O Senador

Fernanda Terra · Capítulo 34 de 36

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O Senador

Capítulo 33 · Ainda tentava entender, meio anestesiado por conta…

 

Ainda tentava entender, meio anestesiado por conta dos últimos acontecimentos, de onde vinha tanto amor.

Estava com Sophie nos braços vendo minha mulher acabar de ser limpa e tratada, depois de, com toda a garra e força, colocar nossa filha ao mundo.

Se eu já admirava Linda Marilyn, naquele momento, me ajoelharia diante de tanta força e determinação.

Linda quis sentir tudo, desde as dores, até o choro da nossa filha, não se deixando ser anestesiada. E naquele momento dormia tranquilamente depois de ter concluído seu mais lindo trabalho.

Se existia alguma dúvida que minha mulher seria uma mãe maravilhosa, ela se dissipou ali, quando a vi naquela maca sem medos ou receios trazendo nossa filha ao mundo.

Linda era uma leoa e eu a amava muito mais por isso, como se aquilo fosse possível, um amor ainda maior.

Sophie se remexeu no meu colo, chamando minha atenção.

— A mamãe é linda, não é, meu amor? — beijei seu pequeno rosto.

— Senador. Precisamos levá-la — uma enfermeira se aproximou.

— Por quê? Ela está bem? — ela sorriu complacente.

— O pediatra ainda precisa examiná-la. O senhor pode esperar lá fora — ela apontou para a porta, tirando Sophie do meu colo.

— Tudo bem, mas… — olhei para Linda, que dormia relaxada. — E minha mulher?

— Ela estará no quarto em alguns minutos.

— Obrigado — beijei mais uma vez a testa da minha filha. — O papai já volta — ela se remexeu um pouco, soltando um resmungo e fui em direção ao amor de minha vida. — Te esperarei no quarto, princesa — beijei seus lábios inertes. — Obrigado por esse lindo presente.

Saí cambaleando do centro cirúrgico sendo abraçado por minha mãe que veio correndo na minha direção, mas quando ergui os olhos percebi que nossos amigos e familiares também estavam à nossa espera.

— E aí, meu filho? — ela acariciou meu rosto ainda molhado pelas lágrimas.

— Sophie nasceu forte e com os pulmões a toda prova — sorri sendo acompanhado por todos.

— Nós ouvimos, filho. Nossa princesinha já nasceu forte e determinada.

— Sim, pai. Ela é a coisa mais linda — disse orgulhoso sendo abraçado por ele.

— E Linda, querido? — Ruth também me abraçou, emocionada.

— A filha de vocês é o meu maior orgulho. Sua determinação para colocar nossa filha ao mundo foi algo louvável.

— Ela é mais forte que imaginamos, filho — Sal me abraçou chorando também. — Nós que temos a propensão de querê-las sempre em redomas de vidro, ainda mais agora, que seu trabalho será dobrado — ele beijou carinhosamente a testa da esposa, que sorriu.

— Você tem razão, Sal. Linda está dormindo agora e sendo preparada para ir para o quarto, já Sophie… — meu sorriso se abria involuntariamente ao falar da minha filha. — Ela também está sendo examinada, mas logo irá para o berçário.

— Parabéns, amigo — Ethan com todo seu jeito atrapalhado veio me abraçar e foi retribuído com muito carinho, afinal aquele era o meu melhor amigo. Logo depois, fui cumprimentado por Lizzy, Jared e Mary que chorava sem parar.

Entretanto, minha surpresa maior foi ver Obama na sala de espera do hospital.

— Presidente! Vocês estão… — olhei para ele e sua esposa, Michelle.

— Artur! Não poderíamos perder esse momento tão mágico, precisávamos lhe dar os parabéns — ele me abraçou. — Agora me diga, não é a maior emoção de todas?

— Nada vai se comparar a isso, nunca — disse emocionado e fui cumprimentado pela Primeira-dama.

— E como elas estão?

— Muito bem, Senhora Obama. Linda agora está dormindo e Sophie sendo examinada para ir para o berçário.

— Foi parto natural mesmo? — ela perguntou encantada, fazendo-me sorrir orgulhoso.

— Até o fim, Primeira-dama — Michelle tinha um olhar cúmplice para o marido.

— São eles sem sombra de dúvida, querido — fiquei em choque sem entender.

— Desculpem? — os dois sorriram e me vi ali como era com Linda, usufruindo da mesma cumplicidade.

— Artur! Precisamos conversar, meu rapaz — Obama tocou meu ombro. — Será que temos alguma sala de reuniões aqui no hospital? Não vou tomar muito do seu tempo, porém quero deixar isso certo antes da nossa volta para Washington.

— Tudo bem! Ainda tenho um tempo antes das minhas meninas voltarem para o quarto.

— Ótimo, chame seu pai e seus assessores também.

Com todos presentes na sala de reunião improvisada no hospital, Obama não fez rodeios.

— O nome do meu sucessor precisa ser dado ao partido até o fim de semana e a minha escolha já está feita — respirei fundo vendo meu sonho de governar do topo cada vez mais próximo.

— E então, Presidente, o que decidiu?

— Artur é o nome, George, sem sombra de dúvida — ele sorriu olhando diretamente para mim. — Um político sério, com mãos de ferro, tendo uma autoridade gritante para comandar esse povo. E ao seu lado a determinação e força em pessoa, chamada Linda Marilyn Scott — sorri orgulhoso me lembrando da minha mulher, sabendo que ele estava coberto de razão. — Os Scott precisam voltar ao comando desse país.

— Eu fico muito feliz com o convite, Obama, porém antes de decidir qualquer coisa que envolva tanto minha vida política como pessoal, tenho que conversar com Linda.

— Você está certíssimo, meu caro — ele bateu no meu ombro mais uma vez. — Por isso esse convite feito as pressas. O nome tem que ser dado até o fim da semana, mas você terá tempo para conversar com sua esposa sobre todas as decisões a serem tomadas.

— Eu agradeço desde já. E fico muito feliz em ter meu nome para a sua sucessão.

— Você sabia que era meu mais forte candidato, não é?

— Sim, Presidente, e fico lisonjeado com isso, mas preciso voltar ao quarto de Linda antes que ela acorde.

— Artur, fique à vontade. Esperarei sua resposta o quanto antes. Você será de extrema importância para nosso país, pois é de uma pessoa como você que os Estados Unidos precisa — ele me abraçou novamente. — E mais uma vez, meus parabéns.

— Obrigado, Presidente. Vocês me deem licença, preciso cuidar de minha família agora.

— Toda, Artur — vi o vislumbre do sorriso orgulhoso do meu pai e da minha equipe assim que fechei a porta, lembrando de tudo que havia passado até chegar ali.

Profissional e pessoalmente…

Naquele dia minha vida havia mudado para sempre em todos os sentidos.

Eu havia acabado de ganhar meu maior presente, Sophie. O complemento do meu amor por Linda, a mulher que nasceu para estar ao meu lado. E havia sido convidado para ser o candidato oficial para substituição de Barack Obama na Presidência da República.

Quando cheguei ao quarto Linda ainda dormia feito um anjo, então beijei seus lábios castamente e saí em direção ao berçário, já vendo nossa família inteira babando pelo vidro e tive certeza que minha princesinha já estava ali.

— Oh, meu filho, ela é tão linda — minha mãe chorava emocionada.

— Sim, mãe, ela é — me aproximei do vidro sendo chamado pela enfermeira, indicando a porta.

— O senhor pode entrar se quiser. Logo a levaremos até o quarto da sua esposa.

— Eu quero levá-la — estiquei os braços, como por instinto, aconchegando minha filha neles. — Papai voltou, meu amor. Vamos para o quarto acordar a mamãe? — beijei sua mãozinha minúscula. Como se entendesse, Sophie abriu seus olhos verdes escuros me olhando intensamente e lágrimas teimosas voltaram a cair novamente dos meus olhos. — Papai também ama você, mais que tudo nessa vida.

Levei-a até seus avós que também não seguraram tanta emoção. Os durões, Chefe Stevens e o Governador Scott, já tinham voltado de nossa reunião improvisada.

— Ela é toda vocês, a mistura certinha — Ruth disse em prantos.

— Mas toda criança quando nasce não tem cara de joelho?

— McCartney! — o repreendi. — Não minha filha.

— Não mesmo, olhe esse rostinho. O biquinho é inteiro da Linda — Mary tocou sua cabecinha.

— Eu também percebi, querida. E esse cabelo, meu filho, é igual o seu quando nasceu — minha mãe não se conteve, beijando a testa da neta no meu colo.

— Vou levá-la até Linda, logo teremos a primeira mamada e preciso acordá-la. Ela não me perdoaria se deixasse Sophie tomar mamadeira em sua primeira mamada.

— Você tem razão, Senador. Lindinha é mesmo uma fera —Alex disse temeroso. — E um pouco teimosa também — revirou os olhos me fazendo parar e olhar diretamente para a “bicha”, quer dizer, o cabeleireiro das mulheres da família.

— O que está me escondendo, Alex? — era engraçado ver como eu impunha respeito.

— Senador, ela vai me matar, mas… — ele pausou.

— Alex, Artur precisa levar Sophie antes que acorde.

— Oh, Emma, minha querida... — ele respirou falando de uma só vez. — Linda estava sentindo dores desde hoje pela manhã.

— E por que não me contou? — Essa... Esse... Alex tinha sorte por eu estar com minha filha nos braços.

— Você conhece sua mulher mais do eu, com certeza, Senador. Ela me disse que tinha melhorado, então.

— Também percebi ela tensa hoje quando nos encontramos no museu.

— E gelada... — completei o pensamento de Mary, me dando conta que também fui relapso com Linda. — Vou vê-la — dei dois passos, mas me virei novamente. — Me entendo com você depois — Alex ficou mais branco que um papel.

— Não se preocupe, querido, ele só está um pouco nervoso.

— Eu sei, querida Emma, entendo, mas fiquei com tanto medo… — não ouvi mais nada, depois que entrei no quarto.

Linda dormia tranquilamente e até podia ver o vislumbre de um sorriso depositado em seus lábios. Antes do que eu imaginava, ela chamou por mim.

— Artur—– da cama não podia nos ver, então me aproximei com nossa filha nos braços.

— Oi, meu amor, como você está? — Linda abriu os olhos devagar, junto de seu sorriso mais lindo, assim que viu nosso presente no meu colo.

— Sophie! — tentou se arrumar um pouco na cama, pedindo-a com os braços. — Vocês dois são tão lindos juntos. Oh, meu Deus! Como eu te amo — colocou as mãos na boca.

Aproximei-me colocando nossa filha em seus braços pela primeira vez, lhe beijando castamente nos lábios.

— Ela é tão linda — minha princesa chorava o que me fez aconchegar as duas mulheres da minha vida no peito.

— Sim, ela é. E tem a sua boca — a beijei novamente.

— E seus cabelos — tocou a cabecinha da nossa filha carinhosamente. — Ela é perfeita, olhe o dedinhos — me mostrou as mãozinhas.

— Todos os dez dedinhos, princesa, eu contei — brinquei. — Ela está prestes a acordar e precisa mamar.

— Ela ainda não comeu?

— Não, claro que não. O primeiro leite tem que ser o da mãe, nós lemos sobre isso, lembra?

— Sim, eu me lembro — Linda sorriu sem tirar os olhos de Sophie, e como estivesse adivinhando, nosso bebê começou a resmungar e abrir seus olhinhos devagar, como a mãe, quando acordava. — Oh, mamãe, estou com fome — sorri da doçura das duas juntas.

— Vamos colocá-la no peito? — senti Linda reticente. — Vamos — sorri encorajando-a. Queria que aquele fosse um momento nosso, sem ninguém ou enfermeiros dando palpites. — Nós só vamos colocar em prática o que aprendemos durante mais de seis meses — ela respirou fundo, abrindo a camisola.

— Você tem razão.

Colocamos nossa filha para mamar e em sua primeira sucção sorrimos mais uma vez com lágrimas nos olhos.

— Tudo bem?

— Sim, isso é…

— Mágico — beijei cada lágrima que teimava em cair.

— Nosso maior presente — sentimos o bebê suspirar entre uma chupada e outra, o que nos fez rir feitos dois pais babões. — Ela já nos tem nas mãos.

— Então agora você sabe a sensação que me acompanha desde que a conheci — ela sorriu envergonhada. — Eu amo você, princesa.

— Eu também, meu amor — nos beijando novamente e continuamos como expectadores da primeira mamada da nossa filha.

Ali éramos apenas nós três, sem nenhuma outra preocupação, medos ou receios. E diante dos amores da minha vida tive a certeza de onde encontraria forças para seguir em frente em qualquer problema que precisasse enfrentar.

Eu tinha minha família completa e, naquele momento, a paz de vê-las tão próximas deixava-me radiante.

Depois do que nos pareceu horas, Sophie dormiu ainda sugando o seio vazio de Linda, então fizemos com que ela arrotasse e juntos a colocamos no berço, ficando em silêncio, velando seu sono profundo com a barriguinha cheia.

...

— Nunca imaginei que poderia ser tão feliz — disse assim que terminei de ajudar Linda a vestir sua camisola de seda azul claro, junto com o robe, depois de um banho merecido. Também tomaria o meu lá mesmo, já que haviam trazido nossos pertences necessários, dos três. Claro, que o de Sophie teve que ser feito às pressas, porém nada que dona Emma Ruth e Mary não resolvesse.

Nossos pais e amigos já haviam nos visitado, mas com a madrugada se aproximando nos deram merecido descanso. É claro, sendo interrompidos por um relógio com pontualidade britânica chamado Sophie Marie, que acordava de três em três horas para mamar.

— Se você não poderia imaginar, imagine eu — ajudei-a se deitar novamente na cama e mais uma vez nossos olhos caíram sobre nossa filha. — Será que vai ser sempre assim, toda noite? — sorri tortamente para ela.

— Eu acho que sim.

— Nós podemos lidar com isso — Linda me beijou e pela primeira vez depois de oficialmente pais, nossas línguas se cruzaram com a mesma descarga elétrica instalando entre nós, fazendo-nos gemer. — Eu amo você, papai.

— Eu também, mamãe — sorrimos como dois bobos novamente e achei que aquele era o momento de conversarmos. — Preciso lhe contar algo — Linda, por me conhecer tão bem, encarou-me preocupada.

— O que aconteceu, amor? — ela me chamou até a cama e sentei à sua frente, olhando diretamente.

— Obama esteve no hospital — vi a ponta do seu sorriso se abrir.

— E…

— Ele precisa do meu nome até o fim dessa semana, para que o partido aprove minha candidatura a Presidência.

— Isso é maravilhoso! — Sophie resmungou por conta do grito de Linda, o que nos fez contrair o riso. — Meu amor, isso é… — sua voz embargou — Esse é seu sonho se realizando — ela entrelaçou nossas mãos. — E o que você disse? Aceitou, é claro.

— Não — ela me olhou confusa.

— Como não?

— Eu precisava falar com você primeiro, princesa. Sua opinião na minha vida é de inteira importância.

— Já disse o quanto o amo hoje? — ela tocou meu rosto carinhosamente. — Já estamos prontos para essa nova batalha, mesmo tendo a certeza de que ela já esta ganha — Linda piscou animada.

— Não sei o que faria sem você — me aproximei capturando sua boca. — Você me dá força e paz na medida certa, confiando em mim acima de qualquer coisa.

— Você é o melhor, amor. Sempre disse isso e vamos adentrar a Casa Branca — olhou para Sophie, que dormia tranquilamente em seu berço. — Os três, com as mãos entrelaçadas, como sempre.

— Eu amo você, princesa — beijei seus lábios novamente.

— E o que está esperando para ligar para Obama? — disse agitada e batendo palminhas como Mary.

— Amanhecer, querida — apontei para a janela.

— Oh, Deus! Estou completamente desestruturada. Será que isso vai melhorar com o tempo? — sorri a abraçando.

— Obrigado por estar ao meu lado, sempre.

— Eu nunca sairia, nem que me mandasse embora — me deu um selinho, porém fomos interrompidos por um chorinho fino. — Nosso relógio britânico acordou. Pega ela para mim, amor? — Linda sabia ser manhosa também e minha vontade naquele momento era pegar aquele bico…

— Pego — respirei fundo indo até o berço de Sophie. — Vou aproveitar que está na hora da mamada e tomar um banho, assim descansaremos os três juntos depois, o que acha?

— Perfeito! — ela sorriu recebendo nossa filha nos braços. — É só do que preciso para dormir em paz: vocês dois ao meu lado — lhe dei um selinho e saí em direção ao banheiro.

— Qualquer coisa só me chamar.

— Ok, papai, mas vamos ficar bem. Tome seu banho tranquilo, meu amor. O dia foi cheio de emoções para todos nós.

Entrei no banheiro sorrindo e tendo que concordar com Linda.

O dia havia sido um dos mais importantes para todos nós e sabia que ainda viriam mais. Sempre cercados de muito amor e união.

 

— E aí, falou com ele? — Linda colocou Sophie no berço depois de mais uma mamada.

— Está tudo acertado — fui até ela lhe dando um selinho. — Sou oficialmente o candidato dos Democratas para o posto da Presidência da República — disse, e minha mulher pulou em meu pescoço, nos jogando na cama.

— Você merece, meu amor. Estou tão feliz! — aproximou nossos rostos, capturando meus lábios com sede. — Eu amo você.

Havíamos voltado para o rancho depois de dois dias no hospital e a recepção do lado de fora no dia da alta de minhas meninas não poderia ter sido mais calorosa.

Linda fez questão de sairmos pela porta da frente, com Sophie nos braços. Claro que preservando o rosto da nossa filha, mas não deixamos de receber o carinho da população, que em peso nos esperava na porta do único hospital de Sumas. Além de todos os flashes e perguntas sobre o parto e a saúde delas.

Depois do protocolo seguido à risca, fomos direto para o rancho, onde só sairíamos depois que nossa filha estivesse apta a voar e isso nos daria ainda alguns dias na cidade Scott, como Sumas já estava sendo chamada. Naquele meio tempo também organizaríamos uma tarde de autógrafos, pois o evento teve que ser adiado pelo nascimento precoce de Sophie.

E como sempre Linda Marilyn tinha razão, se não fosse por sua teimosia deixando um quarto pronto em Sumas também, nossa filha não teria um lugar aconchegante para dormir.

Sorri apertando seu quadril mais largo e a beijei novamente, nos aconchegando ainda mais na nossa cama, enquanto nossa princesinha dormia tranquilamente em um moisés ao lado.

— Você está mais gostosa — ela gemeu se esfregando em mim. — Seu quadril — corri as mãos pela lateral do seu corpo —, seus seios…

— Oh, meu Deus! — Linda se abanou fazendo-me gargalhar. — Você ri, mas já estou pegando fogo e ainda temos mais de um mês de resguardo — aproximei nossos corpos novamente.

— Quero deixá-la no ponto para quando eu for pegar você — gememos mais uma vez com o atrito das nossas intimidades. — Quero poder acabar com você — beijei seus lábios novamente com a fome de um bebê faminto.

— Você ainda me mata — toquei seu rosto carinhosamente.

— Eu amo você, Linda Marilyn Scott — ela sorriu lindamente.

— Também amo você, Senhor Presidente — gemi, balançando a cabeça.

— Você é a minha mais forte cabo eleitoral — ela beijou meu peito.

— Com certeza.

— Esses últimos dias foram de muita importância para mim — ela parou com a cabeça apoiada no cotovelo, olhando diretamente para meus olhos. — Posso dizer um dos mais… Nossa filha veio ao mundo — Linda tocou meu rosto — e fui indicado oficialmente para o cargo político mais importante do mundo.

— Você, no mesmo dia, recebeu nas mãos as duas maiores responsabilidades da sua vida, como homem civil e político. Tendo a criação e construção do caráter de um novo ser humano dependendo inteiramente de você — olhamos para Sophie. — Junto da perspectiva de comandar brilhantemente o país que irradia o poder para o resto do mundo, como só um Scott conseguiria fazer.

— Poderes completamente diferentes, porém com um único intuito…

— Fazer de nosso mundo um lugar melhor — Linda completou.

— Exatamente.

— E nos dois casos não conseguiria sem você — beijei a ponta de seu nariz.

— Por isso que além de ser a mãe da sua filha — ela se aconchegou mais no meu peito —, eu sou sua mais linda Primeira-dama — parou pensativa. — Acho que conseguirei conciliar meus dois super poderes — ela sorriu beijando meu peito.

— Eu sei que sim.

Continuei ali apenas curtindo aquela sensação de paz que somente Linda e Sophie me davam, tendo a certeza que com elas ao meu lado tudo daria certo.

Nunca havia me imaginado tão dependente, principalmente na política, de duas mulheres, como me encontrava naquele momento. Mas depois da construção da minha família, nada mais faria sentido.

E meus próximos passos rumo ao topo eu daria com muito prazer, sempre as mantendo por perto, como meu apoio e sustentação únicos.