ter morrido de paixão. – Passou-lhe distraidamente a mão pelos cabelos. – Estava só a pensar que tinha prometido ser gentil, mas receio que me tenha deixado arrebatar novamente.

– Dei por isso – comentou Maggie com uma gargalhada.

– Não te magoei, pois não?

– Nem por um momento. – Ele parecia tão consternado pela ideia, que não conseguiu resistir a erguer-se para o beijar ao de leve. – Gosto bastante dessa maneira. É tudo tão avassalador que me deixo levar no calor do ato. É tudo muito diferente do que imaginava que seria.

– Aparentemente, temos uma certa febre um pelo outro.

– Sim. Achas que será sempre assim quando estivermos juntos?

– Acho bastante possível. – Ela parecia desarranjada e saciada e fitava-o com um tal carinho que o coração lhe doeu. Aproximou-a mais para lhe encostar a face novamente no meio do peito e sentiu a calma e a tranquilidade que sempre o invadiam quando ela se encontrava perto. – Obrigado – agradeceu, beijando-lhe o topo da cabeça.

– Pelo quê? – quis saber, desejando afastar a cabeça para trás e fitá-lo, mas ele agarrava-a com muita força.

– Por… apenas por estares aqui comigo. Por me dares essa parte de ti.

Tinha ido para a cama com dezenas de mulheres ao longo da vida e pensava que sabia tudo o que havia para saber sobre o ato sexual, mas nada o preparara para o que o invadia quando estava com ela. Sentia-se poderoso, sábio, forte, generoso e bom. Desejava protegê-la, guiá-la, ensiná-la e cuidar dela. Acima de tudo, isso. Desejava a oportunidade de lhe mostrar que a amava acima de todas as outras.

De onde vinham as emoções, ou porque se revelavam tão ardentemente no que lhe dizia respeito, era um mistério absoluto e sempre o fora desde que a tinha conhecido, mas uma coisa era certa: o que sentia por ela era tão diferente, tão raro, que não queria negá-lo a ela ou a si próprio.

– Estou feliz por teres voltado.

Maggie não conseguia ver-lhe o rosto, mas sentiu a emoção que as palavras transmitiam. Abraçou-lhe a cintura.

– Também eu. Quero fazer-te feliz. Adam. Muito feliz.

– Já fazes, pequenina.

Mantiveram um prolongado silêncio, cada um imerso nos seus pensamentos, até que Maggie voltou a falar.

– Adam, o que estavas a fazer no bordel na noite passada?

Ele engoliu em seco.

– Não acho que devamos discutir essas coisas.

– Porque não?

– Bom, não é… – Estivera quase a dizer respeitável, mas percebeu rapidamente que não se tratava da palavra correta. Manter uma amante, deitar-se com uma mulher com quem não era casado, dificilmente seria respeitável.

– Não sei o que é, mas acho que não devemos discutir essas coisas.

– Mas posso fazer-te uma pergunta?

– Está bem. – Sabia que tinha errado ao concordar, mas não conseguiu pensar numa resposta melhor.

– Gostas de ir a esses lugares?

– Maggie… estás a envergonhar-me.

A jovem mantinha a face encostada ao seu peito e Adam fitou o teto, satisfeito por não estar a olhá-la de frente.

– Não é minha intenção. Apenas me interrogo porque o farias.

– Bem, é diferente para um homem.

– Eu sei.

– E para um homem na minha posição é difícil… ah…

– Imagino que sim. – Apoiou-se num cotovelo para poder baixar os olhos na sua direção. – Por favor, não voltes a um lugar desses. Enquanto estivermos juntos, quero dizer.

– É um pedido estranho o que me fazes.

– Eu sei e talvez aches que não tenho o direito de pedir tal coisa, mas agora que fomos… íntimos um com o outro, não consigo imaginar-te com outra mulher. Acredito que ficaria com o coração partido se o descobrisse.

Tinha prometido que não voltaria a magoá-la.

– É assim tão importante para ti?

– Muito. Quero ser aquela que procuras. De todas as vezes. Farei o que desejares e vou dar-te tudo o que precisas. Juro. Apenas quero saber que sou a única.

Fidelidade. Era isso o que ela estava a pedir, uma palavra em que nunca tinha pensado porque não precisara. A ideia de que ela não queria partilhá-lo era curiosamente agradável e reconfortante. Deitar-se apenas com ela era algo que não havia considerado na sua rápida e precipitada transformação num homem com uma amante. Poderia prometer-lhe fidelidade?

Um breve olhar ao longo do corpo feminino facilitou-lhe a resposta. Maggie mantinha-se deitada ao seu lado revelando uma bela imagem de nudez. Pensou no momento em que ela gritara de paixão quando a penetrara, e na explosão de prazer pouco depois, nos gritos em uníssono quando se tinham vindo em simultâneo.

Ela seria sempre mais do que suficiente, muito mais do que imaginara que encontraria e, portanto, a promessa foi fácil.

– Enquanto estivermos juntos, serás a única.

O sorriso dela compensou todas as palavras que pronunciara.

– Nesse caso, acho que é melhor praticar para ficar à altura – decidiu Maggie.

Baixou a mão, agarrou-lhe no membro e ele ficou imediatamente excitado, pronto para mais.