O Senador
Capítulo 22 · — Linda, me promete que se passar…
— Linda, me promete que se passar mal voltaremos na mesma hora? — perguntei receoso assim que parei o Volvo esportivo no píer de Nova York, mas o sorriso lindo da minha mulher me fez relaxar.
— Amor, estou ótima! Ou melhor, estamos — Linda passou a mão esquerda ostentando sua aliança dourada pela barriga e me beijou. — Você me prometeu que iríamos para a ilha de iate e nunca nossos horários coincidiram. Nossa lua de mel não poderia ser oportunidade melhor — lançou-me um olhar malicioso.
— Então, Senhora Scott, preparada?
— Meu Deus! Esse nome ainda dispara meu coração — sorri e saí do carro dando a volta, ajudando-a descer.
Sua barriga já era visível, principalmente no vestido azul claro esvoaçante e maravilhoso que colocou assim que tirou o de noiva. E modéstia à parte... Jesus Cristo! O que foi aquele vestido? Marcava perfeitamente suas curvas já modificadas pela gravidez, dando ênfase maior a seus seios já fartos também. Linda estava, literalmente, uma tentação com aquele vestido.
Nosso casamento não poderia ter sido mais emocionante. Não aguentei na hora dos votos, entregando nosso presente ao mundo. Não havia conversado com Linda ainda, mas sentia-me aliviado por não ter mais que tomar cuidado para que nosso segredo não fosse revelado. Organizaria sua proteção extrema logo depois da lua de mel. Mas, naquele momento, apenas pensaria em seu corpo colado ao meu.
— Vamos entrar? — puxei-a para mais perto assim que a ajudei a descer do carro, aproximando nossos corpos.
— Vamos, mas antes… — Linda colou nossos corpos, segurando minha nuca e tocou meus lábios nos dela. — Senti falta deles — sorri, aquela frase era minha. — Preciso tanto de você. Senti tanto sua falta — rebolava, já sentindo minha ereção em sua barriga.
— Eu também, princesa, mas melhor entrarmos primeiro, não acha? O iate é todo nosso.
— Ótima ideia — descolamos nossos corpos e fui puxado pelo braço. Olhei de soslaio para os seguranças que não abriria mão, pelo menos até estarmos em alto mar e me deixei ser levado para dentro do barco vendo Linda parar na soleira, maravilhada com o que via.
Havia pedido para Miranda preparar uma decoração especial para nossa noite de núpcias e ela havia caprichado. Além de pétalas de rosas espalhadas por toda a extensão do barco, tinha uma garrafa de champanhe sem álcool a nossa espera, encomendado especialmente para a ocasião.
— Isso está… — Linda disse emocionada — perfeito.
— Você merece, princesa — a abracei por trás. — Não viu nossa cabine ainda — sussurrei a fazendo gemer e se derreter em meus braços. — Mas, antes — ela resmungou assim que me afastei —, um brinde a um dos dias mais importantes das nossas vidas — ela sorriu lindamente enquanto me dirigia ao balde de gelo.
— Sem teor alcoólico?
— Como prometi — estourei a garrafa e Linda se aproximou com as taças nas mãos.
— Um brinde então ao dia mais lindo de nossas vidas — servi o líquido e entrelacei nossos braços, cruzando também nossos olhos.
— Um brinde a mulher mais linda, que hoje conseguiu se superar em um vestido… Por Deus, Linda, o que foi aquele vestido? — ela sorriu, corando.
— Gostou?
— Se gostei? — a peguei pela cintura sem desconectar nossos olhos, que ardiam. — Eu amei! — mordi seu ombro. — Você me deixou louco.
— Essa era a intenção — mordeu os lábios.
— Não faça isso, não vou conseguir me controlar.
— Não se controle, amor — apertei-a sentindo seu corpo estremecer encostado no meu.
— Eu quero fazer amor com você, Linda Marilyn.
— Então faça, Senador — não resisti, invadindo sua boca, mostrando todo o desejo que sentia naquele momento. Quando nossas línguas se encontraram nada mais fez sentido. Então, peguei-a no colo nos levando para nossa cabine e quando chegamos lá depositei seu corpo em chamas na cama e parei de pé observando como ele havia se modificado. Linda estava mais gostosa. — Vai ficar apenas apreciando a paisagem? — fui tirado do transe com ela vindo em minha direção.
— Deite — ordenei a fazendo sorrir. — Quero te amar vagarosamente. Você está tão linda, princesa — ajudei a se deitar novamente. — Estava apreciando como seu corpo está se modificando — subi seu vestido acariciando suas pernas torneadas parando nas coxas. — Como você está extremamente gostosa. Jesus Cristo, Linda! Quero te engravidar uma vez por ano — ouvi sua gargalhada que sempre seria música para meus ouvidos. — Eu amo você.
— Também amo você. E a ideia de um filho por ano me parece razoável, mas agora me ame, Artur.
Retirei seu vestido vagarosamente, beijando cada parte que começava a ser exposta. Linda sempre foi uma mulher muito bonita, me deixou louco desde a nossa primeira vez, porém ali, tão aberta para mim, oficialmente como minha mulher e grávida do nosso primeiro filho, era especial, diferente mesmo. Retirei minhas roupas também sob seu olhar atento e quando nada mais nos impedia invadi seu corpo ao mesmo tempo em que nossos lábios se encontraram novamente. E num jogo sensual de vai e vem, ora devagar, ora loucamente, nos amamos como há muito tempo não fazíamos, por conta de nossa tortuosa mania de nos comer loucamente sempre.
— Como pode ser tão gostoso? — sorri mordendo seu pescoço.
— Vem comigo, princesa, quero você me apertando — ela sorriu e enlaçou ainda mais seus braços no meu pescoço, entregue aos seus sentidos mais folgazes.
— Eu estou tão perto…
Não precisei terminar a frase para vê-la se entregar a um estrondoso orgasmo me levando com ela como em todas às vezes.
Ver Linda gozando, se entregando inteiramente a mim sem pudores, dava-me uma das melhores sensações, fazendo com que ao seu lado eu caísse em um abismo de sentimentos extraordinários.
— Amo você — beijei sua boca ainda tentando recuperar o fôlego.
— Oh, meu Deus, como eu amo você! — Linda acariciou meu rosto vagarosamente se emocionando. — Você é tão lindo, Artur — deitei ao seu lado, descansando meu pescoço na minha mão para observá-la melhor. — Obrigada.
— Eu que tenho que te agradecer por tudo — toquei seu rosto, imitando seu gesto e depois seu ventre, que acomodava nosso filho.
— Você o revelou ao mundo — ela encontrou minha mão e juntos, o acariciamos.
— Me perdoe, eu deveria… — Linda calou-me com um selinho casto.
— Não... Você foi maravilhoso! Não poderíamos ter revelado nossa gravidez em um momento mais especial. Foi tudo perfeito, amor. Eu amo você mais que a mim mesma.
— Eu também, princesa — aconcheguei-a em meu peito, porém ela foi mais rápida.
— Quem está pensando em dormir aqui? — gargalhei vendo minha mulher fogosa se ajoelhando em minha frente e começando a chupar meu pau vagarosamente.
— Linda! — urrei. — Você será meu fim.
— Já disse que não, Senador. Serei sua linda Primeira-dama — dizendo isso, ela me chupou, lambeu, acariciou, fazendo com que a desse o que tanto queria. Gozei igual a um menino, como acontecia em todas às vezes de sexo oral. Linda tinha o dom de me enlouquecer com aquela boca.
Porém, mais rápido que ela poderia imaginar, inverti nossas posições lhe retribuindo a altura.
— Não poderia deixar você dormir sem ter trabalhado minha língua tortuosamente por todo seu corpo, Primeira-dama.
— Artur — ela gemeu se entregando novamente a mim, fazendo-me quase gozar apenas por escutar seus urros de desejos. Coloquei-a de quatro na cama, mais uma vez a invadindo. E ali, nossa noite estava apenas começando. Com fôlegos de maratonistas caímos na cama com o dia amanhecendo e dormimos agarrados um ao outro sem nos preocupar com mais nada. Eu a tinha em meus braços. A minha mulher… A mãe do meu filho… A minha melhor amante… A minha melhor amiga.
Não pediria mais nada a Deus, pois seria um completo sacrilégio.
Minha vida estava perfeita e nossa lua de mel apenas começando.
Acordei com o sol já a pino e tive minha melhor visão matinal. Linda sempre dizia, desde nossa primeira manhã juntos, que acordar e me ver correndo naquela esteira era sua visão do paraíso. No entanto, a minha sempre foi privilegiada também. Pois tirar Linda do meu peito ronronando e se virando de costas, como uma gata manhosa, era completamente inebriante e eu tinha isso todas as manhãs.
Levantei, tomando cuidado para não acordá-la e fui para o banheiro tomar meu banho, mesmo sabendo que ela não gostaria de acordar e me ver já pronto, porém, queria zarpar antes de sermos descobertos aqui no píer.
Pronto, fui até a cozinha do iate e preparei um caprichado café da manhã para nós dois. Subi até o convés, depois de deixar a mesa posta, dispensando os seguranças e ligando os motores do barco.
Mais ou menos quarenta minutos depois, senti um abraço gostoso nas minhas costas.
— Você não me acordou — sorri pelo bico que, com certeza, Linda estaria fazendo. E quando virei constatei o que imaginava.
— Não queria te acordar, princesa — beijei o topo de sua cabeça —, e precisávamos zarpar antes de sermos descobertos.
— Dispensou os seguranças? — me abraçou mais forte e percebi que estava de banho tomado e com uma linda saída de praia esvoaçante branca.
— Sim, agora somos apenas nós dois e é claro, nosso café da manhã que já está nos esperando — ela passou a língua nos lábios e isso me fez endurecer na hora. Aquela mulher tinha o dom de ser sexy desde a hora que acordava. Porra!
— Que bom, porque estamos morrendo de fome, vamos? — ela parou em dúvida. — Não ria de mim, mas você pode deixar o barco sozinho? — sorri ligando o piloto automático e a abracei por trás.
— Piloto automático ligado, princesa. Vamos tomar nosso café! — a puxei para a mesa que tinha montado do outro lado da proa.
— Vamos — fomos abraçados até lá e Linda se deliciou com a mesa posta. — Você está se superando, Senhor Scott — ela riu e me beijou.
— Tudo para minha esposa mais linda.
— Você não me quer chorando, não é? Então pare de me elogiar — fungou.
— Mas você merece tudo, Senhora Scott — ela sorriu já com lágrimas nos olhos.
— Eu ainda preciso me acostumar com isso, mas os hormônios da gravidez também não estão ajudando — gargalhei e a ajudei a sentar.
— Vamos tomar nosso café então e falaremos sobre isso depois.
— Concordo.
Nosso café da manhã foi animado, Linda não enjoou nenhuma vez, o que a deixou feliz e a mim, aliviado. Logo depois de terminarmos, fui até a frente do barco para verificar se estávamos na rota certa, enquanto Linda retirava a mesa do café.
Com tudo certo, desliguei os motores e saí a sua procura. Pensei em convidá-la para um mergulho, já que o mar estava calmo.
Minha mulher estava linda perto da mesa onde havíamos acabado de sair olhando aquela imensidão azul. Seu vestido esvoaçante, misturado com a beleza natural do lugar, me deixava ainda mais embasbacado com a perfeição em formas e contornos de mulher.
— Você é linda — disse me aproximando e quando encostei nossos corpos ela recostou sua cabeça no meu peito.
— Esse lugar que é lindo, amor — Linda estava emocionada novamente.
— Que tal um mergulho? — virei seu corpo para o meu, beijando seus lábios.
— Adoraria — disse bem próxima. Sua boca logo foi capturada por mim em um beijo quente, mas quando minhas mãos começaram a explorar seu corpo, Linda, moleca como sempre, se desvencilhou dos meus braços correndo para o outro lado do barco, deixando seu vestido pelo caminho e seu lindo biquíni azul a mostra. — Mas quero você ali — apontou para a água e pulou.
Gargalhei tirando minha roupa e ficando apenas de sunga, pulando atrás dela.
Encontrei seu corpo e a agarrei, beijando seu pescoço e mais uma vez sua boca.
— Eu amo você, princesa.
— Eu também, amor, tanto que chega até a doer — ela se apertou ainda mais em meu corpo, enlaçando suas pernas na minha cintura.
— Deixo doer apenas se for uma dor gostosa de sentir, ok? Não admito minha mulher sentindo qualquer coisa!
— Que não seja seu pau dentro de mim — gargalhei gostoso vendo-a me acompanhar.
— Exatamente — senti seu corpo rebolar no meu e não foi preciso muito esforço para estar dentro dela.
Nos beijamos apaixonadamente e ali, no meio do oceano, nos amamos apenas com o mar servindo de testemunha.
Fiz amor com minha mulher lentamente sendo ritmado pelas ondas batendo em nossos corpos. Chegamos ao orgasmo juntos e, sorrindo, ficamos ali mais algum tempo apenas sentindo a sensação que o outro emanava.
Quando havíamos nos recuperado, voltamos para o barco e curtimos o final do sol da manhã. Pouco tempo depois, Linda foi a cozinha preparar algo para comermos, enquanto voltei ao comando do iate.
Almoçamos no mesmo clima do café da manhã, e logo depois resolvemos nos deitar um pouco na sala do iate.
Recebendo um carinho gostoso, Linda dormiu nos meus braços. Aproveitei para voltar ao controle do barco, afinal eu queria chegar até o início da noite.
Como previsto consegui chegar à ilha de Emma antes do anoitecer. E com o barco atracado fui chamar minha bela adormecida que ainda estava do mesmo jeito que a tinha deixado.
— Princesa — beijei seu pescoço. — Acorde, amor. Chegamos.
— Oi — ela abriu os olhos, confusa. — Como assim, chegamos?
— Estamos atracados na ilha, meu amor — sorri ajudando-a se sentar.
— Por que não me acordou? — fez um lindo biquinho. — Você ficou sozinho e eu… Ai, meu Deus! Vou passar minha lua de mel dormindo — Linda colocou as mãos no rosto dramaticamente, fazendo-me gargalhar. — Não ria, Artur Sebastian, estou falando sério.
— Princesa, vamos com calma! Que tal sairmos para curtir nossa ilha? Ela está a nossa espera — pisquei para ela.
— Você me perdoa? — continuei rindo de seu drama gestacional.
— Só se você desembarcar comigo agora — a puxei pela mão.
— Ok! — ela levantou animada. E como pela manhã, saiu correndo na minha frente.
Seus hormônios até o nono mês iriam me enlouquecer.
— Linda! Cuidado, princesa — ri da sua animação, já na areia.
— Pare de me tratar como um cristal, Artur, e venha logo me pegar — sorriu e começou a correr pela areia. Desci do iate indo a sua direção. — Você está tão fraquinho hoje, Senador.
— E você não tem medo de brincar com fogo, não é mesmo, Linda Marilyn?
— Eu adoro me queimar! — ela gritou a mais ou menos dois metros de distância, mordendo os lábios.
— Deixa que eu faço isso para você — me aproximei do seu corpo ainda parado no mesmo lugar.
— Vem então — quando cheguei perto, a danada jogou água em mim e saiu correndo.
— Linda Marilyn… Linda Marilyn — balancei a cabeça e saí correndo, alcançando-a e enlaçando sua cintura. — Agora você vai ver.
— Para, Artur — ela se contorcia e gargalhava ao mesmo tempo, enquanto fazia cócegas em seu corpo. — Para, amor — dizia entregue em meus braços.
— Então vem, Senhora Scott. Vamos entrar antes que pegue um resfriado — Linda sorriu me dando um selinho. — E como manda a tradição dos recém-casados... — a peguei no colo para entrarmos na casa.
— Ai que saudades desse lugar — disse assim que adentramos a sala de estar.
— Também senti falta daqui — a coloquei na borda do sofá.
— Sente, amor… Olhe esse cheiro — fechamos os olhos apenas sentindo aquela sensação de paz e tranquilidade. — Eu me lembro da nossa primeira viagem para cá.
— Ela foi muito especial para nós dois, não é? — acariciei seu rosto aproximando nossos corpos.
— Uma das mais lindas — ela pausou. — Talvez por ter sido a primeira — Linda enlaçou suas pernas na minha cintura. — Amo você mais que a mim mesma — a peguei no colo. — Amo você com toda a intensidade do meu ser — agarrou meu pescoço.
— Então estamos empatados, princesa, eu a amo com a mesma intensidade — beijei seu pescoço. — Mais que a mim mesmo — beijei seu colo. — Loucamente! — capturei sua boca.
— Eu quero você agora, Artur — ela gemeu na minha boca. — Eu preciso de você, amor.
— Eu vou te amar para sempre, princesa — lhe dei um beijo casto, nos levando para o quarto.
— Eu sei que vai.
A intensidade do nosso amor preenchia todos os ambientes daquele lugar. Nunca me imaginei tão entregue, porém com Linda, ou melhor dizendo, por Linda, eu havia me transformado em um homem melhor.
Permanecemos em pé de frente a enorme porta janela do nosso quarto e comecei, vagarosamente, a tirar nossas roupas.
Eu a queria por completo.
Queria minha mulher sentindo todo o amor que estávamos emanando por nossos poros.
Então, beijei cada parte do seu corpo, dando ênfase a seus seios fartos, que estavam me enlouquecendo, para depois deitarmos na cama, lugar onde Linda mais ansiava.
Beijei sua intimidade lisa com toda devoção que poderia ter e me afundei na sensação de sentir seu gosto assim, tão próximo a mim.
Seu orgasmo não demorou muito para acontecer e, aproveitando seu estado de letargia, a invadi sem pedir permissão. Sua boca também foi tomada a minha e juntos mais uma vez caímos naquele abismo, onde só existia espaço para um sentimento: O nosso amor.
— Eu amo você — Linda disse emocionada ainda com meu corpo pesando sobre o dela.
— Eu também a amo, princesa — beijei seus lábios calmamente e continuamos ali, naquela bolha que nada nem ninguém ultrapassariam jamais.
Ainda naquela noite, tomamos um delicioso banho de banheira com muitas brincadeiras nada inocentes dentro dela, conseguindo definitivamente cair na cama, mais uma vez com o dia amanhecendo.
Eu previ que nossa lua de mel seria assim, com noites intermináveis, manhãs curtas, tardes preguiçosas e mais e mais noites quentes sem hora para acabar.
Na manhã seguinte, mais uma vez acordei primeiro que Linda, então resolvi tomar meu banho e preparar nosso café da manhã. Isso se tornou lei durante a gravidez, minha esposa dormia satisfeita, no bom sentido, mas acordava faminta.
Sorri dos meus pensamentos e terminei de colocar a mesa, indo até mais próximo do mar. Eu não entraria, claro. Esperaria minha bela adormecida acordar para nosso primeiro banho de mar juntos. Ela gostaria que eu fizesse isso.
Mas não demorou muito para que ela se levantasse e me encontrasse sentado na areia, olhando para o mar. Veio linda de banho tomado e sentou-se ao meu lado.
— Bom dia, meu amor — me deu um selinho.
— Bom dia, dormiu bem? — ela gargalhou. — Você está bem? — toquei seus cabelos molhados.
— Por que não estaria? Minha cara está tão ruim assim? — foi minha vez de gargalhar.
— Você está ótima, princesa. Só fiquei preocupado — ela respirou aliviada. — Com fome? — seu sorriso se abriu novamente.
— Você fez nosso café da manhã de novo?
— Quem mais faria a não ser seu marido expert em cafés da manhã?
— É por isso que o amo — levantei a ajudando.
— Me ama por isso? — comecei a cutucar suas costelas.
— Respeite seu filho, Scott — ela gargalhava se contorcendo.
— Oh, meu amor, bom dia! — agachei beijando sua barriga e mais uma vez ela se contorceu. — O quê? Não… Eu vou conversar com meu filho agora — voltei a beijar sua barriga tentando ficar sério.
— Amor, eu vou fazer xixi na calcinha.
— Pronto, parei — levantei novamente pegando sua mão. — Vamos tomar nosso café.
— Melhor assim — Linda respirou aliviada tocando seu ventre já com um volume maravilhoso.
— Estava pensando em irmos para a cachoeira hoje — disse enquanto Linda terminava seu café da manhã. — Lembra dela?
— Como poderia me esquecer — gargalhamos juntos. — A cachoeira onde você quis me comer e escutar meus gritos sem ninguém nos importunar, quando viemos com nossos pais.
— Exatamente. Memória fotográfica, Linda Marilyn — beberiquei meu café.
— Para as coisas boas sempre — beijou minha mão. — Nós vamos mesmo?
— Claro! Lá o sol não bate tão forte, então poderemos curtir mais.
— Ótimo! — Linda levantou animada já me puxando.
— Vamos levar algo para você comer, sabe que não pode ficar muito tempo sem se alimentar — revirou os olhos como uma criança, mas por fim sorriu.
— Ok! Você tem razão — acariciamos seu ventre juntos. — Tudo por nosso bebê.
Nosso passeio até a cachoeira foi maravilhoso.
Curtimos durante o resto da manhã e o começo da tarde.
Claro que realizando minhas atividades favoritas. Linda clamou e gemeu algumas vezes durante o banho de cachoeira, porém não se esquecendo de alimentá-la também.
No meio da tarde resolvemos voltar para casa e depois de um banho rápido ela cozinhou para nós dois enquanto conversávamos na cozinha. Sorri me lembrando da nossa primeira vez ali, onde repetimos aquele mesmo gesto.
Muitas coisas haviam mudado desde então.
Nossas vidas foram modificadas por completo. Porém, eu já sabia dessa mudança quando a trouxe para cá da primeira vez, pois a queria para mim. Eu não a largaria por nada desse mundo.
E ali, depois de quase três anos, casados, cúmplices e pais, via que não poderia ter feito escolha melhor.
Minha linda dama de vermelho havia nascido para estar ao meu lado… Para sempre.
E no final daquela tarde, contemplei a mais linda imagem que meus olhos um dia poderiam ter visto.
Linda observava o mar com uma saída de praia esvoaçante vermelha e com sua barriga linda para fora, já reinando universalmente.
Eu não poderia ser um homem mais feliz.
Peguei meu celular registrando em silêncio aquele momento único.
Minha mulher, a mãe do meu filho e, principalmente, a mais linda de todas.