O Senador

Fernanda Terra · Capítulo 13 de 36

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O Senador

Capítulo 12 · Meu Artur. Ele veio!

 

— É o seu Senador? — Átila perguntou e vi um sorriso se formar no canto da boca do meu amor. Aquele sorriso que tanto me torturou e me fez falta todas as noites sem ele.

— Linda Marilyn, sua noiva, Senador? — Ana perguntou boquiaberta, me encarando. — Eu estou hospedando uma das pessoas mais importantes do nosso país?

— Agora hospedará dois! — Átila fez graça apontando para Artur, tirando-nos da nossa bolha particular.

— Ana... — eu não sabia o que dizer. — Me perdoe por não ter contado antes, mas...

— Filha — ela deu a volta no balcão vindo me abraçar —, vá conversar com seu noivo, depois você me conta.

— Ok! E... Mais uma vez, desculpe! — estava envergonhada por ter omitido minha identidade. — Átila, nos falamos amanhã — disse conectando meus olhos nos de Artur novamente.

— Tudo bem, até amanhã, Linda.

— Então, você não respondeu minha pergunta — Artur sussurrou aproximando nossos corpos, de jeito muito sério.

— Vamos para meu quarto — peguei a chave com Ana. — Boa noite.

— Boa noite, querida. Se precisar de alguma coisa é só pedir — olhei para Artur imóvel ao meu lado.

— Obrigada. Vamos?

Ele me seguiu em silêncio enquanto eu indicava o caminho do meu quarto andando em sua frente. Mas assim que entramos ele voltou a perguntar:

— Quem é ele?

— Ele? — perguntei de volta confusa, mas logo entendi de quem Artur falava. — Átila é meu guia, além de um grande amigo que fiz aqui em Sumas — respondi vendo suas narinas inflarem.

— Amigo? — foi irônico. O quê? Artur estava desconfiando de mim?

— Amigo sim, Artur Sebastian! Eu sou noiva! — mostrei a aliança reluzente no meu dedo. — E o respeito que tenho por meu noivo vem acima de tudo!

O vi desmoronar na poltrona perto da janela, abaixando a cabeça e puxando os cabelos em sinal de frustração.

— Me perdoa? Eu só queria proteger você. Na verdade eu… — antes de continuar, ele jogou em cima da cama um bolo de papel amassado que mais do que depressa corri para pegar. — O dossiê que eu montei para desmascarar Ryan e Raquel — eu estava catatônica com aquela informação.

— Você não confiou em mim — falei magoada.

— Não, princesa, eu não consigo encontrar alguém mais confiável nessa vida. Infelizmente, tentando protegê-la, eu a subestimei, pagando o preço mais alto possível. Eu não aguentaria mais um dia sem você, Linda — Artur levantou vindo na minha direção e ali, mais uma vez, percebi o motivo da minha fuga. Eu não resistiria mais dez minutos com ele assim, tão perto. — Eu sempre soube, princesa. Os investigo há mais de um ano, e por saber de todas suas sujeiras, queria te manter afastada de tudo isso. Fiquei louco sem saber onde achá-la, com medo que eles descobrissem suas investigações antes que eu a encontrasse — disse passando o nariz por toda a parte exposta da minha clavícula.

— Vocês já tomaram alguma atitude? — tentei me desvencilhar dos seus braços, sem muito sucesso.

— Não — respondeu. Nossos olhos se cruzaram pela primeira vez no quarto. — George além de estar orgulhoso da nora, me deu broncas gigantescas nesses últimos dias, fazendo com que até Ethan perdesse o respeito por mim — ri gostoso imaginando a cena. — Mas pedi que esperassem eu encontrá-la primeiro, tinha muito medo que algo acontecesse — ele tocou meu rosto carinhosamente e um rastro de fogo se instalou ali.

— Você me achou — afirmei emocionada.

— Você queria que só eu a encontrasse, não é?

— Você sabe que sim. Eu esperei todas as noites por você — deitei meu rosto na sua mão.

— Eu segui meu coração. Mesmo que eu tenha demorado tempo demais para escutá-lo, estou aqui. Eu vim buscá-la. — Então, como em um estalo, me afastei.

— Eu não vou embora com você!

— Como? Por quê? — perguntou confuso.

— Estou trabalhando, Artur. No meio de uma matéria especial…

— Para a revista da paquita? — revirei os olhos quando fui cortada.

— Para a revista de Mark, sim, mas também estou terminando meu projeto.

— Seu projeto pessoal? — seus olhos se iluminaram.

— Sim. Quer dizer... Nosso projeto. E se você pudesse ficar aqui comigo nesse período que ainda me falta para a conclusão, eu mostraria para você, humildemente, como é governar daqui do chão. Sem as teorias de topo da Scott’s.

— Você está me convidando para ficar aqui com você em Sumas, Linda?

— Estou! — mordi os lábios já adivinhando sua resposta. — Estou pedindo para concluir nosso projeto comigo. Mas também sei que não pode se ausentar muito do Capitólio…

— Eu não compareço ao Senado há quase um mês, princesa — disse cansado.

— Oi?!

— Você, mais do que ninguém, sabe que nada faz sentido se não estiver ao meu lado.

— Mas você tem obrigações, amor — retruquei. Seu sorriso se iluminou depois que eu o chamei carinhosamente, mesmo sendo algo normal e instantâneo.

— Minha única obrigação era encontrá-la. Só você me importa, Linda — Artur me apertou contra seu corpo, fazendo-me gemer com sua pegada. — Ethan vai enlouquecer, mas eu quero ficar com você. Me ensina a governar com os pés no chão, princesa? — sorri emocionada, beijando-o apaixonadamente.

Nunca pensei que sentiria tanta falta daquela boca, mas quando nossas línguas se encontraram foi como se um furacão passasse entre nós, nos deixando completamente atordoados de desejo. Seus braços criaram vida, serpenteando meu corpo, e minhas mãos foram direto para seus cabelos, enroscando os dedos naqueles fios de cabelo castanho claro. Artur era completamente meu. Meu homem, meu maior desejo... E se não fosse por minha fuga, teria me entregado a ele na mesma noite em que brigamos.

— Com Ethan a gente se entende depois. Quando o partido vai precisar do seu nome para a Presidência do Senado? — disse com sua boca perto da minha, com vontade de me perder nela novamente.

— Vamos nos preocupar com isso depois, agora quero jogar minha noiva nessa cama e comê-la até perdermos todos os sentidos. E também, fazer com que ela entenda de uma vez por todas que só existe uma mulher na minha vida. Esta, parada na minha frente, mordendo esses lábios que me enlouquecem, ficando ainda mais sexy com essa peruca ruiva — sorri, nem lembrando que ainda estava de peruca, completamente entregue em seus braços, novamente sentindo o perfume gostoso do seu pescoço, quando cedo demais ele se afastou.

— O quê? — perguntei com os olhos fechados.

— Olhe pra mim, Linda — seu tom havia mudado. — E aquele moleque? — ri, o empurrando para a cama.

— Como eu já te disse, Senador, eu sou noiva — mostrei mais uma vez minha aliança, orgulhosa. — E meu noivo, o Senhor Scott, é um cara muito poderoso, bravo e ciumento — disse devagar já tirando toda a minha roupa, fazendo o mesmo com as dele em seguida —, mas, acima de tudo — parei nua com os pés um de cada lado do seu corpo, descendo lentamente —, eu o amo mais que minha própria vida — nos encaixamos deixando apenas nossos urros de prazer sobressaírem pelo quarto.

— Linda, eu ainda não terminei esse assunto com você — ele gemeu. — E não faça isso. Estou sem transar à quase um mês, não aguentarei essa posição por muito tempo — Artur disse assim que plantei meus pés no colchão, vendo-me sorrir maliciosamente. Ele me conhecia muito bem para saber o que pretendia fazer.

— Não estamos em situações diferentes, meu amor. Então gozaremos como dois adolescentes. Não se preocupe.

Tentei tirar a peruca ruiva, mas ele foi mais rápido, segurando minhas mãos.

— Com a peruca, Senhorita Lewis — gargalhei lembrando-me de uma das nossas noites mais intensas no Hilton em Nova York, quando apresentei a ele minha nova faceta, a de ruiva fatal. Então, como Mônica Lewis, comecei a subir e descer, sentindo aquele pau que quase me matou de tanta saudade e observando seu rosto cheio de excitação.

Eu estava de volta ao meu mundo, dando prazer ao homem que eu amava e que também me queria ao seu lado.

Sem perceber, Artur nos virou, me deixando por baixo, sem nos desconectarmos.

— Quero sentir você me apertar, vem comigo, Linda — ele urrava e mordia meu pescoço, colo, seio... Mas nosso abismo foi quando Artur tocou meu clitóris do jeito mágico que só ele sabia fazer. Gozamos juntos, depois de cinco minutos de transa, literalmente, como dois adolescentes.

— Jesus Cristo! Que saudades! — ele saiu de dentro de mim, deitando-se ao meu lado e aconchegando-me em seus braços.

— Princesa, você não imagina como senti sua falta — ergueu meu rosto fazendo com que nossos olhos se conectassem novamente. — Linda, nunca mais faça isso comigo, por favor, eu quase enlouqueci.

— Amor, eu só quero... Eu peço que confie em mim, de verdade, não me subestime. Quero estar ao seu lado, apenas isso — ele nos sentou sem desconectar nossos olhos.

— Eu juro por você, que é a coisa mais importante da minha vida — sorri feliz —, que nunca mais vou subestimá-la. Linda, eu sempre quis você do meu lado, sabe muito bem disso — confirmei envergonhada. — Aqueles dois são perigosos, tome cuidado.

— Eu sei disso, amor, por isso mesmo vocês precisam agir logo, precisam se proteger também. Eles podem usar de artimanhas e colocar vocês em alguma de suas tramóias. Os Scott têm um nome a zelar. — Artur sorriu, aconchegando-me ainda mais em seu colo.

— Já estamos organizando um esquema para que eles sejam pegos e, principalmente, para que nada possa surgir com nossos nomes envolvidos.

— Mas nós temos que tomar cuidado, Artur. Eles estão sendo ajudados pelos Parker e isso foi o que mais me preocupou — beijei seu peito. — Tenho medo que eles te prejudiquem na política.

— Princesa, temos escutas em todos os telefones e equipes os seguindo vinte quatro horas. Os passos deles estão mais que monitorados.

— Eu queria ter feito isso com você — disse chateada.

— Me perdoe mais uma vez, por favor — Artur me olhou desesperado.

— Eu entendo o porquê fez isso, Artur, mas você tem que aprender a me escutar, eu não quero fugir de novo para que isso aconteça.

— Você não faria isso novamente, não é, Linda? — falou com medo.

— Você não vai me subestimar novamente, vai? — sorri para ele.

— Nunca mais.

— Então não teremos problemas, amor, quer dizer... Acho que temos um que posso resolver agora.

Me ajoelhei indo em direção a minha tentação mais saborosa.

— Huumm! Amor, ele está me chamando, posso brincar com ele? — provoquei imitando uma voz de criança.

— Porra, Linda! Assim eu vou gozar antes mesmo da primeira chupada — gargalhei o colocando na boca.

— Acho que vamos precisar de um mês para voltar ao normal, amor — ele puxou meus cabelos fazendo com que eu o engolisse por inteiro.

— Eu nunca serei normal ao seu lado, Linda Marilyn — lambi suas glandes. — Huumm! Isso, princesa, me chupa gostoso... — sorri diabolicamente e ali percebi que tinha Artur em minhas mãos e não apenas no sexo.

Eu havia acertado ao me afastar dele naquela briga. Nós nunca chegaríamos a um acordo do jeito que estávamos, precisávamos da distância. Sofremos, mas o sacrifício tinha valido a pena. Artur me reencontrou totalmente frágil e se abriu para todos os assuntos. E mesmo sabendo que isso não mudaria o protecionismo exagerado que ele tinha por mim, pelo menos havia aprendido que não deveria me excluir novamente.

Eu queria estar ao seu lado sempre, como sua companheira, mas conquistaria esse espaço como aprendi com Emma, aos poucos, sutilmente e principalmente com muito amor. O susto eu já havia dado e a partir daquele momento, teria apenas que moldá-lo para permanecer no lugar certo em uma relação saudável.

Minha primeira vitória eu já havia conquistado, deixando-me radiante. Artur ficaria comigo em Sumas e eu com todo prazer lhe apresentaria meu... Quer dizer, nosso projeto pessoal, para que juntos pudéssemos finalizá-lo.

Eu estava feliz, realizada e, acima de tudo, inteira novamente.

Além de, naquele exato momento, tendo o melhor orgasmo da minha vida com a chupada de misericórdia que Artur tinha acabado de me dar. Com certeza ele era o mestre supremo no sexo oral, mas eu não ficava atrás, fazendo-o gozar como um menino, dez minutos antes.

— Definitivamente vamos precisar de um mês para voltar ao normal.

— Já disse que com você nunca será normal, princesa — disse sonolento ao meu lado, fazendo-me rir.

— Pensei alto, não foi?

— Eu adoro quando você me diz o que está pensando, mesmo que seja involuntário — aconcheguei-me no seu peito, o beijando carinhosamente. — Agora vamos dormir que amanhã você tem muito o que me mostrar, senhorita.

— Eu vou ter o maior orgulho de lhe apresentar tudo, amor — disse orgulhosa.

— Tenho certeza disso, princesa.

Suspirando pesadamente Artur se rendeu a um sono profundo, levando-me junto dele.

Na manhã seguinte, acordei antes de Artur e acomodei minha cabeça em seus braços apoiados no colchão, velando seu sono ainda por um bom tempo.

— Bom dia! — acariciei seu rosto assim que o vi abrir os olhos.

— Bom dia, princesa. Acho que perdi a hora, não foi? — sorri, dando-lhe um selinho.

— Seu relógio biológico só funciona em casa — tentei fazer graça.

— Não, Linda, eu não dormia assim desde que você foi embora. Estava à base de Whisky.

— Artur Sebastian! — o repreendi.

— Eu não tenho vergonha de dizer isso — foi sincero olhando profundamente em meus olhos.

— Eu fico feliz que não tenhamos reservas um com o outro — desci meus carinhos até seu peito. —Também não dormi bem esses dias, amor, não tenho vergonha de dizer que chorei todas as noites.

— Somos dois dependentes — ele sorriu, me apertando ainda mais ao seu corpo. — Acho que vamos precisar de uma esteira nesse quarto — Artur olhou em nossa volta.

— Podemos caminhar. Aqui temos sossego, paz e ar puro. As pessoas são ótimas — ele gargalhou. — O quê? — perguntei confusa.

— A esteira deixou de ser prioridade para alívio do meu estresse e saúde há algum tempo, Linda Marilyn. Na verdade, precisamente há dois anos — revirei os olhos sabendo aonde ele chegaria. — Hoje eu corro diariamente para lhe proporcionar sua melhor visão matinal — resmunguei batendo no seu ombro e me levantando.

— Você é muito convencido, Scott!

— Sou, Senhorita Stevens. E você me deixou completamente apaixonado e entregue — sorri orgulhosa. — O poderoso Artur Scott, quem diria, feliz por estar nas mãos do amor da sua vida. A mulher mais linda — beijou meu ombro —, a mais inteligente — beijou a ponta do meu nariz — e a mais quente — mordeu meu lábio inferior, fazendo com que gemêssemos em sincronia.

— Enquanto não providenciamos a esteira, podemos nos contentar com a segunda parte da nossa rotina matinal, o que acha? — pisquei para ele.

— Ok! Futura Senhora Scott, que tal um banho? — Artur se levantou me levando junto no colo.

— Ótima pedida, Senador.

Mantendo nossa rotina, ele nos levou até o banheiro, tirando sua boxer, sem desconectar os olhos do meu corpo nu. Metodicamente, ligou o chuveiro colocando-me embaixo da ducha já em uma temperatura gostosa, começando a me ensaboar.

— Como senti falta das suas mãos em mim — gemi.

— Só das mãos? — Artur mordeu meu ombro.

— Com certeza não — disse entregue em seus braços. Virei ficando na sua frente e mordi os lábios. — Eu quero você, amor.

— Eu sou seu, princesa.

— Eu preciso de você agora — levei sua mão a minha entrada, já completamente encharcada —, aqui.

— Tão molhada… Tão minha — sussurrou introduzindo dois dedos em mim. — É isso que você quer?

— Eu quero mais — o envolvi em minhas mãos e comecei a tocá-lo em um movimento gostoso. — Tão meu — ele gemeu completamente entregue também.

— Para sempre.

Artur tirou suas mãos de dentro da minha intimidade, pegando-me novamente no colo e nos encaixando perfeitamente. Colou minhas costas no azulejo, penetrando devagar, me fazendo pedir por mais contato.

— Mais, Artur.

— Você é mesmo muito devassa, Primeira-dama.

— Por você, Senador… Só por você — Artur estocou mais forte dando leves mordidas em meus seios, pescoço e barriga, deixando-me enlouquecida.

Chegamos ao ápice praticamente juntos e, tentando recuperar o fôlego, terminamos nosso banho. Mas antes de sairmos do chuveiro, o celular de Artur começou a tocar o fazendo correr para atender. Fiquei ali mais alguns minutos e quando saí apenas enrolada em uma toalha, pude escutar um pouco da sua conversa ao telefone.

— Isso mesmo, Ethan, tente resolver as coisas por aí e se minha presença for imprescindível eu volto… Não… Eu preciso reconquistar minha primeira-dama, caro assessor.

Senti minhas pernas bambearem quando ouvi sua gargalhada, precisando me segurar na porta do banheiro. Será que tudo que havíamos conversando na noite anterior tinha sido apenas uma de suas artimanhas políticas? Não... Não podia ser. Eu cofiava nele.

Minha resposta veio junto com um suspiro de alivio, minutos depois. Eu não podia estar tão enganada a respeito de Artur Sebastian.

— Eu quero aprender na prática como se governa. Quero fazer isso ao lado de Linda. Além de dever isso a ela, sempre é bom nos especializarmos e do topo nunca iria conseguir. Essa será uma experiência única e não vou perdê-la — sorri indo em direção a ele perto da janela, abraçando-o por trás e beijando suas costas. — Isso, Ethan me mantenha informado. Ok! Até mais.

— Amo você — disse assim que ele desligou o celular.

— Também te amo mais que tudo, princesa. Obrigado! — Artur se virou, beijando minha testa.

— Não me agradeça, ainda. Vamos? — o puxei para nos arrumarmos. — Temos muito que fazer hoje.

— Estou a sua disposição — ele sorriu lindamente e ali eu vi o homem que me apaixonei e que também modifiquei, apenas com a força do nosso amor.