O Direito à Natureza na Cidade
O período teológico
A forma como o homem clássico somou seus esforços no contínuo processo de melhora da natureza, bem como de suas ideias e conceitos, representou um grande avanço na epistemologia da natureza. Mas o Período Clássico estava chegando ao fim com o advento do cristianismo e das invasões dos territórios europeus, pelos povos asiáticos, que os "civilizados" europeus chamavam de bárbaros. A mudança do eixo de produção de ideias do Mediterrâneo para a Europa Central e do Norte, irá significar o abandono da ideia do homem como um criador na natureza. Será instaurada a ideia de um Criador Divino na concepção de toda a natureza.
O período teológico
A Natureza e o Homem - equilíbrio nos encontros e entendimentos
A Natureza divina e o Homem religioso
Após a contribuição intelectual do Período Clássico, os rumos da história da humanidade e da produção do conhecimento tomam novas direções. Os novos tempos, marcados notadamente pela dominação do cristianismo, tanto do ponto de vista religioso como político, significou uma nova forma de produção de ideias de natureza e no desenvolvimento científico e técnico.
O fim do Período Clássico, que no mundo das ideias já esboçava um importante conjunto teórico que sustentava a ideia do homem como um ser independente e controlador da natureza, e o início do Período Teológico, serão marcados pela superação das ideias do homem como um criador/artesão na natureza. O novo ideário dominante para a conceituação da natureza terá como aspecto central o teocentrismo. A Natureza é vista como obra e criação de Deus. O seu estudo será marcado pela busca de novas provas da existência e da bondade deste ser criador. Para Lenoble (1969), a ideia de uma criação divina da natureza, uma natureza que não existe por si mesma, é uma ideia religiosa judáico-cristã.