Morra por Mim

Amy Plum · Capítulo 1 de 40

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Morra por Mim

Dedicatória

Este é para você, mamãe. Sinto sua falta todos os dias.

Incapaz de morrer é o ser amado. Pois o amor é imortalidade.

Em ily Dickinson

Prólogo

 

DA PRIMEIRA VEZ QUE VI A ESTÁTUA NA FONTE, NÃO fazia ideia do que Vincent era. Agora, ao contem plar a beleza etérea das duas figuras conectadas — o belo anj o, com o rosto duro e sério voltado para a m ulher que ele aninhava nos braços estendidos, toda feita de suavidade e luz —, eu não podia deixar de perceber o sim bolism o. A expressão do anj o parecia desesperada. Até m esm o obcecada. Mas tam bém terna. Com o se ele tivesse a esperança de que ela o salvasse, e não o contrário. E, de súbito, surgiu em m inha m ente o nom e pelo qual Vincent m e cham ava: mon ange. Meu anj o. Estrem eci, m as não de frio.

Jeanne dissera que ter m e conhecido havia transform ado Vincent. Eu lhe dera “vida nova”. Mas teria ele a expectativa de que eu salvasse sua alm a?