O Arqueiro e a Feiticeira: A Caverna de Cristais

Nota da Autora

Tudo com eçou quando eu era apenas um a m enina que gostava de escrever histórias e desenhá-las. Claro que havia um a fonte inesgotável para inspirar m inhas aventuras: desenhos j aponeses (sou da época do Speed Racer, Phantomas e, claro, A princesa e o cavaleiro), contos de fadas, livros, novelas da extinta TV Tupi, séries (eu adorava viaj ar no Túnel do tempo!) e m uito, m as m uito cinem a. Entram nessa brincadeira desde desenhos da Disney até film es clássicos.

Na adolescência, passei a criar histórias apenas na m inha cabeça. Sou da geração Star Wars ,

na época inocente em que ninguém ainda desconfiava que o Luke era filho do Darth Vader. As reprises de Jornada nas estrelas conquistaram -m e nesse período. Eu saía voando da escola apenas para não perder nenhum dos episódios que a TV Bandeirantes exibia no final da tarde. Im aginei m uitas aventuras para o capitão Kirk, Spock e m eu m édico preferido, o Dr. McCoy, num a década em que ninguém sabia o que era Fan Fic.

Daí em diante, a vida adulta atropelou-m e. Trabalho, faculdade, casam ento, filhos... Fiquei

sem tem po de ler, ligar a TV, curtir um cinem inha. Mas as histórias continuaram , insistentes, dentro da m inha cabeça. Nunca achei que pudesse transform á-las em livros.

A caverna de cristais era um a criação antiga, da m inha adolescência. Lem bro que fui assistir

a O feitiço de Áquila no cinem a e voltei para casa im aginando com o seria um a feiticeira com o charm e da Michelle Pfeiffer e um arcebispo ainda m ais m alvado do que o bispo de Áquila. Nasciam Hannah e Hugues De Angelis. Outros personagens viriam no rastro: a estabanada Alix, Erec (que sem pre associei ao m osqueteiro D’Artagnan, com seu tem peram ento im pulsivo e pronto para entrar em brigas), Shannon, o tím ido Thom as, Vince De Angelis (m eu personagem favorito) e outros que tam bém foram ganhando espaço.

Então, eu, a j ornalista que gosta de inventar histórias, decidi colocar tudo no com putador aos

trinta e quatro anos de idade. O prólogo deste livro, Cordilheira Azul, foi escrito na tarde de 1º de j aneiro de 2001, logo após o alm oço de Ano-Novo. Um a brincadeira que fiz com igo m esm a: ano novo, século novo, m ilênio novo, vida nova! A avalanche de ideias veio a seguir. Não parei m ais. O prim eiro livro, O arqueiro e a feiticeira, foi lançado em 2003, transform ando a saga na prim eira de um a autora brasileira a ser publicada no país. Hoj e tenho várias outras obras publicadas, indicações para o Prêm io Jabuti e títulos selecionados para program as de governo e adotados em inúm eras escolas, além de participações com contos em antologias e coletâneas.

O arqueiro e a feiticeira e os dem ais livros da saga da Caverna foram os prim eiros que

escrevi, por isso o carinho tão especial que dedico a estes trabalhos. Você vai identificar várias das m inhas influências, que m isturam elem entos distintos com o O senhor dos anéis, Babylon 5, Star Wars, Jornada nas estrelas, Dragon Ball Z, Harry Potter, Excalibur, As brumas de Avalon etc. A esta altura, você deve estar se perguntando: o que O senhor dos anéis e Dragon Ball Z têm em com um ? Sinceram ente? Tam bém não sei. As histórias existem , divertem , em ocionam . Em nenhum m om ento eu quis criar um m undo próprio e original para esta saga. Meu obj etivo sem pre foi escrever um a grande hom enagem à cultura nerd, utilizando a m inha própria receita a partir de ingredientes que estão à disposição de todos.

A saga poderia ser explicada com o o brilho m ultifacetado dos cristais refletidos em cada

ponto da caverna. Nada é realm ente o que parece ser. Histórias m isturam -se e trazem outras à tona.

Cristais que confundem , iludem , escondem dram as pessoais, alegrias, alianças, am ores, ódio, laços que atravessam gerações, tem pos, m undos e renascim entos.

Helena Gom es

http://helenagom es-livros.blogspot.com

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http://acavernadecristais.blogspot.com

@m undonergal

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Helena Gomes

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