O Senador

Fernanda Terra · Capítulo 32 de 36

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O Senador

Capítulo 31 · Acordei pegando fogo…

 

Na verdade, a tentação dormindo ao meu lado não estava ajudando minha situação naquele momento.

Com praticamente nove meses de gravidez, minha libido não poderia estar mais instigada. E Artur dormia tranquilamente ao meu lado apenas com um lençol cobrindo seu membro… E, oh, meu Deus! Seu pau estava pronto para ser chupado e eu não resistiria por muito tempo antes de acordá-lo com muito amor.

Sorri apoiando a cabeça no braço, observando meu amor dormindo serenamente.

Há quanto tempo isso não acontecia…

Mesmo depois da morte de Ryan e Raquel e a prisão de Victor Parker, Artur não diminuiu meus seguranças, apenas dispensamos os do Pentágono por ordem de Sal, mas pelo meu marido ainda estaria cercada por homens do Galpão 77.

Fiquei em choque por alguns dias ainda, depois de presenciar aquela cena horrível. Nunca me esquecerei daquilo, porém, eles procuraram seu próprio fim.

Naquela noite me senti tão amada. Artur me mostrou como podemos vencer tudo e todos sendo verdadeiros e depois de nos amarmos não tive mais pelo que temer. Nossa família voltaria a ter paz e tudo ficaria bem.

Sorri apaixonada.

Nos últimos dois meses trabalhamos muito, eu com a divulgação do livro e ele no Capitólio. Além de organizarmos os dois, quer dizer, três quartos para Sophie – decidi montar um em Sumas também. Viríamos para cá com frequência e nossa filha precisaria de um berço. Foi o que eu disse quando Artur coçou a cabeça por estar me preocupando com mais uma coisa. Por ele, eu estaria presa em uma redoma de diamante até nossa filha nascer, depois ele prenderia a nós duas em uma de ferro para não termos como escapar dos seus olhos.

E por falar em Sumas, estávamos na cidade há dois dias para o encerramento da minha divulgação.

Teríamos uma noite especial de autógrafos para reinaugurarmos o museu, tudo estrategicamente organizado por mim e por Dibe, que estava me surpreendendo a cada dia.

Esse seria o ponto chave para a revitalização da cidade.

Nossa meta era transformá-la em um dos pontos históricos a se conhecer nos Estados Unidos e sua reinauguração, junto da minha noite de autógrafos, chamaria a atenção da mídia e dos nomes mais importantes no meio político. Até Obama havia sido convidado junto com sua Michelle, e o melhor, tinham confirmado suas presenças. Havia também muitas pessoas influentes, que conheceriam aqui um potencial imenso para seu investimento. Tudo arquitetado por meu braço direito.

Como sentia orgulho daquele menino.

Contudo, voltando a observar a paisagem ao meu lado, fiquei cheia de segundas intenções. Já estava na hora de acordar meu Senador em grande estilo.

Engatinhei até o meio das suas pernas e sem nenhum pudor tirei seu lençol, o abocanhando com fome e sorri quando o escutei gemer, ainda inconsciente.

— Porra! Linda… O quê? — com ele ainda em minha boca, o vi acordar perdidamente louco e excitado, levantando um pouco a cabeça. Eu conhecia meu homem como ninguém.

— Bom dia, meu amor — fiz um “ploft”, estalando a língua, o fazendo gemer novamente e jogar a cabeça de volta no travesseiro.

— Você vai me matar desse jeito, Linda Marilyn — urrou baixo.

— Por que, amor? Quer que eu pare? — afastei-me um pouco, vendo seus olhos verdes escuros de excitação voar para mim.

— Nem pense nisso — agarrou meus cabelos em um rabo de cavalo e desceu minha boca novamente em seu pau. — Com fome, princesa? — gemi esfregando uma perna na outra não parando de chupá-lo.

— Muita! — levei uma mão as suas bolas e a outra, bem... Com a outra eu precisava me descarregar.

— Nem pense nisso também — Artur agarrou meus braços levantando-me e quando percebi já estava inteiramente encaixada no seu pau gostoso. — É disso que você precisa, e não de dedos delicados — o desgraçado chupou os dedos que havia tirado de dentro de mim e rebolei ainda mais.

— Eu preciso tanto de você, amor — fiz um biquinho e ele estocou forte.

— Quero você de quatro — parou de se mexer fazendo-me resmungar. — Prometi que comeria essa bunda gostosa quando sua barriga completasse nove meses e não o fiz ainda — Artur deu um tapa estalado no meu traseiro.

— Você vai me matar — o safado nos desconectou com cuidado, colocando travesseiros por todos os lados para apoiar, me virou de quatro e abriu a gaveta do criado mudo. — Oh, meu Deus! — gritei quando senti algo gelado sendo passado na parte de dentro de minha bunda.

— Ele vai me comer por trás mesmo. E isso está me matando de excitação.

— Não foi para isso que me acordou com uma chupada, devassa? — Artur começou a introduzir devagar e quando estava todo dentro de mim urramos juntos. Essa foi a deixa para ele começar a estocar fundo, enquanto trabalhava dois dedos na minha entrada da frente, com seu polegar instigando meu clitóris inchado.

— Mais forte, amor… Isso… — gemia desconexa.

— Vai, gostosa, me aperta… Uh, Linda, tão apertada. Você me mata… Vem, estou quase lá…

— Eu também… — não consegui terminar a frase, caindo completamente satisfeita nos travesseiros colocados estrategicamente ali, depois de mais um orgasmo. — Sensacional!

— Como sempre! — Artur gemeu vindo logo em seguida. — Porra, princesa, mais algumas manhãs assim e não sei se sobreviverei para o nascimento da nossa filha — sorri sendo puxada para seu peito, assim que ele se jogou ao meu lado.

— É claro que sobrevive. Você é forte, amor — gargalhamos. — Eu amo você — disse dengosa, aconchegando-me mais a ele.

— Também a amo, princesa — trouxe seus lábios delicadamente aos meus, os tocando carinhosamente no começo, porém, nossos beijos nunca foram castos quando se tratavam de manhãs que já começavam quentes. — Que tal terminarmos isso no chuveiro? Preciso te comer de frente agora — gemi com o fogo voltando a se instalar no meu corpo. Então me agarrei a ele e terminamos o que estávamos fazendo no banheiro. Como? Elaboramos milagres por conta da minha barriga imensa, descobrindo posições sensacionais, que até o Kama Sutra duvidaria.

 

— Como está se sentindo a estrela do dia? — Artur disse enquanto saíamos do banho.

— Completamente nervosa — sorri. — Mas, inteiramente feliz por um trabalho concluído.

— Você merece, meu amor. O evento de hoje será um marco para a cidade de Sumas e principalmente para a Família Scott — ele veio até mim, beijando-me carinhosamente, enquanto eu terminava de colocar um vestido curto de inverno, com estampa de flores, completando com uma sapatilha.

— O merecimento não é só meu — toquei seu rosto. — Dibe fez grande parte do trabalho, ele batalhou muito para isso também — Artur sorriu orgulhoso da nossa escolha.

— Dibe, foi uma ótima descoberta que fizemos juntos.

— Sim — senti nossa cumplicidade através do olhar.

— Vamos tomar o café da manhã, nossos pais nos esperam — estaquei com meu rabo de cabelo nas mãos.

— Artur! Nossos pais... — sentei cobrindo o rosto com as mãos, completamente envergonhada. — Nós estávamos urrando de prazer aqui nesse quarto com nossos pais nas suítes ao lado. Oh, meu Deus! Que vergonha! — o desgraçado gargalhou agachando na minha frente.

— Acho que é um pouco tarde para se ter vergonha, não é, Linda Marilyn?! — retirou minhas mãos do rosto.

— Artur Sebastian, pare de rir da minha cara.

— Princesa, você é hilária! — gargalhou ainda mais. — Você acorda pegando fogo — balancei a cabeça, não tendo como negar os fatos. — Me ataca enquanto ainda durmo e agora se sente envergonhada? Só você mesmo, Linda.

— Amor, eu perco os sentidos quando te vejo assim tão…

— Tão…

— Gostoso — gemi em frustração e tapei o rosto novamente.

— Venha, minha gostosa insaciável, uma hora dessas todos já estão lá embaixo, por isso ninguém deve ter escutado suas obscenidades aqui — bati em seu braço. — Isso dói, Linda Marilyn.

— É para doer mesmo — respirei fundo com Artur me ajudando a levantar. — Estou tão pesada — ele sorriu acariciando minha barriga.

— Está linda, isso sim.

— Você não vale — lhe dei um selinho.

— E mais fogosa impossível — bateu na minha bunda.

— Vamos descer, não quero mais falar desse assunto — entrelacei nossas mãos.

— Só se me prometer continuar me acordando assim — gemi, entregue em seus braços enlaçando minha larga cintura.

— Prometo — ele gargalhou, levando outro tapa.

Descemos as escadas com Artur ainda fazendo gracinhas e eu preocupada. Se alguém tivesse escutado meus gemidos no andar de cima, eu não saberia onde enfiar minha cara e muito menos minha barriga de nove meses.

Mas graças a Deus o clima estava ameno quando chegamos à mesa posta do café da manhã.

— Bom dia — dissemos uníssono para meu pai e George, que tomavam seus cafés, tranquilamente.

— Bom dia! Dormiram bem? — olhei para meu marido, que assentiu ainda rindo.

— Muito bem, George. Pai — beijei a testa de Sal

— Esse bebê está cada dia maior — ele tocou minha barriga carinhosamente.

— E mais pesado — suspirei sentando, assim que meu lindo Senador puxou a cadeira.

— Não consigo parar de me emocionar com esse lugar, ele me traz lindas lembranças.

— George, esse rancho é nosso, da nossa família — disse também emocionada, enquanto nossa empregada servia-me um copo de suco. — Obrigada, Ethete — ela apenas sorriu.

— Eu sei que sim, minha querida.

— Vocês não imaginam como Ethete cuida desse jardim — Emma entrou esfuziante ao lado da minha mãe. — Acordaram, meus queridos! Dormiram bem? — elas vieram me beijar e tocaram minha barriga.

— Muito bem — sorri para as duas. — Que bom que gostaram. Precisam ir até a clareira também, vocês vão se apaixonar! Mesmo sem flores, por estarmos no inverno, ela é encantadora... — olhei para Artur, que beijou minha mão.

— E especial, em todos os sentidos — Artur completou, olhando intensamente para mim.

— Sim, amor — toquei seu rosto, carinhosamente.

— Tudo pronto para hoje à tarde? — ele se virou para Jonathan, que estava parado na porta da cozinha.

— Todos os seguranças a postos, Senador.

— E alguns homens do Pentágono também — meu pai completou e estremeci, lembrando o lançamento do livro em Nova York.

— Calma, princesa. Sei que foi traumatizante e ficará gravado para sempre em nossas memórias, mas não temos mais nada a temer.

— Eu sei, amor… — minha voz embargou e Artur beijou meus lábios, castamente.

— Shii! Não vamos falar de coisas tristes, hoje só temos motivos para comemorar.

— Artur tem razão. Além do mais, o belíssimo trabalho que você e Dibe fizeram vai ser altamente recompensado — George disse animado. — Ouvi falar de investidores fortes que estão vindo para a reinauguração.

— Isso será muito importante para o sucesso de seus projetos, princesa. Sem contar a presença ilustre do nosso Presidente no evento — sorri nervosa.

— Meu Deus, isso é surpreendente.

— O quê? O Presidente? — ele sorriu, limpando a boca. Artur estava impossível naquele dia. — Você mesma disse que dormirá com um daqui a alguns meses — corei fortemente.

— Artur Sebastian Scott! — esbravejei fazendo todos rirem, até os funcionários.

— Temos fé que suas palavras se profetizarão, querida. E, por oito anos.

— George, deixe a menina respirar — Emma falou assim que me viu sem ar.

— Respire, princesa — Artur beijou meu rosto.

— Oh, Deus! Será que aguento o dia de hoje? — suspirei fazendo com meus pulmões doessem.

— Aguenta, princesa, você é forte — o safado piscou, fazendo-me corar ainda mais.

— Minha querida, mudando de assunto, Alex já está preparando a suíte ao lado da de vocês para arrumá-la.

— Ao lado da nossa? — olhei para Artur, que deu de ombros.

— Sim, divina Linda, e vamos que já estamos atrasados, preciso deixá-la ainda mais bela — nosso cabeleireiro apareceu na porta como mágica, me assustando.

— Isso é quase impossível, a beleza dela é incomparável.

— Eu sei, Senador, ainda mais grávida — eles não iam começar a picuinha de sempre, iam?

— Vamos subir, Alex — levantei puxando-o pela mão. — E você… — apontei para meu marido, o fuzilando com os olhos. — Se comporte.

— Sempre, meu amor — bebericou seu café, tranquilamente.

— Vamos, minha rainha.

— Se controle, Alex, se não quiser perder algo que já não usa há muito tempo, apenas para me deixar mais tranquilo.

— Artur Sebastian Scott! — gritei junto com Emma fazendo todos caírem na gargalhada novamente.

Quando comecei a subir as escadas senti uma pontada na barriga e me curvei por conta da dor.

— Olhe o que essas extravagâncias matinais não fazem — gemi, porém daquela vez de frustração.

— Você ouviu?

— Não tudo, amore, pois coloquei meu fone de ouvido. Mas cá para nós, minha rainha, que fogo foi aquele?

— Cale a boca — mais uma pontada. — Ai! — me encostei na parede.

— Oh, meu Deus! Lindinha, fale comigo! — Alex se desesperou. — Vou chamar o Senador.

— Não! — segurei seu braço. — Estou bem — respirei fundo levantando devagar.

— Mas, Lindinha, você está prestes a parir. E se nossa Sophie Marie quiser chegar mais cedo?

— Nem pense nisso — comecei a andar em direção ao quarto. — Estou bem e Sophie — toquei meu ventre — vai esperar mais um pouco para vir ao mundo. Agora venha e me deixe linda — sorri puxando meu cabeleireiro pela mão.

— Sim senhora — Alex bateu continência, fazendo-me rir.

 

Já pronta, sem nenhum vestígio dor, apenas uma indisposição, escutei a porta do quarto se abrir e o perfume que sempre me acalmava infiltrar em minhas narinas.

— Você está deslumbrante — virei me deparando com Artur, lindo, em um terno Armani cinza claro.

— Você também, Senador — o beijei apaixonadamente, escutando Alex resmungar.

— Não vão começar de novo, não é? — me desvencilhei dos braços do meu marido.

— Alex, você não tem mesmo medo do perigo, não é?

— Senador, medo eu tenho, quer dizer, morro de medo do senhor — gargalhei da sua honestidade. — Mas sei também que a rainha Linda Marilyn me protege — se agarrou atrás das minhas costas, como uma criança arteira.

— Já terminou por aqui?

— Artur, olhe os modos — o repreendi.

— Eu apenas fiz uma pergunta, já estamos no horário, princesa — ele apontou para o relógio.

— Sim, terminei. Lindinha, vá lá e arrase tudo — beijou meu rosto e saiu do quarto saltitando.

— Um dia eu pego esse viado.

— Não pega não, eu tenho ciúmes — o abracei.

— Linda Marilyn! — foi a vez dele repreender-me. — Vamos parar que essa conversa não nos levará a lugar algum — entrelaçou nossas mãos e percebeu que estava gelada. — Está tudo bem, Linda?

— Sim — sorri tentando disfarçar o desconforto em meu baixo ventre. — Vamos?

— Vamos, meu amor — me deu um beijo desconfiado e saímos do quarto.

Chegamos ao museu e, como todas às vezes, fomos ovacionados pela população do lado de fora e fotografados por toda a mídia do país. Tentei dar atenção ao maior número de pessoas possíveis, porém precisávamos entrar, já que eu não estava conseguindo ficar muito tempo em pé por conta da gravidez e principalmente depois da indisposição que havia tido há algumas horas.

Havia escolhido um vestido esvoaçante vinho de um ombro só, onde minha barriga seria a grande estrela da noite.

Sophie viria ao mundo para brilhar, mas não naquele dia. Instintivamente, toquei meu ventre. A mamãe tinha muito que fazer antes da sua princesinha nascer.

Adentramos o salão principal de mãos dadas, vendo que alguns dos convidados especiais já haviam chegado, contando principalmente com a presença do Presidente Obama e sua Primeira-dama Michelle, que logo vieram nos cumprimentar.

— É um prazer, Presidente — Artur disse lhe estendendo a mão. — Sejam bem-vindos.

— O prazer é todo meu, Artur. Esse lugar é mágico. Sumas com certeza tem que estar no circuito do turismo histórico do nosso país. Na verdade, essa cidade tem o espírito dos Scott.

— Tenho que concordar com você, Obama. A ideia da revitalização da cidade, transformando-a em um dos pontos históricos e turísticos do país, não poderia ter sido mais brilhante — ele sorriu orgulhoso, tocando meu rosto.

— E a mais inteligente. Com a junção do livro sobre a história da sua família vindo agora, a cidade vai estar em todas as manchetes de jornais.

Sabia aonde Obama chegaria e isso inflava meu ego, ao imaginar o sonho do meu homem de ferro sendo realizado. Artur chegaria ao topo com o melhor apoio para essa conquista. — Linda Marilyn, você está de parabéns, seu trabalho através dessa história tanto pelo livro, como pela cidade foi sensacional.

— E a junção de tudo só poderia vir de uma visionária. Uma primeira-dama nata — Michelle veio até mim, abraçando-me e, é claro, me fazendo chorar com aquela declaração.

— Eu não sei o que dizer. Esses elogios, tanto para mim quanto para Artur, vindos de pessoas experientes como vocês, são muito importantes. Obrigada — tentei conter as lágrimas que ainda caíam em vão. — Me perdoem, são os hormônios da gravidez que mexeram inteiramente comigo — Michele sorriu apertando minhas mãos gélidas.

— Eu sei muito bem o que é isso, minha querida. Tive duas experiências incríveis.

— E elas são lindas — sorri de volta.

— Vamos, Artur, quero lhe apresentar algumas pessoas que vieram especialmente para conhecê-lo.

— Com muito prazer, Presidente — se virou para mim, sussurrando. — Você ficará bem?

— Claro que sim. Vá e cumpra seu papel. Logo será a sua vez — beijei seu rosto, tirando os resquícios de batom dali, o fazendo rir.

— Sua confiança em mim me dá forças.

— Então se sinta o homem mais forte do mundo, meu amor. Essa batalha já está ganha. Você tem o principal aliado ao seu lado — olhei para Obama que já o esperava um pouco mais afastado. — Agora vá, não deixe o Presidente esperando.

— Estarei sempre de olho em vocês — tocou minha barriga.

— Eu sei que sim — ele saiu e voltei minha atenção a Michelle, que estava encantada com o museu.

— Estou fascinada com seu trabalho aqui, Linda — sorri para ela.

— Mas não o fiz sozinha. O livro, sim. Esse faz parte de uma pesquisa desde os tempos da faculdade, porém para a revitalização de Sumas e principalmente dos projetos para o museu, contei com uma equipe maravilhosa — chamei Dibe com um aceno, que prontamente se pôs ao meu lado. — Esse é um dos grandes colaboradores para que esse trabalho fosse concluído, Michele.

— Oh, meu rapaz, você está de parabéns.

— Obrigado, Primeira-dama. Não tenho como agradecer o carinho e a presença de vocês aqui hoje.

— Não nos agradeça, caro rapaz. Uma visita diplomática se torna importante quando geramos o bem. É essa a função de uma Primeira-dama, guiar os passos do casal para o melhor junto ao seu país. Essa viagem hoje a Sumas só veio reforçar o que já sabíamos — ela sorriu e apertou mais uma vez minha mão. — Vivemos em um mundo escasso de cultura e história, por isso, apoiar um projeto assim nos faz muito felizes, principalmente vindo de pessoas que sabemos ter um futuro ainda brilhante pela frente.

Sim, Michele Obama me queria como sua sucessora. E mesmo sem palavras diretas, deixou claro que teríamos todo o apoio daquele casal maravilhoso para nossa campanha ao governo dos Estados Unidos.

Deixei-a conversando com Dibe assim que avistei Mary se aproximando com Jared.

— Pensei que não estivessem aqui — a abracei. — Não os vi hoje no rancho.

— Saímos cedo, meu amor — ela sorria lindamente. — Uma organização dessas dá trabalho sabia?

— Eu sei, mas sei também que ama esse trabalho mais que tudo.

— Não mais que tudo, não é, amiga? — Mary olhou apaixonada para o “namorido”, como costumava chamá-lo, e Jared corou. — Não precisa ter vergonha, amor, é apenas a Lindinha.

— Vocês são tão lindos juntos. Mas, por falar em casais formados na Scotts’s, onde estão Ethan e sua Lizzy? — nós três rimos, porém quando olhei para minha frente ,Artur ergueu sua taça de champanhe, sorrindo para mim. E isso fez com que minhas pernas bambeassem. Sim, eu era a mulher dele. Casada e grávida. E o Senador Scott sempre causaria um deslumbramento único em mim.

— Linda! — Mary estalou os dedos perto do meu rosto. — Sei que o amor por seu marido é imenso — sorri envergonhada —, mas estamos conversando. Como ele ainda pode deslumbrar você depois de tanto tempo?

— Me perdoe, amiga, mas não sei — dei de ombros. — Voltando ao nosso assunto, por onde anda nosso mais novo casal?

— Bom, a última vez que os vi estavam recepcionando alguns nomes importantes que haviam chegado. Falando nisso, você viu quantas pessoas famosas estão aqui hoje para prestigiar você? — falou orgulhosa.

— Vi sim e vamos conseguir realizar nosso desejo de transformar Sumas em um pólo de turismo histórico — senti uma pontada no fundo da barriga, fazendo com que me contorcesse um pouco.

— Linda! — Mary tocou minhas mãos geladas. — Está tudo bem?

— Sim, amiga — tentei acalmá-la, mas precisava andar um pouco. — Vou dar atenção a algumas pessoas antes dos autógrafos.

— Você tem certeza que está tudo bem?

— Está tudo ótimo, amiga. Volto já, me deem licença.

Saí sorrindo para algumas pessoas, mas ainda sentindo dores em minha barriga. Porém, quando cheguei perto sacada do museu, ouvi a voz da última pessoa que esperava encontrar ali naquele tarde.

— Linda!

— Átila? — virei para ele que tinha o semblante completamente envergonhado. — Há quanto tempo!