O Senador

Fernanda Terra · Capítulo 29 de 36

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O Senador

Capítulo 28 · O outono já mostrava sua cara nos…

 

O outono já mostrava sua cara nos céus de Nova York e eu, mais uma vez, coloquei um vestido dando ênfase à minha barriga de mais de cinco meses.

Optei por um modelo cor de rosa com um sobretudo ocre. Naquele momento eu voltava para o quarto de Artur com sua alta em mãos.

Foram sete longos dias, principalmente os primeiros, quando Artur ainda estava na UTI, mas graças ao bom Deus voltaríamos para casa, os três. Eu, ele e Sophie. Toquei minha barriga sorrindo e observei Jared vindo em minha direção.

— Bom dia, Linda! Como você está?

— Bom dia! Estamos bem — continuei com a mão em minha barriga. — Tudo pronto para a saída de Artur?

— Tudo organizado. Estou enviando o último boletim nesse momento, o da alta — suspirei aliviada.

— Que bom! Estou indo buscá-lo então, nos vemos depois.

— Ok! Precisando de alguma coisa, estarei por aqui.

— Obrigada, Jar — sorri e continuei andando em direção ao quarto do meu marido, enfurecendo-me assim que abri a porta.

— Eu não posso virar as costas cinco minutos, Artur Sebastian Scott — ele estava de pé ao lado do meu pai, vendo alguma coisa no tablet, mas quando me viu o desgraçado riu me puxando e colando seu corpo ao meu, delicadamente.

— Princesa, por favor, eu estou bem — revirei os olhos ganhando um selinho.

— E o senhor, Chefe, perdeu o juízo também? Ele precisa descansar — suspirei cansada com os dois homens da minha vida sorrindo, cúmplices.

— Filha, eu e Artur estávamos revendo alguns vídeos.

— Maldita hora que contei que meu pai estava à frente das investigações junto com o Pentágono.

— Não se preocupe, Linda, seu marido está ótimo, pronto para outra — Artur riu e o fuzilei com os olhos.

— Vai estar, assim que chegarmos em casa e eu o amarrar na cama.

— Linda Marilyn… Linda Marilyn… Não vamos contar nossas intimidades para seu pai, não é? — piscou para mim, deixando eu e Sal, vermelhos como dois pimentões.

— Deveria ter pensado nisso antes de fazer estripulias, Senador, mas vamos parar com essa conversa que já estou com sua alta — balancei o papel na minha mão.

— Que bom. Não aguentava mais ficar trancafiado nesse hospital — respirou aliviado.

— Jared já levou o último boletim para a imprensa e agora é só irmos para casa — disse terminando de fechar uma bolsa que havia trazido com roupas e objetos pessoais.

— Eu quero sair pela porta da frente, Linda — parei com o zíper nas mãos.

— Como? — perguntei confusa.

— É isso mesmo, princesa, não quero me esconder. Quero mostrar que não temos medo e nem motivos para sairmos pela porta dos fundos. E quero agradecer pessoalmente ao carinho do nosso povo.

— Mas, amor — andei até ele —, você ainda está se recuperando. Acabou de sair de uma cirurgia.

— Linda, eu preciso mostrar a essa corja que estou bem e pronto para lutar contra tudo e todos.

— Mas você não está, Artur — toquei seu rosto.

— Prometo que será apenas uma aparição e poucas palavras. Por favor, é importante.

— Tudo bem. Mas, antes vou falar com seu pai, Jared e Ethan.

— O que eles podem fazer? Já tomei minha decisão, sei o que estou fazendo — revirei os olhos da sua prepotência nata.

— Nós somos uma equipe e quero que continue assim — o enfrentei.

— Tudo bem, fale com eles — Artur disse rendido, então o beijei e saí já com o celular no ouvido.

Com tudo pronto e esquematizado, entrelaçamos nossas mãos e saímos pelo saguão do hospital de cabeça erguida. Claro que fomos cercados por fotógrafos e flashes que nos cegaram, porém, mais uma vez nossos assessores nos salvaram.

— Vamos manter a organização, senão o Senador Scott não dirá nenhuma palavra — Jared foi duro, enquanto Mary permanecia ao nosso lado.

— Senador, como está se sentindo? — começaram as perguntas.

— Estou me recuperando muito bem. Tive uma equipe médica excelente cuidando do meu caso e o principal, o amor da minha família — Artur conectou nossos olhos, apertando ainda mais minha mão a dele.

— Sobre o atentado, vocês já têm ideia de quem possa ter feito isso?

— Até o momento estávamos apenas pensando na minha recuperação — me olhou novamente, me deixando com as pernas bambas com tanto amor contido ali. — A partir de agora a conversa vai ser diretamente com os Scott e o Pentágono. Ninguém atenta contra uma vida da nossa família e sai em impune. Nós vamos pegá-los e acabar com um por um — arrepiei-me com sua frieza. Mas Artur estava certo, não poderíamos mostrar fraqueza, principalmente em frente às câmeras.

— Senador, sobre as acusações publicadas no mesmo dia do seu atentado, o que o senhor tem a dizer? — Artur sorriu sarcasticamente. O sorriso que daria medo ao mais corajoso homem.

— Como já falou minha esposa, precisamos tomar muito cuidado com que publicamos, pois isso pode ser usado contra vocês também.

— Mas eles prometeram provas, para mostrar que a Família Scott fraudou e fez parte de um esquema de corrupção, Senador — um filho da puta de um jornalista disse usando do mesmo tom, o que me fez puxar Artur para sairmos dali. Ele não poderia se exaltar. Porém meu marido sorriu mais uma vez.

— Você as tem, caro jornalista? — apontou para o sujeito. — Então me mostre, pois também estou curioso para vê-las. Mais uma vez, eu repito as palavras da minha esposa em nossa primeira coletiva depois dessa matéria. Não podemos acreditar em tudo que lemos. Esse é o nosso maior erro, principalmente para aqueles que publicam mesmo sem investigar, apenas por ibope e dinheiro. Tudo será esclarecido, e muitos, com certeza, irão cair. Obrigado a todos, mas agora preciso chegar em casa e descansar.

Saímos de lá escoltados por muitos seguranças, acenando para o povo que gritava por nosso nome. Assim que entramos na limousine comecei a tremer sem sentir frio, eu estava uma pilha.

— Shiii! Não quero vê-la nervosa desse jeito — Artur aconchegou-me em seu peito delicadamente, por causa dos pontos. — Isso não faz bem para Sophie, princesa — respirei fundo e vi que ele estava coberto de razão.

— Você está certo, amor, mas eles são tão sujos… — ele me calou com um selinho delicado.

— Ei! Onde está a fortaleza da minha mulher, que enfrentou tudo e todos enquanto eu estava naquela UTI? — sorri entre lágrimas.

— Eu só não suporto essa sujeira — funguei em sua camisa branca.

— Eles vão cair, meu amor, é apenas uma questão de tempo. — ele ergueu meu queixo, fazendo com que nossos olhos se encontrassem. — E nós vamos assistir do topo, de camarote.

— Você tem razão — o beijei novamente. — Vamos para casa, você precisa descansar.

— Vamos, princesa, não vejo a hora de chegar lá.

Chegamos ao tríplex e nossos pais, assim como Miranda, Ethan e Jared, nos esperavam.

— Que recepção! — Artur riu.

— Meu querido — Miranda veio emocionada ao nosso encontro —, como você está?

— Estou bem, Miranda, não se preocupe e não chore — fez graça. — A partir de agora só teremos motivos para sorrir — Artur tocou meu ventre, o que me fez sorrir olhando para meus pais.

— Vocês ficarão conosco, não é?

— Sim, minha querida, seu pai não sai daqui enquanto não resolverem as investigações.

— Que bom, mãe, ficarei mais tranquila com vocês aqui — Ruth me abraçou. — E pai, tome cuidado, nós já vimos do que eles são capazes — arrepiei-me sentindo Artur enlaçar minha cintura com seus braços.

— Não se preocupe, filha, estamos tomando todos os cuidados necessários.

— E outra, Ryan e Raquel já devem estar acuados — meu sogro falou pela primeira vez. — Estamos muito tranquilos em frente às câmeras, com certeza isso já os deixou com a pulga atrás da orelha.

— Mais um motivo para nos preocupar, George. Bichos acuados são capazes de tudo.

— Não vamos pensar nisso agora, Linda, precisamos descansar, os três — meu marido tocou minha barriga, emocionando-me e fazendo esquecer momentaneamente o inferno que estávamos vivendo.

— Vamos, amor. Vocês nos dão licença? — pedi para todos na sala.

— Vá, querida, vocês precisam de um pouco de paz — Emma disse carinhosamente. — Já estamos de saída também, vamos esperar apenas os homens resolverem mais algumas coisas.

— Obrigada, Emma — sorri para ela. — E, Miranda, tome conta de tudo. Mamãe, sinta-se em casa.

— Não se preocupe, bebê, nós vamos ficar bem.

— Vamos então — Artur me puxou em direção à escada despedindo-se de todos também.

Subimos devagar, em silêncio para ele não se cansar e na velocidade que minha barriga já me permitia andar.

— Como senti falta desse quarto — ele abraçou minha cintura assim que entramos em nossa suíte.

— Eu também senti muita falta de você aqui, meu amor — virei, fixando nossos olhos. — Sete dias nunca passaram com tanta dificuldade.

— Eu imagino, princesa. Não consigo me imaginar sem você aqui também — Artur me apertou mais a ele e gemi pelo contato mais íntimo que estava adormecido a mais de um mês, por conta do repouso e do seu atentado. — Eu preciso de você, Linda — sussurrou rouco no meu ouvido, arrepiando-me dos pés a cabeça.

— Eu também preciso, mas você precisa descansar, amor — me desvencilhei dos seus braços o fazendo sorrir em meus cabelos. — Vamos tomar um banho? — o safado me olhou maliciosamente, enquanto me virava de costas e começava a abrir meu vestido.

— Um banho nunca será um banho com você, Senhora Scott — beijou meu ombro já despido, fazendo-me gemer mais uma vez ao sentir sua ereção despertar em minha bunda.

— Isso não se faz com uma grávida em ebulição — Artur gargalhou me ajudando a terminar de tirar meu vestido. — Oh, meu Deus, não faça isso — clamei por misericórdia, pois não resistiria muito tempo.

— Isso também não se faz com um convalescente, princesa, precisamos resolver nosso probleminha o quanto antes — beijou toda a parte descoberta do meu corpo, tirando meu sutiã e acariciando meus seios maiores por conta da gravidez. — Eu os amo assim — sussurrou, mordendo o lóbulo de minha orelha. — Senti tanto sua falta, princesa.

— Ah! Eu também — me entreguei às suas mãos assim que seus dedos infiltraram na minha calcinha, já encharcada. — Muita roupa, Senador — virei apenas o pescoço fazendo com que Artur tomasse minha boca com fúria, colocando-me de frente para ele ao mesmo tempo em que me puxava pela nuca com a outra mão.

— Como eu te amo, Linda — colamos nossas testas, enquanto seus dedos ainda trabalhavam dentro de mim. — Preciso de você.

— Vamos para o banho, quero te relaxar completamente dentro daquela banheira, mas tem que me prometer que não fará nenhum esforço — comecei a desabotoar sua camisa com cuidado.

— Prometo deixar você me conduzir como já faz em nossa vida — sorri, mesmo não concordando plenamente. Em nossa vida éramos cúmplices, apenas isso.

Tirei suas mãos de dentro da minha calcinha com muito pesar, nos fazendo gemer pela falta de contato e lambi cada um deles vagarosamente sem tirar os olhos dos dele, o fazendo urrar.

— Vem — o puxei para o banheiro. Enquanto eu andava de um lado para o outro, preparando a banheira com sais e óleos perfumados, era observada atentamente por ele da porta, apenas de boxer.

— Você está atentando contra minha sanidade, Linha Marilyn — disse colando nossos corpos e mais uma vez pude sentir como que ele estava pronto para mim.

— Então vamos entrar! Nosso banho já está pronto — abaixei, retirando minha calcinha, e a mão habilidosa de Artur voltou novamente para minha intimidade. — Oh, amor — gemi e minhas mãos foram diretamente para seu cabelo bagunçado, dando-lhe livre acesso aos meus seios e meu digníssimo marido não perdeu tempo, os apalpando.

— Vem, princesa, quero você gozando na minha mão.

— Mas eu quero gozar na sua boca, Senador — fiz manha o escutando urrar, apertando ainda mais meus seios. — Vem, vamos entrar — com muita dificuldade, desvencilhei-me dos seus braços, me virei, tirando sua boxer e beijei a ponta daquele membro que era só meu.

— Porra, Linda, está querendo me matar… Puta que o pariu, por que tão sexy? — ele dizia coisas desconexas fazendo-me sorrir perto demais do seu pau.

Entrei na banheira permanecendo de pé, chamando-o com o dedo e indicando onde ele sentaria.

Artur obedeceu, sentando-se e me puxando para perto do seu rosto e…

Oh, meu Deus!

Começou a trabalhar na minha intimidade em um sexo oral que me levaria aos céus em poucos minutos.

— Era isso que estava se referindo, princesa? — passou a língua por toda a extensão da minha entrada. — Era da minha língua aqui que se tratava seu intenso desejo?

— Sim… Jesus Cristo! Sim, amor — falei desconexa. Nada faria sentido com meu gostoso marido estimulando-me com a língua e principalmente com seus dois dedos que haviam acabado de ser introduzidos ali. — Oh! — gritei o fazendo rir e comecei a rebolar inconscientemente. — Tão perto… Isso, amor… Aí — segurei firme sua cabeça naquele ponto que seria o da minha entrega absoluta. Tive um dos orgasmos mais fortes da minha vida. Na verdade, acho que abstinência e os hormônios da gravidez ajudaram para que isso somasse e me fizesse agachar, descendo completamente encaixada no seu membro.

— Isso, princesa, agora rebole, quero sentir você novamente, me enlouquecendo.

— E eu quero sentir meu gosto na sua boca — a capturei, faminta de desejo e quando nossas línguas se encontraram eu pude sentir meu gosto ainda forte. Gememos e eu rebolei ainda mais, sem encostar no seu peito, ainda ferido, me apoiando totalmente na borda da banheira.

Nosso fim chegou rápido e Artur me pegou pela nunca, beijando-me apaixonadamente.

— Eu amo você, Linda. É como... — respirou fundo. — É como se eu estivesse voltando a respirar — disse com nossas testas coladas, me fazendo sorrir por sentir os mesmos sintomas da nossa…

— Dependência, Senador — nos beijamos novamente.

Quando a água restante da banheira já estava fria, tomamos um banho de verdade e fiz questão de cuidar da sua higiene, ensaboando e enxaguando cada parte do seu corpo, dando ênfase aos pontos em seu peito, como havia aprendido com as enfermeiras no hospital.

Devidamente secos e vestidos, Artur apenas de boxer e eu com uma minúscula camisola branca, nos deitamos.

— Estou feliz por estar em casa novamente.

— E eu satisfeita — Artur me olhou tentando parecer sério, mas gargalhou.

— Devassa — balançou a cabeça, capturando meus lábios.

— Por você, Senador — mordi os lábios enquanto o escutava urrar, atacando-me novamente e me colocando em cima do seu corpo. Mais uma vez, para não te machucar, apoiei na cabeceira da cama.

— Me esqueço completamente que você acabou de passar por uma cirurgia quando me pega desse jeito — disse acariciando seus cabelos enquanto ele se deitava no meu peito, depois de mais um orgasmo. — Você está bem? Não está sentindo nenhuma dor? — o desgraçado riu da minha preocupação.

— A única coisa que estou conseguindo sentir nesse momento, princesa, é a sensação de estar no céu — sorri beijando sua testa. — Estou em casa, depois de ter acabado de comer minha mulher, quase um mês e meio depois do nosso resguardo, recebendo o melhor cafuné de toda a minha vida e acariciando minha filha no seu ventre — sorri emocionada.

— Eu amo você, Artur... — disse sincera. — Tive tanto medo.

— Shiii! Não vamos mais falar disso, meu amor. Estou aqui, é isso que importa, não é? — assenti. — E também amo você, Linda Marilyn — ele olhou fixamente nos meus olhos. — Nada vai nos separar — Sophie se agitou, nos fazendo sorrir. — Vocês são a minha vida.

— E você a nossa — toquei seu rosto carinhosamente. — Boa noite, meu amor mais lindo. — lhe dei um selinho casto.

— Boa noite, minha princesa mais bela — caímos no sono praticamente juntos e dormimos agarradinhos.