O Senador
Capítulo 20 · Palavras ainda não conseguiam expressar o que…
Palavras ainda não conseguiam expressar o que estava sentindo naquele momento.
Linda estava grávida!
O complemento do nosso amor estava ali, crescendo em seu ventre ainda reto. E eu estava anestesiado com tamanha alegria.
Concebido na nossa clareira… Em Sumas… Onde sempre desejei.
Naquele lugar mais que especial para mim e minha família. Não poderia estar mais completo, mais feliz…
Um filho seria a unificação do nosso amor. A concretização de um sonho.
Deixei-a dormindo e levei nossos pais até a porta, me despedi deles e respirei novamente.
Fiquei louco quando Jonathan ligou dizendo que Linda havia desmaiado em uma loja. Saí da Scott’s sem ver a cor de quem estava ao meu lado e só me acalmei depois da bronca que levei dela, só então percebi que minha princesa estava melhor.
— Irmão! — virei e sorri indo abraçar Ethan. — Parabéns!
— Quem foi o linguarudo? — tentei parecer sério, mas não por muito tempo.
— Sou seu assessor, não sei se você se lembra? Mas falando sério, a Scott’s também está em polvorosa.
— Eu imagino — suspirei cansado. — Mas o comunicado deve sair a qualquer momento.
— Vim com Jared que já está cuidando disso junto com Mary no saguão do hospital.
— Ótimo.
— Vocês optaram por não declarar nada ainda, certo?
— Exatamente. Não quero que Linda corra nenhum tipo de risco. E vou fazer tudo para protegê-la — Ethan sabia de quem eu estava falando.
— Você está certo, mas estamos com a segurança redobrada, amigo, nada vai acontecer.
— Assim espero.
Não poderia deixar nada acontecer com minha mulher e meu filho, mesmo que isso custasse minha própria vida.
— E ela, como está? — seu sorriso se abriu novamente e podemos relaxar.
— Agora está bem melhor. A medicação fez efeito e a tontura já amenizou bastante.
— Mas vocês não repararam nas mudanças, porque dizem que... — o fuzilei com o olhar — Ei! Só estou curioso…
— Eu sei o que dizem. E para matar sua curiosidade mórbida, sim, eu percebi algumas mudanças em Linda, mas nunca fale para uma mulher que ela está, digamos...
— Mais cheinha.
— McCartney, você não preza mesmo por sua vida, não é? — ele gargalhou me abraçando.
— Amigo, só estou querendo entender.
— Você está precisando de uma mulher, isso sim.
— Tenho que concordar com você. Essa vida de solteirão de balada já está me cansando, irmão.
— Eu sei como é — ele sorriu, me conhecendo bem, viu que estava amolecendo. — Vou voltar para o quarto antes que Linda acorde e dê por minha falta. Ethan, arrume tudo para a nossa saída, a alta dela está marcada para daqui uma hora.
— Vão sair pela frente mesmo?
— Sim. Mais uma vez tenho que concordar com Linda. Isso dará por encerrado todas as especulações.
— Pode deixar, organizarei tudo.
— Obrigado.
— Não tem nada a agradecer, eu que agradeço a nossa santa Linda Marilyn por sua mudança.
— Vá para puta que o pariu!
— Também te amo, irmão.
Entrei no quarto sorrindo e minha princesa não estava mais adormecida. Já sentada na cama e com os braços cruzados, Linda exibia um bico imenso.
— Você me deixou sozinha aqui, mesmo sabendo que odeio hospitais e agulhas — fez uma careta engraçada olhando para o soro em seu braço. Me aproximei rindo e a beijei delicadamente.
— Fui levar nossos pais até a porta, princesa.
— Sal e Ruth vão ficar conosco em casa, não é?
— Sim. Já pedi para Miranda preparar tudo no tríplex. Não se preocupe, meu amor.
— Eu quero ir embora, já estou bem melhor — minha menina estava manhosa e por isso ganhou mais um selinho.
— Sua alta já está assinada, que tal tomarmos um banho para enfrentar os abutres — revirei os olhos.
— É um mal necessário. Trouxeram minha roupa?
— Miranda mandou por Jonathan.
— Me ajuda? — ela se esticou toda erguendo os braços em minha direção.
— Como está manhosa a mãe do meu filho — Linda parou e percebi que seus olhos estavam cheio de lágrimas. — O que foi, princesa?
— Eu amo você e estou feliz — sorri beijando cada uma de suas lágrimas. — Eu sou a mãe de seu filho, amor — ela estava constatando.
— Sim, você é. A mais linda mãe que meu filho poderia ter.
Nos abraçamos e permanecemos ali até a enfermeira vir nos avisar que Linda já estava liberada, tirando seu soro.
Ajudei seu banho e quando já estava pronta, Mary, Jared e Ethan nos instruíram para nossa saída. Descemos com nossas mãos entrelaçadas e quando chegamos ao saguão do hospital fomos bombardeados de flashes e perguntas. Nossa assessora de imprensa se interpôs no meio. E foi ali que percebi na prática que a baixinha tinha talento em sua profissão.
— Um minuto da atenção de todos! — Mary pediu levantando as mãos. — A Senhorita Stevens falará apenas uma vez.
— Obrigada, Mary. Boa noite — Linda sorriu simpática sem desconectar nossos olhos. — Decidi sair hoje pela porta da frente para evitar qualquer tipo de especulação sobre meu estado de saúde. O que tive essa tarde foi apenas uma pequena indisposição por conta da correria do nosso casamento e como vocês podem ver pelo boletim médico já estou bem, indo para casa. Amanhã, logo pela manhã, tenho uma reunião com a equipe que está organizando nosso casamento. Era isso, eu agradeço em meu nome e em nome do meu noivo, Artur, a preocupação de vocês. Obrigada e boa noite.
Falar que sentia orgulho de Linda Marilyn naquele momento seria redundante. A impressão que tinha era que explodiria qualquer dia de tanto encantamento pela minha mulher e mãe do meu filho. Vendo-a ali, forte, determinada e sem medo de enfrentar a mídia de frente, só me fez ter a certeza que uma gravidez, além de deixar a mulher ainda mais linda, a transformava em uma fortaleza.
Depois do discurso entramos na limousine, onde Jonathan já nos esperava, e fomos direto para o tríplex.
Chegando lá, Ruth e Sal nos esperavam.
— Oh, querida, se sente melhor? — Ruth a abraçou.
— Estou sim, mãe, só quero descansar um pouco e amanhã vou estar ótima — Linda me olhou com segundas intenções. Eu conhecia aquele olhar devasso.
— Acabamos de ver seu pronunciamento, filha, foi o melhor a se fazer mesmo.
— Eu sei, pai — ela ganhou um beijo na testa do Chefe do Pentágono. — Não podíamos ficar nos escondendo, ia ser pior.
— Você tem razão.
— Já estão acomodados? — perguntei olhando diretamente para Miranda que havia acabado de entrar na sala.
— Claro, meu querido, Miranda nos tratou maravilhosamente bem — Ruth sorriu.
— Minha querida, que felicidade! — nossa governanta tocou seu ventre.
— Obrigada, Miranda — Linda tinha os olhos cheios de lágrimas enquanto a abraçava.
— Vamos subir. Mãe, pai, vocês não se importam, não é?
— Filha — minha sogra também tocou seu ventre, emocionada —, vocês precisam descansar. Foi um dia de fortes emoções.
— Sim, filha, suba e descanse. Estaremos aqui amanhã ainda.
— Obrigada. Vamos, amor — ela esticou o braço em minha direção.
— Vamos, princesa. Se precisarem de alguma coisa Miranda estará à disposição de vocês.
— Não precisam se preocupar estamos bem, Artur. Vamos jantar e nos recolher também, foi um dia cansativo para todos.
— Ok! Miranda, prepare aquele caldo para Linda e um sanduíche para mim — vi que minha princesa fez uma careta. — Você precisa se alimentar, meu amor, agora mais que nunca.
— Eu sei — respirou fundo. — Tudo bem. Boa noite, pai, mãe, Miranda.
— Boa noite, querida — eles responderam uníssonos.
Subimos em silêncio, porém ao chegarmos ao nosso quarto fui literalmente atacado.
— Uau! O que é isso? Minha devassa voltando com tudo — brinquei nos afastando um pouco.
— Eu preciso que você me coma, Senador — Linda gemeu em meu ouvido. — É mais que uma necessidade, eu estou pegando fogo, amor.
— Princesa — nos levei até a cama, sentando-a em meu colo —, será que podemos? — toquei seu ventre. — Nós acabamos de chegar do hospital, você teve uma tontura, não sei... Poderíamos esperar... — ela se levantou brava e se trancou no banheiro.
— Você não me ama mais! – berrava quebrando alguma coisa lá dentro e isso me deixou desesperado. — A partir de agora só me vê como a mãe do seu filho, isso porque nem estou gorda ainda — ela chorava alto.
— Linda, abre essa porta — eu comecei a rir da situação que na verdade era cômica.
— O que você quer? — ela saiu fungando, já vestida com uma camisola azul. — Eu tenho certeza que você vai contratar a melhor stripper para sua despedida de solteiro e quando eu estiver gorda, vai me abandonar, ficando direto em Washington.
— Você está escutando o que está dizendo? — peguei-a pelo braço fazendo com que nossos olhos se encontrassem. — Eu não disse que não quero fazer amor com você, apenas achei melhor consultarmos a doutora Charlotte antes.
— Eu não quero mais falar com você — ela se desvencilhou dos meus braços indo para a cama, se deitando de conchinha. — Você não vai mais sentir tesão por mim, vai me ver como uma instituição sagrada. Eu vou pegar fogo e matá-lo, se cogitar a ideia da stripper — gargalhei tirando minha roupa e me deitando atrás dela.
— Você é muito absurda, Linda Marilyn! Eu nunca ouvi tanta besteira, será os hormônios já fazendo efeito?
— Não quero conversa com você, Scott. Saí! — ela me empurrou, mas me encaixei ainda mais em seu corpo fazendo-a gemer. Sim, minha devassa estava pegando fogo.
— O que você quer, fala para mim, princesa — sussurrei roucamente em seu ouvido, vendo-a esfregar as pernas uma na outra. — Me conta, gostosa, estou aqui à sua disposição — ela parou de chorar na hora, se virando um pouco para mim.
— Quero que você me coma, até eu perder todos meus sentidos, não poder mais andar e esgotar todo o seu gozo — Uau! Nunca havia visto minha devassa assim, tão... Depravada.
— Eu vou realizar seus desejos, princesa, não te darei trégua — desci minhas mãos hábeis até sua calcinha, invadindo-a sem dó. — Você vai pedir água, Linda Marilyn — introduzi dois dedos dentro da sua entrada já encharcada. — E quando estiver com aquela barriga enorme de nove meses — ela parou de rebolar nos meus dedos, receosa e isso me fez gargalhar novamente, arrepiando-a inteira. — Vou te colocar de quatro e comer sua linda bunda.
— Ah! Eu preciso de você dentro de mim, amor, agora — se virou de frente para meu corpo. — Na biblioteca! — levantou correndo, nos fazendo gemer pela falta de contato e parou na porta. — Vem, amor, o que está esperando?
— Você não se esqueceu que não estamos sozinhos, não é, Linda Marilyn? — me levantei colocando a calça do pijama.
— Claro que não, por isso eu quero lá, que é a prova de som — gargalhei da perspicácia da minha mulher.
— Devassa! — mordi seu lábio inferior nos fazendo gemer.
— Você não viu nada — saiu correndo para o elevador.
— Linda Marilyn, até o fim dessa gravidez você vai me enlouquecer — prensei-a contra um móvel perto da vidraça, já na biblioteca.
— Vou, Senador, mas de prazer. Agora me coma logo — gargalhei novamente da sua impaciência, já tirando a camisola que me impedia de beijar cada parte do seu corpo.
Quando meus beijos chegaram até onde ela ansiava, Linda travou minha cabeça ali com as pernas, como se isso dependesse sua vida.
— Me chupa gostoso, Senador.
— Vou fazer você perder os sentidos, Linda Marilyn — soprei na sua entrada a fazendo se contorcer. — Vem, quero ver você gozar na minha boca agora — mandei e ela se entregou.
— Oh, Artur! Isso... Assim... — passava a língua, chupava, introduzia dois dos meus longos dedos e só o que podia ouvir eram os gritos devassos da minha mulher.
— Goza, Linda, vem pra mim, princesa — chupei seu clitóris e esse foi seu fim. Linda se derramou me dando todo o seu gozo, que não desperdicei um milímetro sequer. — Agora vou enfiar meu pau em você e enquanto não pedir água não pararei.
— É isso que eu quero. Vem, amor, me come gostoso. Apaga o fogo da sua mulher... — ela não precisou pedir duas vezes. Subi beijando novamente cada parte que encontrava de seu corpo e quando parei de pé na sua frente, estoquei forte e de primeira senti meu pau tocando seu útero.
Ali entreguei a Deus, pois dentro de Linda me perdia por completo. Mas não poderia me esquecer do seu estado e que meu filho, já crescia em seu ventre ainda liso.
— Filhão, se comporte aí que preciso dar um trato na sua mãe agora — sorri mordendo seu pescoço e estoquei como um louco dentro dela, escutando apenas nossos gemidos e o choque de nossos corpos, caindo em um abismo junto com ela.
— Jesus Cristo, como eu te amo — ela disse com a cabeça encostada no meu peito.
— Você está bem? — perguntei preocupado, vendo-a erguer seu rosto suado e denunciando sexo, com um sorriso devasso nos lábios.
— Eu… Quer dizer, nós estamos ótimos — tocamos juntos seu ventre.
— Você vai me enlouquecer, Linda. Meu Deus, você está grávida — beijei seu rosto carinhosamente.
— Mas não estou doente e pode ter certeza que a doutora Charlotte dirá o mesmo, principalmente a respeito do sexo — ela rebolou dando vida novamente a meu pau que nem tinha saído dela ainda.
— Não... — perguntei incrédulo a vendo morder os lábios. — Você vai esgotar cada gota do meu precioso gozo.
— Sim, eu vou — ela gargalhou disparando uma corrente elétrica em nossos corpos. — Para que na sua despedida de solteiro, ou quando estiver inchada e cansada, não podendo ver sexo, você também fique na mesma situação.
— Meu Deus, você é um monstro.
— Sim eu sou — ela rebolou recomeçando nossa maratona.
— E sobre a minha despedida de solteiro, Linda Marilyn, não se preocupe, eu tenho planos para ela — disse. Na hora ela travou meu pau no meio de suas pernas, fazendo-me gemer de dor. — Você não perde por esperar...